Há alguém que atravessa meus pensamentos sem pedir licença. Não sei quando começou, nem como ganhou espaço, só sei que entrou. Ocupou meus sonhos, meus desejos mais guardados, como se já conhecesse cada canto de mim. Foi chegando devagar e, quando percebi, já estava dentro do meu peito, sem contrato, sem aviso, sem promessa.
Essa presença me
desarma! Confunde minhas certezas, bagunça o que eu achava que estava no
controle. Quando me envolve, me leva para lugares que eu nunca tinha visitado,
nem em imaginação. O corpo responde, a cabeça se perde, e eu deixo! Adoro! Porque há
toques que não pedem permissão, apenas acontecem!
O mais curioso é o
efeito que isso causa em mim! Coisas antigas, defeitos que sempre carreguei,
foram ficando mais leves, quase invisíveis. Não houve esforço, nem conversa,
nem tentativa. Simplesmente deixaram de doer! Como se alguém tivesse mexido nos
meus sentidos com cuidado e retirado o que já não precisava estar ali.
E talvez o mais desconcertante seja isso: fui amado sem ter pedido, envolvido sem ter planejado, tocado sem ter previsto. E, nesse caminho silencioso, acabei amando também mesmo antes de entender quem era essa pessoa. Talvez eu nunca saiba responder completamente. Talvez a pergunta continue sendo parte do encanto. Porque algumas presenças não se explica, apenas se sentem.
J.K – 24.01.26

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