Eu já saí de uma história com a sensação de ter perdido quase tudo. Não foi só uma despedida — foi uma ruptura. Saí inteiro por fora, mas por dentro parecia que tinham passado um vendaval. Meus planos ficaram espalhados pelo chão, alguns sonhos rasgados, outros simplesmente abandonados na pressa de ir embora antes que eu me perdesse de vez.
Houve momentos em que me senti encurralado. Não por
gritos, mas por expectativas, por promessas que fui aceitando sem perceber o
preço. Eu, que sempre fui desconfiado, baixei a guarda. Acreditei! E quando a
gente acredita demais, esquece que também pode se machucar. Doeu mais por ter
sido escolha minha.
Caminhei muito depois disso! Fugi de lembranças,
evitei lugares, apaguei rastros como se pudesse apagar sentimentos. Tentei
convencer a mim mesmo de que era só mais uma experiência. Mas há marcas que não
desaparecem com distância. O tempo ensina a conviver, não a esquecer.
Sim, houve momentos bons! Houve riso, entrega,
verdade! Mas nem toda flor resiste a tempestades repetidas. Algumas relações
não acabam por falta de amor, acabam por excesso de desgaste. E o coração até
aprende a perdoar… mas não apaga o que atravessou.
Hoje eu sei que não sou o mesmo. Carrego cicatrizes
que me lembram onde não devo mais permanecer. Não é frieza! É proteção! Não é
amargura! É instinto!
Eu sigo! Ainda forte! Ainda sensível! Ainda capaz
de amar! Mas agora consciente de que há batalhas que não se lutam duas vezes.
J.K – 14.02.26

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