sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Duas semanas na estrada, dois quilos a mais e muitas histórias no porta-malas

   Duas semanas na estrada, três estados atravessados, mais de seis mil quilômetros rodados e aquela sensação deliciosa de cansaço bom. Foi uma viagem maravilhosa. Daquelas que a gente volta diferente, com o corpo um pouco mais pesado e o coração bem abastecido. Em cada cidade, em cada agência de compras e turismo, fomos recebidos com carinho, conversa boa e mesa farta. E isso, confesso, pesa… na balança. 


Engordei dois quilos. Um por semana, com orgulho e sem culpa. Foram muitos almoços caprichados, jantas generosas, cafés intermináveis e chimarrões que viravam quase reuniões terapêuticas. Enquanto isso, meu colega de trabalho e parceiro de viagem manteve o peso estável, como se fosse imune aos encantos da gastronomia e da hospitalidade brasileira. Injusto? Talvez. Admirável? Com certeza.


Ele é desses caras raros: paizão, atencioso, educado, sempre com uma palavra certa e um cuidado silencioso com tudo e todos. Dirige com atenção exemplar — embora, no meu ponto de vista, use o celular mais do que deveria, assunto que sigo observando com olhos críticos e um leve levantar de sobrancelha. Ainda assim, é um colega formidável, desses que a gente aprende só de estar junto, ouvindo, convivendo, compartilhando estrada e rotina.


E o melhor (ou o mais perigoso para a balança): ainda temos mais uma semana pela frente. Mais visitas, mais cidades, mais histórias, mais mesas postas. A estrada continua, o aprendizado também. O peso… bem, esse a gente resolve depois. 🚗☕🥗


 

J.K. - 06.02.26




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