Duas semanas na estrada, três estados atravessados, mais de seis mil quilômetros rodados e aquela sensação deliciosa de cansaço bom. Foi uma viagem maravilhosa. Daquelas que a gente volta diferente, com o corpo um pouco mais pesado e o coração bem abastecido. Em cada cidade, em cada agência de compras e turismo, fomos recebidos com carinho, conversa boa e mesa farta. E isso, confesso, pesa… na balança.
Engordei dois quilos. Um por semana, com orgulho e
sem culpa. Foram muitos almoços caprichados, jantas generosas, cafés
intermináveis e chimarrões que viravam quase reuniões terapêuticas. Enquanto
isso, meu colega de trabalho e parceiro de viagem manteve o peso estável, como
se fosse imune aos encantos da gastronomia e da hospitalidade brasileira.
Injusto? Talvez. Admirável? Com certeza.
Ele é desses caras raros: paizão, atencioso,
educado, sempre com uma palavra certa e um cuidado silencioso com tudo e todos.
Dirige com atenção exemplar — embora, no meu ponto de vista, use o celular mais
do que deveria, assunto que sigo observando com olhos críticos e um leve
levantar de sobrancelha. Ainda assim, é um colega formidável, desses que a
gente aprende só de estar junto, ouvindo, convivendo, compartilhando estrada e
rotina.
E o melhor (ou o mais perigoso para a balança):
ainda temos mais uma semana pela frente. Mais visitas, mais cidades, mais
histórias, mais mesas postas. A estrada continua, o aprendizado também. O peso…
bem, esse a gente resolve depois. 🚗☕🥗
J.K. - 06.02.26

Nenhum comentário:
Postar um comentário