sábado, 28 de fevereiro de 2026

Eu não sou quem você pensa que sou

      Eu não sou quem você pensa que sou! Aliás, às vezes nem eu sei exatamente quem sou e isso me diverte! Fujo dos padrões como quem foge de uma camisa apertada demais! Não nasci para caber em moldes prontos. Prefiro ser o sujeito estranho no canto da sala, observando tudo com um meio sorriso e um pensamento atravessado, do que mais um rosto diluído numa multidão de iguais. Se estou sozinho, quase sempre é por incompatibilidade de alma, não por falta de companhia.

 

Dizem que pareço ingênuo! Há quem jure que sou distraído, até inocente! Mas, mal sabem que penso demais, que enxergo o que não digo, que escuto até o silêncio das entrelinhas. Inteligência, para mim, é afrodisíaco! Conversa boa me ganha mais do que qualquer aparência. Então, me seduza com ideias, com argumentos, com profundidade. O resto é cenário! E cenário, você sabe, muda fácil!

 

Sou um livro aberto, mas com muitas páginas dobradas, rabiscadas, algumas arrancadas pelo tempo. Não quero te impressionar com currículo, sobrenome ou saldo bancário. Também não me impressiona o seu! O que me interessa é o que você faz quando ninguém está olhando. Sou estranho, sim! Estranhamente leal! Estranhamente intenso! Estranhamente disposto a ajudar todo mundo, mesmo quando estou cansado. Meu coração é maior do que minha prudência e isso, confesso, já me custou caro!

 

Minha vida vista de fora pode parecer comum! Trabalho como um cdf aplicado, organizado, responsável, quase previsível! Sou família até a medula: gosto de mesa cheia, conversa longa, abraço demorado. Cumpro horários, entrego resultados, pago boletos. Mas por dentro há um universo paralelo! Entre quatro paredes, as da alma, antes de qualquer outra coisa, eu penso alto, sinto forte, desejo sem pedir licença. Não sou de joguinhos. Se for para viver, que seja inteiro!

 

E sobre assombrações? Eu não temo casas antigas nem corredores escuros! Tenho medo é dos vivos! Dos que sorriem com cálculo, dos que prometem sem intenção, dos que machucam por esporte. Lugares guardam memórias! Pessoas guardam intenções! E é aí que mora o perigo ou o milagre. Somos nos que decidimos nosso destino!

 

Sou esse paradoxo ambulante: estranho e acolhedor, reservado e intenso, disciplinado e caótico por dentro. Não quero ser entendido por todos! Quero ser reconhecido por poucos! Porque no fundo, bem no fundo, eu não sou quem você pensa que sou! Sou mais!

 

J.K – 20.02.26




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