Tem cidade que a gente aprende no mapa. Caxias do Sul eu aprendi no peito! Ela me encanta, me fascina e me emociona! Caminhar por suas ruas arborizadas é revisitar memórias que não envelhecem. Cada bairro guarda um pedaço da minha história, cada esquina me devolve uma versão de mim mesmo. Não é exagero dizer: essa cidade me transformou
Aqui o trabalho é quase herança genética. Terra de imigrantes que
transformaram suor em prosperidade, dificuldade em oportunidade. O Monumento ao Imigrante e a Casa de Pedra não são apenas símbolos
históricos — são lembretes vivos da coragem de quem começou tudo praticamente
do zero. Caxias carrega no concreto e na indústria a força de quem não
desistiu.
E quando os Pavilhões da Festa da
Uva se enchem de luz para celebrar a Festa
da Uva, algo em mim se acende junto. Não é só uma festa tradicional
— é a reafirmação da nossa identidade, o orgulho da colheita, do vinho, da
cultura que atravessou o oceano e criou raízes profundas aqui. Ali, eu sinto
que pertenço.
Em dia de CaxJu, então, a cidade ferve! Quando Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul
e Esporte Clube Juventude entram em
campo, não é apenas futebol — é tradição, rivalidade centenária, paixão herdada
de geração em geração. Mesmo quem tenta fingir indiferença acaba comentando o
resultado no dia seguinte.
E as noites de inverno… ah, as noites de inverno da serra. O frio
que pede casaco pesado, mesa cheia e conversa sem hora para acabar. Caxias tem
uma beleza silenciosa quando a neblina baixa e as luzes ficam mais íntimas. É
nesse clima que a cidade me abraça de um jeito especial, quase cúmplice.
Na mesa, então, o amor ganha sabor. Do xis generoso do Jayme Rocha
Lanches ou do Tonico Lanches, ao filé do Restaurante
Danúbio, ao galeto tradicional da Galeteria
Alvorada e ao churrasco do Churrascaria Imperador.
Sem falar nas cantinas de massa, nos rodízios de pizza, no vinho compartilhado
e no suco de uva que tem gosto de infância. Comer aqui nunca é apenas saciar a
fome — é reafirmar laços.
Somos mais de meio milhão de habitantes, a segunda maior cidade do
estado, carinhosamente chamada de pérola das colônias. Mas, para mim, Caxias é
mais do que números ou títulos. É raiz! É identidade! É memória viva.
Eu poderia explicar com dados, com história, com estatística. Mas
a verdade é simples: Caxias do Sul me adotou. E amar essa cidade não é escolha
racional — é reconhecimento! Porque antes mesmo de eu entender quem eu era, ela
já tinha decidido que eu seria dela. E eu sou! Com orgulho!
J.K – 18.02.26

Maravilha de declaração. Gostei muito. Parabéns !!
ResponderExcluirQue bom que leu e gostou! Amo Caxias! Cidade que me acolheu há mais de 30 anos.
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