quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Caxias do Sul, meu amor declarado

     Tem cidade que a gente aprende no mapa. Caxias do Sul eu aprendi no peito! Ela me encanta, me fascina e me emociona! Caminhar por suas ruas arborizadas é revisitar memórias que não envelhecem. Cada bairro guarda um pedaço da minha história, cada esquina me devolve uma versão de mim mesmo. Não é exagero dizer: essa cidade me transformou

 

Aqui o trabalho é quase herança genética. Terra de imigrantes que transformaram suor em prosperidade, dificuldade em oportunidade. O Monumento ao Imigrante e a Casa de Pedra não são apenas símbolos históricos — são lembretes vivos da coragem de quem começou tudo praticamente do zero. Caxias carrega no concreto e na indústria a força de quem não desistiu.

 

E quando os Pavilhões da Festa da Uva se enchem de luz para celebrar a Festa da Uva, algo em mim se acende junto. Não é só uma festa tradicional — é a reafirmação da nossa identidade, o orgulho da colheita, do vinho, da cultura que atravessou o oceano e criou raízes profundas aqui. Ali, eu sinto que pertenço.

 

Em dia de CaxJu, então, a cidade ferve! Quando Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul e Esporte Clube Juventude entram em campo, não é apenas futebol — é tradição, rivalidade centenária, paixão herdada de geração em geração. Mesmo quem tenta fingir indiferença acaba comentando o resultado no dia seguinte.

 

E as noites de inverno… ah, as noites de inverno da serra. O frio que pede casaco pesado, mesa cheia e conversa sem hora para acabar. Caxias tem uma beleza silenciosa quando a neblina baixa e as luzes ficam mais íntimas. É nesse clima que a cidade me abraça de um jeito especial, quase cúmplice.

 

Na mesa, então, o amor ganha sabor. Do xis generoso do Jayme Rocha Lanches ou do Tonico Lanches, ao filé do Restaurante Danúbio, ao galeto tradicional da Galeteria Alvorada e ao churrasco do Churrascaria Imperador. Sem falar nas cantinas de massa, nos rodízios de pizza, no vinho compartilhado e no suco de uva que tem gosto de infância. Comer aqui nunca é apenas saciar a fome — é reafirmar laços.

 

Somos mais de meio milhão de habitantes, a segunda maior cidade do estado, carinhosamente chamada de pérola das colônias. Mas, para mim, Caxias é mais do que números ou títulos. É raiz! É identidade! É memória viva.

 

Eu poderia explicar com dados, com história, com estatística. Mas a verdade é simples: Caxias do Sul me adotou. E amar essa cidade não é escolha racional — é reconhecimento! Porque antes mesmo de eu entender quem eu era, ela já tinha decidido que eu seria dela. E eu sou! Com orgulho!

 

J.K – 18.02.26




2 comentários:

  1. Amancio from Santo André19 de fevereiro de 2026 às 13:39

    Maravilha de declaração. Gostei muito. Parabéns !!

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    1. Que bom que leu e gostou! Amo Caxias! Cidade que me acolheu há mais de 30 anos.

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