Chega um momento em que a dúvida do outro já não pesa tanto. Não porque não doeu, mas porque cansa. Cansa explicar, cansa insistir, cansa esperar que alguém enxergue o que nunca quis ver. Hoje, olhando com mais calma, percebo que a vida era mais leve antes de certas presenças. Não mais vazia — apenas mais simples.
O destino não pediu
licença. Bateu à porta como quem não aceita resposta e me empurrou para um
caminho que eu não escolhi, mas precisei seguir. E foi andando por ele que
entendi: algumas histórias não acabam por falta de amor, acabam por excesso de
desgaste. Nem tudo que começa intenso foi feito para durar.
Confesso sem culpa:
hoje prefiro uma cerveja gelada, amigos em volta da mesa, risadas que não
cobram explicação. Prefiro brindar o que não deu certo do que insistir em
salvar o que já se perdeu. Há derrotas que são libertação. Há fins que merecem
um brinde honesto, não um lamento eterno.
Se duvidam de mim,
pouco importa! Se seguem seu caminho, também! Voltar aos mesmos braços já não é
opção, nem desejo. A vida segue melhor quando certas portas permanecem fechadas
— não por orgulho, mas por respeito a quem a gente se tornou. E nisso,
finalmente, encontrei paz.
J.K – 19.01.26

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