Nunca fui exatamente discreto. Nem nos gestos, nem nos pensamentos, muito menos nas palavras. Escrevo porque sinto demais e porque ficar quieto nunca foi uma habilidade que eu quisesse desenvolver. Se você chegou até aqui esperando alguém neutro, equilibrado e contido… sinto informar: errou a porta.
Sou desses que ri
de si mesmo antes que o mundo tente fazer isso. Uso o humor como escudo, mas
também como convite. Gosto de ironia, de verdades meio incômodas e de rir alto
quando a vida resolve ser absurda. Não escrevo pra agradar todo mundo — escrevo
pra ser honesto, e às vezes isso causa gargalhada, às vezes silêncio.
Tenho uma relação
intensa com a memória. Música me atravessa, despedidas me marcam e encontros
inesperados viram texto antes mesmo de virar lembrança. Gal, Elis, pessoas que
ficaram, pessoas que partiram — tudo isso me habita. Sou feito dessas
referências afetivas que insistem em não ir embora.
Não disfarço a
idade, não romantizo o tempo e não faço questão de parecer algo que não sou.
Barba, óculos, histórias acumuladas e algumas cicatrizes emocionais fazem parte
do pacote. Prefiro coerência à perfeição. Prefiro ser real a ser ideal.
Aqui você vai
encontrar confissões, exageros assumidos, reflexões que começam sérias e
terminam rindo, textos que cutucam e depois oferecem colo. Às vezes ouso, às
vezes recolho, mas nunca passo ileso pelo que sinto.
Se você gosta de
palavras com alma, humor com intenção e textos que parecem conversa de fim de
noite — fique. Agora, se prefere certezas absolutas e gente que nunca se contradiz… talvez
seja melhor seguir adiante.
Prazer! Eu sou assim! E escrevo exatamente por isso!
J.K – 18.01.26

Nenhum comentário:
Postar um comentário