segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Prazer, eu sou feito de palavras, ironias e sentimento demais

      Nunca fui exatamente discreto. Nem nos gestos, nem nos pensamentos, muito menos nas palavras. Escrevo porque sinto demais e porque ficar quieto nunca foi uma habilidade que eu quisesse desenvolver. Se você chegou até aqui esperando alguém neutro, equilibrado e contido… sinto informar: errou a porta.


Sou desses que ri de si mesmo antes que o mundo tente fazer isso. Uso o humor como escudo, mas também como convite. Gosto de ironia, de verdades meio incômodas e de rir alto quando a vida resolve ser absurda. Não escrevo pra agradar todo mundo — escrevo pra ser honesto, e às vezes isso causa gargalhada, às vezes silêncio.


Tenho uma relação intensa com a memória. Música me atravessa, despedidas me marcam e encontros inesperados viram texto antes mesmo de virar lembrança. Gal, Elis, pessoas que ficaram, pessoas que partiram — tudo isso me habita. Sou feito dessas referências afetivas que insistem em não ir embora.


Não disfarço a idade, não romantizo o tempo e não faço questão de parecer algo que não sou. Barba, óculos, histórias acumuladas e algumas cicatrizes emocionais fazem parte do pacote. Prefiro coerência à perfeição. Prefiro ser real a ser ideal.


Aqui você vai encontrar confissões, exageros assumidos, reflexões que começam sérias e terminam rindo, textos que cutucam e depois oferecem colo. Às vezes ouso, às vezes recolho, mas nunca passo ileso pelo que sinto.


Se você gosta de palavras com alma, humor com intenção e textos que parecem conversa de fim de noite — fique. Agora, se prefere certezas absolutas e gente que nunca se contradiz… talvez seja melhor seguir adiante.


Prazer! Eu sou assim! E escrevo exatamente por isso!


J.K – 18.01.26




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