sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Eli, esse mistério que nem a Nasa explica

Eli é dessas mulheres queridas, inteligentes e levemente… estranhas. Daquelas que, num dia, jura que me ama, me cobre de mil e um beijos, mensagens longas, corações animados e promessas solenes dignas de filme romântico. No outro, simplesmente desaparece! Some do mapa emocional. E quando reaparece, vem mais fria que os polos sul e norte fazendo amizade. Já não manda beijos, manda abraços. Abraços! Vai entender.


O mais curioso é a velocidade com que ela muda. É mais rápido do que quem troca de roupa antes de sair de casa. De manhã, amor eterno. À tarde, silêncio. À noite, distância educada. Juro que tento acompanhar, mas meu cérebro já pediu arrego. Que mistérios carrega Eli? O que acontece naquele intervalo invisível entre o “te amo” e o “boa noite, abraço”? Talvez só a Nasa, com todos os seus satélites, consiga mapear esse fenômeno.


E o mais engraçado — ou trágico, dependendo do dia — é que ela jura, juradinho, que vai mudar. Promete com convicção, olhar firme e tom sério. Mas suas promessas são piores que as de políticos em ano eleitoral: bonitas, emocionantes… e nunca cumpridas. Aí, quando eu reclamo, ela fica zangada, chora, faz beicinho e ainda me chama de marrento. Eu, que só tentei entender o roteiro.


Mas a verdade é que eu gosto dela. Gosto desse jeitinho doidinho, inexplicável, ora tempestade, ora calmaria. Gosto mesmo sem entender — talvez justamente por isso. Eli é mais um desses mistérios do mundo que não pedem solução, só convivência. E eu sigo aqui, meio confuso, meio rindo, esperando o próximo capítulo… seja ele com beijos ou, quem sabe, apenas abraços.


J.K - 06.02.26




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