terça-feira, 31 de março de 2026

As aparências enganam

       A vida é mesmo engraçada! Eu diria até irreverente! As aparências enganam, e muito! Vejo tantas pessoas, tantos casais felizes nas redes sociais, mas, na grande maioria das vezes, essa felicidade é só fachada. Vivem dentro de um pequeno mundo de ilusões, bem editado e bem postado.


 As aparências começam nas fotos, cheias de filtros, retoques e até aquela ajudinha da IA. Quando você encontra a pessoa ao vivo, às vezes nem a reconhece! E não para por aí! Tem também as declarações de amor públicas, quase cinematográficas, enquanto, nos bastidores, muita gente está traindo seus parceiros. Fica difícil não chamar isso de hipocrisia!


 Esses dias, por curiosidade, entrei em um site de bate-papo! Saí de lá impressionado! A quantidade de pessoas comprometidas procurando por sexo é assustador! Ouso dizer que a grande maioria ali tinha alguém em casa, mas mesmo assim buscava qualquer tipo de distração, relações bissexuais onde tudo pode e tudo é permitido!


 E não são só os relacionamentos! Tem também quem poste roupas de marca, carrões do ano, uma vida de luxo, enquanto, na realidade, mal consegue pagar as contas básicas. Vivem de aparência, acumulando dívidas e histórias mal contadas. Querem parecer bem-sucedidos, quando na verdade estão só cansados de sustentar um personagem.


 Sem falar nos que pregam moral e bons costumes nas redes, mas na prática não vivem nada do que dizem. Posam de educados, de corretos, de exemplo, mas basta abrir a boca um pouco mais para a incoerência aparecer.


 No fim das contas, fica a sensação de que muita gente está vivendo para parecer, ostentar e não para ser o que se é! E isso, cedo ou tarde, cobra um preço! Porque por trás de tanta aparência, o que sobra, muitas vezes, são vidas vazias e amargas.

 

J.K – 28.03.26




segunda-feira, 30 de março de 2026

Manual do cidadão que achou que estava no controle

       Pode até parecer uma história comum, dessas que começam num dia qualquer, numa rua qualquer, com um sujeito tranquilo demais pra perceber que está prestes a se complicar. Eu sempre fui transparente, nunca tive muito o que esconder! Meu currículo amoroso era simples: poucos capítulos, nenhum escândalo internacional.

 

 Aí você apareceu! E não foi nada cinematográfico demais, não teve câmera lenta nem trilha sonora! Foi só você ali, parada, vivendo a sua vida e eu, do nada, achando que aquilo era um sinal do universo. Hoje penso que eu devia ter desconfiado, pois quando é bom demais, geralmente vem com manual de instrução que a gente ignora solenemente.

 

 O problema é que homem também perde a noção do perigo! A gente acha que está calculando cada passo, mas no fundo já pulou de cabeça antes de medir a profundidade. Eu me convenci de que estava fazendo um movimento estratégico, quase um plano infalível. Na prática? Atirei no escuro achando que ia acertar o centro do alvo. Spoiler: acertei foi meu próprio orgulho!

 

 Confesso que, em algum momento, imaginei você mais acessível, menos blindada, talvez até impressionada com meu charme de cidadão comum! Só que eu fui inteiro demais! Entreguei argumento, expectativa e até pose de homem seguro, tudo no mesmo pacote. Basicamente coloquei meu coração na bandeja como quem oferece amostra grátis em supermercado.

 

 Resultado? Fui desmontado com elegância! Não teve grito, nem cena dramática! Foi um “não” limpo, direto, quase técnico! Um golpe seco na autoestima, daqueles que a gente leva sorrindo por fora e cambaleando por dentro.

 

 Mas quer saber? Sobrevivi! Com um pouco menos de arrogância e um pouco mais de senso de realidade. E, apesar do nocaute, ainda acho bonito quando alguém tem esse poder de derrubar a gente só existindo! Só da próxima vez, prometo pelo menos usar capacete emocional. 😅

 

J.K – 16.02.26




domingo, 29 de março de 2026

Voltar o filme

         Existe em mim alguém que ainda acredita no amor! Não aquele amor distraído, mas o que acorda com vontade de ouvir um simples “vem cá” e já muda o rumo do dia inteiro. Eu tento fingir que sou racional, que penso antes de sentir, mas basta um sinal teu que eu já estou pronto pra atravessar qualquer distância.

 

 Tem algo em ti que me desmonta bonito! Quando me abraça, o mundo perde o endereço! Eu esqueço compromissos, esqueço orgulho, esqueço até pra onde eu estava indo! É como se tudo, absolutamente tudo, resolvesse fazer sentido só porque teu braço encaixou no meu! E eu, que sempre gostei de ter controle, me vejo gostando mesmo é de me perder.

 

 Eu posso tentar seguir, ocupar a cabeça, mudar os caminhos. Mas teu nome me encontra! Às vezes escuto alguém chamar na rua e meu coração dispara antes da razão explicar que não era contigo. Já aconteceu de eu procurar teu rosto em desconhecidas, de abrir um livro e lembrar de uma conversa nossa. É como se o mundo tivesse aprendido a falar tua língua.

 

 O que eu queria mesmo te dizer, e talvez nunca tenha dito com todas as letras, é que amar você sempre vale a pena! Mesmo quando dói, mesmo quando complica, mesmo quando não faz sentido. Porque, no fim, eu sempre volto! Volto nas lembranças, nas músicas, nas cenas que repito na cabeça como quem rebobina um filme favorito.

 

 E se depender de mim, eu assisto tudo outra vez! Mil vezes, se for preciso! Só pra ter você de novo na cena final.

 

J.K – 16.02.26




Eu já fiz de tudo (menos aprender na primeira vez)

       Eu já chorei por amor de todos os jeitos possíveis e imagináveis! Teve lágrima sofisticada, acompanhada de gelo e copo na mão, e teve choro clássico, afundando o travesseiro às três da manhã como se ele tivesse culpa de alguma coisa. Já prometi mudança olhando pro teto, pro espelho e até pro além, como se alguma entidade estivesse anotando minhas intenções num caderninho celestial.

 

 Também já fiz promessa mirabolante, dessas que a gente sabe que não vai cumprir, mas fala com tanta convicção que quase acredita. Já dramatizei em praça pública, já posei de forte quando por dentro eu estava desmontado, e já atravessei meus próprios infernos pessoais em pleno verão, suando orgulho e teimosia.

 

 Só que teve uma hora em que eu cansei! Se ela ligar dizendo que mudou, que agora vai ser diferente, que ainda existe esperança, eu provavelmente estarei ocupado! Ocupado tentando não cair na mesma conversa bonita que sempre termina no mesmo filme repetido! Eu conheço esse roteiro e já comprei ingresso até demais pra essa sessão!

 

 Já afoguei mágoa em copo como se bebida tivesse diploma em terapia! Já tentei desatar nó no grito, no silêncio e até no exagero! Se quiserem dizer que é vingança, que é drama ou que eu escolhi o dia errado pra decidir isso, tudo bem! Podem falar, mas dessa vez eu não fico!

 

 Hoje eu não quero plateia, nem guerra, nem disputa! Se ela gritar, que grite! Se falar mal de mim por aí, que fale! Eu finalmente entendi que paz é artigo de luxo e e eu decidi parcelar em suaves prestações comigo mesmo. E, olha, demorou! Mas aprendi! Será? 😅

 

J.K – 16.02.26




sábado, 28 de março de 2026

Entre fatias de pizza, mitologia e silêncios

       Tudo começou de um jeito simples, quase despretensioso! Uma conversa nas redes sociais sobre pizza, dessas artesanais, bem recheadas, feitas com capricho e coragem de quem empreende. Ela falava das massas que cresciam no tempo certo, dos molhos preparados com paciência, das encomendas saindo quentinhas para entrega. Entre uma foto e outra, eu já estava imaginando o cheiro invadindo a cozinha, o queijo derretendo, a borda crocante. Confesso: fiquei curioso! Não era só fome! Era vontade de experimentar algo que parecia feito com afeto.

 

 A conversa foi ganhando tempero! Saímos do cardápio e fomos para a vida! Ela comentou que, no dia seguinte, sairia para pedalar e também para entregar algumas encomendas com um amigo de quem gostava muito. Falava com leveza, como quem equilibra trabalho e prazer na mesma cesta da bicicleta. Eu achei bonito! Essa capacidade de misturar responsabilidades com liberdade. E ali, no meio da troca, percebi que já não era só sobre comida! Era sobre conexão!

 

 No dia seguinte, migramos para o WhatsApp! A conversa deslizou para um assunto que sempre me ganha: pets. Ela falava deles com brilho nas palavras! Eu também! Concordamos que não são “apenas animais”. são parte da família! Exigem cuidado, presença e carinho. São como crianças que dependem da nossa proteção e da nossa paciência diária. E eu gosto de gente que entende isso! Que sabe que amar também é responsabilidade.

 

 Mas o que realmente me pegou de surpresa foram os nomes dos bichinhos. Nomes que ecoam histórias antigas, cheias de deuses, luz e lua. Filhos de Zeus com Leto. Justamente eu, que sempre me encantei com a mitologia grega, me vi sorrindo diante daquela coincidência quase simbólica. Não era só afinidade, era um pequeno sinal de sintonia inesperada.

 

 A conversa estava boa, fluía leve, curiosa, cheia de possibilidades. E então, como às vezes acontece, ela simplesmente silenciou! Sem despedida dramática, sem ponto final declarado. Ficou um espaço em branco! E eu fiquei com aquele gosto estranho, não de pizza dessa vez, mas de “quero mais”! De curiosidade que não foi saciada, de história que talvez esteja só começando ou talvez tenha sido apenas um capítulo breve. Ainda assim, fui dormir com um pensamento discreto e teimoso: que no dia seguinte o celular voltasse a vibrar, que a conversa retomasse de onde parou, e que entre receitas, pedais, pets e mitologia, a gente escrevesse mais algumas linhas dessa conexão inesperada que, do nada, começou a fazer sentido.

 

J.K – 15.02.26




Sábado, vacina no braço e paz no centro

       Mesmo sendo sábado, eu fiz o que faço de melhor na vida: madrugar sem necessidade nenhuma! Cinco da manhã e eu já estava de pé, elétrico, como se o mundo fosse acabar ao meio-dia e eu precisasse deixar o apartamento impecável para a posteridade. Café passado, música ligada e eu ali, vivendo meu momento “faxina terapêutica”! Dez horas e já estava tudo resolvido! Às vezes eu acho que limpo mais a casa do que a própria consciência!


 Banho tomado, segundo café na veia e lá fui eu, caminhando rumo à Praça Dante Marcucci, com um objetivo nobre: me vacinar contra gripe e covid! Chegando lá, aquela fila respeitável, digna de quem ainda acredita no futuro! E olha, vou te dizer, fila de vacinação tem um charme diferente: é o tipo de espera que dá orgulho! Quarenta minutinhos depois, braço imunizado e consciência leve!


 Agora, o auge do meu sábado foi ter que provar três vezes que tenho 60 anos. Três! Eu quase pedi aplauso! No meio de tanta gente da minha idade, eu me senti praticamente um influencer do envelhecimento bem resolvido! Saí de lá com vacina no braço e autoestima renovada.


 Na volta, fiz uma parada estratégica na Catedral Diocesana de Santa Teresa. Entrei, sentei, respirei e tive aquela conversa básica com Deus, tipo: “tô fazendo minha parte, ajuda aí com o resto”! Saí mais leve, mais calmo e com aquela sensação boa de que a vida, apesar de tudo, segue bonita!


 Aproveitei o embalo e caminhei por aquele trecho mágico da Catedral que liga a Sinimbú à 18 do Forte, com direito a uma mini pracinha. Quem conhece sabe: é um respiro no meio da cidade! Silêncio, sombra, um convite pra desacelerar! Fiquei ali alguns minutos, só existindo, o que hoje em dia já é um baita luxo!


 Segui pela 18 e resolvi fazer um pit stop no Pátio do Eberle! Água gelada, banco confortável e eu ali, contemplando a vida como se fosse um aposentado em férias permanentes! Às vezes, a gente não precisa de muito! Só parar já resolve metade das coisas.


 Na sequência, almoço no Flor de Cerejeira, meu queridinho aqui perto de casa. Comida boa, ambiente acolhedor e aquela sensação de “eu mereço”! Porque, convenhamos, depois de acordar às cinco e ainda tomar vacina, eu merecia até sobremesa, mas me fiz de controlado, afinal, a dieta continua!


 Voltei pra casa com a missão mais importante do dia: passar o terceiro café preto na hora. Porque tem coisas que são sagradas! Agora, até domingo, é filme, leitura, descanso e perna para o alto. A semana promete e eu, vacinado e levemente dramático, sigo pronto pra enfrentá-la!


 No fim das contas, entre um café e outro, um passeio pelo centro e uma picadinha no braço, fica o lembrete: se tem uma coisa simples que a gente pode fazer por nós e pelos outros, é se vacinar! Não dói quase nada, protege um monte e ainda rende um baita passeio pelo coração da cidade. E olha, sábado produtivo assim devia virar lei!

 

J.K – 28.03.26




Amor em modo online

       Tudo começou com um gesto simples, quase inocente! Um olhar insinuado pela tela, um carinho lançado em forma de emoji. Quando percebi, você já tinha atravessado o oceano invisível da internet e batido na porta do meu mundo digital. Um pedido de amizade virou curiosidade! A curiosidade virou conversa! E, de repente, eu já estava sorrindo sozinho diante do computador, como se a luz do monitor fosse luar particular.

 

 Passei a esperar suas notificações como quem espera carta antiga, só que mais apressado. Madrugadas viraram nosso território secreto! Entre playlists compartilhadas, vídeos engraçados e confidências digitadas às pressas, fomos criando intimidade em pixels! A câmera ligada nos aproximava, e mesmo separados por quilômetros, eu sentia que havia algo muito real naquele encontro de duas solidões conectadas.

 

 A verdade é que eu me entreguei! Sem perceber, você deixou de ser apenas um perfil e virou presença! Seu rosto na tela já não era imagem, era companhia! E quando finalmente nos vimos fora do Wi-Fi, sob o céu aberto e o barulho do mar ao fundo, eu entendi que o que começou virtual tinha criado raízes profundas. Nossos corpos se reconheceram como se já se conhecessem há tempos, livres de cabos, livres de senhas, livres de qualquer filtro.

 

 Mas, como às vezes acontece, a conexão caiu! Não houve aviso prévio, apenas silêncio! Você partiu, e o que restou foram registros salvos em algum canto da memória. Fotos, mensagens, fragmentos de uma história que já foi colorida e intensa! Nenhum arquivo, porém, consegue guardar o cheiro da sua pele ou o calor dos seus beijos e abraços.

 

 Hoje, confesso, ainda revisito nossas lembranças como quem abre pastas antigas procurando algo que talvez não esteja mais lá. Às vezes parece que basta um clique para sentir tudo outra vez. Outras vezes, percebo que o sinal não volta! E mesmo assim, no fundo do meu peito, a tela ainda acende quando penso em você! Porque certos amores, mesmo offline, continuam vivos na rede do coração.

 

J.K – 15.02.26




sexta-feira, 27 de março de 2026

Manual de sobrevivência pra gente azeda

 Eu confesso: ando meio cansado de gente! Não de todo mundo, claro, mas de um tipo bem específico! Aquela turma que acorda já reclamando do despertador, do clima, do café e, se bobear, até da própria sombra! Parece que fizeram um curso intensivo de insatisfação e passaram com louvor.


 No trabalho então, virou esporte! Tem colega que não entrega solução, mas entrega crítica em prazo recorde! E com uma convicção bonita, diga-se de passagem! Às vezes eu fico pensando se existe algum grupo secreto onde ensinam a transformar qualquer assunto em problema! Se existe, tem bastante gente matriculada!


 E não para por aí! Tem também os especialistas em opinião desnecessária! Aqueles que não gostaram de algo e sentem uma necessidade quase missionária de avisar o mundo inteiro! Como se fosse um serviço público: “atenção, eu não gostei disso”! Obrigado pela informação, cidadão! Seguimos sem ela mesmo!


 O curioso é que, no meio disso tudo, a pessoa ainda se acha o centro da razão universal. Tudo gira em torno do humor dela, da expectativa dela, do desconforto dela! E se você ousa estar bem, pronto: parece até provocação! Felicidade alheia, pra esse tipo de gente, soa quase como ofensa pessoal.


 E eu, que não sou bobo nem nada, comecei a praticar um exercício simples: me afastar com elegância! Não é falta de educação, é sobrevivência emocional mesmo! Porque mau humor pega, viu! É tipo gripe, só que sem febre e com mais reclamação!


 No fim das contas, eu sigo acreditando que dá pra ser leve! Dá pra ser educado, generoso, minimamente agradável de conviver! Não precisa ser o Dalai Lama das relações humanas, mas também não precisa ser o fiscal do apocalipse.


 Então, se for pra reclamar de tudo, pelo menos avisa antes, pra eu pegar uma cadeira confortável e assistir de longe! Porque, sinceramente, eu tô preferindo gente que soma, nem que seja com um bom dia bem dado. Já ajuda mais do que muita opinião por aí.


J.K – 27.03.26









Folga só no nome

       Depois de uma semana daquelas, resolvi ser adulto responsável e pedir uma folguinha. A ideia era linda: descansar, organizar a cabeça, talvez até lembrar como é não viver correndo. Consegui a folga, mas no papel somente! Porque, na prática, trabalhei mais do que em dia normal, só que de casa e de chinelo, o que dá uma falsa sensação de descanso.


 Meu celular, coitado, entrou em modo plantão sem nem ser consultado! Não parou um minuto! Eu até tentei ignorar, juro! Olhava pra ele, ele olhava pra mim! Perdi: eu atendi, respondi e resolvi! E assim foi indo! No fim, percebi que minha folga virou só uma troca de cenário com Wi-Fi.


 E o meu chefinho, que não falha nunca, resolveu me prestigiar cedo! Antes das 7h já estava me chamando, firme e forte! E sabe o pior? Eu até gosto quando ele chama! Quando não chama, aí sim dá um frio na espinha! Porque silêncio demais no trabalho não costuma ser bom sinal! Prefiro o caos produtivo do que o abandono suspeito!


 No meio dessa correria, eu ainda dou risada de mim mesmo! Porque fui eu que inventei essa história de folga! Quem manda, né? Mas a verdade é que, mesmo resmungando aqui e ali, eu gosto do que faço! Gosto de me sentir útil, de saber que faço diferença! E sim, melhor estar sendo chamado do que estar atualizando currículo em desespero.


 Claro que nem tudo são flores! Tem dias em que a vontade é mandar meio mundo dar uma voltinha bem longe! Mas a gente respira, conta até dez e deixa essas viagens só na imaginação! Porque no fundo, apesar dos perrengues, eu tenho sorte! Trabalho com gente boa, numa empresa que me dá orgulho! Tá, nem todo mundo é gente boa, confesso! Mas aí a gente pratica o básico: bom dia, boa tarde e uma distância segura!


 No fim das contas, minha folga não descansou meu corpo, mas organizou uma coisa importante: minha cabeça! Me lembrou que, mesmo no meio da bagunça, eu gosto dessa vida! E talvez seja isso que importa! Porque trabalhar muito cansa, mas trabalhar sem gostar cansa muito mais!

 

J.K – 27.03.26




Sob o manto que acolhe

             Hoje eu me coloco pequeno, quase como uma criança cansada, pedindo colo sem saber direito por onde começar! Sinto essa vontade de ser acolhido, de me esconder em um cuidado que não julga, que apenas envolve! É como se meu coração soubesse que existe um lugar de paz, um olhar que acalma, uma presença que silencia o barulho que carrego por dentro. E eu sei de onde vem essa paz: é de Nossa Senhora, mãe de Jesus, que me acolhe com ternura e intercede por mim.


 Tenho andado por caminhos difíceis, e nem sempre meus passos foram firmes. Às vezes, pisei em pedras que eu mesmo não vi, outras vezes fui eu quem as deixou pelo caminho. Carrego marcas, dores antigas, lembranças que ainda pesam! Mas, mesmo assim, sigo pedindo força para continuar, para não desistir no meio da travessia, para suportar aquilo que ainda precisa ser vivido, confiando que ela caminha ao meu lado.


 Também trago comigo arrependimentos! Palavras que não deveriam ter sido ditas, atitudes que feriram quem não merecia! E isso pesa! Por isso, hoje eu peço, com humildade, que meu coração seja limpo dessas mágoas, que eu aprenda a perdoar e a pedir perdão de verdade. Que eu seja mais leve por dentro, mais inteiro, mais verdadeiro no amor, como ela me ensina em silêncio.

 

 Quando a dor apertar e meu corpo quase ceder, que eu não me sinta sozinho! Que haja um alívio silencioso, uma força que me sustente quando já não consigo mais. Que minha fé cresça nos dias difíceis, que meu coração desacelere quando o medo vier, e que eu encontre paz mesmo em meio às minhas próprias tempestades, seguro nas mãos de Nossa Senhora.


 Eu sei que não caminho só! Mesmo quando choro em silêncio, existe um cuidado que me envolve, mãos invisíveis que me sustentam. E é nisso que eu escolho confiar! Que minha vida, meu destino e cada passo que eu der sejam guiados com carinho, com proteção e com amor, sob o manto de Nossa Senhora, mãe de Jesus.


 Hoje, mais do que pedir, eu me entrego! Porque no fundo, tudo o que eu mais preciso é disso: ser cuidado, ser conduzido e seguir em paz. Por isso, te peço sua benção minha mãe, mãe de Jesus!

 

27.03.26






Rio Grande do Sul: firmes como o Cavalo Caramelo

  Eu nunca vou esquecer aqueles dias em que a água tomou conta das ruas, das casas, dos silêncios. Ver o meu amado Rio Grande do Sul machucado doeu fundo, como se cada esquina alagada fosse um pedaço da minha própria história submersa. Mas, no meio daquele cenário de incertezas, surgiu ele, o tal do Cavalo Caramelo. E, bah, que baita símbolo ele se tornou pra todos nós!

 

 A imagem daquele cavalo resistindo, firme, ilhado mas não vencido, virou mais do que notícia: virou espelho! Espelho do povo gaúcho! Porque nós também ficamos cercados por dificuldades, por perdas, por medos. Mas não arriamos o pé! Assim como o Caramelo, seguimos de cabeça erguida, esperando a maré baixar e trabalhando enquanto ela ainda subia.

 

 Confesso, tchê, que me emocionei ao ver a corrente de solidariedade se formando! Gente daqui, gente de fora, gente do mundo inteiro estendendo a mão! Mas, principalmente, nós mesmos! O povo gaúcho mostrando que sabe se unir quando o bicho pega! Teve chimarrão compartilhado em abrigo, teve vizinho salvando vizinho de barco improvisado, teve trabalhador virando voluntário sem pensar duas vezes! Isso é ser do Sul! Isso é ser de fibra!

 

 E se a enchente levou muito, ela também revelou muito mais! Revelou coragem, parceria, hospitalidade, essa nossa mania bonita de ajudar antes mesmo de perguntarem. Em pouco tempo, começamos a levantar paredes, limpar ruas, reconstruir sonhos. Não foi fácil! Não está sendo! Mas estamos fazendo! Porque somos teimosos no melhor sentido da palavra. Somos trabalhadores, solidários, orgulhosos da nossa querência.

 

 Hoje, quando lembro do Cavalo Caramelo, não penso na tragédia. Penso na força! Penso que, assim como ele, a gente pode até ficar cercado pelas águas da vida, mas não se entrega. A gente resiste, aguenta firme e, quando a água baixa, sai mais forte, mais unido, mais humano.

 

 Somos gaúchos, com muito orgulho! E se alguém duvida da nossa capacidade de recomeçar, eu só respondo: mas bah, vivente, aqui é o Sul! Aqui ninguém se entrega fácil!

 

J.K – 15.02.26




 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Depois que o futuro ficou para trás

         Nós já moramos no amanhã! Construímos um tempo que ainda nem existia e caminhamos por ele como se fosse certeza. Falávamos de anos à frente com a mesma naturalidade de quem fala do domingo seguinte. Era tão real que eu quase podia tocar. Mas o futuro, às vezes, é só uma miragem que dois corações insistem em enxergar juntos.

 

 Entre promessas e desenganos, fomos nos perdendo sem perceber. Não houve um grande adeus, apenas pequenos afastamentos, silêncios acumulados e olhares que já não se demoravam. Madrugadas longas demais, onde eu esperava por algo que nem eu sabia mais nomear. Você virou o rosto antes de virar o corpo! E quando percebi, já estávamos em margens opostas.

 

 Ainda assim, não nego o que fomos. Houve entrega, houve verdade, houve momentos que não cabem em explicação, apenas em lembrança! Fizemos história um no outro. E certas histórias não acabam; apenas mudam de lugar dentro da gente.


 Hoje eu não te peço que fique! Também não imploro que volte! Existe uma tristeza serena em aceitar que o nosso tempo passou. Como estação que cumpriu seu ciclo. Quero que você encontre um caminho leve. E, no meio desse desejo sincero, estou tentando aprender a caminhar sem a sombra do “nós”.

 

 Vai ser estranho substituir retratos, reorganizar os espaços, reaprender o silêncio! Mas talvez exista liberdade nisso! A liberdade de amar novamente sem carregar culpas. De desejar alguém sem trair memórias, de permitir que o que fomos seja lembrança, não prisão! Depois de tantos sonhos, restou maturidade e depois de tantos planos, restou verdade!


 E, mesmo que doa, existe algo bonito em saber a hora de soltar. E eu, soltei!

 

J.K – 25.02.26




quarta-feira, 25 de março de 2026

Do jeito que ela é


         Eu demorei para entender que algumas pessoas não pedem muito, pedem apenas o que é essencial. Ela nunca quis exageros, promessas grandiosas ou espetáculos públicos. O que ela precisava era cuidado! Atenção sincera! Amor dito com verdade e demonstrado nos gestos pequenos do dia a dia.

 

Percebi que existem pessoas que florescem quando são reconhecidas. Não por vaidade, mas por reciprocidade. Assim como certas coisas no mundo só revelam sua beleza quando alguém se dispõe a olhar com carinho, ela também precisava ser vista inteira, com suas forças e fragilidades.

 

Ela tem essa mistura de firmeza e sensibilidade! Pode ser forte como quem enfrenta o mundo de cabeça erguida, mas também carrega uma doçura que merece colo, respeito e afeto. Amar alguém assim não é sobre posse, é sobre presença, é sobre entender que até quem parece segura também precisa ser cuidada.

 

Aprendi que mulheres não precisam de príncipes, mas de parceiros! Não precisam de aplausos vazios, mas de reconhecimento real! E quando são amadas do jeito certo, se tornam ainda mais grandiosas, não porque dependam disso, mas porque amor verdadeiro potencializa o que já é precioso. Ela merece ser amada com maturidade, admiração e verdade!

 

J.K – 15.02.26

 

Nos detalhes que ficam

         Você pode até dizer que virou página, que reorganizou a vida, que limpou as gavetas da memória. Mas tem coisas que não obedecem à nossa vontade! Eu sei que, por muito tempo ainda, vou morar em pequenos cantos do seu cotidiano, nesses lugares onde ninguém percebe, mas tudo permanece.

 

 Não são os grandes gestos que resistem! São as miudezas! Um som parecido com o meu riso! Uma roupa antiga que te transporta para uma tarde qualquer! Um jeito torto de falar, uma mania boba, uma implicância carinhosa. Essas coisas pequenas carregam um peso imenso! Elas não se apagam com discursos firmes nem com novas promessas.

 

 Talvez alguém esteja agora ocupando o espaço que um dia foi meu! Talvez ele diga palavras bonitas, talvez tente acertar onde eu falhei! Mas amor não é competição de frases bem ditas. Amor é marca! E marca não se copia, se sente! Até os meus defeitos, aqueles que você fingia corrigir, acabam virando lembrança involuntária.

 

 Vai ter noites em que o silêncio do seu quarto vai ficar maior do que o mundo. E, sem querer, você vai buscar uma imagem minha na memória, mesmo que outra pessoa esteja ao seu lado. Não porque você queira voltar! Mas porque o que a gente viveu deixou vestígios que o tempo demora a dissolver.

 

 Eu sei que os anos passam e que quase tudo se transforma em quase nada! Mas “quase” ainda é alguma coisa! E quando um amor foi inteiro, ele não desaparece de uma vez. Ele se espalha! Se dilui! E, de vez em quando, reaparece. Você pode tentar me esquecer! Pode repetir isso quantas vezes quiser! Mas, em algum detalhe distraído da vida, eu ainda vou existir.

 

J.K – 15.02.26




terça-feira, 24 de março de 2026

Do fundo do meu coração

  Toda vez que você reaparecia, algo em mim sorria antes mesmo de eu permitir. Era automático! Bastava te ver chegando para eu esquecer as promessas que fiz a mim mesmo nas madrugadas de lucidez. Eu jurava que tinha aprendido! Jurava que daquela vez seria diferente! Mas bastava você encostar no meu mundo para eu provar de novo aquele sentimento que é doce na boca e amargo na alma.

 

 Eu assisti ao meu orgulho escorrer pelos seus dedos! Vi minha dignidade perder força enquanto eu insistia em chamar de amor aquilo que me machucava. Cada despedida sua deixava marcas que eu fingia não ver. E quando você voltava, eu inventava justificativas, criava esperanças, fazia de conta que o passado não tinha acontecido.

 

 A verdade é que eu sempre quis acreditar que, dessa vez, você ficaria! Que o retorno significava permanência! Que o abraço e os beijos não eram só passagem! Mas, no silêncio que vinha depois, eu entendia: eu era porto provisório, nunca destino.

 

 Hoje estou aqui, olhando para as cicatrizes que ficaram! Elas não desapareceram, mas me ensinaram alguma coisa. Amar não pode ser sinônimo de implorar! Sentir não pode significar se diminuir! E, mesmo que uma parte de mim ainda respondesse “sim” se você perguntasse se eu sou seu, existe outra parte, a mais cansada e mais consciente, que finalmente aprendeu a dizer “não”!

 

Do fundo do meu coração, eu sei: para me reconstruir, você não pode voltar! Não porque eu não ame, mas porque, dessa vez, eu preciso me escolher, esquecer de você!

 

J.K – 15.02.26




segunda-feira, 23 de março de 2026

Entre o céu e a lua

          Acordei acreditando que a noite ainda morava na gente. Dei bom dia com o mesmo sorriso de quem tinha amado sem medida poucas horas antes. Mas o silêncio veio primeiro! Um silêncio pesado, desses que ocupam o quarto inteiro e deixam a gente pequeno dentro dele! Fiquei tentando entender como algo tão intenso pode amanhecer tão distante.

 

 Enquanto escovava os dentes, me olhei no espelho procurando respostas. Perguntei a mim mesmo onde foi que errei. Se exagerei no sentimento, se falei demais, se senti demais. Porque, na noite anterior, tudo parecia encaixar. Era como se o mundo tivesse parado só para nos assistir. E agora havia esse muro invisível entre nós!

 

 É estranho como o coração da gente não acompanha as mudanças de clima do outro. Ontem era verão, calor, entrega! Hoje é vento frio sem aviso! Aprendi, meio atordoado, que nem sempre a felicidade que a gente enxerga é garantia de permanência. Às vezes o sorriso da noite não sobrevive à luz do dia!

 

 Ela muda como o céu muda antes da chuva! Num momento me envolve, me puxa para perto, me faz acreditar que sou abrigo. No outro, se recolhe, se fecha, vira mistério. E eu fico ali, tentando decifrar sinais que talvez nem existam!

 

 Amar alguém assim é aceitar viver entre eclipses e clarões! É nunca ter certeza do tempo que faz no coração dela! E, mesmo assim, continuar olhando para o alto, esperando que a lua volte a brilhar do meu lado.

 

J.K – 15.02.26