domingo, 27 de setembro de 2026

Quando o mercado muda, a gente muda junto!

 


 


  Tenho pensado muito sobre o momento que estamos vivendo. Quem trabalha com atacado sabe que os últimos tempos não têm sido fáceis! A crise aperta, o lojista compra com mais cuidado, o consumidor pensa mais antes de gastar e, no meio de tudo isso, até o clima parece ter resolvido mudar as regras do jogo.

 

 A gente cresceu aprendendo que inverno era inverno e verão era verão! Sabíamos mais ou menos o que esperar de cada época. Hoje já não é assim! Pode fazer frio quando deveria estar quente, calor quando esperamos frio, chover quando a coleção pede sol. E, por trás de tudo isso, existe alguém que precisa tomar uma decisão: o lojista, que precisa comprar, apostar e torcer para vender.

 

 Eu me coloco muito no lugar desse lojista! Sei que, quando ele entra em uma loja de atacado, não está simplesmente escolhendo roupas. Está colocando dinheiro, trabalho e esperança dentro daquela sacola. Por isso, acredito cada vez mais que vender no atacado é também assumir uma responsabilidade! É preciso ouvir, entender o momento e ajudar o cliente a fazer escolhas mais seguras.

 

 Talvez a gente esteja vivendo o fim de uma maneira antiga de fazer negócio! E, por mais que isso assuste, também pode ser uma oportunidade! Precisamos ser mais próximos, mais rápidos e mais flexíveis. Precisamos oferecer aquilo que faça sentido para o clima que temos hoje, e não para aquele que existia anos atrás.

 

 Confesso que, mesmo diante das dificuldades, ainda gosto de acreditar! Acredito nas pessoas, no trabalho e, principalmente, na capacidade que o nosso comércio sempre teve de se reinventar. A Serra Gaúcha já passou por muita coisa e continua de pé! E nós também vamos encontrar um jeito!

 

 No fim, talvez seja isso que este momento esteja nos ensinando: não dá para controlar o clima nem todas as dificuldades do mercado. Mas podemos escolher como vamos reagir a elas. E eu prefiro continuar acreditando, trabalhando e fazendo a minha parte. Porque, no comércio, como na vida, às vezes é justamente quando tudo muda que a gente descobre uma força que nem sabia que tinha.

 

J.K. – 17.09.26

Quando Deus segura a minha mão!

 




  Nem sempre consigo entender os caminhos que a vida escolhe para mim! Já atravessei momentos em que me senti sozinho, cansado e até esquecido por Deus! Questionei, chorei e pedi respostas que não vieram. Mesmo assim, alguma coisa dentro de mim continuou dizendo para não desistir quando tudo parece perdido.


 Hoje percebo que Deus nunca esteve distante! Ele estava no abraço que me acalmou, na palavra que chegou na hora certa e na força que encontrei sem saber de onde vinha! Estava presente até nos meus silêncios, ouvindo as orações que eu não conseguia transformar em palavras.


 Sou um homem de fé! Quando o medo aperta e meu coração se inquieta, entrego minhas preocupações a Jesus e sigo em frente! Talvez eu ainda não conheça todas as respostas, mas tenho uma certeza: enquanto Deus segurar a minha mão, jamais caminharei sozinho. Obrigado, meu Deus, por estar comigo todos os dias, inclusive naqueles em que eu não consigo perceber a Tua presença!



J.K. – 11.09.26

sábado, 26 de setembro de 2026

Meu sábado, parte 5: gran finale!

 



 Depois de ajeitar a barba, chegou a hora de dar um trato no resto do cidadão! Começando pelo “Jota”, é claro! Uma aparadinha básica na vegetação porque também não quero transformar aquilo numa Floresta Amazônica esperando alguma aventureira para desbravá-la!  E já aviso: sou dos poucos sobreviventes de uma geração que ainda mantém pelos no corpo. Essa história de ficar completamente depilado nunca foi muito comigo. E, já que estamos falando nisso, também gosto do outro lado mais natureba. Claudia Ohana nos anos 80 que o diga! Amo!


 Agora, certos detalhes dos meus gostos e costumes eu vou deixar de fora porque ainda pretendo manter alguma reputação neste blog! Digamos apenas que sou um homem à moda antiga em algumas coisas e bastante moderno em outras. Quem tiver imaginação que faça bom uso dela, porque eu não vou desenhar!


 Mas chega de sexo, porque nem era esse o assunto! Ou melhor, ainda não era! A noite está apenas começando e eu tenho planos! Depois de passar o sábado inteiro limpando, lavando, cozinhando, cantando e cuidando da aparência, também mereço diversão. E quero diversão suficiente para voltar para casa cansado, descabelado e com aquela cara de quem não pretende prestar esclarecimentos! Apenas deitar o “jota” descansar já que vai estar acabado e em carne viva! Só Hipoglós na causa!


 Assim termina a saga do meu sábado! Começou com 103 quilos na balança e, se tudo correr conforme o planejado, termina com alguns pecados na consciência e um sorriso no rosto. Amanhã eu vejo o que faço com as consequências. Afinal, domingo também é dia! E que venha o domingo!


J.K. – 26.09.26

 

Meu sábado, parte 4!

 


   

   Apartamento limpo, lençóis lavados e estendidos! Agora sim, hora de relaxar um pouco, tomar mais um café preto, sem açúcar, é claro, e pilotar o fogão. No cardápio de hoje: arroz branco, daquele agulhinha que eu adoro, franguinho com milho verde e uma saladinha de tomate com cenoura crua. Almoço perfeito! Ou quase...


 Porque eu juro que não aguento mais comer frango! Com o preço da carne do jeito que está, para onde quer que eu olhe tem o bendito galetinho: cozido, assado, grelhado, à milanesa e de todas as formas possíveis e imagináveis. Se continuar assim, daqui a pouco inventam frango de sobremesa!

 

 Mas preciso confessar: meu almoço ficou delicioso! E olha que eu me considero um pequeno desastre na cozinha. Só que, de vez em quando, eu me supero, e hoje foi um desses dias! Vocês não sabem o que perderam não almoçando comigo e ficando apenas com estes relatos. De sobremesa, passas de banana, que eu adoro! E depois, claro, mais uma caneca de café preto para ajudar na digestão.


 Louça na máquina e chegou a hora de fazer a barba. Para variar, tirei um pedaço onde não devia! Nunca consigo ajeitar a bendita sem deixá-la meio aleijada. Resultado: vou ter que deixar tudo bem curtinho! Estou quase o Brutus, aquele do Popeye. E tem uma curiosidade: apesar da idade, minha barba continua bem escura, quase azulada! Só agora começaram a aparecer os primeiros fios brancos. Pelo menos alguma coisa neste sábado ainda resiste bravamente! 


Continua...


J.K. – 26.09.26

Meu sábado, parte 3!

 


 


 Limpar a casa até que não é tão ruim. Agora, tirar o pó acaba comigo! E tem uma coisa que eu juro que não consigo entender: a semana inteira choveu, fez frio e eu praticamente não abri as janelas do apartamento. Então alguém me explica por onde entrou todo esse pó sem-vergonha? Porque convite meu ele não recebeu!


 E por falar em ficar meio “chapado”, dessa vez a culpa não foi do pó, mas do cheiro da tinta da pintura do prédio! Teve uma hora em que olhei para aquele andaime e quase tive vontade de me pendurar junto com os pintores, plantar bananeira e sair voando pelo quarto andar! Felizmente, resisti às alucinações. Acho que está na hora de abrir outra janela. Do outro lado do apartamento, é claro!


 Para completar a cena, minha playlist resolveu viajar no tempo e apareceu Perla! A cantora paraguaia que mora há uma eternidade no Brasil e continua com aquele sotaque que eu adoro. E aquelas versões maravilhosamente improváveis de grandes sucessos? Pior é que eu sei cantar todas! Foi aí que o aspirador deixou de ser aspirador e virou microfone.


 Resultado: casa sendo limpa, prédio sendo pintado e eu cantando Perla no meio da sala como se estivesse num especial de televisão dos anos 80! Os vizinhos que lutem! A faxina ainda não terminou e, pelo andar da carruagem, muita coisa pode acontecer.

Continua...

J.K. – 26.09.26

Meu sábadi, parte 2!


 


A fome era tanta que aqueles dois ovos na casquinha não fizeram nem cócegas no meu estômago! Confesso que comeria uma dúzia tranquilamente, mas não posso e, principalmente, não devo. Que tristeza! Mal comecei a operação “menos J.K. na balança” e já estou sofrendo. Ninguém me avisou que 103 quilos sentiriam fome tão rápido!


Depois desse café da manhã nada satisfatório e com minha felicidade cortada pela metade, resolvi começar a limpar a casa. E eis que surge outra surpresa: estão pintando o prédio! Justamente na área de serviço onde eu tinha acabado de estender meus lençóis de soft. Resultado: recolhe roupa, fecha janela e muda os planos. O sol que faça a parte dele agora!


E tem uma coisa muito estranha nisso tudo: morar no quarto andar e, de repente, olhar pela janela e dar de cara com um homem pendurado do lado de fora! Por alguns segundos, a gente não sabe se dá bom dia, oferece café ou chama a polícia! Depois do susto, voltei à realidade porque ainda tinha o pior pela frente: aspirador, pó, pano molhado, cozinha e banheiro!

Essa vida de “Creuzo”, doméstico sem carteira assinada, sem salário, sem vale-refeição e sem direito a férias, me cansa! Mas já que não tenho dinheiro para contratar uma faxineira, resta aumentar o volume da música e encarar o serviço. Faxinar é preciso! Gostar já é outra história. Fui, mas volto!


Continua...


J.K. – 26.09.26

Meu sábado, parte 1!


 



 Sábado de manhã e eu curtindo minha folga do jeito que gosto: música, café preto e sem pressa! Como o dia amanheceu com sol e calor, abri todas as janelas do apartamento. Hoje é dia de deixar o sol entrar, renovar o ar e, quem sabe, mandar embora alguma energia que esteja sobrando por aqui. Para ajudar, acendi um incenso! Mal não faz!


 Primeira tarefa do dia: trocar os lençóis, porque sábado é dia de cama limpa! Como eu ainda estava usando os de soft, coloquei tudo para lavar em duas etapas. E enquanto a máquina trabalha, o som fica por minha conta. Volume alto logo cedo para enlouquecer um pouquinho os vizinhos! Afinal, hoje pode!


 Mas a paz acabou quando resolvi subir na balança. Quase enfartei! Olhei uma vez, olhei de novo e nada daquele número diminuir. Nem minha conta bancária tem tantos números! Estou com roliços 103 kg. O alarme biológico disparou na hora: fechar a boca e voltar para a nutricionista. Consulta já remarcada para terça-feira! Socorro!


 E o café da manhã? Dois ovos moles, na casquinha, e duas canecas de café preto, sem açúcar. Aqui entre nós, ovo assim tem gosto de infância! Eu adoro! Pelo menos comecei a operação “menos J.K. na balança” com dignidade. Agora vamos ver até onde vai essa determinação!  Continua...



J.K. – 26.09.26