sábado, 23 de maio de 2026

Marloni, parabéns a você!

 

 Marloni, hoje eu queria te abraçar forte e te lembrar do quanto tu é importante pra mim!

 

 Mesmo eu sendo mais velho e meio doidinho muitas vezes, tu sabe do carinho enorme que eu tenho por ti! A verdade é que a vida me deu muito mais que uma colega de trabalho, ela me deu uma amiga daquelas raras e uma irmã que eu escolhi levar dentro do coração.

 

 E junto contigo, veio a Beloni e o Ivan, amigos que sempre me acolheram com um enorme carinho. Vocês entraram na minha vida de um jeito tão bonito que sem perceber, viramos uma família!

 

 Fico feliz de verdade por poder fazer parte da tua caminhada e por ter teu carinho também! Hoje o aniversário é teu, mas quem agradece sou eu por tudo que tu representas na minha vida! Mesmo ausente hoje, queria que tu recebesse meu abraço virtual, aqueles bem apertados e cheios de carinho!

 

 Que Deus cuide muito de ti, te dê saúde, paz, felicidade e conserve esse teu jeito especial que faz tão bem pra quem tem a sorte de conviver contigo.


 Feliz aniversário, maninha! ❤️


J.K - 23.05.26




 

Minhas escolhas aos 60 anos!

 

 Ando cansado, exausto, para ser bem sincero! Talvez seja o peso da idade, talvez seja a tal da maturidade que chega sem pedir licença! Só sei de uma coisa: não uso mais roupas ou calçados que me apertem, que me incomodem ou que me façam sentir desconfortável! Aprendi a me desfazer deles! Doei, deixei ir, abri espaço no armário e também dentro de mim!


 Curiosamente, comecei a fazer a mesma coisa com as pessoas! Hoje não quero ao meu lado quem não me faz bem, quem não torce por mim ou quem não deseja de verdade a minha felicidade! De gente falsa, invejosa ou mal-intencionada eu quero distância, principalmente daqueles amigos de ocasião que sempre pedem, sempre querem, sempre precisam, mas quase nunca estão dispostos a oferecer algo em troca. A vida já é pesada demais para carregar relações vazias e oportunistas!


 Durante muito tempo achei bonito dizer que queria ter um milhão de amigos. Hoje penso diferente! Não preciso de multidões ao meu redor. Eu quero apenas alguns poucos e bons amigos, aqueles que cabem na palma da minha mão! Esses me bastam e são os que me aceitam exatamente como sou: meio maluco, às vezes desajeitado, atrapalhado e um pouco desastrado! Ainda assim, sabem que no fundo existe alguém que torce sinceramente pelo bem de todos.


 Nestes primeiros semestre de 2026, tomei decisões difíceis! Deletei, bloqueei e desfiz várias amizades. Não foi por maldade, mas por necessidade! Percebi que certas pessoas não somavam ou acrescentavam algo na minha vida! Pelo contrário, me diminuíam e me dividiam. E isso pesava ainda mais em alguém que, apesar do que muitos imaginam, sempre carregou dentro de si inseguranças, dúvidas e aquela sensação silenciosa de nunca ser suficiente.


 Hoje meus critérios mudaram! Não me importo com aparência, status ou vitrines sociais. Não quero saber onde alguém mora, quanto dinheiro tem no bolso, que carro dirige ou que imagem tenta mostrar ou exibir ao mundo. Nada disso me interessa ou impressiona mais! A vida me ensinou que o valor de uma pessoa está em coisas muito mais simples: na lealdade, no carinho e no caracter!


 O que eu quero agora é paz, sossego! Uma vida simples, talvez até um pouco bagunçada, mas vivida intensamente e com verdade! E se você caminha ao meu lado nessa estrada mais tranquila, saiba de uma coisa: eu me sinto profundamente privilegiado pela sua amizade!


 Porque, no fim das contas, a vida pode até ser grande e cheia de caminhos. Mas as pessoas que realmente me importam são poucas! Tão poucas que cabem, com folga, dentro da palma da mão, volto a frisar!


J.K – 14.03.26








sexta-feira, 22 de maio de 2026

Meu coração sem drama!

 

 Confesso uma coisa que sempre pareceu estranha para muita gente: amor, para mim, nunca foi exatamente um terremoto, aqueles que a gente observa nos filmes! Já vivi histórias, já tive encontros, despedidas e promessas que ficaram pelo caminho. Mas, por mais que eu tentasse me convencer do contrário, nunca fui daquele tipo que se passa noites em claro, chorando por alguém que foi embora! Se a dor aparece, ela costuma durar pouco! A vida logo me chama de volta para continuar andando.


 Talvez seja contraditório, porque eu adoro uma boa música de amor, daquelas que fazem a gente imaginar histórias, lembrar de alguém, suspirar um pouco! Mas a verdade é que, na prática, meu coração nunca seguiu esse roteiro melodramático e de filmes. Eu escuto canções apaixonadas, mas vivo de um jeito bem menos dramático do que elas prometem!


 Às vezes penso que isso tem a ver com a minha natureza, ou talvez com o jeito que aprendi a viver vida. Quando alguém decide partir, eu deixo e sigo em frente! E quando sou eu que escolho ir embora, também não carrego culpa na despedida! Não diria que é frieza, pelo menos gosto de acreditar que não! É mais como se meu coração tivesse um mecanismo próprio de defesa, desses que evitam grandes naufrágios emocionais.


 Mas essa história tem um detalhe curioso! Eu posso até não sofrer por romances desfeitos, mas basta um cachorro me olhar com olhar triste para me desmontar. Sempre digo que sofro por um cão, mas não por um coração! E vou mais, um simples gesto de carinho sincero me comove mais do que qualquer promessa ou jura de amor. Talvez isso diga mais sobre mim do que qualquer tentativa de explicar meus amores!


 No fundo, eu sei que existe um certo egoísmo nesse meu jeito de viver e eu reconheço isso sem orgulho! Ainda assim, sigo pelo mundo tentando entender o que realmente me importa e me faz bem! E, quando faço essa conta silenciosa dentro de mim, a resposta sempre aparece no mesmo lugar: nos abraços sinceros, nas conversas sem pressa e na presença fiel dos amigos que escolheram caminhar ao meu lado. Porque, no fim das contas, talvez o amor mais verdadeiro que eu conheça seja exatamente esse, o de amigos e da família!

 



13.03.26 – J.K






quinta-feira, 21 de maio de 2026

Marcas que trago no peito!

 

  Eu carrego comigo marcas que o tempo jamais apagou! Elas aparecem no meu jeito de falar, na forma como recebo as pessoas e até na maneira como enxergo a vida! Quem presta atenção percebe rápido que existe um pedaço do meu Rio Grande do Sul amado vivendo em cada pedaço meu! Eu venho de uma terra de céu aberto, de frio ardendo no rosto, do chimarrão compartilhado e de gente que aprendeu cedo o valor das coisas simples da vida!

 

 Eu cresci ouvindo histórias contadas sem pressa e vendo o trabalho acontecer cedo da manhã, antes mesmo do sol nascer e até o fim da tarde, onde ele se põe. Eu aprendi que dignidade mora nas mãos calejadas pelo trabalho árduo, no abraço sincero e apertado e, principalmente na mesa farta e cheia de conversa onde sempre cabe mais um! No interior ou na campo, a poesia e esforço caminham juntos, de mãos dadas. Enquanto uns escrevem versos contemplando a natureza e o cotidiano, outros cuidam da terra, dos animais e das plantações com um orgulho silencioso que emociona quem observa de perto.

 

  Talvez seja por isso que eu sinto tanto orgulho quando falo de onde venho, que sou do Sul! O meu estado tem uma beleza que toca fundo, toca na alma e no coração! E na serra que o cheiro da chuva mistura as lembranças e o vinho gera encontros demorados! No litoral, o vento sul parece limpar os pensamentos e devolver a calma para a alma! E quando o sol começa a cair sobre o Guaíba, na capital gaúcha de Porto Alegre, o cenário do entardecer faz qualquer pessoa parar por alguns minutos apenas para admirar o céu mudando de cor.

 

 O Sul também carrega suas tradições, seus campos largos e um jeito firme e forte de enfrentar as adversidades da vida. Entre rodas de chimarrão, sotaques carregados de história e horizontes que parecem infinitos, existe uma verdade que sempre me acompanha. Quem passa por essas terras leva embora alguma coisa difícil de explicar, mas fácil de sentir e de querer voltar pro Sul.

 

 Por isso, quando alguém pergunta de onde eu sou, respondo com orgulho tranquilo no peito: venho de um lugar que me ensinou respeito, amizade, coragem e amor pelas pequenas coisas do cotidiano! E tenho certeza de que quem conhece esse pedaço do mundo volta diferente, levando na memória um pouco da beleza e da alma que existem por aqui! 

 

J.K – 12.02.26




quarta-feira, 20 de maio de 2026

A despedida!

 

 Hoje eu fiz coisas que jamais imaginei ter coragem de fazer! Caminhei pela casa mexendo em objetos, abrindo portas, fechando gavetas, tentando colocar alguma ordem no lado de dentro de mim. Em certos momentos, uma mistura de tristeza e revolta tomou conta do meu peito. E percebi que a bagunça espalhada pela sala era pequena perto daquilo que também se despedaçou dentro de mim.

 

 Passei horas reorganizando a minha vida! Tirei lembranças do lugar, dobrei roupas, mexi em coisas que carregavam muitas histórias. Cada gesto parecia uma despedida silenciosa de quem eu fui ao teu lado! Confesso que doeu mais do que imaginei! Houve instantes em que senti como se estivesse arrancando pedaços da minha própria pele para conseguir continuar respirando em paz.

 

 Talvez amar alguém de verdade também seja entender a hora de parar! O que vivemos foi intenso demais. Mas, infelizmente, algumas histórias chegam ao fim de maneira quieta, definitiva, quase como se a própria vida avisasse que já cumpriram o papel que tinham uma na vida da outra.

 

 Hoje eu escolhi encerrar esse capítulo da nossa história sem deixar portas entreabertas, sem alimentar dúvidas, sem criar esperança onde existe apenas saudade. Quero acreditar que cada um seguirá o próprio caminho levando consigo aquilo que valeu a pena e aprendendo com as marcas que ficaram.

 

 Se algum dia você lembrar de mim, espero que seja com carinho e amor no coração. Eu ainda estou tentando juntar meus pedaços e seguir adiante com um pouco mais de leveza, mesmo carregando algumas feridas abertas. Neste momento, o que mais desejo é que a vida seja gentil com a gente! Boa sorte no teu caminho! Enquanto isso eu sigo tentando encontrar a paz no meu.

 

J.K – 12.03.26






terça-feira, 19 de maio de 2026

A cidade que me acolheu!

 Cheguei em Caxias do Sul há mais de quarenta anos! Naquela época eu ainda não imaginava que aquela cidade da Serra Gaúcha, cercada por morros e parreirais, acabaria se tornando parte da minha própria história. Vim, me apaixonei e fiquei! E, sem perceber fui criando raízes! Hoje, quando falo de Caxias, não digo que é apenas a segunda maior cidade do Estado Gaúch0, mas digo que é a minha casa, a cidade que me acolheu de braços abertos!


 Com o tempo fui entendendo que esta cidade carrega algo muito especial no seu DNA, nas suas ruas, avenidas e edificações. Muito antes de nós, outros já tinham apostado tudo aqui! Imigrantes italianos chegaram em 1875 trazendo na bagagem pouco dinheiro, muita coragem e uma vontade enorme de construir um futuro melhor! Entre plantações, vinhedos e pequenas casas de madeira, começaram a desenhar a cidade que hoje conhecemos.


 Essa herança está em todo canto! Está no jeito trabalhador do povo, na mesa farta de domingo, no vinho servido com orgulho e na famosa hospitalidade da Serra. Aqui a cultura italiana se misturou com tantas outras influências e criou uma identidade própria, forte e acolhedora! Caxias cresceu, se industrializou, virou potência econômica e referência para toda a região, mas nunca perdeu aquele espírito de comunidade que faz a gente se sentir parte de algo maior!


 Ao mesmo tempo, a cidade também sabe ser beleza pura! Quem se aventura pelo interior encontra paisagens que parecem pintadas à mão: parreirais que mudam de cor com as estações, cantinas familiares cheias de histórias, cachoeiras escondidas e estradas que convidam a dirigir sem pressa! Em lugares como o distrito de Criúva, por exemplo, a natureza parece lembrar que a Serra Gaúcha ainda guarda muitos segredos.


 No coração da cidade, os símbolos da nossa história seguem firmes! A imponente Catedral Diocesana de Caxias do Sul, a sempre movimentada Praça Dante Alighieri e a impressionante Igreja de São Pelegrino, com as obras de Aldo Locatelli, contam um pouco dessa trajetória feita de fé, arte e tradição.


 E quando chega a época da grande festa, então, a cidade mostra ainda mais o seu orgulho. A Festa da Uva transforma ruas e pavilhões em um espetáculo de cultura, música, gastronomia e memória. Não é apenas um evento para atrair turístas! É um lembrete vivo da história de quem chegou aqui com quase nada e conseguiu construir uma das cidades mais fortes do sul do Brasil.


 Depois de mais de quatro décadas vivendo aqui, posso dizer sem medo de exagerar: Caxias do Sul me ensinou muita coisa! Ensinou sobre trabalho, sobre perseverança e sobre o local que escolhi ficar e construir parte da minha vida! Eu escolhi Caxias e Caxias me acolheu!

 

J.K – 13.03.26





segunda-feira, 18 de maio de 2026

O preconceito sempre fala mais sobre quem julga ou quando o preconceito vem disfarçado de piada!

 

 Sinceramente, eu juro que até hoje tento entender o motivo de algumas pessoas perderem tanto tempo preocupadas com a sexualidade alheia! Parece que virou esporte olímpico cuidar da vida dos outros enquanto a própria bagunça segue acumulando poeira em casa. Já passou da hora de cada um cuidar da sua vida amorosa, dos seus boletos emocionais e dos parceiros ou parceiras que escolheu para dividir sua rotina. Amor é amor! Sem manual, sem fiscalização e sem gente querendo apitar partida que sequer foi convidada para jogar.

 

 Hoje mesmo, um colega resolveu, outra vez, brincar com a minha sexualidade através daquelas piadinhas que fazem mais barulho do que graça! E eu fiquei pensando: de onde nasce esse interesse todo em saber com quem eu durmo ou quem ocupa espaço na minha cama? Porque, sinceramente, nem eu tenho tanta curiosidade sobre a vida íntima dos outros! Estou muito bem resolvido comigo mesmo, sei exatamente do que gosto e da pessoa que quero ao meu lado! Isso já me basta!

 

 O mais engraçado dessa história toda é que algumas pessoas confundem convivência, amizade e parceria profissional com liberdade para ultrapassar limites! E aqui, agora, vai a minha sinceridade, daquelas que chega sem pedir licença: se um dia eu resolvesse me envolver com algum colega de trabalho, definitivamente você seguiria ocupando apenas o crachá de colega mesmo! Pode ser divertido, inteligente, ótimo profissional e parceiro de rotina, mas certas vagas seguem encerradas por falta de interesse do RH emocional.

 

 E quer saber mais? Mesmo vivendo uma pausa nesse meu relacionamento turbulento, cheio de idas, voltas e capítulos dignos de novela das nove, continuo feliz com ela! Ao menos neste momento! Amanhã a vida pode mudar, o coração pode inventar moda, o destino pode trocar o roteiro inteiro e até o técnico do time. Só tem uma coisa que permanece igual: quem decide a minha felicidade sou eu! E seja com ela, com outra pessoa ou até sozinho assistindo filme enrolado numa coberta em pleno sábado à noite, sigo vivendo do jeito que faz sentido para mim.

 

 No fim das contas, gente feliz costuma ocupar o tempo vivendo, rindo, amando e pagando boleto atrasado e com juros! Quem vive fiscalizando a felicidade dos outros geralmente anda em guerra com sua própria sexualidade ou com quem esta ao seu lado. E isso, convenhamos, explica muita coisa, até as piadinhas sem graça e noção! Lembrando que: “amor continua sendo amor, independente da embalagem”! Então, te liga tchê!

 


 

J.K – 18.05.26