domingo, 26 de abril de 2026

A matadora de aluguel que me roubou por dentro!

       Além de linda, para minha surpresa, ela era uma mratadora de aluguel! Não dessas que carregam armas visíveis, mas das que atiram com o olhar e silenciam qualquer defesa com um sorriso. Eu não percebi quando virei alvo, só senti o disparo! Ela roubou meu coração com a delicadeza de quem pede licença e o matou sem fazer barulho. Desde então, ando por aí como quem respira, mas não vive! Um sobrevivente, um zumbi elegante tentando disfarçar a própria ruína.

 

 E não foi só o meu! Descobri depois, nos silêncios cúmplices e nas conversas atravessadas, que essa ladra de sentimentos já deixou um rastro. Homens seguros viraram meninos inseguros. Mulheres convictas passaram a duvidar da própria força. Ela coleciona histórias interrompidas como quem coleciona joias raras. Sabe exatamente o que quer e, mais do que isso, sabe exatamente como fazer você acreditar que foi você quem quis primeiro.

 

 Ora é menina, com riso leve e promessa de inocência, ora é mulher, intensa, decidida, impossível de ignorar! Às vezes veste santidade, outras vezes pecado! Ela é o que você desejar e também o que você mais teme! Molda-se ao seu sonho, encaixa-se na sua carência, aprende seus atalhos! E quando você percebe, já entregou a chave da casa, da alma e do peito.

 

 O sorriso dela é armadilha, o corpo, convite e a a voz, veneno doce servido em dose calculada! Não há fuga quando você já está encantado! E agora, enquanto tento juntar os cacos do que restou de mim, só consigo pensar numa coisa: quem será a próxima vítima?

 

J.K – 01.03.26




sábado, 25 de abril de 2026

Entre brasas, histórias e um gole de saudade!

  Bah, meu leitor, se tem uma coisa que mexe comigo é churrasco! Aquela carne na brasa, aquele ritual e nossa tradição mexem comigo tchê! É quase uma reza pagã do gaúcho!


 O preparar começa cedo, com o fogo sendo domado no capricho, afinal ali não se assa só carne, mais memória dos nossos antepassados, de nossa história! O cheiro da lenha ou do carvão queimando já abre o apetite de qualquer um! Ah! E o coração também! E quando o primeiro “tá no ponto” ecoa do churrasqueiro, parece que o mundo dá uma pausa só pra respeitar e saborear aquele momento!

 

 Churrasco bom é o tradicional, aquele assado no espeto de pau ou de inox! É o melhor é a reunião dos familiares e amigos com o mate passando de mão em mão, a prosa solta, as risadas altas e aquelas histórias que a gente já ouviu mil vezes, mas ri como se fosse a primeira!

 

 E como não podia deixar de ter, sempre tem aquele chato que se mete e vira a carne sem pedir, dá pitaco sem nunca ter assado nada e aquele que só aparece na hora de comer como eu! Mas, tá tudo certo! Porque no fundo, todo mundo sabe seu papel nesse espetáculo de tradição!


 E vou te confessar uma coisa: tem dias que o churrasco nem sai perfeito! A carne passa um pouco, o sal erra a mão, o fogo teima em não colaborar! Mas mesmo assim, é ali que tudo acontece, afinal churrasco gaúcho é união, estar juntos, dividir, rir das falhas e brindar com um gole de algo que aquece a goela por dentro!


 No fim, quando só restam as brasas e aquele silêncio bom de barriga cheia e satisfeita, bate o cansaço e a gratidão! Porque a gente sabe que viveu mais um daqueles momentos simples que, sem fazer alarde, viram lembrança pra vida inteira! E aí tu entende: churrasco é tradição, é sentimento assado em fogo lento na companhia das pessoas que a gente ama!

 

J.K – 25.04.26




São Marcos, meu guardião silencioso!

 Hoje é dia de São Marcos, e eu não consigo deixar passar em branco! Confesso, de coração aberto, que tenho um carinho especial por esse santinho! Não é só pela data, é pela presença que sinto! Sou devoto mesmo, daqueles que conversam, pedem, agradecem e, muitas vezes, só ficam em silêncio confiando!

 São Marcos foi muito mais do que um nome bonito no calendário! Ele foi o autor do Evangelho de Marcos, discípulo próximo de São Pedro e um dos grandes responsáveis por levar a palavra de Cristo adiante! Dizem que escreveu com simplicidade e força, mostrando um Jesus humano, próximo, direto! E talvez seja por isso que eu me conecte tanto: porque a fé, pra mim, também precisa ser assim, sem complicação, mas cheia de verdade!

 A história conta que ele levou o cristianismo até o Egito, especialmente em Alexandria, onde fundou uma das primeiras comunidades cristãs! Mas também foi lá que enfrentou perseguições e acabou sendo martirizado de forma brutal, firme na sua fé até o fim! E isso mexe comigo! Porque me faz lembrar que acreditar, às vezes, exige coragem! E que a fé de verdade não vacila, mesmo quando tudo aperta!

 E no meio da correria do dia a dia, eu paro e penso: quantas vezes eu já pedi proteção? Quantas vezes eu já precisei de força sem nem saber explicar direito? E é nessas horas que eu lembro de São Marcos! Eu peço, com simplicidade mesmo: cuida de mim, protege meus caminhos, afasta o que não for bom e me dá coragem pra seguir!

 Hoje, mais do que nunca, deixo aqui minha oração, do meu jeito, simples e sincero:

“São Marcos, meu protetor,
guarda meus passos, protege meu caminho,
afasta de mim todo mal visível e invisível,
fortalece minha fé quando eu fraquejar
e nunca me deixe perder o rumo! Amém!”

 Que ele siga sendo esse guardião silencioso na minha vida! E que nunca me falte fé pra continuar acreditando, mesmo quando não entendo!

 

J.K - 25.04.26



 

Quando amar também significa dizer adeus

 

 Vou confessar algo que talvez muitos já tenham vivido, mas poucos têm coragem de admitir! Há pessoas que entram na nossa vida como uma promessa de felicidade! Cada vez que eu via você chegar, algo dentro de mim se iluminava! Era involuntário! O sorriso vinha antes mesmo de eu perceber! E, mesmo depois de tantas decepções, eu sempre acreditava que daquela vez seria diferente!

 

 Em alguns momentos cheguei a prometer a mim mesmo que não cairia mais nesse ciclo vicioso! Disse, com convicção, que não permitiria que você bagunçasse novamente o meu coração e a minha vida! Mas bastava você reaparecer, com aquele jeito que só você tem, e lá estava eu outra vez, esquecendo minhas promessas e abrindo a porta do sentimento que eu jurava já ter fechado.

 

 Com o tempo fui percebendo algo doloroso: meu orgulho, minha dignidade e até minha paz estavam, de alguma forma, nas suas mãos! E muitas vezes vi tudo isso escorrer pelos meus dedos, como algo frágil que se quebra ao tocar o chão. Amar você era como provar algo doce e amargo ao mesmo tempo, um amor agridoce. Havia momentos de encantamento, mas sempre vinha depois aquela sensação de vazio que parecia não ter fim.

 

 Por muito tempo eu acreditei que, quando você voltava, era porque finalmente tinha decidido ficar! Eu me enganava com facilidade, talvez porque o coração queira acreditar naquilo que a razão já sabe que não é verdade! E assim fui dizendo “sim” mais vezes do que deveria, mesmo quando a solidão já tinha deixado marcas profundas dentro de mim.

 

 Hoje entendo que existe um tipo de amor que precisa ser interrompido para que a gente sobreviva a ele. Não porque o sentimento deixou de existir, mas justamente porque ele existe demais. Algumas histórias não terminam por falta de amor, mas porque continuar nelas significa continuar se perdendo.

 

 E se algum dia você me perguntasse, com sinceridade, se ainda existe amor aqui dentro, talvez eu não tivesse coragem de negar. Provavelmente eu diria que sim! Mas, mesmo assim, lá no fundo do meu coração, existe uma decisão que finalmente aprendi a tomar: a de que, para eu me reencontrar comigo mesmo, você não deve mais voltar!

 

J.K – 05.03.26






sexta-feira, 24 de abril de 2026

Carta aberta de um brasileiro cansado (mas ainda com senso de humor)!

    Caro Luiz Inácio Lula da Silva! 


 Escrevo essa mensagem num misto de desabafo, ironia e aquela esperança teimosa que o brasileiro insiste em não perder. Porque, sendo bem sincero, tá difícil levar a sério, mas também tá impossível ignorar!


 Aqui no mundo real, presidente, a conta do supermercado virou praticamente um esporte radical. A gente entra com um carrinho e sai com um susto! Os preços sobem, os produtos encolhem! E não adianta a gente tentar se enganar dizendo que é só impressão pois o caixa confirma tanta crueldade com nossos salários!


 Agora, me diga com toda sinceridade: o senhor, seus ministros e assessores já tentaram viver um mês com um salário mínimo? Ou dois, vai, pra não dizer que eu sou injusto! Porque aqui entre nós, é quase um reality show de sobrevivência! Só que sem prêmio no final, só boletos e contas atrasadas mesmo. E a gente assistindo de camarote a arrecadação de impostos batendo recorde, enquanto o retorno parece estar de férias permanentes.


 E já que toquei no assunto, cá entre nós: impostos altos, serviços baixos e a desejar! A conta não fecha senhor presidente! Ou melhor, fecha sim, mas só pro lado de lá! A sensação que fica é que boa parte desse dinheiro some num passe de mágica digno de ilusionista profissional. E aí eu pergunto, sem maldade: o senhor acha isso justo?


 Sobre aposentadoria então, nem sei se dou risadas de nervoso ou se choro! Tá mais fácil ganhar na loteria. Aliás, até a loteria anda com a credibilidade meio abalada como a política e como o senhor. E enquanto isso, combustíveis sobem, descem, sobem de novo, e a gente aqui tentando entender qual foi exatamente o capítulo da novela que a gente perdeu.


 Presidente, esse já é seu terceiro mandato! Não dá mais pra falar em promessa, em plano ou em “vamos ver”! Já passou da hora de agir de verdade! O povo não quer só discurso bonito, nem propaganda bem produzida na televisão! Quer sentir no bolso, na saúde, na educação e na vida real.


 Então fica aqui a pergunta, simples e direta: o que o senhor tem pra dizer, de verdade, pro brasileiro que acorda cedo, paga caro por tudo e ainda tenta manter o bom humor? Porque olha, a gente até ri! Mas já tá começando a rir de nervoso!


J.K – 18.04.26




quinta-feira, 23 de abril de 2026

Quando a saudade tem teu nome

 

 Que saudade danada de ti! Não é dessas que passa com distração ou com conversa fiada, é daquelas que acorda junto comigo e deita do meu lado à noite. A solidão, quando percebe tua ausência, vira personagem principal aqui dentro. Sente falta de um abraço, me faz chorar escondido, me deixa conversando com o nada como se o nada tivesse teu rosto.

 

 Quem inventou a distância não conhece a saudade! Não sabe o que é contar os dias como quem conta passos até um reencontro. Eu finjo força, faço discurso bonito pra mim mesmo, digo que estou acostumado, mas não estou! Meu peito nunca aprendeu a aguentar silêncio demais! Ele prefere tua voz, teu riso atravessado, até teu jeito de me provocar só pra me ver perder a pose.

 

 Tem algo em nós que é chama fácil! Quando a gente se encontra, o mundo lá fora perde importância. É como se o tempo resolvesse fechar a porta e deixar só nós dois existindo. Nosso amor começa na pele, no arrepio, no jogo de olhar que já sabe onde vai terminar. É riso, é desejo, é entrega sem manual de instrução, é malícia misturada com carinho, é intensidade que não pede licença.

 

 E quando tu me chama de professor, eu rio por fora e derreto por dentro. Diz que eu te estimulo, que te deixo louca, que sei exatamente como conduzir cada movimento. Mas a verdade é que quem aprende sou eu! Aprendo teu ritmo, teu suspiro, teu silêncio antes do beijo. A gente se ensina sem quadro-negro, sem regra, só com vontade.

 

 Só que, depois, vem o intervalo! E é nesse intervalo que a saudade me pega de jeito. Ah! Se pega! Fico lembrando do teu cheiro na cama, do teu cabelo bagunçado e de nós dois fazendo amor. E por mais que eu tente bancar o forte, a verdade é simples e nua: eu gosto de espantar minha solidão contigo porque, quando tu tá aqui, eu não sou metade. Eu sou inteiro!

 

 Se amar assim é exagero, que seja! Prefiro a intensidade ao vazio! Porque no fim das contas, o que mais me dói não é a distância, é saber que, quando tu vai embora, leva contigo a melhor parte do meu silêncio e me deixa aqui um coração que só aprende a bater direito quando escuta teus passos voltando.

 

J.K – 01.03.26




quarta-feira, 22 de abril de 2026

A arte que a boca entrega


 Tem coisa que a gente sabe que não devia fazer, mas vai lá e faz assim mesmo, com aquela convicção de quem já está preparando a desculpa antes do erro. Aí nasce a mentirinha! Pequena, inocente, quase um “ninguém vai descobrir”! Spoiler da vida real: sempre tem alguém que descobre, sempre mesmo! Parece até um talento oculto da humanidade.


 E quando esse alguém aparece com aquele olhar de “aham, sei…”, não adianta insistir. A mentira perde a força, a dignidade e, às vezes, até o sentido! O melhor é lançar um sorriso amarelo digno de Oscar, olhar para o horizonte como se estivesse contemplando o universo e fazer aquele leve aceno de cabeça que diz tudo sem dizer nada. Confessar sem palavras é quase uma arte também!


 O problema é que, dessa vez, não era só comigo! Tinha outra pessoa envolvida, pior, comprometida! E aí o roteiro complica! Porque uma coisa é passar vergonha solo, outra é arrastar o elenco. Nessas horas, o silêncio vira estratégia de sobrevivência com direito a jura de morte. Neste caso, ficar quieto não é só prudência, é quase um ato de amor coletivo! Quanto menos gente souber, melhor dorme a consciência. Ou pelo menos tenta!


 E eu, sinceramente, já deveria ter passado da idade dessas estripulias. Era para estar numa fase mais madura, mais centrada, mais “não faço mais essas coisas”! Mas claramente meu espírito ainda não recebeu esse memorando. A boca, então, nem se fala! Mal abre e já entrega metade da história, às vezes com detalhes que nem foram solicitados.


 No fim das contas, entre um constrangimento aqui e outro ali, deu tudo certo! Ficou aquela sensação de “não faria de novo”, que a gente sabe que é meio relativa, mas valeu! Valeu pela história, pela adrenalina e até pelo vexame controlado! Só reforça uma verdade simples: se for aprontar, apronte direito! E, principalmente, aprenda a ficar quieto depois ou não apronte!


J.K – 22.04.26