quinta-feira, 16 de julho de 2026

A fotografia no peito!

 

 Vou te contar um segredo que acontece comigo de vez em quando. Existe dias em que a saudade da minha mãe chega sem pedir licença! Mas, não é tristeza, pelo contrário! É uma vontade enorme de estar perto, de ouvir a voz dela, de ganhar um abraço e um beijo daqueles que só mãe sabe dar. É nessas horas que eu pego uma fotografia qualquer, a mais simples de todas, aperto contra o peito e fico em silêncio! Parece bobagem, mas o coração entende!


 Minha mãe está logo ali, em São Marcos. A distância entre nós é pequena! Mesmo assim, existem dias em que ela parece enorme. Curiosamente, basta segurar aquela foto para alguma coisa mudar dentro de mim. A ansiedade vai embora, a respiração desacelera e uma paz difícil de explicar toma conta de tudo. É como se aquele pedaço de papel deixasse de ser uma simples fotografia e virasse ela.


 Talvez seja a fé, ou talvez seja o amor que mãe e filho carregam para sempre. Ou talvez seja Deus lembrando que certos laços nunca se desfazem. Só sei que, depois desses momentos, eu volto a sorrir. Porque entendo que a saudade não veio para me machucar. Ela veio para me lembrar da sorte que tenho por continuar sendo filho de uma mulher que, mesmo longe dos meus olhos, nunca saiu do meu coração.

 

J.K – 19.04.26




O que não basta!

 

 Vou te confessar uma coisa que demorei para entender: às vezes, em uma relação,  existe carinho, vontade de estar junto e aquele abraço que faz o dia parecer mais leve! Mas, nem sempre isso basta! Existem sentimentos que aquecem o coração, mas não encontram força para enfrentar a vida do lado de fora.


 Eu sempre tive a impressão de que havia alguma coisa entre nós. e não era invenção da minha cabeça. Havia algo errado no teu jeito de conversar, no teu cuidado, nos teus olhares e, principalmente, nos teus silêncios sem motivo algum. E foi aí que percebi que nem todo "gostar" nasceu para virar "nós"!


 Aceitar isso talvez tenha sido a parte mais difícil! Porque desistir de alguém que nunca significou nada é simples! O difícil é abrir mão de quem significou muito, mas nunca conseguiu ser suficiente! Hoje eu entendo que alguns sentimentos existem apenas para nos ensinar que gostar é importante. E, gostar, sozinho, não sustenta uma história inteira!

 

 

J.K – 19.04.26




quarta-feira, 15 de julho de 2026

A janela do quarto andar!

 

 Vou fazer uma confissão que talvez nem devesse escrever! Eu tenho uma vizinha aqui no prédio que, sem saber, virou parte da minha rotina. Quase todos os dias eu olho pela janela só para ver ela sair com o seu doguinho. Cabelo curtinho, chinelo no pé, um jeito simples de quem nem imagina que existe um vizinho no quarto andar inventando desculpa para ficar olhando a rua Os 18 do Forte!


 Quando a gente se cruza no corredor, tudo se resume a um simples "bom dia"! Dura uns três segundos apenas. Mas, por algum motivo que nem eu entendo, minha cabeça transforma esses três segundos numa mini série inteira. Aí volto para o apartamento pensando em todas as conversas que nunca aconteceram. Minha imaginação trabalha mais do que eu. Ela viaja no tempo e espaço!


 O que mais me chama atenção nem é a beleza dela, mas o jeito como trata a filha e o doguinho. É bonito de ver o carinho, a calma e a delicadeza que andam juntas com este trio fantástico! E, aqui entre nós, talvez eu nunca passe de um vizinho educado que responde ao "bom dia"! Mas confesso uma coisa: eu fico encabulado quando a veja e olha que eu não sou nada tímido! E, conto as horas para encontrar ela nos corredores do prédio ou ver ela saindo para passear do quarto andar do apartamento!


J.K. – 19.04.26




 

terça-feira, 14 de julho de 2026

O mundo virou e eu fiquei mais perdido!

 

 Vou confessar uma coisa que talvez renda algumas risadas: "acho que nasci na época errada"! Antigamente a gente conquistava alguém com conversa, bom humor, um café demorado e um pouco de paciência. Hoje parece que existe uma ficha de avaliação invisível. Tem que impressionar, surpreender, corresponder e, de preferência, tirar nota máxima logo no primeiro encontro. Se não atingir a expectativa, você nem ganha uma segunda chance. Vira estatística, meme ou história para contar no grupo das amigas.


 E não é só isso! Além de simpático, o cidadão precisa ter corpo de academia, saúde de atleta, conta bancária de empresário, maturidade de terapeuta e disposição de adolescente. O romantismo foi ficando pelo caminho! A pressa tomou conta de tudo! Antes as pessoas queriam descobrir quem você era! Agora parece que querem saber primeiro o que você pode oferecer. Confesso que, às vezes, me sinto uma peça exposta numa vitrine humana, esperando alguém decidir se vale a pena entrar na loja.


 No fim das contas, acho que o problema nem é o século! Talvez seja essa mania de transformar relações em desempenho. Eu continuo acreditando que conexão vale mais do que currículo, conversa vale mais do que aparência e carinho ainda deveria pesar mais do que qualquer checklist. Pode ser que eu esteja ultrapassado, ou talvez eu só tenha saudade de um tempo em que conhecer alguém era muito mais interessante do que simplesmente avaliá-lo!


J.K. - 19.04.26








 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

O rock que eu carrego na alma!

 Eu vou te contar uma coisa que talvez explique muita coisa sobre mim! O rock nunca foi só um estilo musical.  Ele foi companhia quando a casa parecia silenciosa demais e também foi abrigo nos dias em que eu não encontrava as palavras e os pensamentos certos. E, em muitos momentos da minha vida, foi a única voz que conseguiu dizer exatamente o que eu estava sentindo.


 Cresci mudando de idade, de endereço, de sonhos e até de certezas. O tempo embranqueceu alguns fios de cabelo, trouxe rugas, lembranças e algumas cicatrizes. Mas nunca conseguiu baixar o volume do meu rock. Tem músicas que, quando começam a tocar, me levam de volta a pessoas que amei, viagens que fiz, amigos que a vida espalhou pelo caminho e versões de mim que ainda moram em algum canto da memória.


 Por isso, hoje, no Dia Mundial do Rock, não tenho nada para comemorar além da gratidão! Gratidão por cada acorde que me levantou quando eu pensava em desistir, por cada refrão que me fez sorrir no meio do caos e por essa trilha sonora que insiste em caminhar ao meu lado. Porque algumas músicas a gente apenas escuta de vez em quando, mas o bom rock, não! O bom rock a gente carrega na alma.


J.K. – 13.07.26




Descobri que estou desatualizado para namorar!

 

 Vou confessar uma coisa: acho que nasci umas duas gerações atrasado. Tenho a impressão de que deixei de ser homem e virei candidato a uma vaga. Antes do primeiro café, parece que já querem saber onde eu trabalho, quanto ganho, se tenho carro, apartamento e, de preferência, um plano de aposentadoria. Romance? Esse ficou na versão anterior do sistema.


 Hoje não basta ser gente boa! Tem que ser interessante, bem resolvido, divertido, inteligente, malhar, viajar, cozinhar, ouvir, falar, surpreender, ... E tudo isso sem parecer que está tentando impressionar, pois se vacilar cinco minutos, já aparece alguém mais atualizado na fila.


 Enquanto isso, sigo aqui, um modelo fora de linha! Talvez o problema nem seja comigo, talvez eu só tenha esquecido de instalar a última atualização do amor. E, sinceramente? Acho que vou continuar usando a versão antiga mesmo!


J.K. – 19.04.26





domingo, 12 de julho de 2026

Quando dirigir virou um teste de paciência!

 

 Tem dias em que entro no carro já fazendo uma oração. Não porque tenha medo de dirigir, mas porque nunca sei o que vou encontrar pelo caminho. Basta rodar alguns quilômetros para aparecer alguém ultrapassando onde não pode, grudando na traseira do meu carro ou transformando uma simples avenida numa pista de corrida. Confesso que, em alguns momentos, me pergunto se eu fiquei velho ou se foi o trânsito que enlouqueceu de vez.


 O mais engraçado é que eu também preciso cuidar de mim. Tem dia que respiro fundo para não buzinar, para não reclamar, para não deixar que a pressa dos outros estrague a minha paz. Afinal, de que adianta chegar cinco minutos antes e passar o resto do dia carregando a irritação? Cada vez mais acredito que dirigir também é um exercício de paciência, respeito e, por que não, de humildade.


 Hoje continuo fazendo o básico. Uso a seta, respeito os limites, mantenho distância e torço para que todos cheguem bem em casa. Talvez isso pareça pouco num mundo onde tanta gente vive acelerada. Mas, para mim, ainda faz todo o sentido. Porque, no fim das contas, o melhor destino nunca foi chegar primeiro. Sempre foi chegar em paz.


J.K – 15.04.26