domingo, 4 de outubro de 2026

São Francisco e as pequenas coisas da vida!

 




  Hoje é dia de São Francisco de Assis! Sou devoto e fã desse santo que sempre teve um lugar especial na minha fé! E gosto da história dele justamente porque Francisco não nasceu santo. Foi jovem, gostou de festas, roupas bonitas, tinha dinheiro e sonhava grande! Até que a vida deu suas voltas e ele percebeu que talvez estivesse procurando felicidade no lugar errado! Confesso que, guardadas todas as proporções, eu me identifico um pouco com isso!


 Com o passar dos anos, também fui descobrindo que preciso de cada vez menos para ser feliz. Um café preto, uma boa conversa, minha casa em paz, uma música que gosto, um livro, minha família bem e a consciência tranquila já valem uma fortuna! A gente passa boa parte da vida querendo conquistar coisas e, depois de certa idade, começa a perceber que algumas das maiores conquistas não cabem numa conta bancária ou em um carro do ano.


 Francisco encontrou Deus nos pobres, nos doentes, nos animais, no sol, na lua, na água e na natureza! Eu também encontro Deus nas pequenas coisas da vida. Na manhã que começa, numa oração silenciosa, no vento entrando pela janela e até naquele momento em que tudo parece complicado, mas alguma força lá dentro manda continuar. Minha fé é assim: simples, meio teimosa e presente!


 Talvez seja essa a lição que São Francisco mais me toca: não precisamos abandonar tudo para entender o que realmente importa! Precisamos apenas aprender a olhar diferente para aquilo que já temos! E eu sigo tentando. Com meus defeitos, minhas manias, meus tropeços e minha fé, agradecendo a Deus por cada pequena coisa que ainda faz a vida valer a pena!


J.K. – 04.10.26

A mudança também está nas nossas mãos!

 



 Domingo, dia de São Francisco de Assis e também dia de votar! Que o nosso “santinho” ilumine não apenas os candidatos, mas principalmente nós, eleitores! Confesso que muitas vezes olho para as opções e penso que nenhuma delas me representa por inteiro. Mesmo assim, faço questão de votar! Posso estar decepcionado com a política, mas não quero abrir mão do meu direito de escolher e, principalmente, de cobrar!

 

 Tenho a sensação de que já passou da hora de renovarmos muita coisa! Vejo nomes que atravessam eleições, mandatos e décadas no poder, enquanto problemas básicos continuam esperando solução. A gente trabalha, paga impostos e espera retorno em saúde, educação, segurança, estradas e uma aposentadoria minimamente digna! E quando esse retorno não vem, não adianta apenas xingar os políticos na mesa do bar ou nas redes sociais. A urna também é lugar de dar resposta!

 

 Mas renovar, para mim, não significa simplesmente trocar todo mundo por qualquer nome novo! Significa pesquisar, conhecer, desconfiar de promessa bonita e escolher com consciência. Gente nova também pode errar, assim como experiência política não é necessariamente defeito. O que não dá é continuar votando no automático, por paixão, raiva, partido ou porque alguém mandou! O voto é nosso e a responsabilidade também!

 

 Hoje temos uma arma poderosa nas mãos, e ela não dispara bala: registra voto! Depois, não basta apertar “confirma” e esquecer por quatro anos. É preciso acompanhar, fiscalizar e cobrar! Talvez a mudança que tanto exigimos dos políticos também precise começar em nós, eleitores. Afinal, se queremos um Brasil diferente, nossas escolhas também precisam ser diferentes!

 

J.K. – 04.10.26





 

Vender também é encantar o cliente!

 



  Trabalhar com o público não é fácil! Tem dias que tudo flui e tem dias que exige uma paciência danada! Mas eu gosto desse contato! Depois de tantos anos lidando com gente, aprendi uma coisa: "ninguém gosta de sentir que estão tentando lhe empurrar alguma coisa". Ainda mais no atacado, onde o cliente sabe o que procura, faz conta e pensa bem antes de comprar.


 Para mim, a venda começa antes mesmo do cliente entrar na loja! Ela começa numa loja bonita, numa vitrine que chama a atenção e no produto bem apresentado. Mas está, principalmente, em quem atende! Um sorriso sincero, um bom dia, chamar o cliente pelo nome e ter vontade de mostrar o que ele procura. E, se precisar baixar meia loja para achar aquela peça, paciência! Faz parte!


 Talvez seja justamente aí que esteja a diferença! O cliente pode entrar por causa de uma roupa, mas é a maneira como foi tratado que ele leva junto quando vai embora! Vender é ótimo, claro! Mas melhor ainda é ouvir um “até a próxima” e saber que aquela pessoa realmente pretende voltar.


J.K. – 23.09.26



sábado, 3 de outubro de 2026

Ópera Grunkie: esperava mais de Marina Lima!

 


 Acabei de escutar Ópera Grunkie, novo trabalho de Marina Lima, no Spotify. Fui com vontade, curiosidade e, claro, carregando na memória aquela Marina que tantas vezes fez parte da trilha sonora da minha vida. Talvez esse tenha sido meu primeiro erro: esperar encontrar alguma coisa daquela mulher de Fullgás, Todas, Virgem e de tantos discos que ouvi e ainda gosto de ouvir. Não encontrei!


 Ópera Grunkie é diferente, experimental e tem uma proposta interessante, confesso! Marina mistura música, poesia, vozes, lembranças, luto e liberdade numa espécie de ópera pop dividida em atos. É um disco muito pessoal, principalmente quando toca na perda do irmão e parceiro Antônio Cicero. Entendi a proposta, respeitei a coragem de continuar experimentando depois de tantos anos de carreira, mas ela não me pegou. Faltou alguma coisa! Faltou aquela música que termina e me dá vontade de voltar imediatamente para ouvir outra vez.


 Sem contar que é preciso falar da voz! Marina nunca foi uma cantora de grandes malabarismos vocais, e talvez justamente aí estivesse parte do seu charme. Mas hoje sua voz está cada vez mais frágil, limitada, quase falada em alguns momentos. Sei que o tempo passa para todo mundo e não quero comparar uma Marina de 71 anos com a Marina dos anos 80. Seria injusto! Só que, ouvindo o disco, senti falta daquela interpretação que entrava na música e fazia a gente entrar junto.


 Não gostei muito de Ópera Grunkie. Pronto, falei! Mas uma coisa não anula a outra. Marina Lima continua tendo meu respeito, minha admiração e um lugar importante na música brasileira e na minha memória afetiva. Prefiro Fullgás? Mil vezes! Prefiro seus trabalhos antigos? Sem dúvida! Mas gosto também de ver uma artista com tantos anos de estrada ainda inquieta, fazendo o que tem vontade e sem tentar imitar a si mesma. Ópera Grunkie pode não ter me conquistado, mas merece ser escutado. Afinal, Marina continua sendo Marina!

 

J.K. – 03.10.26

Agora não tem mais jeito!

 

  


 Durante muito tempo, tentei falar contigo, mas tu nunca quiseste enxergar o que estava bem diante dos teus olhos. Eu disfarçava, mudava de assunto e fingia que estava tudo bem, carregava sozinho um sentimento que chegou sem pedir licença. Quando finalmente criei coragem para te entregar meu coração, tu o recebeste como quem ganha algo sem valor e pode abandonar em qualquer canto!


 Eu te olhava querendo ficar, enquanto tu parecias sempre pronta para partir. Mesmo percebendo tua indiferença, ainda procurei desculpas para acreditar que um dia seria diferente. Não foi! Cansei de esperar por quem não gostava de ser amada, mas nunca teve coragem de amar com a mesma intensidade. E aquilo que eu não conseguia esconder, hoje faço questão de não oferecer mais!


 Talvez um dia tu sintas falta do meu olhar, da minha presença e daquele coração que estava inteiro nas tuas mãos. Quando isso acontecer, por favor, não me procures! A vida também sabe ser vingativa e costuma ensinar tarde demais o valor daquilo que a gente desprezou. Tu tiveste tudo o que eu queria te dar! Agora não tem mais jeito: o meu coração ainda sabe amar, só não quer mais amar você!


J.K. – 11.09.26

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Quando até o clima muda as regras do jogo!

 



  Quem trabalha com moda e atacado sabe que as coisas mudara! E não estou falando apenas do mercado, das vendas mais difíceis ou de uma crise que parece não dar trégua. O próprio clima já não ajuda como antes! As estações perderam aquela lógica que a gente conhecia. Um dia faz frio, no outro calor, depois vem a chuva e, no fim das contas, tudo isso acaba refletindo diretamente nas nossas vendas.


 No atacado, isso pesa ainda mais! O lojista pensa duas vezes antes de comprar uma quantidade maior porque tem medo que o produto fique parado. E eu entendo perfeitamente! Afinal, ninguém quer investir em uma coleção de verão e descobrir, poucas semanas depois, que o calor não veio, apostar no verão e enfrentar uma sequência de chuvas e temperaturas baixas.


 Talvez por isso eu acredite que o atacado precise, cada vez mais, ser parceiro do lojista e não apenas fornecedor! É preciso oferecer mais segurança, pronta-entrega, possibilidade de reposição e, principalmente, produtos que tenham diferentes possibilidades de uso. Peças leves, versáteis e que funcionem nesse clima maluco que a gente vive por aqui.


 Também acho que precisamos parar de esperar que as coisas voltem a ser como eram! O consumidor mudou, o clima mudou e o mercado mudou também! A crise nos obriga a olhar com mais cuidado para cada compra, cada estoque e cada oportunidade! Não é fácil, mas talvez seja justamente aí que esteja a saída: aprender a ser mais rápidos, flexíveis e, principalmente, mais próximos de quem compra da gente.


 Na Serra Gaúcha, onde o frio sempre fez parte da nossa identidade e também dos nossos negócios, essa mudança fica ainda mais evidente. E, sinceramente, não vejo isso apenas como um problema! Vejo também como um convite para fazermos diferente! Quem conseguir entender este novo momento, ouvir o lojista e ajudá-lo a vender estará construindo relações muito mais fortes e duradouras.


 No fim, continuo acreditando que o comércio sempre encontra um jeito de seguir em frente! Talvez hoje a gente precise vender um pouco menos no automático e muito mais com atenção, parceria e coragem. Porque o clima pode até estar imprevisível! A nossa vontade de fazer acontecer, não!

 

J.K. – 19.09.26

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Dois ovos, um bolo e uma sobremesa!

 




  Confesso que meus últimos dias foram tri agitados! Depois de algumas cobranças e uma terça-feira meio estressante, resolvi cuidar do cidadão aqui: cabelo, barba e aquela manutenção básica para continuar apresentável perante a sociedade. À noite, já renovado, sentei para jantar meu bolinho fitness de banana com café preto, sem açúcar, quando a campainha tocou. Era a vizinha querendo dois ovos emprestados para fazer um bolo. Convidei-a para entrar e dividir o meu! Comemos metade do bolinho, tomamos café e, como toda refeição merece uma sobremesa, a sobremesa fui eu! Não me peçam detalhes porque este ainda é um blog de família!

 

 Na quarta-feira, o dia foi bem mais tranquilo! Teve oração, cabeça no lugar e alma renovada! À noite, porém, a campainha tocou outra vez: a vizinha! Desta vez apareceu com um bule de café para acompanhar a outra metade do bolo que tinha sobrado do dia anterior. Bah! Eu adorei o convite! Sentamos, conversamos, comemos o bolinho e, quando chegou a hora da sobremesa, fui eu novamente! Estou começando a desconfiar que ela nem gosta tanto assim de bolo de banana!

 

 Agora estou aqui terminando este texto diante de um dilema importantíssimo: compro outro bolinho ou finalmente desço até o apartamento dela para entregar os dois ovos que ela pediu na terça-feira? Porque, vejam bem, depois de dois dias, os ovos continuam intactos na minha geladeira! O resto da história é que sofreu algumas alterações!

 

 Talvez seja melhor levar logo esses ovos! Vai que ela resolve fazer o tal bolo e me convida para experimentar. Só espero que dessa vez ninguém confunda recheio, cobertura e sobremesa, porque aí este texto vai precisar ser publicado depois das dez da noite!

 

J.K. – 01.10.26