Eu me pego pensando se você é a pessoa que chega para encaixar as partes que ainda andam soltas em mim. Não falo de dependência, falo de sintonia. Daquele encontro que não prende, mas desperta! Às vezes imagino se é você quem vai me tirar do modo automático e me lembrar que sentir não é fraqueza, é movimento!
Tudo aquilo que um dia eu jurei que seria eterno hoje já não
parece tão sólido! Eu mudei, o mundo mudou! E no meio dessa dança de certezas
quebradas, observo você com curiosidade e cuidado! Uma parte minha ainda olha
com prudência, outra já quer atravessar a ponte correndo. Fico nesse equilíbrio
instável entre razão e impulso, entre o “talvez” e o “por que não?”.
Tem dias em que sou garoa leve, quase silêncio, outros, viro
tempestade sem aviso, intensidade pura, emoção à flor da pele. Eu não sei fazer
pela metade! Se for para entrar, eu entro inteiro. Mas também não sei fingir
sentimentos só para caber em expectativas. Representar nunca foi meu forte! Eu sempre preferi a verdade, mesmo quando ela assusta. Ah! E por favor, pare de dizer que por causa dos meus textos estou triste, depressivo! Volto a frisar: "nunca estive tão bem"! Obrigado!
Ah! E já me vi procurando em algumas pessoas aquilo que talvez fosse
único em outras. E tudo bem! Cada tentativa me ensinou algo sobre mim! Mas se
você topar o risco, esse salto meio irresponsável que é gostar de alguém de
verdade, eu prometo não economizar entrega. Porque quando eu me permito, nada
fica igual!
No fundo, o que eu quero mesmo não é um romance morno! Eu quero aquilo
que mexe com a estrutura, que vira assunto interno, que acende ideias e
revoluciona certezas. Quero uma história que não passe despercebida, que tenha
coragem de existir em voz alta. Se for para sentir, que seja grande! Se for
para viver, que seja intenso.
J.K – 18.01.26






