sábado, 1 de agosto de 2026

O fim que ainda mora aqui!

 

 

 Nossa história acabou sem briga, sem porta batendo e sem cena de novela. Apenas terminou devagarinho, como uma fogueira de festa junina apagando no meio da madrugada, quando todo mundo já foi embora e sobra só aquele cheiro de fumaça no ar. 

 

 Outro dia me peguei lembrando de como tudo começou: a música tocando alto, gente rindo, bandeirinhas coloridas balançando no vento e eu acreditando que algumas coisas durariam para sempre. Engraçado como a vida adora desmentir a gente depois. O coração faz planos gigantescos e o tempo aparece com uma borracha na mão.

 

 Hoje, quando fico perto de certas lembranças, viro quase um estranho dentro de mim mesmo. Penso em mil coisas ao mesmo tempo e acabo quieto, segurando palavras atravessadas na garganta como quem segura água nas mãos.

 

 E mesmo depois de tudo, existe uma vaidade boba que continua viva. Aquela vontade de imaginar que, quando alguém perguntar sobre mim, você ainda fale com carinho. Que invente uma saudade pequena, que diga que houve amor ali. Porque no fundo, por mais machucadas que duas pessoas saiam de uma história, ninguém gosta da ideia de virar o vilão oficial da memória do outro.

 

 Talvez seja por isso que alguns términos tenham gosto de mesa de bar no fim da noite. Cada um conta a versão que consegue suportar! Um exagera os defeitos do outro, outro transforma mágoa em piada, e assim seguimos, tentando salvar um pouco do orgulho enquanto o coração continua fazendo bagunça escondido. E olha, se tem uma coisa que aprendi, é que certas histórias acabam, mas demoram bastante para ir embora da gente.

 

J.K – 16.05.26






sexta-feira, 31 de julho de 2026

Cansei de escrever sobre o amor!

 

 

  Ando cansado de escrever sobre o amor, justo eu que vivo tateando esse sentimento como quem aprende a nadar no susto. Sempre me vi leve demais para promessas longas, intenso demais para histórias mornas. Meus amores tiveram gosto de começo, aquele arrepio bom que chega sem avisar e bagunça tudo por dentro. Foram encontros de horas, dias, meses! Ainda assim, foram verdadeiros enquanto existiram! Eu sei disso porque senti! E sentir, para mim, sempre foi o mais perto que cheguei de amar!

 

 Já me despedi de gente que a vida levou para longe e também de quem ficou, mas precisou seguir outro caminho. Em alguns momentos culpei o destino, em outros aceitei com respeito aquilo que escapava das minhas mãos. Hoje olho para trás com mais calma e entendo que cada história teve seu tempo certo, seu jeito certo de acontecer! E, de alguma forma, todas deixaram um pedaço bonito dentro de mim.

 

 Mesmo com esse histórico meio desajeitado, sigo acreditando! Acredito no encontro que chega sem roteiro, no abraço que encaixa, no olhar que diz tudo sem uma palavra! Ao mesmo tempo, aprendi a gostar da minha própria companhia! Tem dias em que o silêncio da casa conversa comigo, o café quente vira companhia e a paz de estar só tem um valor que pouca gente entende. 

 

 Claro que, de vez em quando, bate aquela vontade de dividir a vida com alguém! De ter um corpo perto, um riso cúmplice na mesa, uma rotina com cheiro de afeto! Só que aprendi que felicidade mora em instantes, pequenos e sinceros. Nada precisa durar para ser verdadeiro! Talvez seja isso que torna tudo mais especial!

 

 Hoje eu fecho esse capítulo com carinho, sem drama e sem promessas grandiosas! Amanhã posso mudar de ideia, escrever de novo, me apaixonar de novo, viver tudo outra vez com o mesmo entusiasmo de sempre! Porque, no fundo, eu sei: o amor move tudo! E eu sigo aqui, inteiro, vivendo e amando do meu jeito.

 

J.K – 03.05.26




Entre temporais e boletos!

 

 Confesso que achei que houve um certo exagero por parte da mídia e dos órgãos responsáveis pelos alertas climáticos. Durante dias, o Rio Grande do Sul viveu sob a expectativa de uma semana de terror, com previsão de vendavais, granizo e chuvas intensas. Elas vieram, é verdade, mas atingiram apenas algumas regiões. Em outras, tudo aconteceu dentro do esperado.


 Não sou contra os alertas, muito pelo contrário! Depois da tragédia que vivemos em 2024, toda prevenção é pouca e necessária. Apenas acredito que eles poderiam ser um pouco mais específicos, indicando com maior precisão as regiões realmente ameaçadas.


 Eu e meu colega estávamos justamente no Alto Uruguai quando o tempo resolveu mostrar sua força. Pegamos de tudo pela estrada: chuva torrencial, granizo, rajadas de vento e até um tornado entre Santo Cristo, Santa Rosa e Giruá. É uma sensação difícil de explicar. Ao mesmo tempo em que assusta, também desperta fascínio! Como pode o vento ganhar a forma de um enorme funil e, em poucos minutos, transformar completamente uma paisagem?


 Agora, de volta ao conforto do meu apartamento, organizo as malas outra vez. A próxima semana promete novos quilômetros, novas visitas aos clientes e, pelo visto, mais uma dose de instabilidade no tempo. Mas quem vive na estrada aprende que não dá para esperar o céu abrir. Os boletos não suspendem o vencimento porque está chovendo. Aliás, às vezes eles conseguem ser mais implacáveis do que o granizo e os temporais.


 Então, não tem muito segredo! É respirar fundo, ligar o carro, colocar a fé no banco do carona e seguir viagem. Porque a vida, faça sol ou faça tempestade, continua chamando a gente para a estrada.

 

J.K. – 31.07.26




sábado, 25 de julho de 2026

Semana com defeito de fábrica!

 

 Tem dias que chegam chegando, batem na porta e já entram bagunçando tudo, deixando a vida da gente de pernas para o ar. Essa semana foi dessas que testam a paciência, a fé e até o estoque de café! Teve momento em que eu olhei para o céu e soltei um sincero “para o mundo que eu quero descer”! Foi quase um pedido de pausa geral, tipo apertar o botão do controle da vida e dar uma respirada.

 

 Foi uma sequência de coisas que deram erradas! Parecia que alguém lá em cima resolveu me colocar em modo desafio nível hard. Cada tentativa de resolver uma coisa vinha acompanhada de outra surpresa! Ainda assim, no meio do caos, sempre aparece aquele fiozinho de esperança dizendo que amanhã pode vir mais leve e eu me agarro nisso com gosto!

 

 Primeiramente veio o capítulo financeiro, aquele clássico brasileiro raiz. O salário tirou férias antes do mês terminar e eu fiquei aqui fazendo malabarismo digno de circo. E o mercado? Parece que cada ida virou um evento de luxo. Dá vontade de olhar para o carrinho e perguntar quem autorizou essa extravagância toda! A vida real exige criatividade, coragem e um bom senso de humor para seguir em frente. E eu confesso que o meu tá no limite, acabando ou já acabou!

 

 Seguidamente, a máquina de lavar roupas resolveu pedir aposentadoria e meu velho companheiro de som entrou em greve! Logo ele, que ainda toca cd, fita e lp com orgulho, praticamente um museu em funcionamento. Enquanto o mundo vive de playlist, eu sigo firme no modo retrô! Inclusive, já estou aguardando ligação para participar de “Jurassic Park: o retorno do toca-fitas”!

 

E para fechar com chave de ouro, o Kazinho acendeu uma luz misteriosa no painel que eu nem sabia que existia. Aquela luz que parece dizer “descobre aí o que eu quero”! Fingi costume, dei um tapinha no volante e seguimos juntos, cada um fingindo que entende o outro na promessa de amanhã ele vai visitar o mecânico Elói!

 

 No fim das contas, a semana veio pesada, mas rendeu história de terror e de riso nervoso. E se a vida resolveu testar minha resistência, eu respondi com ironia, teimosia e um leve talento para sobreviver ao caos. Semana que vem, por favor, pega leve e vem mais tranquila! Caso contrário, já estou pensando em abrir um curso: “como manter o bom humor quando tudo resolve dar errado”! Vagas limitadas, pagamento só quando o salário lembrar de ficar até o fim do mês!

 

J.K – 02.05.26




Rio: cidade maravilhosa!


 Não sei explicar direito o que essa cidade faz comigo! Basta ouvir seu nome que meu coração já começa a viajar antes mesmo das malas ficarem prontas. É como reencontrar alguém que faz parte da nossa história, mesmo quando a distância insiste em nos separar.


 O Rio de Janeiro não é apenas lindo! O Rio emociona! É impossível ficar indiferente diante do Cristo Redentor abraçando o céu, do mar beijando a areia, do Pão de Açúcar desenhando o horizonte ou daquele pôr do sol que parece ter sido pintado pelas mãos de Deus.


 Mas eu também conheço suas dores! Sei das notícias que entristecem, da violência que assusta, das desigualdades que machucam e de tantas pessoas que acordam todos os dias lutando por uma vida melhor. E talvez seja justamente por isso que meu carinho seja ainda maior. Porque amar de verdade não é enxergar apenas as qualidades, é permanecer ao lado mesmo quando existem feridas que precisam cicatrizar.


 Toda vez que volto ao Rio, tenho a sensação de que a cidade me recebe com um abraço silencioso. E toda vez que vou embora, deixo um pedaço de mim caminhando pelo calçadão, olhando o mar ou agradecendo, em silêncio, aos pés do Cristo.


J.K – 21.04.26





Ousadia à moda antiga!

 

 Vou te contar um pouco da minha juventude, daquela fase em que a gente descobria tudo na prática, sem manual e sem vergonha de tentar. Era  pura coragem, curiosidade à flor da pele e uma vontade enorme de ir sempre um pouco além.


 Porque a verdade é simples: o que a galera faz hoje, a gente já fazia! Talvez com menos pressa, mas com muito mais intenção. O beijo não era só beijo, era convite, teste e provocação. Era ali que começava o jogo de verdade!


 O interesse era direto, físico e presente, nada virtual. Bastava um olhar mais demorado, uma aproximação calculada, um toque que demorava um segundo a mais e a gente sabia exatamente o que estava fazendo, mesmo fingindo que não!


 E ninguém era tão inocente assim! Existia malícia, curiosidade e muita vontade de ir além, até o pódio. Cada um no seu ritmo, claro, mas todo mundo entendendo o clima no ar! Era um jogo de sedução, cheio de códigos, onde quem sabia ler, avançava.


 Era ousado, sim! Mas era no detalhe, no quase, no limite! A graça estava justamente nisso. Em provocar sem dizer tudo, em chegar perto sem entregar tudo. E talvez por isso fosse tão bom!  A gente tinha atitude, coragem e aquela malícia que não precisava ser escancarada pra ser entendida.

 

J.K – 21.04.26






sexta-feira, 24 de julho de 2026

Do teu jeitinho!

 

 Guria, tem coisas em ti que eu já parei de tentar explicar para mim mesmo! Às vezes parece que tu sabe exatamente o que deseja e quer. Em outras, muda de rumo de uma hora pra outra e deixa todo mundo tentando acompanhar teus passos, inclusive eu! E, pra te dizer a verdade, acho que tu sempre foi assim! Tu vives a vida com tanta intensidade que qualquer decisão tua vem carregada de emoção.

 

 Quando tu gostas de alguém, te entrega de verdade, se apega, cria laços e vontade de ficar por perto. Mas também carrega dentro de ti uma liberdade que fala ainda mais alto! Se alguma coisa perde o sentido, teu coração muda de direção sem pedir licença nenhuma. E quem olha de fora muitas vezes custa a entender esse teu jeito xucro de guria do mato!

 

 Já te vi falar coisas que nem eram exatamente o que estava sentindo e já te vi fazer tempestade por causa de uma mágoa pequena e, pouco depois, aparecer com aquele sorriso que acaba com qualquer discussão. E tem horas em que teu orgulho te leva embora, mas também tem horas em que a saudade te traz de volta! E assim tu segues entre a razão e o sentimento, entre o impulso e a vontade de acertar.

 

 E também existe esse teu lado teu meio desajeitado quando o assunto é amor! Quanto mais importante alguém se torna pra ti, mais tu tenta esconder o que sente! E nessa tentativa de proteger o próprio coração, acaba se atrapalhando com palavras, atitudes e silêncios que dizem muito mais do que tu imaginas!

 

  Mas, talvez, seja justamente isso que faz de ti alguém tão difícil de esquecer! Tu é inteira e autêntica! Quando quer, quer de verdade e quando escolhe ficar, ficar! E quando se zanga, o mundo inteiro percebe! E quando ama, mesmo tentando esconder, teus olhos acabam contando a história antes mesmo da tua própria voz.

 

 E eu acho bonito esse teu jeito, aliás, adoro! É bonito porque é verdadeiro, porque é humano! Bonito porque, no fim das contas, tu segues vivendo conforme aquilo que teu coração manda, sem ensaio, sem máscara e sem pedir desculpa por ser exatamente quem tu é!

 

J.K – 03.06.26