quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Saudades de ti, meu velhinho!


 


 Tenho pensado muito no meu pai, meu saudoso Zeca Diabo, ou Martins, como era popularmente conhecido. Mês passado, por ser o mês do seu aniversário de 94 anos, acreditei que talvez fosse a saudade batendo mais forte à porta. Mas agora, em setembro, sinto sua presença e até seu cheiro muitas vezes. Então, fico pensando no que ele quer me dizer. E, por mais que eu tente, não consigo imaginar nada. Bem, talvez seja simplesmente saudade dele mesmo!

 

 Num primeiro momento, fiquei preocupado com minha velinha, afinal, minha amada mãezinha já está com 85 anos. E sabe lá até quando Deus vai nos permitir desfrutar da sua companhia. A única coisa que sei é que, enquanto eu amanhecer de manhã, vou continuar agradecendo pela minha mãe e pela minha família, nosso maior bem. Não existe preço ou valor que pague o amor deles e tudo o que sinto por eles. Depois, vêm à mente problemas com alguém da família, como minha irmã, meu cunhado e meus quatro sobrinhos. Mas, depois de conversar com todos, percebo que, na medida do possível, estão todos bem e felizes, cada um vivendo seus altos e baixos.

 

 Só me resta concluir que o problema sou eu! Mas, espero que não! Quero acreditar que é apenas a saudade do meu velhinho que aperta meu coração e faz ele bater mais descompassado. Embora, no fundo, ele ainda bata feliz por ter a certeza de que tive o melhor pai do mundo. Sua bênção, seu Dalton Martins!

 

J.K. - 08.09.26

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Meu problema é você!

 


 


Às vezes me pergunto por que ainda insisto em certas pessoas, em você! Diz que ama, depois reclama! Se aproxima, some, volta, promete e muda de ideia! E eu? Eu vou tentando entender, ajeitando daqui, cedendo dali, como se fosse possível consertar sozinho uma história que precisa de dois. Meu orgulho até tenta me salvar, mas o problema é que meu coração nunca foi muito obediente!


 Já sofri quieto para não perder quem, pensando bem, talvez nunca tenha sido realmente minha. Já esperei mensagem, procurei desculpa para ausência e aceitei muito menos do que gostaria de admitir. Quando finalmente resolvi me afastar, veio a saudade! Parece que ela sempre aparece justamente quando a gente começa a tomar juízo.


 E aí mora a confusão! Perto de você, nem sempre fico bem e longe, sinto tua falta! Sei o que deveria fazer e até sei o que aconselharia se essa história fosse de um amigo. Mas comigo a conversa muda! É fácil mandar o coração esquecer quando não é o nosso que está envolvido.


 Talvez meu problema nem seja o amor, seja você! Você que me faz bem e mal na mesma medida. Você que eu já tentei tirar da cabeça tantas vezes e que ainda encontra um jeito de voltar e, ainda, rindo de mim! E eu continuo aqui, sabendo de tudo isso e me fazendo a mesma pergunta: o que é que eu faço se o meu problema é você?


J.K. – 08.09.26

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Santa Bárbara, proteja o nosso Rio Grande!


 


 Confesso que temporal me deixa inquieto! Ainda mais depois de tudo o que nós, gaúchos, já vimos e vivemos nos últimos tempos. Hoje, com o Rio Grande do Sul novamente enfrentando chuva forte, vento e alertas, fiquei olhando pela janela e pensei em Santa Bárbara, santinha que sou devoto! Justamente ela, a santa a quem tanta gente recorre quando o céu começa a trovejar.

 

 Santa Bárbara é conhecida como protetora contra raios, trovões e tempestades. E eu gosto dessas pequenas coisas da fé, aliás, adoro! Não preciso entender tudo nem encontrar explicação para tudo! Tudo o que eu sei é que preciso fazer minhas orações baixinho e pedir proteção. Pela minha casa, pela minha família, pelos meus amigos e por quem está na estrada ou mora em lugares onde a chuva traz medo.

 

 Então hoje meu pedido é simples: “Santa Bárbara, acalme os ventos, afaste os raios e proteja nosso povo! Que a chuva venha sem destruição e que os rios permaneçam onde devem permanecer. E que cada família possa atravessar mais este temporal em segurança! ”

 

 Aqui do meu apartamento neste cair de tarde, enquanto escuto a chuva lá fora, faço a minha parte: fecho as janelas, acompanho os alertas e rezo! Porque prudência e fé podem e andam muito bem andar juntas! Santa Bárbara, proteja o nosso Rio Grande! Sua benção minha Santinha! Amém!

 

Santa Bárbara, protetora contra os raios e as tempestades,
olhai por nós neste momento.
Protegei nossas casas, nossas famílias e todos aqueles que estão nas estradas.
Acalmai os ventos, afastai os perigos dos raios e livrai-nos das águas destruidoras.
Dai-nos serenidade diante do medo e sabedoria para agirmos com prudência.
Santa Bárbara, rogai por nós e protegei o nosso Rio Grande.
Amém.

 

*Sua proteção também Iansã/Oyá!


J.K. – 21.09.26

O tempo também sabe ser irônico!

 


 



 Às vezes imagino como seria encontrar, depois de tantos anos, alguém que um dia me fez sofrer. Confesso que teria uma certa curiosidade de olhar para o rosto dela e descobrir o estrago que o tempo fez. Afinal, comigo ele também não foi exatamente delicado! O danado não perdoa ninguém e, no fim, transforma antigos galãs e belas criaturas em versões mais sinceras de nós mesmos.

 

 Talvez ela procurasse no meu rosto aquele velho desgosto, esperando encontrar alguma ferida ainda aberta. Que pena! Ia encontrar apenas algumas rugas, uma barba mais grisalha e a tranquilidade de quem já não precisa cobrar nada. Eu poderia até rir, mas não por vingança! É que algumas histórias ficam tão pequenas depois de tantos anos que chega a ser engraçado lembrar que um dia acreditamos que elas seriam para sempre.

 

 E se ela perguntasse se ainda penso nela, talvez eu respondesse com a maior sinceridade: “Quero que você fique bem, seja feliz!”. Não que eu ainda tenha amor, nem ódio, apenas tenho o luxo de não sentir mais nada por ela. Porque, no final das contas, o melhor castigo que o tempo pode dar a um antigo amor é descobrir que ele deixou de ser importante!

 

 

J.K. – 08.09.26

 

domingo, 20 de setembro de 2026

Quando o mercado nos obriga a mudar!

 




  Quem vive o atacado sabe que não está fácil! A gente sente no movimento, nas conversas com os lojistas e no cuidado cada vez maior na hora de comprar. A crise aperta de um lado, o consumidor está mais cauteloso do outro e, para completar, até o clima parece ter mudado de vez! As estações já não são mais aquelas que a gente conhecia.


 E isso mexe muito com quem trabalha com moda! Antes, era mais fácil imaginar o que vender em cada época do ano! Hoje, o inverno pode não ser tão frio, o calor chega antes da hora e, de repente, vem uma mudança de temperatura que ninguém esperava. E aí está o lojista, com dinheiro investido e aquele medo de ver a mercadoria ficar parada.


 Confesso que muitas vezes também fico preocupado! Quem trabalha com comércio sabe quanta expectativa existe por trás de cada coleção, de cada compra e de cada aposta. A gente trabalha, planeja, corre atrás e acredita que vai dar certo! Só que o mercado nem sempre responde como gostaríamos.

 

 Ao mesmo tempo, tenho pensado que não podemos continuar esperando que as coisas voltem a ser como eram. O mundo mudou! O clima mudou! O consumidor mudou! E nós também precisamos encontrar um novo jeito de fazer as coisas. Com mais proximidade, parceria, agilidade e, principalmente, mais cuidado para ajudar nosso cliente a comprar aquilo que realmente tenha chance de vender.


 Na Serra Gaúcha, sentimos isso de uma maneira ainda mais especial! O frio sempre fez parte da nossa história, da nossa moda e também do nosso comércio. Mas precisamos olhar para frente e entender esse novo cenário! Talvez seja hora de deixar um pouco de lado aquela velha ideia de uma coleção pensada para uma única estação e apostar mais em peças versáteis, leves e que acompanhem a vida real das pessoas.


 No fim das contas, foi isso que o comércio sempre fez: se adaptou! Já atravessamos momentos difíceis antes e continuamos seguindo em frente. Talvez o momento agora exija um pouco mais de coragem, criatividade, parceria e união. O clima pode até estar imprevisível e o mercado continuar desafiador, mas eu ainda acredito muito na nossa capacidade de encontrar novos caminhos. Porque, para quem vive do comércio, desistir nunca foi uma boa estratégia. Fazer acontecer, sim!


J.K. – 21.09.26

Orgulho de ser gaúcho!




 


 Hoje é 20 de setembro! E confesso que esta data sempre mexe comigo. Nasci em Santa Maria, sou são-marquense de coração e foi em Caxias do Sul que construí boa parte da minha vida. Sou filho deste Rio Grande de tantas paisagens, sotaques, costumes e histórias. Gosto do nosso jeito de falar, do chimarrão passando de mão em mão, do churrasco, das nossas músicas e até dessa mania que temos de reclamar do frio quando ele chega e sentir saudade dele quando vai embora. Ser gaúcho, para mim, está justamente nessas pequenas coisas que a gente aprende a amar sem perceber.


 O 20 de setembro lembra o início da Revolução Farroupilha, em 1835, mas, para mim, hoje significa muito mais do que uma guerra acontecida há quase dois séculos. Significa pertencimento, lembrar daqueles que vieram antes de nós, das famílias que ajudaram a construir este Estado e da mistura de povos que fez do Rio Grande do Sul o que ele é. Não precisamos transformar nossa história em perfeição para termos orgulho dela. Ela teve coragem, sonhos, erros, contradições, dores e conquistas. Talvez por isso seja tão nossa. Afinal, nós também somos feitos de tudo isso.


 Tenho orgulho de ser gaúcho! Orgulho desta terra que às vezes nos castiga com frio, chuva, temporais e tantas dificuldades, mas que também sabe se levantar quando parece que tudo desabou. Orgulho da Serra, dos campos, das cidades pequenas, das nossas tradições e, principalmente, da nossa gente. Amanhã a pilcha volta para o armário, os desfiles terminam e a Semana Farroupilha se despede por mais um ano. Mas o Rio Grande continua dentro de nós. No meu caso, continua no jeito de falar, de viver, de receber os amigos, de preparar um mate e de olhar para esta terra e pensar, sem precisar dizer muita coisa: ainda bem que nasci aqui!

J.K. – 20.09.26

sábado, 19 de setembro de 2026

Eu acredito em Deus!

 


 Sim, eu tenho fé e acredito em Deus! Acredito que Ele existe e que zela por nós. Deus está presente todos os dias em nossas vidas. Não sei dizer qual é a Sua forma, mas posso senti-lo através das minhas orações e preces. Sei que é algo que está muito além da minha compreensão, mas tenho certeza de que Ele existe!


 Existe um elo que me liga a Ele e, ao mesmo tempo, ao mundo espiritual em que acredito. Talvez todos nós tenhamos esse elo, apenas uns sejam mais conscientes do que outros. Viver, para mim, é um exercício diário. Há dias mais fáceis, outros mais difíceis, mas todos eles fazem parte da nossa caminhada.


 A vida se transforma a cada instante durante a nossa existência. E eu acredito que somos espíritos vivendo uma experiência física na Terra. Afinal, sem o espírito, somos apenas um corpo sem vida, um corpo feito de carne.


 Quando morremos, acredito que apenas o corpo termina! O espírito continua vivo em um plano etéreo que, muitas vezes, podemos sentir, mesmo sem conseguir explicar. Às vezes, sentimos o cheiro ou a presença de alguém que já partiu! É como se aquela pessoa estivesse ao nosso lado, nos confortando e trazendo um pouco de amor para a nossa alma.


 Também acredito que algumas sensações não acontecem por acaso! Aquela impressão de déjà vu, de já termos vivido determinado momento ou de já termos estado em algum lugar onde nunca estivemos. A mesma coisa acontece com a simpatia ou a antipatia que sentimos por determinadas pessoas, mesmo sem conhecê-las direito. Gosto de pensar que, em outras vidas, talvez já tenhamos nos encontrado. Talvez seja essa a explicação para algumas afinidades que simplesmente não sabemos explicar.


 Sim, acredito que estamos aqui de passagem, seja ela curta ou longa! A vida é um ciclo, um eterno recomeço. O corpo acaba, mas o espírito permanece e, segundo aquilo em que acredito, reencarna em outro corpo, sucessivamente, até cumprir sua missão ou simplesmente decidir não voltar.


 Mas somos seres de luz, repletos de amor, e eu gosto de acreditar que, mesmo quando falhamos, escolhemos voltar para tentar novamente. Deus foi tão generoso conosco que nos deu o livre-arbítrio para trilharmos nossos próprios caminhos, sejam eles certos ou errados. A vida é feita de escolhas e, infelizmente, ainda não aprendemos a distinguir, muitas vezes, o certo do errado, o bem do mal.


 Por isso, acredito que devemos lembrar que a vida física é um presente de Deus! Ele nos deu a oportunidade de amar uns aos outros, de amar a natureza e de contemplar a imensidão do universo. Criou nosso espírito à Sua imagem e semelhança e nos deixou ensinamentos que, na minha fé, devemos seguir e também ensinar ao próximo.

 Talvez o dia em que realmente aprendermos a fazer isso seja o dia em que teremos um mundo melhor. Um mundo sem fome, sem guerras, sem injustiças e sem corrupção.


Eu não tenho todas as respostas. Talvez nunca tenha. Mas tenho fé! E, para mim, acreditar também é uma forma de continuar caminhando.


J.K. - 05.09.26