Amanhã, segunda-feira, vamos comemorar o 7 de
Setembro! Para muita gente, será apenas mais um feriado, uma oportunidade para
dormir até mais tarde, viajar, fazer um churrasco ou simplesmente aproveitar o
dia de folga. E confesso que isso me incomoda um pouco! Não porque eu seja
contra descansar, muito pelo contrário, mas porque às vezes tenho a impressão
de que estamos perdendo a capacidade de lembrar por que determinadas datas
existem. O 7 de Setembro não nasceu para nos dar um dia de descanso. Nasceu de
uma história, de escolhas, de conflitos e de um momento que mudou os rumos do
nosso país.
Eu não sou
daqueles que acredita que precisamos decorar datas, nomes e acontecimentos
históricos para provar que somos brasileiros. Mas acredito, cada vez mais, que
precisamos saber de onde viemos para entender um pouco melhor quem somos. A
Independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro às margens do Ipiranga, em
1822, representa a ruptura política com Portugal e o começo de uma nova etapa
para o país. E talvez seja justamente isso que esteja faltando nos dias de
hoje: compreender que a História não é uma coisa morta, guardada nos livros.
Ela continua presente nas nossas escolhas, nos nossos erros, nas nossas
conquistas e até nos problemas que ainda não conseguimos resolver.
Por isso, na
segunda-feira, quando eu vir as bandeiras do Brasil espalhadas por aí, vou
tentar lembrar que existe muito mais por trás delas do que um simples feriado! Independência também deveria significar consciência, responsabilidade e vontade
de construir um país melhor. Porque de nada adianta saber cantar o Hino
Nacional, vestir verde e amarelo ou publicar uma bandeira nas redes sociais se
não fazemos a menor ideia do que estamos comemorando. Talvez o melhor jeito de
celebrar o 7 de Setembro seja justamente parar alguns minutos e perguntar a nós
mesmos: o que significa, de verdade, ser independente? E,
principalmente, o que estamos fazendo com a liberdade que recebemos?






