terça-feira, 20 de outubro de 2026

Quando a vida nos coloca frente a frente!

 


 Às vezes imagino como seria reencontrar, depois de tantos anos, alguém que já foi importante para mim e também deixou algumas cicatrizes. Durante muito tempo, pensei que gostaria de chegar nesse encontro por cima. Bonito, feliz e realizado! Só para mostrar que sobrevivi muito bem, obrigado! Mas o tempo tem dessas coisas: mexe com o rosto, muda o corpo, embranquece os cabelos e, principalmente, coloca muita coisa no seu devido lugar.

 

 Talvez eu ainda procurasse naquele olhar alguma lembrança do que fomos. Um arrependimento, quem sabe! Aquela pontinha de culpa que, durante algum tempo, eu achei que merecia encontrar. Hoje já não sei! A raiva passou, a mágoa também! E confesso que foi bom descobrir que certas feridas não precisam desaparecer, basta que parem de doer!

 

Se a vida nos colocasse, hoje, frente a frente, eu provavelmente enxergaria alguém que também envelheceu, sofreu, acertou e errou enquanto eu fazia exatamente a mesma coisa do outro lado! Não teria vontade de saber por onde andou, com quem esteve ou se alguma vez sentiu minha falta. Essa curiosidade já não mora mais em mim! O que vivemos teve seu tempo e foi infinito enquanto durou! Mas, não teve futuro, apenas passado!

 

 Se ela me perguntasse o que ainda sinto, acho que responderia sem pensar muito: “Eu lhe quero bem e desejo que seja feliz”!  E seguiria meu caminho novamente, sem vingança, sem cobrança e sem esperar aquele arrependimento que um dia desejei tanto pra ela! Talvez essa seja a parte mais bonita de finalmente deixar alguém no passado: poder encontrar de novo e perceber que o coração já não pede absolutamente nada dela.


J.K. – 21.09.26

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Benito di Paula: o piano se calou, mas o samba continua!

 


 

 Confesso que fiquei triste com a notícia da morte de Benito di Paula, neste último domingo! Mais um artista que fez parte da trilha sonora da minha vida se despede! Eu tenho a sensação de que um pedacinho da minha juventude também vai embora com o cantor. Afinal, quem viveu os anos 70 e 80 sabe muito bem o que representavam aquelas músicas tocando nas rádios, nos programas de auditório e nas nossas vitrolas de nossas casas! Era um tempo em que a gente comprava um LP, admirava a capa, lia as letras e escutava o disco inteiro!

 

Benito tinha um jeito muito particular de cantar e tocar piano! Misturava samba, romantismo, alegria e uma boa dose de sofrimento amoroso! Quem nunca cantou Retalhos de Cetim, Charlie Brown, Mulher Brasileira ou Tudo Está no Seu Lugar? E a maravilhosa Ah! Como eu amei! Essa sempre me tocou de maneira especial! Benito sabia transformar as dores e as desilusões da vida em músicas que a gente cantava, muitas vezes sorrindo, mesmo com o coração apertado!

 

Hoje, beirando os 60 anos, percebo que estou me despedindo, pouco a pouco, dos artistas que embalaram minha infância, adolescência e juventude! E isso mexe comigo e me entristesse! Não apenas pela morte de um cantor, mas pelas lembranças que suas canções despertam. Dos tempos em que a vida parecia mais simples, os encontros eram mais demorados e a música tinha um lugar especial dentro de casa. Talvez por isso eu continue gostando tanto dos meus CDs, LPs e de tudo aquilo que guarda um pouco da minha história!


 Benito di Paula partiu aos 84 anos, deixando uma obra que merece continuar sendo ouvida e admirada! Seu piano se calou, mas suas canções permanecerão vivas, trazendo lembranças, arrancando sorrisos e, quem sabe, algumas lágrimas! Hoje vou ouvir Benito, recordar aqueles bons tempos e agradecer por tantas músicas que fizeram parte da minha vida. Porque os artistas partem, os anos passam, mas certas melodias jamais envelhecem! Obrigado, Benito! E que o céu te receba com um piano afinado e uma plateia inteira cantando contigo!

 

 

J.K. – 19.10.26

 

Alguém para dividir quem eu sou!


 

 Eu confesso que ainda gostaria de encontrar alguém com quem pudesse conversar sem medir palavras, sem esconder sentimentos ou fingir que está tudo bem quando não está! Alguém que eu pudesse simplesmente ser eu, com minhas qualidades, meus defeitos, minhas histórias e até aquelas coisas que guardo num cantinho que quase ninguém conhece.


 Já vivi sentimentos que pareciam feitos para durar e vi o tempo mudar muita coisa pelo caminho. Algumas pessoas ficaram, outras partiram e houve aquelas que levaram um pedaço de mim junto! Mas aprendi a não passar a vida procurando culpados ou refazendo mentalmente aquilo que poderia ter sido diferente. Certas histórias acabam e ponto final! O difícil, às vezes, é aceitar que nem tudo que a gente perde precisa ser recuperado.


 Mesmo assim, continuo acreditando no encontro! Não procuro alguém igual a mim, porque dois JK's no mesmo ambiente talvez seja um risco desnecessário para a humanidade! Procuro alguém com quem eu possa dividir quem sou sem precisar representar personagem algum! Alguém que queira ficar não pela versão bonita que mostro ao mundo, mas também por aquilo que só tenho coragem de contar quando confio de verdade!


J.K. – 20.09.26

domingo, 18 de outubro de 2026

Sábado: a dieta foi passear e não voltou!

 


 Meu sábado começou com uma tragédia de três dígitos na balança! Quase tive um infarto, um AVC e precisei recorrer aos santos de minha devoção! Decidi fechar a boca, fazer dieta e recuperar a dignidade perdida entre uma garfada e outra! Mas a promessa durou poucas horas! Afinal, sou um homem de palavra, desde que ela não envolva comida! E a minha balança, coitada, já deve estar procurando um psiquiatra!


 Depois, fui exercer minhas funções de tio exemplar! Busquei os sobrinhos, preparei uma bela à la minuta para mim e para o Rodolfo e ainda assumi o cargo de babá da Léia! Enquanto uns passeavam, outros descansavam e aproveitavam o sábado, eu fiquei responsável pela integrante de quatro patas da família! E não pensem que foi moleza! A tarde foi dedicada aos passeios, com direito a muitos xixis, cocôs e uma quantidade de saquinhos que prefiro nem contabilizar! A Léia fez questão de deixar sua contribuição por onde passamos! Uma verdadeira distribuição de lembrancinhas pela cidade!


 Chegamos em casa ao cair da noite, exaustos, mas felizes! Hora do jantar! Para mim, um cachorro-quente, porque a dieta já tinha ido para o espaço mesmo! Para a Léia, uma deliciosa ração molhadinha! Depois, devidamente alimentados, nos acomodamos para assistir a dois romances nos streamings, que logo conto e avalio para vocês! Confesso que, depois de tantos exercícios, merecíamos um pouco de descanso! Principalmente eu, que já estava quase precisando de uma cadeira de rodas!

 

 Mas faltou contar um pequeno detalhe! Durante nossos passeios, também compramos e tomamos sorvetes! Sim, no plural! Afinal, caminhar dá fome, sorvete refresca e ninguém é de ferro! Resultado? O sábado terminou com chave de ouro, algumas gramas a mais e a consciência tão pesada quanto a barriga! Mas quer saber? Estamos acima do peso e felizes! Pelo menos hoje! Amanhã, quando eu subir novamente na balança, ela vai me dar os pêsames e eu vou começar outra dieta! Ou não! Afinal, domingo também é dia de descanso, inclusive para a força de vontade!

 J.K. – 17.10.26

A saga do sábado continua!

 



 Pois é, minha dieta durou algumas horas! Poucas, confesso! No almoço, preparei para mim e meu sobrinho uma bela ala minuta de frango! Tudo sem óleo, é claro, porque sou um homem preocupado com a saúde! Risos... Arroz e ovos preparados no fogão, enquanto as batatas e o frango à milanesa, empanado e recheado, foram para a air fryer! Uma refeição praticamente de spa! Para ajudar na digestão, um bom café passado na hora! Aliás, café, Coca-Cola e chocolates são três dos meus vícios! E não estou disposto a procurar tratamento para nenhum deles!


Depois do almoço, Rodolfo e Juli foram para uma tarde de autógrafos na Feira do Livro, enquanto eu e a Léia ficamos em casa! Entre correr atrás de uma bolinha e outra, assistimos ao filme Velha Louca, com a maravilhosa Carmen Maura! E, falando em loucura, levei mais um cano! Desta vez, do Daniel, um amigo faz-tudo que ficou de montar uma mesa e desmontar outra! Foi o segundo toco que levei somente nesta semana! Estou começando a achar que tenho mais sucesso sendo ignorado do que atendido!

 

Ainda durante a tarde, fui ao Apolo comprar frios, pão, leite e refrigerante para o café da manhã da turma amanhã! Deixei a Léia sozinha e, como uma verdadeira mocinha, ela se comportou muito bem! Não quebrou nada, não bagunçou a casa e nem convidou os cachorros da vizinhança para uma festa! Só os vizinhos que reclamaram dos latidos! Ora, bolas! Queriam o quê? Que ela cantasse uma ária de ópera, assoviasse ou recitasse Camões? Cachorro late, gato mia e vizinho reclama! Cada um com seu talento! E, aqui entre nós, continuo achando que quem não gosta de animais, bom sujeito não é!


E assim segue meu sábado! A dieta já foi para o espaço, o montador continua desaparecido, a Léia está sob investigação dos vizinhos e eu sigo firme, forte e alimentado! Pelo menos, por enquanto, nenhum eletrodoméstico resolveu estragar! Mas ainda temos algumas horas pela frente! Socorro!


Continua...

J.K. 17.10.26

sábado, 17 de outubro de 2026

Eu, a balança e a gaita de oito baixos!

 


 Será que meu corpo pensa que é uma sanfona? Ou melhor, uma gaita de oito baixos? Pois é, porque emagrece, engorda, encolhe, estica e parece não se decidir! Essa história de subir e descer da balança está acabando comigo e, principalmente, com meu bom humor!


 Hoje, para ser sincero, quando fui me pesar, apareceram três dígitos! TRÊS! Quase enfartei, tive um AVC e pedi socorro aos santos de minha devoção! Só faltou a balança me dar os pêsames! Então, nessa eterna guerra contra a gordura, pela milésima vez, resolvi fechar a boca antes de apelar para as famosas canetas emagrecedoras!

 

 Comecei o sábado com uma xícara de café com leite, seguida de outra de café preto e um bom chimarrão, tudo ao som de Maria Rita! Aliás, adoro a voz dela, que tanto me lembra sua mãe, a inesquecível Elis Regina! Pelo menos o repertório musical continua de primeira, porque o meu peso já virou um verdadeiro "karaokê de horrores!

Para o café da manhã, preparei uma panqueca de aveia com dois ovos, feita com todo amor e uma tristeza profunda pela ausência de um pãozinho com manteiga! Enquanto isso, minha cabeça já estava no almoço. Afinal, como preparar comidinhas saborosas sem transformar cada refeição num atentado contra a dieta?

 

E, para ajudar, ainda tenho visitas neste final de semana! Justamente agora que resolvi virar um exemplo de alimentação saudável! Mas, cá entre nós, quem foi o infeliz que inventou de começar uma dieta num sábado, ainda por cima com visitas em casa?

 

Ah, fui eu mesmo! Pois é, J.K., agora te vira! E que Deus me dê forças, porque a carne é fraca, a barriga é grande e a geladeira está perigosamente perto recheada de muitas coisas saborosas!


Continua... se eu sobreviver ao sábado!

 

J.K. – 17.10.26

Pinky, Cérebro e JK vão conquistar o mundo!

 



 Sempre gostei de Pinky e Cérebro! Toda noite era a mesma história: um plano infalível para conquistar o mundo que, obviamente, acabava dando errado! Até que pensei: faltava o JK naquela equipe! Cérebro entraria com a inteligência, Pinky com a confusão e eu com a experiência de quem já fez tantos planos nesta vida que sabe muito bem que "infalível" é apenas uma palavra bonita antes de alguma coisa dar errado!

 

 Imagino nós três reunidos no laboratório! Cérebro desenhando mapas e calculando cada detalhe. Pinky apertando o botão errado e quase explodindo tudo! E eu no meio dos dois, de óculos, tomando um café e perguntando: "Mas vocês já pensaram em divulgar isso nas redes sociais?" Pronto! Em cinco minutos eu estaria responsável pela comunicação, pelas relações públicas e, provavelmente, tentando convencer Cérebro de que ninguém conquista o mundo sem uma boa campanha. Pinky seria meu assistente. Péssima ideia, eu sei!

 

 No fim da noite, naturalmente, nosso plano fracassaria! Cérebro ficaria furioso, Pinky daria risada e eu diria: "Deixa para amanhã!" Porque talvez conquistar o mundo seja exatamente isso: fazer planos absurdos, errar bastante, rir da própria desgraça e acordar no dia seguinte disposto a tentar tudo outra vez. E quando Cérebro perguntasse o que faríamos naquela noite, eu já teria a resposta: "A mesma coisa de sempre, meu querido! Mas hoje deixa o marketing comigo!"


J.K. 20.09.26