Meu pai, Dalton, ou simplesmente Martins, para os
amigos e, Zeca Diabo, para quem conhecia suas histórias, foi muito mais do que
meu pai! Era uma pessoa fantástica, simpática, divertida e sempre disposta a
ajudar. A família era sua prioridade, mas ele nunca fechava a porta para quem
precisava dele. Foi um bom marido, um bom pai, um bom avô e, antes de tudo,
nosso melhor amigo. Meu herói e, por que não, também nosso “bandido”, daqueles
que aprontavam, riam e deixavam histórias para contar.
Já se passaram 24 anos desde que ele partiu, mas a
saudade não aprendeu a contar o tempo. Tem dias em que sinto sua presença, seu
cheiro, como se ele ainda estivesse por perto. E existem aqueles momentos
diante do espelho em que encontro o reflexo dele em mim. É como se o tempo
desse uma pequena pausa e eu pudesse enxergar meu pai no meu próprio rosto. Às
vezes fico olhando e quase consigo ouvi-lo quando eu me pergunto: “O que você
está olhando, seu Martins?” E talvez seja essa a forma mais bonita que a vida
encontrou de me mostrar que ele continua aqui. Não apenas na minha memória, mas
em mim. Sou, afinal, um pouco dele em tudo aquilo que sou.
Hoje, no Dia dos Pais, não quero lembrar apenas do
pai que ele foi, mas do homem que deixou marcas tão bonitas em quem teve a
sorte de conviver com ele. E, mesmo depois de tantos anos, continuo sentindo
orgulho de poder chamá-lo de meu pai e eu de ser o seu reflexo!❤️
J.K. – 09.08.26







