sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Meu amor vira-lata!

 

 Hoje não existe nada mais entre nós! Quanta tristeza sinto no meu peito em saber que nossas almas se separaram, que nossos sonhos foram todos desfeitos. Hoje confesso, com dissabor, que não sabia nada sobre o amor.


 Eu sei que deveria sorrir para ocultar minha dor, mas meu amor vira-lata é fraco e pede para beber cachaça, uma bebida vagabunda como eu! Gosto de dar a vida por quem não merece!


 Só sei que hoje rimo saudade com hipocrisia! E ainda juro que não volto mais, mesmo sabendo que não sou capaz de cumprir meu próprio juramento. Só sei que, igualzinha a você, eu também não presto!


J.K. – 29.08.26





quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Eu gostava mais do mundo de antigamente!

 

 

  O mundo tem mudado rápido demais! E por mais que eu tente acompanhar tudo, não consigo! Mas, na medida do possível, tento me modernizar! Confesso que sinto saudades dos meus tempos de criança, adolescente e de adulto!

 

 Terceira idade não é para os fracos, eu que diga! E quem afirma que é a melhor idade, discordo! Sabemos de muita coisa, esquecemos da maioria e o corpo já não ajuda em nada, muito menos a aposentadoria. Desafio nossos governantes a sobreviverem três meses com um salário mínimo de aposentado!

 

 Confesso que tenho saudades das brincadeiras com os primos e amigos, de correr nas ruas sem medo de ser assaltado ou atropelado, das festinhas nas garagens dos conhecidos, de dançar agarradinho, roubar um beijo, das xerecas peludas que tínhamos o prazer de desbravar e cuspir os incômodos pelinhos que ficavam grudados entre os dentes. O mundo mudou, mas eu gostava mais do de antigamente!

 

J.K. – 29.08.26






quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Eu também não me conheço!

 

 Estranha esta mania que as pessoas têm de me dizer que me conhecem! Eu discordo! A maioria não me conhece, não! E como alguém pode dizer que me conhece se nunca me viu pessoalmente? Eu não sou, ao pé da letra, tudo o que escrevo! E, aqui entre nós, em tom pessoal e confessional: eu também não me conheço!

 

 Eu sou um eterno mutante! O que eu tinha certeza que sabia ontem, hoje já não sei mais! Eu mudo de opinião, acompanho a evolução do mundo, das pessoas, embora gostasse bem mais daquele mundinho de antes, de outrora.

 

 As pessoas, assim como eu, estão chatas, individualistas e egoístas! Elas acham que sabem de tudo, quando não sabem é de quase nada! Só a opinião delas está certa! E, volto a dizer, eu também me encaixo nesta regra! Sei que não sou melhor que ninguém, mas sou autêntico e único! Então, me desculpem!

 

J.K. – 29.08.26




terça-feira, 8 de setembro de 2026

Sujeito imperfeito!

 

 Sou um sujeito imperfeito, eu bem sei disso, mas o lado esquerdo do meu peito é todo teu, tenha certeza disso! Eu queria te dizer todos os dias “I love you”, embora saiba que meu inglês é péssimo! Eu queria ser diferente, mesmo tu nunca tendo me pedido para ser outra pessoa.

 

 Eu aprendi muito contigo e sei que, diante do teu amor, o que te ofereço em troca é pouco, muito pouco! Estou tentando mudar, me policiar, ser mais parecido contigo e deixar de ser tão imperfeito!

 

 Eu quero viver contigo esta e outras mil vidas que virão! Hoje sei que tu me completas, és a melhor amiga e companheira que poderia existir. Tudo que eu sei é que tu és o grande amor da minha vida e eu sou o teu!

 

J.K. – 26.08.26




 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Saudades dos anos 80!

 



 

 

 Passei parte da minha infância nos anos 80 e posso dizer, sem medo de errar, que aquela década deixou uma quantidade absurda de ícones na música, no cinema, na televisão e na cultura pop. Voltar para os anos 80 seria muito mais do que matar a saudade. Seria reencontrar pessoas que fizeram parte da nossa história, caminhar por ruas que ainda guardam lembranças, ouvir uma música no rádio e ser transportado imediatamente para outro tempo.

 

 Naquela época, a vida parecia ter mais horas e menos pressa. A gente brincava na rua até o anoitecer, chamava o amigo no grito pelo portão ou tocava o interfone. Não existia WhatsApp, celular, computador em casa ou essa necessidade maluca de estar conectado o tempo inteiro.

 

 Minha maior preocupação, confesso, era ir para a escola e tomar meu Toddynho enquanto ele ainda estivesse gelado. E olha que isso já era assunto sério! A felicidade estava nas pequenas coisas: no cheiro de bolo caseiro nas festas de aniversário, na bicicleta encostada no muro, na fita cassete gravada do rádio e no sábado em que a gente ia à locadora escolher um filme em VHS. A vida era analógica, mas as lembranças ficaram em alta definição.

 

E que década, hein? A televisão e o cinema nos entregavam Os Goonies, La Bamba, Sexta-feira 13, Flashdance, Guerra nas Estrelas, Karatê Kid, A Lagoa Azul e Dirty Dancing. Na televisão, tinha Casal 20, O Incrível Hulk, Miami Vice, As Panteras, Magnum e tantos outros. No rádio, era Ritchie, Roupa Nova, RPM, Legião Urbana, Lulu Santos, Sempre Livre, Inimigos do Rei, Ira!, Engenheiros do Hawaii, Capital Inicial, Kid Abelha, Joelho de Porco, AC/DC, Cyndi Lauper, The Police, Madonna, Bon Jovi, Guns N' Roses... e a gente ainda precisava esperar a música tocar para gravá-la na fita cassete, torcendo para o locutor não falar justamente no começo. E tinha a Buzina do Chacrinha nas tardes de sábado, com as chacretes, cada uma com sua beleza, seu corpo e seu jeito.

 

 Hoje, olhando para trás, acho curioso como havia espaço para tantos tipos de beleza. Não existia essa obrigação de todo mundo parecer ter saído do mesmo filtro. E a moda? Bom, aí já é outra história! Roupas enormes, cores cítricas, estampas geométricas, cabelos extravagantes e aquelas ombreiras gigantescas que, sinceramente, eram horríveis! Hoje olho para as fotos e penso: Meu Deus, o que eu estava fazendo? Mas era moda! E a gente era feliz assim mesmo. E como!

 

 Também foi uma década de mudanças! Em 1984, o movimento Diretas Já levou milhões de brasileiros às ruas em busca de democracia, num país que ainda tentava deixar para trás os anos de ditadura. A tecnologia começava a chegar, os videogames de cartucho encantavam a gurizada e tudo parecia novidade. Só que, apesar de todas essas transformações, ainda vivíamos naquele finalzinho de uma época em que a criatividade precisava existir porque não havia um aplicativo para resolver tudo.

 

 Se queríamos conversar, conversávamos. Se queríamos brincar, inventávamos a brincadeira. Se queríamos ouvir música, esperávamos o rádio tocar. Se queríamos assistir a um filme, íamos à locadora. E talvez seja justamente por isso que eu tenha tanta saudade. Não porque tudo fosse melhor, porque não era. Havia problemas, dificuldades, injustiças e muita coisa que precisava mudar. Mas existia uma espécie de intervalo entre uma coisa e outra.

 

 Hoje vivemos no “produza, produza imediatamente!”, cercados de telas, notificações, cobranças e uma pressa que parece ter tomado conta até dos nossos momentos de descanso. Trabalhamos, corremos, consumimos, respondemos mensagens e, quando finalmente temos tempo, muitas vezes não sabemos mais o que fazer com ele.

 

 Talvez seja por isso que eu goste tanto de lembrar dos anos 80. Não quero voltar no tempo. Sei que isso é impossível e, sinceramente, também não gostaria de abrir mão de tudo o que conquistamos. Mas às vezes eu queria apenas recuperar um pouquinho daquela sensação de que a vida não precisava acontecer imediatamente.

 

 Queria novamente ter uma tarde inteira pela frente, sem agenda, sem notificação, sem ninguém perguntando onde eu estava. Queria uma fita cassete, uma bicicleta, uma rua cheia de crianças, um bolo feito em casa e um filme escolhido depois de meia hora diante de uma prateleira de VHS. Talvez a minha memória esteja romantizando tudo, e provavelmente está. Memória tem dessas coisas: ela tira as rugas do passado e coloca um filtro bonito sobre aquilo que vivemos. Mas eu gosto desse filtro!

 

 Afinal, passei parte da infância naquela década e algumas das melhores lembranças que carrego nasceram ali. Os anos 90 ficam para outra crônica. Por enquanto, deixa eu ficar mais um pouco nos anos 80. Afinal, saudade também é uma maneira bonita de visitar lugares onde a gente foi feliz!

 

JK. 07.09.26


Do meu coração, tu nunca sairás!

 

 Hoje, tudo o que eu queria era saber de ti, te reencontrar pra sentar e conversar. Os dias tem passado rápido demais e esta complicado da gente se ver! Tenho tantas novidades para te contar e sei que tu adorarias saber!

 

 A felicidade toma conta do meu coração só de imaginar em te ver! Meus lábios se abrem e sorriem só de pensar em te ver. Até hoje não perdoo quem te levou para longe de mim e jamais vou perdoar! E, agora, fico feliz em saber que ele também foi embora! Que vá com Deus!

 

 Meu sonho e ter você, outra vez, do meu lado. Antes de tudo, tu era, e ainda é, minha melhor amiga apesar de não estarmos mais juntos presencialmente, mas do meu coração, tu nunca sairás! Tenho certeza! Só sei que sonho que amanhã, estaremos juntos outra vez, lado a lado!

 

J.K. – 26.08.26




Quando a saudade senta no sofá!

 

 Hoje a saudade parece que escolheu a minha casa para morar! Ela entrou sem bater, sentou no sofá ao meu lado e, quando percebi, já estávamos conversando como velhos conhecidos. Falamos de pessoas, de lugares, de momentos que ficaram para trás e de tudo aquilo que a vida levou sem pedir licença. Eu até tentei mudar de assunto, mas ela sempre encontra um jeito de voltar e permanecer!

 

 Sim, a tristeza já aprendeu o caminho e se sentiu, se sente em casa! Confesso que, ultimamente, ela tem sido uma companhia bastante presente! Não é que eu queira viver triste, muito menos transformar a saudade em endereço definitivo. Mas, infelizmente, existem lembranças que não desaparecem só porque o tempo passou, elas continuam ali, quietinhas, esperando a noite chegar para aparecer nos meus sonhos e apertar um pouquinho mais o meu coração.

 

 Talvez a vida seja mesmo essa eterna saudade de alguma coisa que tivemos, de alguém que amamos ou até de quem éramos um dia! E talvez crescer seja aprender a conviver com essas ausências sem deixar que elas ocupem todos os espaços. Enquanto isso, quando a noite chega, puxo uma manta, sento no sofá e deixo a saudade conversar comigo. Afinal, depois de tanto tempo, já somos quase íntimos!

 

J.K. – 26.08.26