domingo, 12 de julho de 2026

Quando a verdade chega sem pedir licença!

 

 de te conhecer, ouvi muita gente falar de ti! Quase sempre era a mesma conversa: "Cuidado"! Eu escutava, balançava a cabeça e pensava comigo: "Comigo vai ser diferente"! Sempre achei injusto condenar alguém pela opinião dos outros. Então, preferi te conhecer do meu jeito!


 No começo, achei que tinha feito a escolha certa! Mas o tempo tem um defeito: ele mostra o que a gente insiste em não enxergar. Aos poucos fui vendo pequenas coisas, um jeito de tratar as pessoas, algumas atitudes, algumas palavras e, sem perceber, comecei a lembrar de tudo aquilo que tinham me dito. O problema não foi descobrir quem tu eras, mas perceber que eu tinha escolhido não ver.


 Hoje não sinto raiva de ti! A maior decepção foi comigo mesmo! Eu quis acreditar mais na imagem que criei do que na pessoa que estava na minha frente. Mesmo assim, não me arrependo de ter dado uma chance. Eu só aprendi que confiança é uma porta que a gente abre devagar e que admiração, quando vai embora, dificilmente encontra o caminho de volta.


J.K. – 12.04.26




 

Perfume de ontem!

 

 Hoje acordei achando que tu ainda estava ali, comigo! Antes mesmo de abrir os olhos, eu senti o teu perfume. Foi tão real que estiquei a mão para o teu lado da cama, como fazia antigamente. Demorei alguns segundos para entender que não tinha ninguém! Era só um sonho, daqueles que a gente não quer que termine nunca.


 Fiquei deitado, tentando segurar aquela sensação por mais um pouco. Engraçado como um perfume consegue abrir portas que a gente jurava ter fechado! Em poucos instantes, lembrei do teu abraço, da tua voz e da paz que eu sentia quando tu estava comigo. Confesso que, por um momento, eu quase acreditei que tu ias entrar pela porta do quarto e dizer: "Bom dia!"


 Mas a vida acordou antes da fantasia! Levantei, fiz um café e segui o dia normalmente. Só que o teu perfume ficou comigo. E foi aí que eu percebi que algumas pessoas vão embora da nossa vida, mas nunca conseguem ir embora completamente do nosso coração.


J.K. – 12.04.26




Domingo é o meu dia!

 

 Domingo eu faço um combinado comigo! Não levo peso que não é meu, não alimento pensamentos que só machucam e nem deixo a culpa sentar ao meu lado. Eu só quero respirar e viver o dia com mais calma e feliz!


 Nesse dia eu me trato melhor! Pego mais leve comigo, aceito o que ainda não consegui resolver e paro de me cobrar por tudo. Descobri que ficar sozinho, às vezes, faz um bem enorme. Eu volto a ouvir a minha própria voz!


 Por isso gosto tanto dos domingos! Eles me lembram que eu também mereço cuidado e atenção! Uma vez por semana eu me escolho em primeiro lugar. E, quando faço isso, começo a semana muito mais leve!


J.K. - 11.04.26








sábado, 11 de julho de 2026

Quando os olhos não mentem!

 

 Eu tentei agir como se fosse só mais um encontro, mas bastou te ver para perceber que meus olhos tinham outros planos. Eles me entregaram rapidinho! Tu nem precisou fazer esforço! Tinha alguma coisa em ti que chamava atenção e eu ali, tentando manter a pose, enquanto por dentro já tinha perdido completamente o rumo.


 O pior é que não foi só pela tua beleza, mas também pelo teu jeito, a tua tranquilidade e simplicidade! Confesso que bateu aquela vontade boba de ser especial, de ser o primeiro em quem tu pensasse. Coisa de quem já viveu bastante e, mesmo assim, ainda se surpreende quando o coração resolve acelerar.


 Voltei para casa tentando me convencer de que estava exagerando, mas não estava! Meus olhos já viram muita gente passar pela minha vida e aprenderam a reconhecer quando alguém deixa uma marca. E tu deixaste!


J.K. – 12.04.26




Bem eu!

 Nasci em Santa Maria, mas foi em Caxias do Sul que a vida resolveu me adotar há mais de trinta anos. Também carrego um pedaço do coração em São Marcos e outro em Farroupilha. Sou daqueles que acredita que a família é o nosso porto seguro. Sinto uma saudade danada do meu pai, Dalton, que partiu cedo demais. Minha mãe, Helena, é meu alicerce, meu colo e meu maior exemplo de amor. Minha irmã Jeanine, meu cunhado César e meus sobrinhos, Fernanda e Rodolfo, completam esse time que eu tenho o privilégio de chamar de família.


Escrevo porque preciso. Sempre gostei de contar histórias, ouvir pessoas e transformar sentimentos em palavras. Sou apaixonado por livros, cinema, música e por tudo aquilo que desperta emoções. Também adoro plantas, animais e uma boa conversa. Quem me conhece sabe que vivo reclamando da vida, mas basta um café, uma Coca-Cola bem gelada, um pedaço de chocolate ou um filme do Almodóvar para eu voltar a acreditar que a felicidade mora mesmo nas pequenas coisas.


Tenho um temperamento forte, sou ansioso, impaciente e dono de uma memória péssima para nomes e telefones. Reclamo do frio, reclamo do calor e vivo dizendo que preciso emagrecer, principalmente depois do inverno. Sou colorado, sagitariano, um pouco Garfield, um pouco menino e bastante cronista. Gosto de rir de mim mesmo, emociono-me com facilidade e tento viver com intensidade, porque a vida já me ensinou que ela pode mudar num piscar de olhos. Quando esse dia chegar, espero que lembrem de mim não pelas rugas, pelos cabelos brancos ou pelas rabugices, mas pelas histórias que contei, pelos abraços que dei e pelo carinho que deixei em cada pessoa que cruzou o meu caminho.


J.K. - 11.07.26






Pânico 7 e a prova de que alguns clássicos nunca morrem!


Sempre que estreia um novo Pânico, eu viro aquele adolescente dos anos 90 outra vez. Não importa a idade, a barba mais branca ou a dor nas costas. Basta aparecer a máscara do Ghostface e lá estou eu, tentando descobrir quem é o assassino antes de todo mundo! Claro que nunca acerto! E, sinceramente, acho que essa é uma das graças da franquia. Desta vez, sentei para assistir com um pé atrás, principalmente depois de toda a confusão que aconteceu nos bastidores. Mas bastaram alguns minutos para eu lembrar por que gosto tanto dessa saga.

Ver Sidney Prescott novamente no centro da história foi como reencontrar uma velha amiga que não aparecia havia muito tempo! O filme tem problemas? Tem, e não são poucos! Algumas decisões do roteiro pedem que a gente desligue um pouco a lógica e ligue a nostalgia. Em certos momentos pensei: "Ah, vocês forçaram a barra!". Mesmo assim, eu estava me divertindo! Ri das referências, desconfiei de praticamente todo o elenco e, como sempre acontece, errei feio quando tentei adivinhar quem estava por trás da máscara. Pelo visto, continuo sendo um ótimo RP e um péssimo detetive!

Pânico 7 (2026) não supera os clássicos, nem tenta reinventar a franquia. O que ele faz é muito mais importante: lembra por que a gente se apaixonou por ela lá em 1996. Saí da frente da telinha feliz! Feliz por rever personagens que marcaram uma geração, por sentir novamente aquela tensão gostosa e por descobrir que algumas paixões simplesmente não envelhecem. Assim como Ghostface, elas sempre encontram um jeito de voltar. E quer saber? Que bom que voltam!

J.K. - 11.07.26





Uma semana com ela!

 

 Hoje faz uma semana que minha mãe veio ficar comigo enquanto minha irmã foi ajudar na mudança da filha, da minha afilhada. E olha, eu vou te contar: bastou ela cruzar a porta pra minha casa deixar de ser “meu apê” e virar “a casa da mãe”! E, sinceramente, eu nem reclamo! Eu já tava com saudade das comidinhas, do carinho e, claro, daquele apoio financeiro estratégico que aparece nos momentos certos!


 Tem uma coisa que não falha: eu chego em casa depois de um dia daqueles e encontro tudo limpo, organizado e com um nível de cuidado que chega a sufocar. E eu adoro! Eu sou, com orgulho, o famoso filhinho da mamãe! Pode julgar! Eu acho mesmo é que: “quem nunca foi mimado por mãe não sabe o que tá perdendo!”.


 Agora, não vou romantizar tudo porque tem um detalhe importante: em uma semana, ela consegue reorganizar a casa inteira! Mas não é organizar do meu jeito, é do jeito dela! Eu simplesmente não acho mais nada! É gaveta que muda, armário que ganha nova lógica e objetos que entram em modo “esconde-esconde”. E o mais engraçado é que essa já é a terceira vez que acontece! Eu já devia estar preparado, mas não estou!


 E sabe de uma coisa? Eu só dou risada! Porque não vale a pena se estressar com isso! No fundo, cada coisa fora do lugar vira uma lembrança dela ali, cuidando de tudo do jeito que só ela sabe! E quando ela vai embora, o silêncio que fica é ensurdecedor! A casa continua arrumada, mas falta a bagunça boa que só ela traz.


 A minha Helena Horácia, minha HH, tem 85 anos e uma energia que me faz até repensar minhas desculpas de cansaço! Se for analisar bem, ela tá melhor que eu em vários aspectos! E isso só aumenta ainda mais minha admiração por essa mulher que, além de mãe, é um espetáculo à parte!


 E vou te dizer, já estou com saudade! Faz poucas horas que ela voltou pra São Marcos e eu já tô contando os dias pra próxima visita. Porque no fim de tudo, entre comidas, mudanças de lugar e muito mimo, o que fica mesmo é o amor gigante que ela deixa espalhado por cada canto da casa e, principalmente, dentro de mim! ❤️

 


J.K – 11.04.26