domingo, 9 de agosto de 2026

Meu pai, meu amigo, meu herói e meu “bandido”!

 

 Meu pai, Dalton, ou simplesmente Martins, para os amigos e, Zeca Diabo, para quem conhecia suas histórias, foi muito mais do que meu pai! Era uma pessoa fantástica, simpática, divertida e sempre disposta a ajudar. A família era sua prioridade, mas ele nunca fechava a porta para quem precisava dele. Foi um bom marido, um bom pai, um bom avô e, antes de tudo, nosso melhor amigo. Meu herói e, por que não, também nosso “bandido”, daqueles que aprontavam, riam e deixavam histórias para contar.


 Já se passaram 24 anos desde que ele partiu, mas a saudade não aprendeu a contar o tempo. Tem dias em que sinto sua presença, seu cheiro, como se ele ainda estivesse por perto. E existem aqueles momentos diante do espelho em que encontro o reflexo dele em mim. É como se o tempo desse uma pequena pausa e eu pudesse enxergar meu pai no meu próprio rosto. Às vezes fico olhando e quase consigo ouvi-lo quando eu me pergunto: “O que você está olhando, seu Martins?” E talvez seja essa a forma mais bonita que a vida encontrou de me mostrar que ele continua aqui. Não apenas na minha memória, mas em mim. Sou, afinal, um pouco dele em tudo aquilo que sou.


 Hoje, no Dia dos Pais, não quero lembrar apenas do pai que ele foi, mas do homem que deixou marcas tão bonitas em quem teve a sorte de conviver com ele. E, mesmo depois de tantos anos, continuo sentindo orgulho de poder chamá-lo de meu pai e eu de ser o seu reflexo!❤️

 

J.K. – 09.08.26







Quando a bagunça da juventude cabia numa risada!

 

 Esses dias fiquei lembrando das histórias da minha, da nossa juventude e comecei a rir sozinho! A verdade é que toda geração acha que inventou a rebeldia, mas, sinceramente, os mais velhos também deram muito trabalho! A turma de hoje muda a roupa, muda a música, muda os aplicativos, mas certas vontades continuam exatamente iguais! A diferença estava muito mais no cenário do que nas pessoas.

 

 Na nossa época existia beijo roubado em festa, dança agarrada, bilhete dobrado dentro do caderno e aquela coragem que aparecia depois de duas cervejas quentes divididas entre seis amigos. A gente vivia intensamente mesmo sem ter dinheiro, sem celular e sem precisar registrar cada segundo da vida. Bastava a memória dos amigos, que geralmente aumentava cada história em uns trezentos por cento na semana seguinte.

 

 Também tinha aquela mistura divertida de inocência com malícia que fazia parte da juventude. O pessoal paquerava, fazia piada, exagerava nas conversas e transformava qualquer encontro numa história épica. E, convenhamos, homem jovem reunido sempre falou besteira como se estivesse num campeonato mundial de bobagem. Mudam os tempos, mudam as gírias, mas isso aí continua firme atravessando gerações.

 

 O mais engraçado é perceber que, apesar das loucuras, existia uma leveza diferente! A diversão vinha muito mais da convivência do que dos excessos. A turma se reunia para rir, ouvir música, conversar até tarde e criar memórias que hoje voltam carregadas de saudade. Talvez seja por isso que, quando lembro daqueles tempos, sinto mais carinho do que vergonha. Era bagunçado, meio irresponsável às vezes, mas tremendamente humano.

 

J.K – 17.05.26




 

sábado, 8 de agosto de 2026

Cansei de tentar caber onde nunca fui prioridade!

 

 Sempre fui péssimo em esconder o que sinto! Meu rosto entrega, minha voz muda e meu silêncio grita! Quando tentei parecer tranquilo diante de certas situações, acabei parecendo apenas cansado. Fingimento exige um talento que eu nunca tive! Carrego defeitos demais para sustentar personagens por muito tempo! E, sinceramente, hoje até agradeço por eu ser assim!


 Juro que tentei fazer dar certo! Também tentei puxar conversa, criar oportunidade, demonstrar interesse e deixar claro que existia vontade de ficar perto! Foram três tentativas seguidas de desencontro, espera e frustração. Em cada uma delas fui percebendo algo que doeu admitir: carinho implorado perde valor antes mesmo de chegar. Atenção mendigada machuca mais do que silêncio!


 Existe uma dignidade silenciosa em saber a hora de sair de cena. E acho que finalmente entendi isso! Tem gente que gosta de presença fácil, disponível, insistente e eu jamais consegui funcionar desse jeito. Quando percebo esforço vindo apenas de um lado, algo dentro de mim esfria. O encanto vai embora devagarinho, como uma fumaça escapando pela janela.


 Curioso como a distância trouxe leveza! A minha cabeça ficou mais tranquila, meu coração menos apertado e até os dias parecem andar mais leves agora. Guardo carinho pelo que imaginei que pudesse existir entre nós, mas a vida segue melhor quando cada um ocupa o lugar que escolheu ocupar.


 E pode acreditar numa coisa: estou em paz comigo mesmpo! Desejo sinceramente que você encontre felicidade, risadas sinceras e alguém que combine com seu tempo e sua vontade. Só percebi que meu caminho ficou mais bonito depois que parei de tentar caminhar ao lado de quem nunca desacelerou para me esperar.

 

J.K. – 17.05.26




Entre pele, conversa e aquilo que mexe comigo!

 

  Tem umas coisas que despertam meu interesse de um jeito quase inexplicável! Sempre fui apaixonado por mãos e pés bonitos. Acho elegante, charmoso e íntimo até! Mãos delicadas dizem muito sobre alguém! Pés bem cuidados têm um charme silencioso que me prende a atenção fácil. Dá vontade de pegar, admirar, encher de carinho. Parece exagero, eu sei! Mas cada um carrega suas pequenas manias afetivas e essa é uma das minhas!

 

 Outra coisa que mexe comigo é cheiro de pele! E aqui entra um detalhe importante: cheiro de pele mesmo! Perfume ajuda, claro, mas existe um aroma natural que simplesmente bagunça qualquer ser humano, parece que o cérebro entra em pane. A pessoa fala, eu respondo qualquer bobagem automática e por dentro já estou imaginando um monte de cenas que fariam até minha consciência pedir férias! O olfato tem poderes perigosíssimos.

 

 Só que existe algo que consegue ser ainda mais forte do que atração física: a inteligência! Uma mulher interessante, que conversa bem, que tem opinião, humor, histórias e raciocínio rápido, vira um verdadeiro evento da natureza. Sou completamente encantado por quem consegue transformar horas em minutos numa conversa leve, divertida e cheia de assunto. Quando a sintonia acontece, o relógio perde totalmente a importância.

 

 Claro que química importa! Sexo é maravilhoso, divertido, intenso e faz parte da vida! Existem pessoas que deixam lembranças incríveis nesse sentido e isso também tem seu valor. Mas, depois que a euforia passa, sobra o quê? É aí que muita gente bonita acaba ficando vazia demais! Corpo chama atenção, inteligência segura presença e um cérebro funcionando bem tem um poder afrodisíaco quase criminoso! Acho que foi por isso que sempre me apaixonei primeiro pela conexão e depois pelo resto.

 

 

J.K – 17.05.26




sexta-feira, 7 de agosto de 2026

A Lei João da Penha!

 

 Diante de tantas discussões importantes, venho aqui apresentar uma proposta revolucionária: a criação da Lei João da Penha! Uma lei especial para proteger os homens de certos “abusos emocionais” sofridos no dia a dia. Nada de agressão física, claro! Estou falando daquele olhar que congela a alma, do silêncio que dura mais que feriado prolongado e daquela frase perigosa: “faz o que você quiser”. Todo homem experiente sabe que essa é a maior armadilha já criada pela humanidade. O sujeito pode até escolher, mas depois vai precisar explicar muito bem a escolha!


 A Lei João da Penha teria medidas protetivas urgentes. A mulher seria obrigada a explicar o motivo do famoso “não tenho nada” quando claramente tem tudo! Seria proibido fazer perguntas como “você reparou que eu cortei o cabelo?” sem dar ao homem pelo menos três chances de acertar a resposta. E nos casos mais graves, quando ela diz “não precisa me ajudar”, mas depois reclama que ele nunca ajuda, o cidadão teria direito a um intervalo de 15 minutos, uma água gelada e acompanhamento psicológico.


 Mas brincadeiras à parte, violência não combina com amor, seja contra homem ou mulher. No fim das contas, a verdadeira lei que todos nós precisamos é uma bem simples: mais diálogo, mais respeito e menos guerra dentro de casa. Porque depois de certa idade, ninguém quer viver em um relacionamento onde precisa de advogado para conversar. A gente quer mesmo é alguém para dividir a vida, os sonhos e, principalmente, o controle remoto da televisão! 😂


 

J.K. – 07.08.26




O gosto amargo da volta!

 

 Tem gente que jura que a pior dor é a de perder alguém! Eu já acho que existe algo ainda mais cruel: descobrir que a pessoa só percebeu o valor daquilo que tinha depois que destruiu tudo com as próprias mãos. E foi exatamente isso que senti quando me contaram sobre aquela cena. Você, sentada num bar qualquer, copo na mão, olhos marejados e a voz tropeçando na própria culpa.

 

 Confesso que ouvi aquilo com um silêncio estranho dentro de mim, um silêncio quase satisfeito. Porque durante muito tempo fui eu quem carregou o peso da humilhação, tentando disfarçar o tombo diante dos outros enquanto a vida seguia como se nada tivesse acontecido. Saber que a lembrança do que fez ainda lhe aperta o peito mexeu comigo mais do que imaginei.

 

 Disseram que perguntaram meu nome e você travou! Bastou ouvirem sobre mim para o choro aparecer atravessado na garganta. E, por mais duro que isso pareça, existe uma parte ferida aqui dentro que encontrou certo conforto nessa imagem! Talvez porque durante meses eu tenha me perguntado se tudo aquilo realmente teve algum peso para você.

 

 Cresci aprendendo que dignidade vale mais do que orgulho! Meu pai repetia isso de um jeito simples, daqueles que ficam marcados pra sempre. A vergonha que senti naquela época ficou grudada em mim como fumaça em roupa de inverno. Passei dias tentando parecer inteiro enquanto por dentro eu desmontava em silêncio.

 

 Hoje já consigo olhar para trás sem aquela vontade de arrancar páginas da memória! Só que algumas feridas criam cicatriz funda. E quem brinca com sentimento acaba carregando o próprio cansaço pelo caminho. A vida costuma devolver cada escolha no tempo certo! Tem gente que encontra abrigo e tem gente que passa anos rodando por dentro de si mesma, procurando paz e encontrando apenas eco.

 

J.K – 16.05.26




sábado, 1 de agosto de 2026

O fim que ainda mora aqui!

 

 

 Nossa história acabou sem briga, sem porta batendo e sem cena de novela. Apenas terminou devagarinho, como uma fogueira de festa junina apagando no meio da madrugada, quando todo mundo já foi embora e sobra só aquele cheiro de fumaça no ar. 

 

 Outro dia me peguei lembrando de como tudo começou: a música tocando alto, gente rindo, bandeirinhas coloridas balançando no vento e eu acreditando que algumas coisas durariam para sempre. Engraçado como a vida adora desmentir a gente depois. O coração faz planos gigantescos e o tempo aparece com uma borracha na mão.

 

 Hoje, quando fico perto de certas lembranças, viro quase um estranho dentro de mim mesmo. Penso em mil coisas ao mesmo tempo e acabo quieto, segurando palavras atravessadas na garganta como quem segura água nas mãos.

 

 E mesmo depois de tudo, existe uma vaidade boba que continua viva. Aquela vontade de imaginar que, quando alguém perguntar sobre mim, você ainda fale com carinho. Que invente uma saudade pequena, que diga que houve amor ali. Porque no fundo, por mais machucadas que duas pessoas saiam de uma história, ninguém gosta da ideia de virar o vilão oficial da memória do outro.

 

 Talvez seja por isso que alguns términos tenham gosto de mesa de bar no fim da noite. Cada um conta a versão que consegue suportar! Um exagera os defeitos do outro, outro transforma mágoa em piada, e assim seguimos, tentando salvar um pouco do orgulho enquanto o coração continua fazendo bagunça escondido. E olha, se tem uma coisa que aprendi, é que certas histórias acabam, mas demoram bastante para ir embora da gente.

 

J.K – 16.05.26