sábado, 9 de maio de 2026

Se ainda existir um caminho de volta!

 

 Eu não sei exatamente em que momento a nossa história se perdeu pelo caminho! Só sei que, desde que você partiu, algo em mim também ficou incompleto! A vida seguiu acontecendo ao meu redor, as pessoas continuaram suas rotinas, os dias nasceram e terminaram como sempre, mas, para mim, tudo ficou com gosto de ausência. Como se a dor tivesse escolhido morar em mim desde o instante em que você se foi.


 Talvez você não acredite, mas muitas noites eu saí sem rumo tentando distrair o coração! Passei por bares, caminhei por ruas que um dia cruzamos juntos e me sentei em mesas onde ninguém conhecia minha história! Em algumas madrugadas, a única coisa que fiz foi lamentar em silêncio, olhando para um copo quase vazio e pensando em como tudo poderia ter sido diferente entre nós.


 Em um desses impulsos que a saudade provoca, fiz coisas que hoje nem sei explicar. Afastei de mim lembranças que ainda me doíam demais! Fotos, músicas, pequenos pedaços da nossa história, tudo aquilo que parecia gritar o teu nome dentro da minha casa. Achei que, assim, talvez eu conseguisse seguir adiante. Mas a verdade é que o coração não esquece tão fácil aquilo que um dia foi amor.


 O curioso é que, mesmo tentando me convencer de que precisava seguir em frente, eu continuava te procurando sem perceber. Em perfumes que cruzavam meu caminho, em rostos desconhecidos pelas ruas, em gestos que lembravam você! Era como se uma parte de mim ainda acreditasse que, em algum lugar da cidade, eu pudesse te encontrar outra vez.


 E apesar de tudo, do orgulho ferido, das noites mal dormidas e das tentativas frustradas de esquecer, existe algo que nunca mudou dentro de mim. Se você um dia decidisse voltar, eu não perguntaria sobre erros nem caminhos. Eu apenas abriria a porta e deixaria o passado recomeçar do ponto onde ele se perdeu.


 Porque, no fundo, ainda guardo a esperança de que o nosso amor não tenha sido apenas um engano bonito. Talvez tenha sido só uma história que se perdeu por um tempo! E, se ainda existir um pouco de nós dois guardado no teu coração, saiba que o meu ainda reconhece o caminho que leva de volta até você.

 

J.K – 11.03.26




sexta-feira, 8 de maio de 2026

O tempo não pede licença!

  

 A gente envelhece sem pedir, sem negociar e sem aviso prévio! É consequência pura da vida acontecendo e passando rápida demais. E, quando a gente percebe, já está olhando mais para trás do que para frente. Mas, o bom é olhar é vermos que acumulamos histórias, tropeços, aprendizados e, principalmente, perguntas que ainda não têm resposta e nem sei se terão! Mas a vida é mesmo assim!

 

Ela e o  mundo não dão trégua! Tudo muda rápido demais, intenso demais e confuso demais! É informação o tempo todo, opinião para todos os lados, certezas frágeis em um tempo completamente instável. A nova geração chega com pressa, mas muitas vezes sem profundidade! Muito diploma, pouca vivência! Muito acesso à inteligência artificial e pouca prática da inteligência da vida, aquela que só se aprende errando, tentando e insistindo!

 

 E no meio disso tudo, a tal “normalidade” simplesmente desapareceu! O que era certo virou questionável. O que era permitido agora é discutido! Vivemos entre guerras, crises, doenças novas, mudanças climáticas e uma economia que parece sempre à beira de algo! O chão não é mais firme e a sensação é de estar sempre tentando se equilibrar em movimento!

 

 E aí vem a pergunta que incomoda: estamos preparados para tudo isso? Para mudar, para desaprender, para começar de novo quantas vezes for preciso? Porque viver não é apenas continuar e envelhecer com alguma qualidade de vida! Viver é continuar se transformando, mesmo quando a gente só queria um pouco de paz!

 

 No fim, talvez o maior desafio não seja entender o mundo, mas no entendermos sem nos perder no meio de tanto barulho e transformações! Porque entre tanta informação, tanta pressa e tanta mudança, ainda é o nosso jeito de viver que define quem a gente se torna! E isso, felizmente, nenhuma tecnologia substitui isso!

 

J.K – 31.02.26




Aquele colo que nunca envelhece!

 

 Mãe, hoje eu me peguei desejando algo simples e gigante ao mesmo tempo: voltar a caber no teu abraço como quando eu era pequeno. A vida foi me ensinando a ser forte por fora, mas aqui dentro ainda mora aquele menino que encontra paz quando escuta tua voz. Em dias difíceis, é como se tudo em mim pedisse por esse lugar seguro que sempre foi e ainda é você!

 

 Tem momentos em que o mundo pesa mais do que deveria. As responsabilidades chegam sem pedir licença e a cabeça gira tentando dar conta de tudo. Nessas horas, eu lembro do teu jeito calmo, do carinho nos gestos, da forma como você transformava e transforma qualquer medo em algo menor. Bastava e basta tua presença para eu acreditar que o dia seguinte seria e será melhor.

 

 Mesmo com o tempo passando e os caminhos nos levando para rotinas diferentes, o que sinto por você permanece intacto. Existe uma parte de mim que ainda precisa ouvir teus conselhos, aquele incentivo doce que faz a gente levantar com mais coragem e disposição. Você sempre teve esse dom de me acalmar, orientar e de fazer a vida parecer possível de novo!

 

  Hoje, aos teus 85 anos, eu celebro muito mais do que uma data! Celebro a mulher que me ensinou a viver, a amar, a resistir. Celebro teu cuidado, tua história, teu coração gigante. E, acima de tudo, agradeço por cada abraço, cada palavra e cada silêncio que também falou tanto! Feliz aniversário, Helena Horácia! Saiba que o teu colo continua sendo o melhor lugar do mundo!

 

JK - 08.05.26




quinta-feira, 7 de maio de 2026

Ainda bem que você chegou!

 

 Durante muito tempo eu caminhei pela vida sem acreditar muito em mim mesmo! Parecia que eu estava sempre fora do lugar certo, como se as coisas boas fossem destinadas aos outros e nunca a mim. Algumas pessoas até tentaram se aproximar, mas meu coração já estava tão desconfiado que eu acabava me afastando antes mesmo de tentar. Aos poucos fui me convencendo de que talvez a solidão fosse simplesmente o meu jeito de viver.


 Com o passar dos anos, o coração foi aprendendo a se proteger! Ele se acostumou com o silêncio, com a ausência de expectativas, com aquela sensação de que amar de verdade era algo que já não fazia mais parte do meu caminho. Era como se eu tivesse guardado todos os sonhos numa gaveta e decidido que era melhor deixá-los ali, esquecidos.


 E então você apareceu! Sem aviso, sem alarde, quase como quem chega devagar para não assustar. No começo eu nem acreditei muito! Custei a entender que alguém pudesse escolher ficar ao meu lado de verdade. Mas você ficou! E foi nessa permanência tranquila que algo dentro de mim começou a mudar.


 Hoje percebo que a vida tem dessas surpresas bonitas! Um coração que já tinha desistido de acreditar volta a bater com esperança. Aquilo que parecia cansado e sem rumo encontra novamente motivos para sorrir. E, de repente, a gente se pega feliz por coisas simples, como se a alegria tivesse aprendido novamente o caminho de casa.


 Por isso, quando penso em tudo o que vivi antes de você chegar, só consigo repetir uma coisa com gratidão no peito: ainda bem que a vida cruzou nossos caminhos. Ainda bem que você apareceu quando eu já quase não esperava mais nada! Porque desde que você chegou, o mundo ficou mais leve e o meu coração voltou a sorrir!

 

J.K – 10.03.26




quarta-feira, 6 de maio de 2026

Entre o susto e a fé!

 

 A última quarta-feira começou diferente, ao menos, para mim! Cheguei cedo ao trabalho, como de costume! Mas, cedo mesmo, mas madrugada, por volta das 5h45! Quem chega antes de todo mundo aprende a conviver com o silêncio dos corredores e com aquele frio típico da Serra Gaúcha que faz até a respiração virar fumacinha no ar. Mas, ao abrir a sala do Comercial, onde trabalho com um colega, senti algo estranho! O lugar estava frio demais! Um frio que não parecia apenas do clima!


 A primeira explicação que me veio à cabeça foi simples! Pensei que talvez tivesse esquecido algum ar-condicionado ligado no dia anterior. Fui conferir! Nada! Ambos desligados! Tentei racionalizar! A semana tinha esfriado bastante, talvez fosse só isso! Segui meu ritual de sempre e fui buscar meu café, acreditando que aquele incômodo era apenas coisa da minha imaginação.


 Quando voltei, porém, algo me fez parar por um instante! Juro que vi um vulto atravessar rapidamente uma das três peças da sala, a última só pra variar! Foi coisa de segundos, mas o suficiente para me deixar arrepiado dos pés à cabeça. Fiquei ali parado, tentando rir de mim mesmo, como quem diz que foi só impressão! Mesmo assim, não resisti! Peguei um pouco de água benta e resolvi jogar pela sala toda, mais por fé do que por coragem!


 Foi então que aconteceu o inesperado! No momento em que joguei a água benta, duas lâmpadas estouraram quase ao mesmo tempo! O barulho ecoou forte naquele silêncio da manhã e, confesso, meu coração acelerou! Aquilo já estava estranho demais para enfrentar sozinho. Chamei uma colega e pedi que rezássemos ali mesmo. Ela aceitou na hora!


 Rezamos com simplicidade, sem grandes palavras, apenas pedindo paz para aquele ambiente. E, curiosamente, depois disso tudo pareceu se acalmar! Mais tarde o pessoal da manutenção veio trocar as lâmpadas. Uma delas voltou a estourar logo depois da troca. Provavelmente um curto, disseram! E talvez fosse mesmo! A vida costuma ter explicações mais simples do que imaginamos.


 Mas confesso que aquele começo de manhã me fez pensar e reflretir! Entre coincidências, sustos e pequenos mistérios, percebi o quanto a fé ainda é um abrigo silencioso dentro de nós. Pode ser que algumas coisas tenham explicação! Pode ser que outras nunca tenham! Ainda assim, há algo reconfortante em acreditar que uma oração sincera tem força para acalmar não apenas o ambiente, mas também o nosso próprio coração.

 

J.K – 11.03.26



terça-feira, 5 de maio de 2026

Menos vitrine, mais verdade!

 

 O mundo está cada vez mais digital, disso ninguém duvida! Mas o que mais me chama atenção não é a tecnologia, é a forma como a gente escolheu existir dentro dela! Hoje, muita gente vive mais para parecer do que para ser! É uma vitrine aberta o tempo todo, onde se expõe uma versão editada da própria vida! Bonita, feliz, impecável, mas nem sempre verdadeira!


 Eu me pego pensando em quanto disso tudo é real! Nas redes sociais, todo mundo sorri, todo mundo está bem, todo mundo vive momentos incríveis em lugares cinematográficos! Parece que a vida virou uma competição silenciosa de quem mostra mais, de quem parece mais feliz! E talvez até funcione para alguns! Se isso traz algum tipo de satisfação, quem sou eu para julgar!


 Mas eu confesso que não consigo entrar nesse jogo! Não sinto vontade de provar nada para ninguém, muito menos de convencer alguém de que sou feliz! A minha felicidade não precisa de plateia, nem de curtidas! Ela acontece no silêncio, nas pequenas coisas, nos momentos que não precisam de registro!


 Sempre tive um certo desconforto com essa necessidade de exposição! Mostrar onde estou, o que faço, com quem estou, para mim nunca fez muito sentido! Gosto da ideia de que nem tudo precisa ser visto, comentado ou validado! Tem coisas que ficam mais bonitas quando são só nossas!


 Claro, de vez em quando eu apareço por lá! Um encontro em família, um momento com amigos, algo do trabalho, até porque faz parte! Mas, no fundo, sigo preferindo caminhar na contramão! Existe uma liberdade enorme em não precisar se explicar nada o tempo todo!


 No fim das contas, quanto menos gente souber da minha vida, mais leve ela fica! E talvez seja isso que muita gente ainda não percebeu! Nem tudo que é vivido precisa ser mostrado ou postado! Às vezes, o melhor da vida acontece longe da tela! E é justamente por isso que é tão verdadeiro!

 

J.K - 09.04.26




 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Quando a educação virou artigo raro!

  

 Vou te contar uma coisa que tenho pensado esses dias, meio no meu canto, meio rindo pra não surtar: eu tô com a sensação de que estou remando contra a maré! E não é uma marolinha, não! É onda grande mesmo! Parece que educação e bons costumes pegaram um barco e foram embora sem avisar ninguém. Naufragaram em alto mar e esqueceram de mandar localização!

 

 E o mais curioso é o seguinte: tem gente se afogando em atitudes feias, em falta de respeito, em ego inflado e o resto só assiste, confortavelmente! De preferência com o celular na mão, pronto pra gravar e postar. Ajudar? Nem pensar! Mas render um story bonito, isso rende! Eu fico olhando e pensando: em que momento a gente trocou empatia por engajamento?

 

 E olha, vou ser bem honesto contigo: às vezes nem eu sei mais o que é certo ou errado! Porque hoje todo mundo tem certeza absoluta de tudo! Cada um com sua opinião, seu julgamento, sua verdade incontestável! E se você ousar discordar, pronto, a pessoa vira um leão! Falta pouco pra sair mordendo, quando não resolve atacar com palavras que machucam muito mais que qualquer empurrão!

 

 E aí vem a contradição que me deixa mais confuso ainda: hoje não pode nada, mas ao mesmo tempo pode tudo! Pode desrespeitar, pode ignorar, pode passar por cima! Só não pode ser contrariado! Vai entender! Fico me perguntando em que esquina a gente perdeu a noção básica de convivência. Porque em algum lugar isso ficou pelo caminho!

 

 As pessoas querem ajuda, mas não querem ajudar! Querem respeito, mas não respeitam! Querem viver algo que ainda não construíram, mas fazem questão de parecer que já têm! E aí entra o grande palco das redes sociais, onde todo mundo é feliz, educado, equilibrado e bem resolvido! Um espetáculo lindo, que muitas vezes só existe na tela!

 

 No meio disso tudo, eu sigo tentando fazer a minha parte, mesmo parecendo antiquado às vezes. Porque, no fim das contas, ser correto pode até não dar ibope, mas ainda me deixa dormir em paz! E, hoje em dia, isso já vale muito!

 

 

J.K – 15.04.26