sábado, 18 de julho de 2026

Cansado, porém observador!

 

 Hoje é dia de textão! Sim, aquele desabafo que começa com um “não vou falar nada” e termina comigo falando tudo! Ando meio sem paciência, confesso! Não com a vida, mas com gente chata mesmo! Aquela turma que acorda de mau humor, respira reclamação e ainda acha que o mundo gira ao redor do próprio umbigo! Spoiler: não gira!

 

Sabe aquele colega ou amigo que nunca erra? Que sempre tem uma justificativa, uma história triste, um “mas você não entende”? Pois é! Eu entendo sim! Entendo que, às vezes, falta só um pouquinho de autocrítica! Porque ninguém é perfeito, mas tem gente que faz um esforço admirável para nunca admitir isso! E ainda distribui cara feia como se fosse brinde!

 

 E o humor? Ah, o humor! Oscila mais que Wi-Fi ruim! Não é bipolar, é tripolar com tendência a “não fale comigo antes do café, depois também não”! Você dá bom dia e recebe um olhar que parece cobrança de imposto atrasado! E, sinceramente, ninguém tem culpa do caos interno de ninguém! Se levou um puxão de orelha, talvez valha dar uma revisada nas atitudes! Dói menos do que fingir que o mundo inteiro está errado!

 

 Agora vem a parte que eu sei que pode doer um pouquinho! Tem gente vivendo num looping de frustração, alimentado a base de celular, fofoca e conteúdo vazio! É vídeo que não acrescenta nada, conversa que não leva a lugar nenhum e uma energia que cansa só de assistir! Minha gente, pelo amor de Deus! Vão viver um pouco, vão ler um livro, ver um filme bom, dar risada de verdade, tomar um ar!

 

E quero dizer que sou perfeito, nem eu, nem você mas é preciso ser minimamente leve! Parar de descontar nos outros aquilo que você não resolveu dentro de si mesmo! Porque ninguém merece virar saco de pancada emocional de colega ou amigo mal resolvido! Trabalho não é terapia coletiva gratuita, não!

 

 No fim das contas, eu sigo tentando fazer a minha parte! Rir mais, reclamar menos e, principalmente, me afastar do que pesa! Porque já basta a vida, né! E se for pra carregar alguma coisa, que seja uma boa história, um bom humor e, de preferência, um pouquinho de paz!

 

 

 J.K – 02.04.26





Aqueles bons e velhos tempos!

 

 Olha, vou te contar uma coisa aos meus leitores mais jovens: na juventude a gente também aprontava, viu? Só que do nosso jeito! Sem esse monte de exagero moderno, mas com uma criatividade que, sinceramente, dava conta do recado! Tudo que a gurizada faz hoje, a gente já fazia lá atrás, só que com menos tecnologia e mais coragem na cara!


 Eu lembro dos bailinhos como se fosse ontem! A gente ia arrumado, cabelo no lugar, perfume caprichado e uma missão bem clara: dançar grudado e, se o universo ajudasse, roubar um beijo no final da noite! Era tudo mais inocente ou pelo menos a gente fingia muito bem!


 Você aparecia toda produzida, vestido rodado, cheia de charme, e eu ali, tentando pagar de confiante, mas por dentro fazendo mil cálculos pra chegar perto sem levar um fora histórico! E quando a música era lenta, meu amigo, era ali que o coração acelerava mais que qualquer batida da banda!


 No fim da noite, vinha o grande momento e o carro do pai já estava praticamente escalado pra missão final: te levar até em casa! E ali, na frente do portão, com aquele silêncio suspeito e o medo clássico do pai acordar, acontecia o verdadeiro teste de coragem! Um beijo, um abraço, mão na mão e uma despedida que valia mais do que qualquer festa inteira!


 A verdade é que era tudo mais simples, mas ao mesmo tempo mais cheio de expectativa. A gente não tinha pressa de viver tudo de uma vez! Cada pequeno avanço já parecia uma vitória! E talvez seja por isso que essas lembranças ainda têm esse gosto bom de saudade.


 Hoje eu olho pra trás e dou risada! A gente achava que estava arrasando, cheio de estratégia, quando na verdade só estava tentando entender esse tal de gostar de alguém! E, no fundo, era exatamente isso que fazia tudo ser tão divertido!

 

J.K – 21.04.26




sexta-feira, 17 de julho de 2026

Do meu jeito, sem pedir licença!

 

 Vou confessar uma mania que carrego comigo desde minha infância: raramente sou eu quem procura as pessoas. E não pensem que é por falta de interesse ou descanso com alguém!  É que quase sempre eu fico com a sensação de que posso estar atrapalhando, então espero meus amigos me procurarem! Sei que não é o melhor jeito de viver, mas é o meu jeito de ser! Quem me conhece de verdade já aprendeu a perceber esse silêncio.


 Também nunca fui de fazer média para agradar alguém, quase sempre falo o que penso e quando perco a razão, as coisas pioram. Despejo toda a lama no ventilador! E, aqui entre nós, eu gosto das pessoas pelo que elas são, não pelo que esperam de mim! Por isso, quando escolho estar ao teu lado de alguém, ou passar uma tarde na casa dela, acredite: não é por educação! É porque eu quis! Porque eu gosto da tua companhia! Este é o meu jeito de demonstrar afeto discretamente! E se eu não for a tua casa, a tua festa, infelizmente, eu não simpatizo contigo! Desculpe!


 Ah! E tem outra coisa: depois de passar o dia falando com tanta gente, tudo o que eu quero é voltar para minha casa, assistir um bom filme, ler um livro, tomar um chimarrão e ter minha família por perto! Estas coisas simples fazem mais sentido para mim do que qualquer festa! Talvez eu seja estranho, ou talvez só tenha aprendido que a paz vale mais do que a obrigação de estar em todos os lugares. No fim das contas, continuo sendo assim: um sujeito que prefere ser verdadeiro a ser popular, embora eu já seja! E, sinceramente, já faz tempo que parei de pedir desculpas e licença por ser estranho!


J.K. – 21.04.26




Livre, mas preso a você!

 

Vou te confessar uma coisa que eu descobri do jeito mais difícil: a liberdade é bonita, mas nem sempre é boa companhia! Quando tudo termina, a gente imagina que vai respirar aliviado, fazer o que quiser e ir para onde quiser e der vontade. Só que a gente esquece de um detalhe: existem pessoas que davam sentido até aos dias mais comuns. E quando elas vão embora, sobra um silêncio que ocupa a casa inteira e a nossa alma!


Eu sempre gostei da minha própria companhia e nunca tive medo de ficar sozinho! Só que eu esqueci que contigo tudo era diferente! O café tinha mais sabor, a caminhada parecia mais curta e até os dias ruins terminavam um pouco melhores. Hoje continuo fazendo as mesmas coisas, só que elas perderam um pouco da graça. É como assistir ao meu filme preferido sabendo que alguém importante levantou da poltrona antes do final.


 A vida continua, eu sei! Ela sempre continua e eu também vou continuar. Vou conhecer lugares, rir de novo, inventar outros planos e colecionar novas histórias. Só que algumas pessoas deixam uma marca profunda em nós. A gente aprende a viver com a ausência, mas, infelizmente, esquecer nunca foi o meu forte.


J.K. – 21.04.26




quinta-feira, 16 de julho de 2026

A fotografia no peito!

 

 Vou te contar um segredo que acontece comigo de vez em quando. Existe dias em que a saudade da minha mãe chega sem pedir licença! Mas, não é tristeza, pelo contrário! É uma vontade enorme de estar perto, de ouvir a voz dela, de ganhar um abraço e um beijo daqueles que só mãe sabe dar. É nessas horas que eu pego uma fotografia qualquer, a mais simples de todas, aperto contra o peito e fico em silêncio! Parece bobagem, mas o coração entende!


 Minha mãe está logo ali, em São Marcos. A distância entre nós é pequena! Mesmo assim, existem dias em que ela parece enorme. Curiosamente, basta segurar aquela foto para alguma coisa mudar dentro de mim. A ansiedade vai embora, a respiração desacelera e uma paz difícil de explicar toma conta de tudo. É como se aquele pedaço de papel deixasse de ser uma simples fotografia e virasse ela.


 Talvez seja a fé, ou talvez seja o amor que mãe e filho carregam para sempre. Ou talvez seja Deus lembrando que certos laços nunca se desfazem. Só sei que, depois desses momentos, eu volto a sorrir. Porque entendo que a saudade não veio para me machucar. Ela veio para me lembrar da sorte que tenho por continuar sendo filho de uma mulher que, mesmo longe dos meus olhos, nunca saiu do meu coração.

 

J.K – 19.04.26




O que não basta!

 

 Vou te confessar uma coisa que demorei para entender: às vezes, em uma relação,  existe carinho, vontade de estar junto e aquele abraço que faz o dia parecer mais leve! Mas, nem sempre isso basta! Existem sentimentos que aquecem o coração, mas não encontram força para enfrentar a vida do lado de fora.


 Eu sempre tive a impressão de que havia alguma coisa entre nós. e não era invenção da minha cabeça. Havia algo errado no teu jeito de conversar, no teu cuidado, nos teus olhares e, principalmente, nos teus silêncios sem motivo algum. E foi aí que percebi que nem todo "gostar" nasceu para virar "nós"!


 Aceitar isso talvez tenha sido a parte mais difícil! Porque desistir de alguém que nunca significou nada é simples! O difícil é abrir mão de quem significou muito, mas nunca conseguiu ser suficiente! Hoje eu entendo que alguns sentimentos existem apenas para nos ensinar que gostar é importante. E, gostar, sozinho, não sustenta uma história inteira!

 

 

J.K – 19.04.26




quarta-feira, 15 de julho de 2026

A janela do quarto andar!

 

 Vou fazer uma confissão que talvez nem devesse escrever! Eu tenho uma vizinha aqui no prédio que, sem saber, virou parte da minha rotina. Quase todos os dias eu olho pela janela só para ver ela sair com o seu doguinho. Cabelo curtinho, chinelo no pé, um jeito simples de quem nem imagina que existe um vizinho no quarto andar inventando desculpa para ficar olhando a rua Os 18 do Forte!


 Quando a gente se cruza no corredor, tudo se resume a um simples "bom dia"! Dura uns três segundos apenas. Mas, por algum motivo que nem eu entendo, minha cabeça transforma esses três segundos numa mini série inteira. Aí volto para o apartamento pensando em todas as conversas que nunca aconteceram. Minha imaginação trabalha mais do que eu. Ela viaja no tempo e espaço!


 O que mais me chama atenção nem é a beleza dela, mas o jeito como trata a filha e o doguinho. É bonito de ver o carinho, a calma e a delicadeza que andam juntas com este trio fantástico! E, aqui entre nós, talvez eu nunca passe de um vizinho educado que responde ao "bom dia"! Mas confesso uma coisa: eu fico encabulado quando a veja e olha que eu não sou nada tímido! E, conto as horas para encontrar ela nos corredores do prédio ou ver ela saindo para passear do quarto andar do apartamento!


J.K. – 19.04.26