terça-feira, 28 de abril de 2026

Verdades que ficaram guardadas!

 

 Hoje eu decidi falar de coisas que guardei por muito tempo! Coisas que talvez você nunca tenha imaginado ouvir de mim, mas nem tudo que se diz sobre amor é confortável! Algumas as verdades chegam como vento frio, desses que atravessam a pele e fazem a gente estremecer. Mesmo assim, senti que não podia continuar calado pois existem momentos em que o coração pede voz, e negar isso seria como sufocar um grito que já não cabe mais dentro do meu peito!

 

 Durante muito tempo eu escolhi o silêncio para não te ferir ou machucar! Eu engoli palavras, escondi dores, fiz de conta que estava inteiro quando, na verdade, carregava rachaduras por dentro. Muitas vezes segurei lágrimas só para não acrescentar mais tristeza aos teus olhos! E houve dias em que preferi sair de cena, deixar você no seu mundo, imaginando que talvez a minha ausência fosse uma forma de proteger aquilo do pouco que ainda restava entre nós.

 

 Mas a verdade é que a falta que você fazia transformava as noites em lugares longos demais. O quarto parecia maior, o travesseiro mais frio, e o tempo se arrastava com uma lentidão cruel. E, ainda, havia medo dentro de mim, um medo de te perder que nunca chegou a ser totalmente meu! Ao mesmo tempo, eu inxistia em um desejo intenso de te ter por perto, de viver sem reservas aquilo que eu carreguei comigo em silêncio por tanto tempo.

 

 O que sinto hoje é que esse amor foi, ao mesmo tempo, caminho e obstáculo, sonho e também cicatriz! Sim, existiu beleza nele, claro, mas também houve espinhos que marcaram fundo! Algumas lembranças floresceram, outras secaram antes do tempo infelizmente. E, olhando para trás, percebo que este sentimento atravessou minha vida como um clarão inesperado: intenso, verdadeiro, mas capaz de deixar sombras que demoraram muito para desaparecer.

 

 Ainda assim, tudo o que vivi com você se tornou parte da minha história, não vou negar! Foi bom, mas foi complicado, foi intenso e real! E talvez seja isso que mais permanece quando o amor muda de forma: a certeza de que, em algum momento da vida, dois corações se encontraram com tanta força que deixaram marcas impossíveis de apagar.


J.K – 09.03.26



 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Um sonho plantado no peito!

 

 Tem dias que eu paro no meio da correria de Caxias do Sul e fico meio perdido, pensando de onde vem essa saudade que não me larga! Ela chega sem avisar, aperta o peito e bagunça tudo aqui dentro e eu nem sei direito do que exatamente eu sinto falta! Às vezes acho que é de um tempo mais simples, outras vezes, de um jeito de viver que ficou lá atrás, no meu passado, no interior de Passo Fundo e São Marcos! Esse silêncio estranho, essa vontade de me afastar do barulho e no fim das contas, acho que é só minha alma tentando voltar pra onde ela nunca saiu.

 

 Ou talvez seja o sangue que corre nas minhas veias, o sSangue de gente simples, de colono, de gaúcho que aprendeu a olhar o horizonte largo dos pampas e sentir ali um tipo de liberdade que não cabe em palavras. Sempre que penso nisso, imagino um lugar onde o vento passa livre, onde o cheiro da terra molhada depois da chuva invade tudo e onde o coração encontra descanso.

 

 Não sonho com riqueza nem com grandes conquistas! Meu desejo é bem mais simples, quase humilde: um pedaço de terra que possa chamar de meu. Um pequeno rancho erguido com esforço, rodeado por árvores que deem sombra e fruto, uma horta que alimente o corpo e a alma. Imagino o milho crescendo forte, o feijão brotando generoso e uma laranjeira espalhando perfume no ar das manhãs.

 

 Às vezes me vejo ali, sentado perto da água, sentindo a vida passar devagar. Pequenos peixes beliscando os pés na beira do arroio, a noite chegando mansa e o céu acendendo suas estrelas como quem acende lampiões no infinito. E eu ali, quieto, sonhando acordado como tantas pessoas simples que acreditam que a felicidade pode morar nas coisas mais pequenas.

 

 Sei que esse sonho não cai do céu como um presente inesperado! Ele precisa ser cultivado como se cultiva a terra: com paciência, suor e esperança. Mas também sei de uma coisa que aprendi com a vida e com o povo daqui do sul: quem carrega um sonho verdadeiro no coração não desiste fácil.

 

 Porque um dia o tempo muda, o sol volta a nascer diferente, e aquilo que parecia distante começa a tomar forma. Quem segue acreditando e trabalhando descobre, cedo ou tarde, que os sonhos também podem brotar como sementes bem plantadas. E quando isso acontece, a gente entende que todo esforço valeu a pena!

 

J.K – 05.03.26




domingo, 26 de abril de 2026

Sete anos, um segredo e um quase tiro de cinema!

 Confesso sem orgulho nenhum: o nosso “segredo” era mais divulgado que oferta de pão francês no domingo à tarde! Sete anos fingindo discrição enquanto metade de Caxias e um pedaço de Farroupilha já comentavam no café, no grupo da família e, provavelmente, até na fila do mercado! 


 Amor proibido? Era! Maduro? Nem perto! Consequência? A gente jurava que não tinha, mas até a conta chegar! Porque chega, sempre chega! E quando chegou, veio com juros, multa e uma boa dose de vergonha no pacote! Machucamos quem não merecia e, de lambuja, a nós mesmos! E até hoje eu me pergunto: era amor ou só teimosia com pós-graduação?


 E aí vem o plot twist que ninguém pediu: tu foste a melhor coisa desses sete anos! E, num empate técnico digno de VAR em final de campeonato, também a pior! Em algum momento a gente perdeu completamente o GPS moral e decidiu que aquilo ia ser eterno! Bonito de ver e ingênuo até dar dó! Pena que o “pra sempre” tem validade mais curta que iogurte aberto! Azedou! Estragou! E quando vimos, já tinha dado ruim faz tempo!


 Ah, o final foi um espetáculo à parte! Mistura de filme noir com novela mexicana das três da tarde! Tensão, silêncio constrangedor e aquele clima de “vai dar ruim” que dá pra cortar com faca! Só faltou uma trilha dramática e alguém gritando “Arriba, arriba!” no fundo pra fechar o pacote! Final feliz? Nem parcelando em 12 vezes com juros baixos! Foi caos, vergonha e aquele tipo de cena que tu vive pensando: não é possível que isso tá acontecendo comigo!


 Sim, fomos pegos em flagrante! Simples, direto e sem direito a ensaio! E olha, sendo bem honesto, não tiro a razão do teu marido! No lugar dele, talvez eu também perdesse completamente a compostura! Talvez não com arma, porque depois que a adrenalina baixa a gente lembra que ninguém ganha nada com isso, mas na hora, meu amigo, a razão pede demissão e vai embora sem aviso prévio!


 Agora, o auge pra mim foi aquele momento digno de cinema: eu, parado, com um revólver apontado pra testa, esperando o clássico flashback da vida inteira passando em câmera lenta! Infância, erros, conquistas, aquele monte de coisa! 


 E sabe o que aconteceu? Nada! Absolutamente nada! Nem um trailerzinho, nem uma retrospectiva meia boca! Fiquei ali, além de apavorado, um pouco decepcionado com a produção da minha própria história!


 E o mais absurdo? O nervosismo não veio na hora! Veio depois, parcelado, com juros e correção emocional! Na hora, eu falei tanta bobagem que, se tivesse legenda, eu mesmo teria mudado de canal! Impressionante como o cérebro entra em modo aleatório quando deveria estar em modo sobrevivência!


 Hoje seguimos caminhos separados! Melhor assim! Melhor pra ti, melhor pra mim e melhor pra segurança pública da cidade! Torço de verdade que tua vida se ajeite, porque tu foste quem mais levou prejuízo nessa história mal administrada! E eu assumo minha parte, meu gostar irresponsável, minha falta de freio e excesso de emoção!


 No fim, só me resta pedir perdão! Pra ti, pra consciência e pra Nossa Senhora dos Maridos Traídos, que certamente acompanhou tudo de camarote pensando: “Eu avisei!”


J.K - 26.04.26




A matadora de aluguel que me roubou por dentro!

       Além de linda, para minha surpresa, ela era uma mratadora de aluguel! Não dessas que carregam armas visíveis, mas das que atiram com o olhar e silenciam qualquer defesa com um sorriso. Eu não percebi quando virei alvo, só senti o disparo! Ela roubou meu coração com a delicadeza de quem pede licença e o matou sem fazer barulho. Desde então, ando por aí como quem respira, mas não vive! Um sobrevivente, um zumbi elegante tentando disfarçar a própria ruína.

 

 E não foi só o meu! Descobri depois, nos silêncios cúmplices e nas conversas atravessadas, que essa ladra de sentimentos já deixou um rastro. Homens seguros viraram meninos inseguros. Mulheres convictas passaram a duvidar da própria força. Ela coleciona histórias interrompidas como quem coleciona joias raras. Sabe exatamente o que quer e, mais do que isso, sabe exatamente como fazer você acreditar que foi você quem quis primeiro.

 

 Ora é menina, com riso leve e promessa de inocência, ora é mulher, intensa, decidida, impossível de ignorar! Às vezes veste santidade, outras vezes pecado! Ela é o que você desejar e também o que você mais teme! Molda-se ao seu sonho, encaixa-se na sua carência, aprende seus atalhos! E quando você percebe, já entregou a chave da casa, da alma e do peito.

 

 O sorriso dela é armadilha, o corpo, convite e a a voz, veneno doce servido em dose calculada! Não há fuga quando você já está encantado! E agora, enquanto tento juntar os cacos do que restou de mim, só consigo pensar numa coisa: quem será a próxima vítima?

 

J.K – 01.03.26




sábado, 25 de abril de 2026

Entre brasas, histórias e um gole de saudade!

  Bah, meu leitor, se tem uma coisa que mexe comigo é churrasco! Aquela carne na brasa, aquele ritual e nossa tradição mexem comigo tchê! É quase uma reza pagã do gaúcho!


 O preparar começa cedo, com o fogo sendo domado no capricho, afinal ali não se assa só carne, mais memória dos nossos antepassados, de nossa história! O cheiro da lenha ou do carvão queimando já abre o apetite de qualquer um! Ah! E o coração também! E quando o primeiro “tá no ponto” ecoa do churrasqueiro, parece que o mundo dá uma pausa só pra respeitar e saborear aquele momento!

 

 Churrasco bom é o tradicional, aquele assado no espeto de pau ou de inox! É o melhor é a reunião dos familiares e amigos com o mate passando de mão em mão, a prosa solta, as risadas altas e aquelas histórias que a gente já ouviu mil vezes, mas ri como se fosse a primeira!

 

 E como não podia deixar de ter, sempre tem aquele chato que se mete e vira a carne sem pedir, dá pitaco sem nunca ter assado nada e aquele que só aparece na hora de comer como eu! Mas, tá tudo certo! Porque no fundo, todo mundo sabe seu papel nesse espetáculo de tradição!


 E vou te confessar uma coisa: tem dias que o churrasco nem sai perfeito! A carne passa um pouco, o sal erra a mão, o fogo teima em não colaborar! Mas mesmo assim, é ali que tudo acontece, afinal churrasco gaúcho é união, estar juntos, dividir, rir das falhas e brindar com um gole de algo que aquece a goela por dentro!


 No fim, quando só restam as brasas e aquele silêncio bom de barriga cheia e satisfeita, bate o cansaço e a gratidão! Porque a gente sabe que viveu mais um daqueles momentos simples que, sem fazer alarde, viram lembrança pra vida inteira! E aí tu entende: churrasco é tradição, é sentimento assado em fogo lento na companhia das pessoas que a gente ama!

 

J.K – 25.04.26




São Marcos, meu guardião silencioso!

 Hoje é dia de São Marcos, e eu não consigo deixar passar em branco! Confesso, de coração aberto, que tenho um carinho especial por esse santinho! Não é só pela data, é pela presença que sinto! Sou devoto mesmo, daqueles que conversam, pedem, agradecem e, muitas vezes, só ficam em silêncio confiando!

 São Marcos foi muito mais do que um nome bonito no calendário! Ele foi o autor do Evangelho de Marcos, discípulo próximo de São Pedro e um dos grandes responsáveis por levar a palavra de Cristo adiante! Dizem que escreveu com simplicidade e força, mostrando um Jesus humano, próximo, direto! E talvez seja por isso que eu me conecte tanto: porque a fé, pra mim, também precisa ser assim, sem complicação, mas cheia de verdade!

 A história conta que ele levou o cristianismo até o Egito, especialmente em Alexandria, onde fundou uma das primeiras comunidades cristãs! Mas também foi lá que enfrentou perseguições e acabou sendo martirizado de forma brutal, firme na sua fé até o fim! E isso mexe comigo! Porque me faz lembrar que acreditar, às vezes, exige coragem! E que a fé de verdade não vacila, mesmo quando tudo aperta!

 E no meio da correria do dia a dia, eu paro e penso: quantas vezes eu já pedi proteção? Quantas vezes eu já precisei de força sem nem saber explicar direito? E é nessas horas que eu lembro de São Marcos! Eu peço, com simplicidade mesmo: cuida de mim, protege meus caminhos, afasta o que não for bom e me dá coragem pra seguir!

 Hoje, mais do que nunca, deixo aqui minha oração, do meu jeito, simples e sincero:

“São Marcos, meu protetor,
guarda meus passos, protege meu caminho,
afasta de mim todo mal visível e invisível,
fortalece minha fé quando eu fraquejar
e nunca me deixe perder o rumo! Amém!”

 Que ele siga sendo esse guardião silencioso na minha vida! E que nunca me falte fé pra continuar acreditando, mesmo quando não entendo!

 

J.K - 25.04.26



 

Quando amar também significa dizer adeus

 

 Vou confessar algo que talvez muitos já tenham vivido, mas poucos têm coragem de admitir! Há pessoas que entram na nossa vida como uma promessa de felicidade! Cada vez que eu via você chegar, algo dentro de mim se iluminava! Era involuntário! O sorriso vinha antes mesmo de eu perceber! E, mesmo depois de tantas decepções, eu sempre acreditava que daquela vez seria diferente!

 

 Em alguns momentos cheguei a prometer a mim mesmo que não cairia mais nesse ciclo vicioso! Disse, com convicção, que não permitiria que você bagunçasse novamente o meu coração e a minha vida! Mas bastava você reaparecer, com aquele jeito que só você tem, e lá estava eu outra vez, esquecendo minhas promessas e abrindo a porta do sentimento que eu jurava já ter fechado.

 

 Com o tempo fui percebendo algo doloroso: meu orgulho, minha dignidade e até minha paz estavam, de alguma forma, nas suas mãos! E muitas vezes vi tudo isso escorrer pelos meus dedos, como algo frágil que se quebra ao tocar o chão. Amar você era como provar algo doce e amargo ao mesmo tempo, um amor agridoce. Havia momentos de encantamento, mas sempre vinha depois aquela sensação de vazio que parecia não ter fim.

 

 Por muito tempo eu acreditei que, quando você voltava, era porque finalmente tinha decidido ficar! Eu me enganava com facilidade, talvez porque o coração queira acreditar naquilo que a razão já sabe que não é verdade! E assim fui dizendo “sim” mais vezes do que deveria, mesmo quando a solidão já tinha deixado marcas profundas dentro de mim.

 

 Hoje entendo que existe um tipo de amor que precisa ser interrompido para que a gente sobreviva a ele. Não porque o sentimento deixou de existir, mas justamente porque ele existe demais. Algumas histórias não terminam por falta de amor, mas porque continuar nelas significa continuar se perdendo.

 

 E se algum dia você me perguntasse, com sinceridade, se ainda existe amor aqui dentro, talvez eu não tivesse coragem de negar. Provavelmente eu diria que sim! Mas, mesmo assim, lá no fundo do meu coração, existe uma decisão que finalmente aprendi a tomar: a de que, para eu me reencontrar comigo mesmo, você não deve mais voltar!

 

J.K – 05.03.26