Nunca imaginei que minha vida chegaria a um ponto em que eu seria convidado para um trisal. Sim, eu, sempre digo: “dois é bom, três é demais para mim” de repente me vi encarando algo que parecia mais roteiro de filme do que convite real.
Cheguei lá me
sentindo como turista sem mapa em país estranho. Olhei para o ambiente e
pensei: “Ok, todo mundo parece saber o que está fazendo, menos eu”! Me senti
deslocado, quase como se tivesse entrado em um baile de máscaras sem máscara, só com minha cara de espanto e surpresa ao mesmo tempo.
No começo tentei
fingir que sabia o que estava acontecendo. Sorria, balançava a cabeça, dizia
“claro, claro…” como se tudo fizesse sentido. Mas, internamente, eu estava um
mix de confusão, curiosidade e vontade de voltar para casa com uma taça de
vinho e minha própria companhia.
Não vou mentir: foi
uma experiência diferente e não sei se gostei ou não! Uma experiência que me ensinou algo fundamental: sexo, pelo
menos para mim, é uma aventura que funciona melhor a dois. A intimidade que
cabe em um casalzinho, naquele ritual de risadas, toque e olhar cúmplice,
simplesmente não se traduz em trio, pelo menos para este sujeito aqui.
Ainda assim, saí
dali com histórias para rir sozinho no banho, memórias de situações tão
absurdas que até a imaginação precisaria de pausa para digerir. E confesso:
apesar de não ter sido meu ponto ideal de prazer, a experiência foi válida! Porque, às vezes, precisamos nos perder para lembrar exatamente onde nos sentimos
em casa. E, para mim, casa é a dois!
No fim, voltei para
meu sofá, sozinho, feliz e leve. Com a certeza de que, se o mundo inventar
quádruplos ou quintetos, “Meu Guri” vai passar batido, porque minha zona de
conforto tem duas pessoas: eu e meu par. Não cabe mais ninguém, desculpem!
J.K – 19.01.26





