sábado, 16 de maio de 2026

Verdades que o espelho revela!

 

 Outro dia me disseram que você anda contando histórias sobre nós dois! Histórias em que eu apareço como alguém completamente rendido a você, dominado pelo teu jeito, quase sem vontade própria. Dizem que você fala disso com um certo sorriso no canto da boca, como quem revive uma lembrança divertida. Eu ouvi e confesso que achei curioso como a memória pode escolher versões tão diferentes da mesma história.

 

 A verdade é que entre nós sempre existiu um jogo silencioso! Aqueles encontros cheios de olhares demorados, conversas que pareciam inocentes e um clima que aquecia devagar, como quem acende uma chama sem pressa. Havia noites em que bastava a proximidade, um gesto teu, o jeito que você sorria e tudo já ganhava outro sentido. Não era preciso dizer muito! O corpo entendia aquilo que as palavras evitavam explicar.

 

 Mas se alguém quiser falar de quem usou quem nessa história, talvez seja melhor olhar com um pouco mais de honestidade. Sim, eu também me deixei levar! Aproveitei o teu riso, a tua presença, o calor das noites em que a solidão parecia distante quando você estava por perto. Em alguns momentos, confesso, eu só queria sentir aquele conforto silencioso que existia entre nós.

 

 O curioso é que, no meio de tudo isso, quem acabou se cansando de tudo isso fui eu! Não por falta de desejo, mas porque certas histórias, quando repetidas demais, começam a perder o brilho que tinham no começo. Aquilo que antes parecia intenso passa a soar como um eco distante de algo que já foi mais forte.

 

 Então, antes de continuar contando versões por aí, talvez valha a pena fazer um pequeno exercício de sinceridade. Olhar no espelho com calma e lembrar de como as coisas realmente aconteceram. Porque, no fundo, nós dois sabemos que aquela história nunca foi tão simples quanto parece quando alguém resolve contá-la para os outros.

 

J.K – 11.03.26




A epopeia da Os 18 do Forte!

 

 Há mais de um mês morar no início da Os 18 do Forte, em Caxias do Sul, virou praticamente um esporte radical! Todo dia acordo curioso para descobrir qual será o desafio da vez: desviar de buraco, encontrar um pedaço de calçada ainda vivo ou tentar sair da garagem sem precisar de mapa, oração e coragem ao mesmo tempo. O progresso chegou com vontade e trouxe junto poeira, barro, brita, máquinas e um caos que parece ganhar capítulos novos diariamente.

 

 E o mais fascinante em qualquer obra pública, municipal, estadual ou até particular, é o conceito de prazo! Existe sempre uma data prevista, mas ela chega, passa, desaparece e reaparece na semana seguinte como se fosse temporada de série. Quem faz esses cálculos claramente vive em outra dimensão, porque basta cair uma chuvinha, aparecer um feriado ou um caminhão atravessar errado para o cronograma entrar em colapso emocional.

 

 Outro detalhe que sempre chama atenção é a famosa dinâmica dos trabalhadores. Em toda obra existe um padrão quase científico: de dez pessoas, duas realmente estão trabalhando firme! Enquanto isso, as outras exercem funções altamente importantes como observar o movimento, conferir o celular, fumar, tomar café ou admirar as moças bonitas que passam pela Os 18 do Forte. E eu olhando tudo da janela, já praticamente formado em engenharia de obra atrasada.

 

 Enquanto isso, caminhar pela calçada virou jogo de sobrevivência! Tem trecho com pedra solta, trecho sem pedra nenhuma, buraco, barro e aquela sensação permanente de que a qualquer momento alguém vai precisar resgatar um morador perdido no meio da rua. Sair de casa limpo virou vitória pessoal.

 

 E claro, apesar de toda reclamação, a gente sabe que são obras necessárias. O viaduto próximo aos Pavilhões da Festa da Uva, por exemplo, promete melhorar muito o trânsito ali na frente. O problema é sobreviver até esse glorioso dia chegar. Até lá, seguimos convivendo com poeira, desvios, barulho e aquela esperança brasileira clássica de olhar para as máquinas e pensar: “agora vai”!

 

J.K – 16.05.26




A misteriosa arte de fugir da curtida!

 

 Uma coisa que realmente me diverte nas redes sociais é esse talento sobrenatural que algumas pessoas desenvolveram para vigiar a vida alheia em silêncio absoluto. A pessoa visualiza tudo! Sabe de cada detalhe e acompanha cada postagem como quem assiste série nova da Netflix. Só que interagir mesmo virou missão impossível!

 

 Esses dias levei um susto quando o Facebook avisou que uma foto minha tinha sido a mais visualizada da semana. Fiquei todo animado, quase me sentindo influencer internacional. Quando fui olhar as curtidas, tinha exatamente duas. DUAS! Segundo a plataforma, mais de mil pessoas visualizaram a foto. Aí fiquei tentando entender o paradeiro das outras 1.021 criaturas misteriosas.

 

 Comecei a criar teorias! Talvez muita gente ache que curtir é pago ou talvez exista algum risco físico que desconheço. Vai que o dedo trava, a unha quebra ou aparece uma cobrança no cartão depois do like. Porque a dedicação da turma em assistir tudo escondida merece estudo científico. Será que chama a Nasa?

 

 E o mais engraçado é que essas mesmas pessoas sabem absolutamente tudo da nossa vida virtual! Se a gente troca a foto de perfil, elas percebem! Se muda o corte de cabelo, percebem também! Se publica uma frase triste, daqui a pouco aparece alguém perguntando se aconteceu alguma coisa! Ou seja: a galera acompanha direitinho. O like apenas virou uma entidade rara, quase em extinção. O que é mesmo like?

 

 No fundo, acho graça disso tudo! As redes sociais viraram um grande reality show silencioso, cheio de espectadores profissionais especializados em observar sem encostar no botão da curtida. E seguimos postando mesmo assim, porque reclamar também rende conteúdo eu adoro reclamar e dividir meus devaneios com vocês nestes textões que acredito que a maioria não lê! Mas, mesmo assim, eu adoro!

 

 

J.K – 15.05.26




 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Confissões de um coração que não aprende!

 

 Se tem algo que nunca consegui esconder foi o que senti por ti! Muitas das palavras que escrevi na vida nasceram do teu nome! Versos, bilhetes, cartas longas escritas em noites silenciosas! Quase tudo carregava um pouco de ti! E, sem perceber, acabei colocando nos meus planos mais sinceros a esperança de que, um dia, nós dois estaríamos caminhando lado a lado.


 Não foi um caminho fácil! Houve anos de espera, desencontros e momentos em que o coração parecia cansado demais para insistir. Passei por decepções, por silêncios que machucaram e por dias em que pensei que talvez fosse melhor desistir! Ainda assim, algo dentro de mim sempre se recusou a abandonar esse amor que criei por ti.


 O curioso é que basta uma música tocar no rádio para tudo voltar à superfície! Aquela canção que um dia fez parte da nossa história tem o poder de transformar completamente o meu estado de espírito. De repente, aquilo que estava quieto dentro de mim desperta com força, como se a emoção estivesse apenas esperando um sinal para voltar.


 Nesses momentos, percebo o quanto meu coração é intenso! Ele não conhece meio-termo! Quando ama, ama com tudo! Mesmo que o mundo inteiro ache exagero, mesmo que digam que sentimentos assim já não combinam com os tempos de hoje.


 Talvez seja verdade que eu seja sentimental demais! Talvez eu ainda carregue uma forma antiga de amar, daquelas que não têm vergonha de sentir. Mas se existe um defeito que nunca consegui corrigir, é justamente esse! Porque, no fim das contas, meu coração pode até ser chamado de brega,  mas ele continua sendo profundamente teu!

 

J.K – 11.03.26




quinta-feira, 14 de maio de 2026

Manual do homem no século XXII (e eu não recebi o treinamento)!

 

 Confesso: não sei se gosto ou se me apavora esse tal de século XXII! Parece que alguém virou a chave do mundo enquanto eu ainda tava tentando entender o século passado! E, pelo visto, eu fiquei com a versão desatualizada do sistema.


 Hoje, a sensação é que a gente virou produto em prateleira! Não basta ser gente, tem que performar! Tem que impressionar, corresponder, dar conta de expectativas que ninguém combinou oficialmente, mas todo mundo parece cobrar. E o pior: avaliação vem rápida, silenciosa e às vezes compartilhada como se fosse boletim escolar.


 E o romantismo? Sumiu, evaporou! Foi substituído por imediatismo. Antigamente tinha carta, tinha espera, tinha aquele frio na barriga que durava dias. Hoje parece que tudo precisa ser instantâneo, visual e comprovado. Não basta sentir, tem que mostrar e provar! 


 Aí vem o pacote completo: além de ser interessante, tem que ter aparência impecável, vida organizada, estabilidade financeira e ainda saber jogar esse jogo moderno que muda de regra toda semana. Não existe mais conexão, é termos que manter um currículo emocional com requisitos atualizados em tempo real.


 No meio disso tudo, fico eu, meio perdido, meio confuso, tentando entender se o problema é o mundo ou se sou só eu mesmo, versão antiga, rodando num sistema que já não aceita atualização. E olha, considerando meu histórico, eu já era perdido antes. Agora então, tô oficialmente sem GPS.

 

J.K – 19.04.26




 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Do meu jeito de viver!

 

 Sempre fui um homem que gosta de muitas coisas ao mesmo tempo, tudo junto e misturado! Gosto da cidade com seu movimento apressado, das ruas cheias de histórias, mas também encontro paz quando estou perto da natureza, longe do barulho do mundo embora pareça contradição. Talvez por isso eu carregue dentro de mim essa mistura de inquietação e calma, como se o coração precisasse tanto do silêncio quanto da vida pulsando ao redor.


 Quem me conhece sabe que não levo a vida com peso demais! Sempre achei que alegria é uma escolha diária! Um sorriso aberto, uma conversa leve, uma brincadeira no meio da rotina, tudo isso tem um valor enorme, ao menos para mim! Quando encontro as pessoas pelo caminho, gosto de espalhar um pouco dessa energia boa, como quem transforma um simples encontro em um pequeno carnaval de boas sensações.


 Também sou movido por música, por ritmo, por aquilo que faz o corpo e a alma entrarem em sintonia. Existe algo no som brasileiro, nesse balanço cheio de alma, que parece conversar diretamente com o meu jeito de ser. É como se a música lembrasse constantemente que viver também é dançar com o tempo, sem tanta preocupação com os passos perfeitos.


Talvez por isso eu tenha aprendido a seguir sempre em frente! A vida é curta demais para ser vivida no modo silencioso ou em marcha à ré! Prefiro caminhar olhando para o sol, acreditando que cada dia traz uma nova chance de viver melhor, de rir mais alto e de aproveitar aquilo que realmente importa.


 E se existe uma coisa que aprendi com o passar dos anos é que cada pessoa precisa assumir com orgulho o seu próprio jeito de ser! Eu sou assim! Um homem que gosta da vida, que acredita na alegria e que prefere seguir em frente com o coração aberto, sem pedir licença para ser exatamente quem é!

 

J.K – 11.03.26




terça-feira, 12 de maio de 2026

J.K. aos sessenta: oficialmente fora da casinha!

 

  Quem conhece o Jean, popularmente chamado de J.K, sabe que ele sempre teve um jeitão pra lá de distraído, desligado! Mas agora, aos sessenta, a situação parece ter saído completamente do controle! O homem simplesmente entrou numa fase em que esquecer as coisas virou praticamente um esporte olímpico. E o pior: ele ainda acha graça da própria confusão que faz ou causa.

 

 Outro dia, por exemplo, J.K entrou em um cômodo da casa e ficou parado no meio da peça olhando para todos os lados, tentando lembrar o que tinha ido fazer ali. Minutos depois, descobriu que estava procurando o celular. O detalhe é que o aparelho estava na mão dele o tempo inteiro. E ainda reclamou do telefone por “não colaborar”! Ninguém merece!

 

 A cabeça do J.K anda tão acelerada e perdida ao mesmo tempo que qualquer conversa com ele pode terminar em assuntos completamente aleatórios. Ele começa falando sobre trabalho, muda para promoção de supermercado, passa por novela antiga e termina comentando alguma receita que viu na internet! A concentração dele atualmente dura menos que bateria de celular velho.

 

 Mas existe uma verdade que ninguém pode negar: essa fase “fora da casinha” deixou J.K ainda mais engraçado, leve e espontâneo. Aos sessenta, ele parece ter entendido que não precisa mais viver tentando parecer perfeito ou sério o tempo todo! Se esquece um compromisso, ele dá risada! Se repete história, conta de novo com ainda mais emoção! E quem convive com ele já aprendeu que isso faz parte do personagem.

 

 No fundo, talvez exista uma liberdade bonita nessa maluquice toda! Porque J.K continua sendo aquele cara querido, divertido, humano e cheio de histórias, apenas um pouco mais distraído que antigamente. Ou bastante! Dependendo do dia, até ele esquece o nível da própria confusão.

 

J.K – 11.05.26