domingo, 20 de setembro de 2026

Orgulho de ser gaúcho!




 


 Hoje é 20 de setembro! E confesso que esta data sempre mexe comigo. Nasci em Santa Maria, sou são-marquense de coração e foi em Caxias do Sul que construí boa parte da minha vida. Sou filho deste Rio Grande de tantas paisagens, sotaques, costumes e histórias. Gosto do nosso jeito de falar, do chimarrão passando de mão em mão, do churrasco, das nossas músicas e até dessa mania que temos de reclamar do frio quando ele chega e sentir saudade dele quando vai embora. Ser gaúcho, para mim, está justamente nessas pequenas coisas que a gente aprende a amar sem perceber.


 O 20 de setembro lembra o início da Revolução Farroupilha, em 1835, mas, para mim, hoje significa muito mais do que uma guerra acontecida há quase dois séculos. Significa pertencimento, lembrar daqueles que vieram antes de nós, das famílias que ajudaram a construir este Estado e da mistura de povos que fez do Rio Grande do Sul o que ele é. Não precisamos transformar nossa história em perfeição para termos orgulho dela. Ela teve coragem, sonhos, erros, contradições, dores e conquistas. Talvez por isso seja tão nossa. Afinal, nós também somos feitos de tudo isso.


 Tenho orgulho de ser gaúcho! Orgulho desta terra que às vezes nos castiga com frio, chuva, temporais e tantas dificuldades, mas que também sabe se levantar quando parece que tudo desabou. Orgulho da Serra, dos campos, das cidades pequenas, das nossas tradições e, principalmente, da nossa gente. Amanhã a pilcha volta para o armário, os desfiles terminam e a Semana Farroupilha se despede por mais um ano. Mas o Rio Grande continua dentro de nós. No meu caso, continua no jeito de falar, de viver, de receber os amigos, de preparar um mate e de olhar para esta terra e pensar, sem precisar dizer muita coisa: ainda bem que nasci aqui!

J.K. – 20.09.26

sábado, 19 de setembro de 2026

Eu acredito em Deus!

 


 Sim, eu tenho fé e acredito em Deus! Acredito que Ele existe e que zela por nós. Deus está presente todos os dias em nossas vidas. Não sei dizer qual é a Sua forma, mas posso senti-lo através das minhas orações e preces. Sei que é algo que está muito além da minha compreensão, mas tenho certeza de que Ele existe!


 Existe um elo que me liga a Ele e, ao mesmo tempo, ao mundo espiritual em que acredito. Talvez todos nós tenhamos esse elo, apenas uns sejam mais conscientes do que outros. Viver, para mim, é um exercício diário. Há dias mais fáceis, outros mais difíceis, mas todos eles fazem parte da nossa caminhada.


 A vida se transforma a cada instante durante a nossa existência. E eu acredito que somos espíritos vivendo uma experiência física na Terra. Afinal, sem o espírito, somos apenas um corpo sem vida, um corpo feito de carne.


 Quando morremos, acredito que apenas o corpo termina! O espírito continua vivo em um plano etéreo que, muitas vezes, podemos sentir, mesmo sem conseguir explicar. Às vezes, sentimos o cheiro ou a presença de alguém que já partiu! É como se aquela pessoa estivesse ao nosso lado, nos confortando e trazendo um pouco de amor para a nossa alma.


 Também acredito que algumas sensações não acontecem por acaso! Aquela impressão de déjà vu, de já termos vivido determinado momento ou de já termos estado em algum lugar onde nunca estivemos. A mesma coisa acontece com a simpatia ou a antipatia que sentimos por determinadas pessoas, mesmo sem conhecê-las direito. Gosto de pensar que, em outras vidas, talvez já tenhamos nos encontrado. Talvez seja essa a explicação para algumas afinidades que simplesmente não sabemos explicar.


 Sim, acredito que estamos aqui de passagem, seja ela curta ou longa! A vida é um ciclo, um eterno recomeço. O corpo acaba, mas o espírito permanece e, segundo aquilo em que acredito, reencarna em outro corpo, sucessivamente, até cumprir sua missão ou simplesmente decidir não voltar.


 Mas somos seres de luz, repletos de amor, e eu gosto de acreditar que, mesmo quando falhamos, escolhemos voltar para tentar novamente. Deus foi tão generoso conosco que nos deu o livre-arbítrio para trilharmos nossos próprios caminhos, sejam eles certos ou errados. A vida é feita de escolhas e, infelizmente, ainda não aprendemos a distinguir, muitas vezes, o certo do errado, o bem do mal.


 Por isso, acredito que devemos lembrar que a vida física é um presente de Deus! Ele nos deu a oportunidade de amar uns aos outros, de amar a natureza e de contemplar a imensidão do universo. Criou nosso espírito à Sua imagem e semelhança e nos deixou ensinamentos que, na minha fé, devemos seguir e também ensinar ao próximo.

 Talvez o dia em que realmente aprendermos a fazer isso seja o dia em que teremos um mundo melhor. Um mundo sem fome, sem guerras, sem injustiças e sem corrupção.


Eu não tenho todas as respostas. Talvez nunca tenha. Mas tenho fé! E, para mim, acreditar também é uma forma de continuar caminhando.


J.K. - 05.09.26

Fast amores!

 

 


Hoje em dia, está difícil manter um relacionamento, eu que diga! Vivemos na geração dos “fast amores”, das “fast fodas”, dos maores "delivery" e da banalização do sexo. Se você está se sentindo sozinho, basta entrar em um site de encontros, em um chat ou em um aplicativo de paquera. Lá, você encontra alguém, conhece, conversa, transa e, na maioria das vezes, nunca mais vê! O sexo também virou uma espécie de delivery: você pede, recebe, consome e acabou.


 Esta nova geração, ao contrário da minha, parece não se preocupar tanto com o ritual da conquista e da sedução. No meu tempo, sabíamos esperar a hora certa para transar com uma menina, para pedir alguém em namoro ou, quem sabe, até em casamento. Sabíamos que a vida era feita de altos e baixos, que era preciso batalhar, ter paciência e aprender a esperar. E, na minha opinião, também sabíamos melhor o que queríamos.


 Hoje, vejo muita gente crescer acreditando que tudo precisa ser fácil, simples e rápido. Começa uma faculdade, não gosta, troca ou tranca! Entra em uma empresa, não gosta, pede demissão! Começa um namoro, vem a primeira briga e termina! E assim vamos levando a vida, pulando de uma coisa para outra, sem muita disposição para enfrentar aquilo que dá trabalho.


 Se tem fome, fast food! Se quer uma roupa, fast fashion! Se alguém incomoda, dá block, mute, desfaz a amizade ou simplesmente desaparece ou bloqueia. Sempre existe um aplicativo, um botão ou uma artimanha para resolver tudo rapidamente. Afinal, tudo precisa ser do jeito que queremos, na hora que queremos e, de preferência, sem nos dar muito trabalho. E talvez seja justamente aí que esteja o problema.


 Estamos tão acostumados a trocar, substituir e descartar que começamos a fazer o mesmo com pessoas, sentimentos, sonhos e até com nós mesmos. Tentamos preencher o vazio da alma com coisas que chegam depressa, sem perceber que algumas das melhores coisas da vida precisam de tempo.


 Porque amor não é delivery! Relacionamento não é aplicativo! E ninguém deveria ser tratado como algo que podemos simplesmente devolver quando deixa de nos agradar. 


 Na vida, algumas coisas precisam de paciência, cuidado, insistência e, principalmente, vontade de fazer dar certo. Talvez tenhamos esquecido que é preciso plantar para depois colher. E que, às vezes, antes de desistir de alguma coisa, é preciso simplesmente aprender a cuidar dela.


J.K. - 05.09.26









Meméia, a bruxinha amiga!

 


Meméia era uma jovem bruxinha do bem que nasceu e vivia na cidade. Ela não praticava o mal. Seus encantos eram somente para o bem! Suas poções eram feitas apenas com coisas da natureza, ervas, pedras e terra. Não existia nada de sacrifícios com qualquer espécie de animais.


 Com seus chás e poções, ela curava o mal de muitas pessoas que a procuravam. Ela também benzia todos apenas pelo amor ao próximo. Nunca cobrou nada de ninguém!


 Mesmo sendo uma pessoa do bem, os vizinhos e moradores da cidade a hostilizavam. A sociedade não aceitava pessoas diferentes e, principalmente, aquilo que não conseguia compreender. Meméia era uma bruxinha, e isso já era motivo suficiente para muitos acreditarem que ela só poderia fazer o mal.


 Um dia, caminhando pelo parque, ela conheceu Hamnet, um jovem estudante, sonhador e desencantado com a vida. De imediato, ela observou a tristeza nos olhos do jovem, estendeu a mão e sorriu.


Foi amor à primeira vista!


 Diariamente os dois se encontravam no parque, sempre no mesmo banco, debaixo de uma velha árvore. Hamnet contava seus sonhos, seus medos e as coisas que o deixavam triste. Meméia ouvia tudo em silêncio, como quem sabia que, às vezes, o melhor encanto que alguém pode oferecer é simplesmente escutar.

 

Até que, um dia, ele tomou coragem e pediu Meméia em namoro.


 Ela sorriu, emocionada.


— Mas você sabe que eu sou uma bruxinha, não sabe?

— Sei.

— E não tem medo de mim?


Hamnet segurou sua mão:

— Eu teria mais medo de perder alguém como você do que de qualquer magia.


 A partir daquele dia, passaram a andar juntos pela cidade. E foi então que os problemas começaram.

As pessoas cochichavam quando os dois passavam.

— Um estudante namorando uma bruxa?

— Onde já se viu?

— Ela não é como nós!


Hamnet ficou triste! Meméia também! Pela primeira vez, ela pensou em ir embora da cidade para que o rapaz não sofresse por causa dela. 


 Mas Hamnet não deixou.

— Você não precisa deixar de ser quem é para que eu possa gostar de você.

— E você não precisa ser como eu para que eu goste de você, respondeu Meméia.


 Foi quando perceberam uma coisa muito importante: eles eram diferentes, e isso não precisava ser um problema.


Hamnet era estudante. Meméia era bruxinha.

Ele acreditava nos livros. Ela acreditava nas ervas, nas estrelas e nos encantamentos da natureza.

Ele gostava de passar horas estudando. Ela preferia caminhar pelo bosque recolhendo folhas, pedras e flores.

 E, mesmo assim, havia algo que os tornava iguais: os dois tinham um coração cheio de amor.


 Certa manhã, uma forte tempestade caiu sobre a cidade. O rio transbordou e muitas casas ficaram alagadas. As pessoas correram assustadas, procurando um lugar seguro.

 Meméia poderia simplesmente ter ido embora. Afinal, aquela mesma gente havia zombado dela tantas vezes. Mas ela não fez isso!


Pegou seu velho caldeirão, preparou uma poção com ervas, água da chuva e algumas pedras mágicas e foi ajudar quem precisava. Hamnet foi com ela.


 Durante toda aquela noite, os dois trabalharam juntos. Ele carregava as caixas, ajudava as famílias e organizava os moradores. Meméia cuidava dos doentes, preparava seus chás e usava sua magia para afastar a água das casas.

Quando a tempestade finalmente passou, a cidade inteira estava reunida na praça. Ninguém sabia muito bem o que dizer. Até que uma pequena menina se aproximou de Meméia e perguntou:

— Você é mesmo uma bruxa?

 Meméia sorriu.

— Sou.

 A menina pensou um pouco e respondeu:

— Então você é uma bruxa boa!

 Meméia se ajoelhou, abraçou a menina e sentiu os olhos se encherem de lágrimas.


 Naquele dia, os moradores compreenderam que haviam passado tanto tempo com medo das diferenças que esqueceram de enxergar a pessoa que existia por trás delas. A cidade nunca mais foi a mesma.

Meméia continuou sendo bruxa. Hamnet continuou sendo estudante. Nenhum dos dois precisou mudar para agradar alguém.

 E, algum tempo depois, construíram uma pequena casa perto do parque onde haviam se conhecido. Meméia plantou ervas no jardim e Hamnet encheu a sala de livros.

À noite, ela fazia seus chás enquanto ele estudava. E, antes de dormir, os dois sempre se sentavam debaixo da velha árvore.

— Você acha que somos muito diferentes? — perguntou Meméia certa vez!

 Hamnet sorriu.

 — Ainda bem!

— Por quê?

— Porque se fôssemos iguais, talvez nunca tivéssemos aprendido tanto um com o outro.

Meméia encostou a cabeça no ombro dele. E dizem que, naquela noite, uma pequena estrela caiu do céu e pousou sobre o telhado da casa.

Talvez fosse magia. Talvez fosse apenas uma estrela cadente. Mas, para Meméia e Hamnet, pouco importava.

Eles haviam descoberto o maior encanto de todos: "não precisamos ser iguais para amar alguém. Precisamos apenas respeitar aquilo que o outro é".

E assim, a bruxinha e o estudante viveram felizes para sempre!

Não porque deixaram de ser diferentes.

Mas justamente porque aprenderam a amar as diferenças.

J.K. – 05.09.26

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Nem sempre é preciso se ajoelhar!

  

 Por apresentar um leve problema no meu joelho, não sou muito de me ajoelhar. Mas isso não quer dizer que eu não acredite no poder da oração, nem que eu precise estar de joelhos para Deus me ouvir ou para conversar com Ele. Eu simplesmente acredito no poder da oração e sei que ela é transformadora, capaz de mover montanhas.


 O poder da oração é incomparável! Ele alcança nosso cérebro, nosso corpo e, principalmente, nossa alma! Ela nos fortalece, nos acalma e nos eleva ao plano espiritual. Eu creio e tenho fé em Deus! E esta minha devoção não é pouca! Eu creio em Deus, Maria e Jesus!


 Buscar Deus e acreditar na Sua existência é maravilhoso e nos fortalece! E a oração, na minha opinião, é uma das melhores maneiras de nos aproximarmos Dele, de sentirmos Sua presença e de sabermos que Ele está ao nosso lado!


 Orar é transformar nossas vidas! É buscar a cura para doenças físicas e emocionais, aliviar as dores da alma e libertar o espírito. É fortalecer a fé, aprender o verdadeiro significado do perdão e, principalmente, acreditar em milagres.


 Porque, no fim das contas, talvez o maior milagre seja continuar acreditando quando a vida nos dá motivos para desistir. E eu acredito! Acredito naquele que mudou o mundo através do amor!


JK. - 05.09.26




quinta-feira, 17 de setembro de 2026

A difícil escolha do voto!

 

 Faltando poucos dias para as eleições, começo a escolher meus candidatos. Para isso, tenho acompanhado o programa eleitoral gratuito na televisão, conversado com amigos e pesquisado na internet. E confesso: não vai ser fácil escolher! A maioria não me representa!


 O pior é que presto atenção no que eles dizem, nas suas promessas de campanha, mas não ouço nada, absolutamente nada, muito diferente do que os candidatos já disseram em campanhas anteriores. E quase nada mudou de lá para cá! As promessas continuam praticamente as mesmas, independentemente do partido. A economia está estagnada, a inflação e a inadimplência estão em alta e a promessa de tirar o povo da miséria continua sendo repetida.


 Por enquanto, meu voto está definido apenas para presidente e governador. Resta escolher os dois senadores, o deputado federal e o deputado estadual. Só espero que, no dia 4 de outubro, eu saiba escolher meus candidatos pensando no futuro do nosso país. Que Deus ilumine todos nós!


J.K. – 17.09.26




 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Sou assim, fazer o quê?

 

 Nasci no Rio Grande do Sul e sou gaúcho com muito orgulho! No meu sotaque, que mistura italiano com sulista, todo mundo percebe fácil de onde venho. Falo alto, gesticulo como se estivesse discutindo e uso várias gírias gaúchas, como: bah, tchê, tri, capaz, entre tantas outras!


 Sou filho de Santa Maria, de Nossa Senhora Medianeira, cidade onde nasci, mas me considero sãomarquense de coração! Morei em tantas cidades que já perdi as contas. Meu pai era bancário e, por conta da profissão dele, aprendi cedo que casa também pode ser onde a gente chega e cria raízes, mesmo que por algum tempo apenas.


 Sou feito bem pra ti, amigo! Sou legal, companheiro, leal e gosto de estar por perto quando gosto da pessoa. Mas não pise nos meus calos! Aí, não me responsabilizo por mim nem pelos meus atos! Posso ser teu melhor amigo, mas também posso ser teu pior inimigo. E não que eu vá te fazer mal, pelo contrário! Apenas entrego ao universo. Ele é implacável! Pode até tardar, mas não falha.


 E não me pergunte nada que você não queira escutar. Costumo falar a verdade, mesmo sabendo que ela pode doer. Desculpe, mas falsidade não combina comigo! E, desde já, peço perdão se algum dia te falei algo que tu não querias ouvir. Com certeza, em algumas situações, eu não deveria ter falado. Mas, se falei, talvez tu tenhas merecido, na maioria das vezes. Nas outras, fica aqui o meu singelo perdão!


J.K. - 02.09.26