Se existe algum erro em mim, talvez seja esse: eu gosto de ser
feliz! Não carrego talento para a amargura, nem vocação para viver reclamando
do que não deu certo! Já tentei vestir a tristeza como quem veste um casaco
pesado, mas ela nunca combinou comigo por muito tempo! Eu sinto demais, é
verdade, mas sentir, para mim, sempre foi combustível, nunca prisão.
Não nasci para atravessar a vida lamentando cada tombo como a maioria das pessoas. E aqui entre nós, em tom confessional, como as pessoas reclamam! Nunca estão satisfeitas! Já eu, sou o oposto: me
apaixono com facilidade, me empolgo com um olhar, com uma ideia, com uma
promessa de horizonte. Quando algo me toca, meu peito reage como se fosse
fogueira em noite fria: acende rápido, aquece tudo ao redor e, às vezes, assusta quem não está acostumado com tanta chama. Mas eu prefiro o risco de
queimar ao frio do que não sentir nada.
Sou intenso nas minhas contradições e palavras! Converso com Deus quando
preciso de colo e enfrento meus próprios demônios quando eles tentam me
encolher! Já briguei comigo mesmo e já fiz as pazes no mesmo dia! Já errei
tentando acertar e já acertei sem querer! E em cada excesso, em cada exagero,
havia uma coisa constante: a vontade de viver com verdade, sem mentiras.
E, se alguém perguntar por mim, pode dizer que sigo por aí, sorrindo
debaixo da chuva e transformando tropeços em palavras. A escrita sempre
encontra um jeito de me lembrar que existir é um privilégio! Eu escolho
escrever, mesmo quando o papel parece pesado ou amassado! Escolho sorrir, mesmo quando o
céu está nublado! Porque, no fim das contas, a alegria não é descuido, é
decisão minha! E eu decidi ser feliz a minha maneira!
J.K – 18.02.26






