Esses dias
fiquei lembrando das histórias da minha, da nossa juventude e comecei a rir
sozinho! A verdade é que toda geração acha que inventou a rebeldia, mas,
sinceramente, os mais velhos também deram muito trabalho! A turma de hoje muda
a roupa, muda a música, muda os aplicativos, mas certas vontades continuam
exatamente iguais! A diferença estava muito mais no cenário do que nas pessoas.
Na nossa
época existia beijo roubado em festa, dança agarrada, bilhete dobrado dentro do
caderno e aquela coragem que aparecia depois de duas cervejas quentes divididas
entre seis amigos. A gente vivia intensamente mesmo sem ter dinheiro, sem
celular e sem precisar registrar cada segundo da vida. Bastava a memória dos
amigos, que geralmente aumentava cada história em uns trezentos por cento na
semana seguinte.
Também tinha
aquela mistura divertida de inocência com malícia que fazia parte da juventude.
O pessoal paquerava, fazia piada, exagerava nas conversas e transformava
qualquer encontro numa história épica. E, convenhamos, homem jovem reunido
sempre falou besteira como se estivesse num campeonato mundial de bobagem.
Mudam os tempos, mudam as gírias, mas isso aí continua firme atravessando
gerações.
O mais
engraçado é perceber que, apesar das loucuras, existia uma leveza diferente! A
diversão vinha muito mais da convivência do que dos excessos. A turma se reunia
para rir, ouvir música, conversar até tarde e criar memórias que hoje voltam
carregadas de saudade. Talvez seja por isso que, quando lembro daqueles tempos,
sinto mais carinho do que vergonha. Era bagunçado, meio irresponsável às vezes,
mas tremendamente humano.
J.K – 17.05.26