quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Sou assim, fazer o quê?

 

 Nasci no Rio Grande do Sul e sou gaúcho com muito orgulho! No meu sotaque, que mistura italiano com sulista, todo mundo percebe fácil de onde venho. Falo alto, gesticulo como se estivesse discutindo e uso várias gírias gaúchas, como: bah, tchê, tri, capaz, entre tantas outras!


 Sou filho de Santa Maria, de Nossa Senhora Medianeira, cidade onde nasci, mas me considero sãomarquense de coração! Morei em tantas cidades que já perdi as contas. Meu pai era bancário e, por conta da profissão dele, aprendi cedo que casa também pode ser onde a gente chega e cria raízes, mesmo que por algum tempo apenas.


 Sou feito bem pra ti, amigo! Sou legal, companheiro, leal e gosto de estar por perto quando gosto da pessoa. Mas não pise nos meus calos! Aí, não me responsabilizo por mim nem pelos meus atos! Posso ser teu melhor amigo, mas também posso ser teu pior inimigo. E não que eu vá te fazer mal, pelo contrário! Apenas entrego ao universo. Ele é implacável! Pode até tardar, mas não falha.


 E não me pergunte nada que você não queira escutar. Costumo falar a verdade, mesmo sabendo que ela pode doer. Desculpe, mas falsidade não combina comigo! E, desde já, peço perdão se algum dia te falei algo que tu não querias ouvir. Com certeza, em algumas situações, eu não deveria ter falado. Mas, se falei, talvez tu tenhas merecido, na maioria das vezes. Nas outras, fica aqui o meu singelo perdão!


J.K. - 02.09.26




terça-feira, 15 de setembro de 2026

Nossa Senhora das Dores, me abençoai!

  Hoje, 15 de setembro, é dia de Nossa Senhora das Dores, de quem sou devoto! Talvez minha devoção venha justamente daquilo que ela representa para mim: uma mãe que conheceu a dor, mas não perdeu a fé! As sete espadas que aparecem atravessando seu coração lembram suas Sete Dores, desde a profecia de Simeão até o sepultamento de Jesus.


 Gosto de pensar que cada espada também representa tantas dores que nós carregamos pela vida. A perda de alguém que amamos, uma doença, uma despedida, uma preocupação com a família, uma decepção ou aquelas feridas silenciosas que ninguém percebe. Maria conhece tudo isso porque também chorou!


 Quando penso em Nossa Senhora das Dores aos pés da cruz, vejo uma mãe diante do filho sofrendo, sem poder mudar o que estava acontecendo e, mesmo assim, permanecendo ao lado dele. Com certeza, essa é uma das maiores lições de vida e devoção: nem sempre conseguimos evitar a dor de quem amamos, resolver todos os problemas ou compreender os caminhos de Deus.


 Eu também tenho minhas dores, minhas perdas e minhas saudades! Algumas o tempo amenizou, outras aprendi a carregar. E é justamente nesses momentos que minha fé se transforma em oração.


 Hoje quero acender minha vela e fazer minhas preces de um jeito simples, colocando diante de Nossa Senhora das Dores aqueles que amo, os que precisam de proteção e também aqueles que já partiram, mas continuam vivos dentro de mim! Não peço uma vida sem sofrimento, porque sei que isso seria impossível!


 Eu peço força para atravessar os momentos difíceis sem perder a fé, assim como Maria atravessou suas Sete Dores e permaneceu acreditando mesmo quando tudo parecia terminado. Afinal, depois da cruz veio a Ressurreição! Sua bênção, minha santinha, neste seu dia!


J.K. – 15.09.26




Obrigado por me deixar envelhecer!

 

 O tempo não perdoa, destrói a beleza e nos faz todos iguais! Ele deixa marcas no nosso rosto e no nosso corpo que não gostamos de ver no espelho. E, por mais que a gente tente reverter essas marcas, não conseguimos, apenas amenizamos!

 O tempo nos deixa com os cabelos brancos e com o riso descarado de quem sabe tudo, mas não lembra mais de quase nada! No nosso olhar, guardamos segredos de quem viveu muito! Nossas mãos trêmulas e cansadas já não são as mesmas de outrora. Trazem marcas e cicatrizes que a vida nos presenteou.

 A gente ri para não chorar, mas agradece por termos chegado até aqui, quando tantos amigos e conhecidos ficaram pelo caminho! E, mesmo com o corpo cansado, somos felizes por termos visto os filhos crescerem, se multiplicarem e, principalmente, por ainda podermos brincar com os netos! Tudo o que sei é que sou grato por poder envelhecer! Obrigado, meu Deus!


J.K. – 30.08.26




segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Não me defina, venha comigo!

 

 Meus olhos doidos são doidos por ti! E o resto que sobrou da minha loucura te dou de presente! E, neste silêncio sem fim, penso em ti, minha guria, no teu beijo com gostinho de maconha.

 Já tu me dizes que eu tenho o cheiro da serra gaúcha e a frieza do clima no coração, que sou tupiniquim e interiorano. Então, não me pergunte a hora! Pra que saber a hora quando estamos juntos?

 Vamos viver estes momentos juntos, só nós dois ou cercados por uma multidão, como tu adoras! Então, não me pergunte mais nada, não me defina, apenas venha comigo! A vida nos espera aqui dentro deste apartamento ou lá fora! Vem!

J.K. – 30.08.26




domingo, 13 de setembro de 2026

Confissões de quem ainda compra CDs!

 

 Madonna voltou à pista de dança com Confessions II, e eu confesso que gostei muito do que ouvi! O disco tem uma sonoridade envolvente, moderna e, ao mesmo tempo, familiar para quem acompanhou Confessions on a Dance Floor. As letras falam de liberdade, perdas, cura e recomeços. É uma Madonna mais madura, carregando suas cicatrizes, mas ainda disposta a transformar a vida em música e a pista de dança em um lugar de libertação.

 É claro que eu comprei o CD! Em pleno século XXI, talvez eu seja uma das poucas pessoas que ainda compram CDs e LPs, colocam o disco no antigo aparelho e param para escutá-lo de verdade. Gosto de abrir a embalagem, olhar o encarte, acompanhar as letras e ouvir as músicas na ordem escolhida pelo artista. Para mim, isso já virou um hobby e também uma forma de não deixar morrer um prazer que nenhuma plataforma digital consegue substituir.

 Gostei da sonoridade, das letras e da maneira como Madonna revisita o passado sem ficar presa a ele. Aos 67 anos, ela continua provocando, dançando e mostrando que ainda tem muito a dizer. Enquanto ela não abandona a pista, eu também não abandono meus CDs, meus LPs e meus velhos aparelhos. Cada um resiste ao tempo do seu jeito, e nós dois ainda temos muita música para escutar!

J.K. – 12.09.26




Duas mil vezes eu!

 

  Comecei a escrever meu blog em 2010 sem imaginar onde aquelas primeiras palavras me levariam. Hoje, este é o meu texto número 1.987 e faltam apenas 13 para eu chegar aos dois mil! Confesso que até me emociona olhar para esse número e perceber quantas vezes sentei diante do computador para contar um pouco da minha vida ou fantasiar e imaginar com ela seria.

 

 Nesses textos falei de amor, saudade, família, fé, trabalho, alegrias, decepções e das tantas pessoas que passaram pelo meu caminho. Escrevi sobre meu pai, minha mãe, meus amigos, meus amores e também sobre mim, com minhas qualidades, meus defeitos e minhas confusões. Nem todos os textos ficaram perfeitos, mas todos carregam alguma coisa verdadeira. Em cada um deles deixei um pedaço de quem fui e de quem continuo me tornando.

 

 Talvez duas mil publicações não mudem o mundo, mas escrever mudou o meu! Foi através das palavras que encontrei uma maneira de organizar os sentimentos, aliviar o coração e dividir minha história com quem se dispõe a me ler. Agora faltam apenas 13 textos para essa marca tão especial. Enquanto houver lembranças, sentimentos e histórias para contar, continuarei escrevendo. Afinal, desistir justamente agora seria uma baita falta de assunto! E, obrigado por lerem meus textos!

J.K. – 12.09.26




 

sábado, 12 de setembro de 2026

Quero morrer bem velhinho!

 

 O amor é frágil, o sexo é tão fácil de conseguir e a solidão machuca! Meus inimigos invisíveis estão por aí, desejando o meu mal. Mas tudo o que sei é que a felicidade move a fé, e ela me protege de tudo! Amém!


 Não me importa o que muitos querem dizer ou falar de mim! A maioria não tem moral para dizer nada! Então, chega de medir a altura antes de cair! Prefiro me atirar das marquises antes de ter que cruzar com eles pelas esquinas da vida! Pior é que essas pessoas se dizem felizes quando não são!


 Só sei que tenho Deus por perto e Ele me protege das tentações de muitos de vocês que qurem meu mal! E, nas minhas ladainhas diárias, peço proteção! Tudo o que sei é que quero morrer bem velhinho, sozinho e com alguma grana, tomando meu whisky e olhando a bunda de alguém, sem mágoas, sem nada! Só olhando!


J.K. – 30.08.26