Eu juro que tentei
começar o ano mais leve, mais zen, quase um monge digital. Mas não deu tempo! O
ano mal abriu as portas e eu já fui bloqueado no Facebook! Sim, bloqueado! E
não foi por algo recente, não! Fui condenado por uma publicação de seis anos
atrás! Se isso não é desenterrar defunto virtual, eu não sei mais o que é!
E o melhor, ou
pior, depende do humor: a justificativa veio cheia daquele ar tecnológico, como
se fosse uma decisão extremamente inteligente. Só que não! A tal da
inteligência artificial respondeu igual disco riscado. Eu escrevia, tentava
argumentar, quase mandava um “vamos conversar como adultos”, e recebia sempre a
mesma resposta pronta. Se isso é inteligência artificial, eu sou um
liquidificador com Wi-Fi.
Agora me explica
uma coisa, com toda sinceridade do mundo: não seria mais simples apagar a tal
publicação e avisar o motivo? Pronto, resolvido, vida que segue! Mas não! Preferiram me transformar no exemplo, no cidadão que paga pelos pecados
digitais da humanidade. Enquanto isso, o resto do caos segue firme, forte e
rolando solto por aí, como se nada tivesse acontecido.
Confesso que, na
hora, a indignação veio forte. Dei aquela respirada funda, pensei em recorrer,
escrever um manifesto, chamar um advogado das redes sociais. Mas aí caiu a
ficha. Não adianta! No tribunal invisível da internet, a sentença já vem
pronta. E você, meu amigo, só aceita e cumpre!
No fim das contas,
depois de toda essa revolta interna, sabe o que me restou? Rir! Rir de nervoso,
claro! Porque ou a gente ri, ou a gente surta de vez. E cá estou eu, cumprindo
minha “pena”, escrevendo esse textão como forma oficial de desabafo. Pelo menos
isso ainda não bloquearam.
J.K – 15.04.26






