Tem coisa que a gente sabe que não devia fazer, mas vai lá e faz assim mesmo, com aquela convicção de quem já está preparando a desculpa antes do erro. Aí nasce a mentirinha! Pequena, inocente, quase um “ninguém vai descobrir”! Spoiler da vida real: sempre tem alguém que descobre, sempre mesmo! Parece até um talento oculto da humanidade.
E quando esse alguém aparece com aquele olhar de “aham, sei…”, não adianta insistir. A mentira perde a força, a dignidade e, às vezes, até o sentido! O melhor é lançar um sorriso amarelo digno de Oscar, olhar para o horizonte como se estivesse contemplando o universo e fazer aquele leve aceno de cabeça que diz tudo sem dizer nada. Confessar sem palavras é quase uma arte também!
O problema é que, dessa vez, não era só comigo! Tinha outra pessoa envolvida, pior, comprometida! E aí o roteiro complica! Porque uma coisa é passar vergonha solo, outra é arrastar o elenco. Nessas horas, o silêncio vira estratégia de sobrevivência com direito a jura de morte. Neste caso, ficar quieto não é só prudência, é quase um ato de amor coletivo! Quanto menos gente souber, melhor dorme a consciência. Ou pelo menos tenta!
E eu, sinceramente, já deveria ter passado da idade dessas estripulias. Era para estar numa fase mais madura, mais centrada, mais “não faço mais essas coisas”! Mas claramente meu espírito ainda não recebeu esse memorando. A boca, então, nem se fala! Mal abre e já entrega metade da história, às vezes com detalhes que nem foram solicitados.
No fim das contas, entre um constrangimento aqui e outro ali, deu tudo certo! Ficou aquela sensação de “não faria de novo”, que a gente sabe que é meio relativa, mas valeu! Valeu pela história, pela adrenalina e até pelo vexame controlado! Só reforça uma verdade simples: se for aprontar, apronte direito! E, principalmente, aprenda a ficar quieto depois ou não apronte!
J.K – 22.04.26





