sábado, 26 de setembro de 2026

Meu sábado, parte 5: gran finale!

 



 Depois de ajeitar a barba, chegou a hora de dar um trato no resto do cidadão! Começando pelo “Jota”, é claro! Uma aparadinha básica na vegetação porque também não quero transformar aquilo numa Floresta Amazônica esperando alguma aventureira para desbravá-la!  E já aviso: sou dos poucos sobreviventes de uma geração que ainda mantém pelos no corpo. Essa história de ficar completamente depilado nunca foi muito comigo. E, já que estamos falando nisso, também gosto do outro lado mais natureba. Claudia Ohana nos anos 80 que o diga! Amo!


 Agora, certos detalhes dos meus gostos e costumes eu vou deixar de fora porque ainda pretendo manter alguma reputação neste blog! Digamos apenas que sou um homem à moda antiga em algumas coisas e bastante moderno em outras. Quem tiver imaginação que faça bom uso dela, porque eu não vou desenhar!


 Mas chega de sexo, porque nem era esse o assunto! Ou melhor, ainda não era! A noite está apenas começando e eu tenho planos! Depois de passar o sábado inteiro limpando, lavando, cozinhando, cantando e cuidando da aparência, também mereço diversão. E quero diversão suficiente para voltar para casa cansado, descabelado e com aquela cara de quem não pretende prestar esclarecimentos! Apenas deitar o “jota” descansar já que vai estar acabado e em carne viva! Só Hipoglós na causa!


 Assim termina a saga do meu sábado! Começou com 103 quilos na balança e, se tudo correr conforme o planejado, termina com alguns pecados na consciência e um sorriso no rosto. Amanhã eu vejo o que faço com as consequências. Afinal, domingo também é dia! E que venha o domingo!


J.K. – 26.09.26

 

Meu sábado, parte 4!

 


   

   Apartamento limpo, lençóis lavados e estendidos! Agora sim, hora de relaxar um pouco, tomar mais um café preto, sem açúcar, é claro, e pilotar o fogão. No cardápio de hoje: arroz branco, daquele agulhinha que eu adoro, franguinho com milho verde e uma saladinha de tomate com cenoura crua. Almoço perfeito! Ou quase...


 Porque eu juro que não aguento mais comer frango! Com o preço da carne do jeito que está, para onde quer que eu olhe tem o bendito galetinho: cozido, assado, grelhado, à milanesa e de todas as formas possíveis e imagináveis. Se continuar assim, daqui a pouco inventam frango de sobremesa!

 

 Mas preciso confessar: meu almoço ficou delicioso! E olha que eu me considero um pequeno desastre na cozinha. Só que, de vez em quando, eu me supero, e hoje foi um desses dias! Vocês não sabem o que perderam não almoçando comigo e ficando apenas com estes relatos. De sobremesa, passas de banana, que eu adoro! E depois, claro, mais uma caneca de café preto para ajudar na digestão.


 Louça na máquina e chegou a hora de fazer a barba. Para variar, tirei um pedaço onde não devia! Nunca consigo ajeitar a bendita sem deixá-la meio aleijada. Resultado: vou ter que deixar tudo bem curtinho! Estou quase o Brutus, aquele do Popeye. E tem uma curiosidade: apesar da idade, minha barba continua bem escura, quase azulada! Só agora começaram a aparecer os primeiros fios brancos. Pelo menos alguma coisa neste sábado ainda resiste bravamente! 


Continua...


J.K. – 26.09.26

Meu sábado, parte 3!

 


 


 Limpar a casa até que não é tão ruim. Agora, tirar o pó acaba comigo! E tem uma coisa que eu juro que não consigo entender: a semana inteira choveu, fez frio e eu praticamente não abri as janelas do apartamento. Então alguém me explica por onde entrou todo esse pó sem-vergonha? Porque convite meu ele não recebeu!


 E por falar em ficar meio “chapado”, dessa vez a culpa não foi do pó, mas do cheiro da tinta da pintura do prédio! Teve uma hora em que olhei para aquele andaime e quase tive vontade de me pendurar junto com os pintores, plantar bananeira e sair voando pelo quarto andar! Felizmente, resisti às alucinações. Acho que está na hora de abrir outra janela. Do outro lado do apartamento, é claro!


 Para completar a cena, minha playlist resolveu viajar no tempo e apareceu Perla! A cantora paraguaia que mora há uma eternidade no Brasil e continua com aquele sotaque que eu adoro. E aquelas versões maravilhosamente improváveis de grandes sucessos? Pior é que eu sei cantar todas! Foi aí que o aspirador deixou de ser aspirador e virou microfone.


 Resultado: casa sendo limpa, prédio sendo pintado e eu cantando Perla no meio da sala como se estivesse num especial de televisão dos anos 80! Os vizinhos que lutem! A faxina ainda não terminou e, pelo andar da carruagem, muita coisa pode acontecer.

Continua...

J.K. – 26.09.26

Meu sábadi, parte 2!


 


A fome era tanta que aqueles dois ovos na casquinha não fizeram nem cócegas no meu estômago! Confesso que comeria uma dúzia tranquilamente, mas não posso e, principalmente, não devo. Que tristeza! Mal comecei a operação “menos J.K. na balança” e já estou sofrendo. Ninguém me avisou que 103 quilos sentiriam fome tão rápido!


Depois desse café da manhã nada satisfatório e com minha felicidade cortada pela metade, resolvi começar a limpar a casa. E eis que surge outra surpresa: estão pintando o prédio! Justamente na área de serviço onde eu tinha acabado de estender meus lençóis de soft. Resultado: recolhe roupa, fecha janela e muda os planos. O sol que faça a parte dele agora!


E tem uma coisa muito estranha nisso tudo: morar no quarto andar e, de repente, olhar pela janela e dar de cara com um homem pendurado do lado de fora! Por alguns segundos, a gente não sabe se dá bom dia, oferece café ou chama a polícia! Depois do susto, voltei à realidade porque ainda tinha o pior pela frente: aspirador, pó, pano molhado, cozinha e banheiro!

Essa vida de “Creuzo”, doméstico sem carteira assinada, sem salário, sem vale-refeição e sem direito a férias, me cansa! Mas já que não tenho dinheiro para contratar uma faxineira, resta aumentar o volume da música e encarar o serviço. Faxinar é preciso! Gostar já é outra história. Fui, mas volto!


Continua...


J.K. – 26.09.26

Meu sábado, parte 1!


 



 Sábado de manhã e eu curtindo minha folga do jeito que gosto: música, café preto e sem pressa! Como o dia amanheceu com sol e calor, abri todas as janelas do apartamento. Hoje é dia de deixar o sol entrar, renovar o ar e, quem sabe, mandar embora alguma energia que esteja sobrando por aqui. Para ajudar, acendi um incenso! Mal não faz!


 Primeira tarefa do dia: trocar os lençóis, porque sábado é dia de cama limpa! Como eu ainda estava usando os de soft, coloquei tudo para lavar em duas etapas. E enquanto a máquina trabalha, o som fica por minha conta. Volume alto logo cedo para enlouquecer um pouquinho os vizinhos! Afinal, hoje pode!


 Mas a paz acabou quando resolvi subir na balança. Quase enfartei! Olhei uma vez, olhei de novo e nada daquele número diminuir. Nem minha conta bancária tem tantos números! Estou com roliços 103 kg. O alarme biológico disparou na hora: fechar a boca e voltar para a nutricionista. Consulta já remarcada para terça-feira! Socorro!


 E o café da manhã? Dois ovos moles, na casquinha, e duas canecas de café preto, sem açúcar. Aqui entre nós, ovo assim tem gosto de infância! Eu adoro! Pelo menos comecei a operação “menos J.K. na balança” com dignidade. Agora vamos ver até onde vai essa determinação!  Continua...



J.K. – 26.09.26

 

Precisamos continuar vendendo!

 




 Não vou dizer que está fácil, porque não está! Quem trabalha no atacado sente isso todos os dias. O frio não vai embora, a chuva atrapalha, os temporais assustam e a primavera chegou com jeito de inverno. Para completar, a economia anda devagar e o lojista está mais cauteloso. Compra menos, pensa mais e faz conta antes de decidir.


 Só que esperar tudo melhorar para depois vender não me parece uma boa saída! É justamente quando o mercado aperta que precisamos trabalhar diferente! Nosso cliente também tem medo de errar! Ele olha o estoque, o movimento da loja e pensa duas vezes antes de colocar dinheiro em mercadoria! Então, talvez seja hora de vender menos promessa e oferecer mais segurança! Mostrar o que pode girar, montar um mix inteligente e ajudar esse lojista a comprar aquilo que realmente faça sentido para o negócio dele.


 E é aí que eu vejo o papel de toda uma equipe. Precisamos estar perto dos lojistas, compradores e guias. Conversar, ouvir, mostrar novidades e buscar alternativas juntos. Não podemos mandar no tempo nem resolver a economia, mas podemos pegar o telefone, chamar aquele cliente, apresentar uma peça nova e criar motivos para ele vir até aqui. Cliente não aparece por milagre! A gente precisa ir atrás!


 Eu continuo acreditando no atacado! Talvez seja preciso trabalhar mais para conseguir o mesmo resultado de outros tempos. Faz parte! Cautela é necessária, mas ficar parado esperando a maré virar não combina com a gente. Enquanto tiver cliente para procurar, novidade para mostrar e negócio para fazer, precisamos continuar vendendo!


J.K. – 23.09.26


 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

A porta continua sendo a serventia da casa!



 

Eu demorei, mas aprendi uma coisa: não preciso esquecer o que me fizeram para seguir em frente! Lembro muito bem das palavras, das atitudes e, principalmente, das vezes em que fiquei sozinho tentando entender aquilo que não tinha explicação. Sofri, chorei escondido e ainda inventei desculpas para quem não merecia nenhuma até que cansei!

 Hoje estou bem! Foi difícil chegar até aqui, mas eu cheguei! Por isso acho até engraçado quando alguém do passado resolve reaparecer com aquela naturalidade, como se pudesse simplesmente retomar ao lugar que abandonou. Não funciona assim comigo! Meu coração pode até ser meio trouxa de vez em quando, mas ele também aprende!


 E não quero vingança, discussão nem pedido de desculpas atrasado! Tudo o que eu quero é distância! A melhor resposta que consegui dar foi voltar a sorrir sem precisar de quem me fez sofrer! Então, se algum dia pensares em voltar, poupa teu tempo e o meu! A porta continua sendo a serventia da casa, só que, desta vez, é para sair!


J.K. – 25.09.26

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Um feriado diferente, do jeito que eu precisava!


 

 


 Sinceramente, há tempos eu não passava um feriado de 7 de Setembro, ou qualquer outro, tão diferente! Mas não porque eu tenha feito algo especial! Pelo contrário, não fiz absolutamente quase nada! E posso ser sincero? Era justamente isso que eu precisava!

 

 Vocês devem estar pensando: o que houve? Na quinta-feira, comecei a sentir uma leve dor e vermelhidão no olho direito. Não satisfeito, marquei uma consulta com o oftalmologista. Na sexta-feira, durante a consulta, descobri que estava com terçol e conjuntivite. Resultado: medicamentos e repouso imediato! Então foram três dias sem sair de casa, nem para levar o lixo, conforme a prescrição médica. E, aqui entre nós, para minha surpresa, foi um dos melhores feriados que tive.

 

 Aproveitei para colocar meus filmes e séries em dia. Os livros ficaram para depois, mas valeu! Ah, e também reativei alguns dotes culinários que estavam aposentados. Em tom confessional, nunca fui muito bom pilotando um fogão, mas gostei de recuperar o prazer de preparar minhas próprias refeições. Não tinha aquele gostinho do tempero de mãe, claro, mas estava tudo uma delícia.

 

 No fim das contas, descobri que às vezes a gente não precisa fazer nada para se sentir bem! Basta desacelerar, ficar em casa e aproveitar a própria companhia. O único problema foi o resultado dessa minha experiência gastronômica: 1,2 kg a mais na balança! Ninguém merece! 😂

 

 

J.K. – 08.09.26

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Saudades de ti, meu velhinho!


 


 Tenho pensado muito no meu pai, meu saudoso Zeca Diabo, ou Martins, como era popularmente conhecido. Mês passado, por ser o mês do seu aniversário de 94 anos, acreditei que talvez fosse a saudade batendo mais forte à porta. Mas agora, em setembro, sinto sua presença e até seu cheiro muitas vezes. Então, fico pensando no que ele quer me dizer. E, por mais que eu tente, não consigo imaginar nada. Bem, talvez seja simplesmente saudade dele mesmo!

 

 Num primeiro momento, fiquei preocupado com minha velinha, afinal, minha amada mãezinha já está com 85 anos. E sabe lá até quando Deus vai nos permitir desfrutar da sua companhia. A única coisa que sei é que, enquanto eu amanhecer de manhã, vou continuar agradecendo pela minha mãe e pela minha família, nosso maior bem. Não existe preço ou valor que pague o amor deles e tudo o que sinto por eles. Depois, vêm à mente problemas com alguém da família, como minha irmã, meu cunhado e meus quatro sobrinhos. Mas, depois de conversar com todos, percebo que, na medida do possível, estão todos bem e felizes, cada um vivendo seus altos e baixos.

 

 Só me resta concluir que o problema sou eu! Mas, espero que não! Quero acreditar que é apenas a saudade do meu velhinho que aperta meu coração e faz ele bater mais descompassado. Embora, no fundo, ele ainda bata feliz por ter a certeza de que tive o melhor pai do mundo. Sua bênção, seu Dalton Martins!

 

J.K. - 08.09.26

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Meu problema é você!

 


 


Às vezes me pergunto por que ainda insisto em certas pessoas, em você! Diz que ama, depois reclama! Se aproxima, some, volta, promete e muda de ideia! E eu? Eu vou tentando entender, ajeitando daqui, cedendo dali, como se fosse possível consertar sozinho uma história que precisa de dois. Meu orgulho até tenta me salvar, mas o problema é que meu coração nunca foi muito obediente!


 Já sofri quieto para não perder quem, pensando bem, talvez nunca tenha sido realmente minha. Já esperei mensagem, procurei desculpa para ausência e aceitei muito menos do que gostaria de admitir. Quando finalmente resolvi me afastar, veio a saudade! Parece que ela sempre aparece justamente quando a gente começa a tomar juízo.


 E aí mora a confusão! Perto de você, nem sempre fico bem e longe, sinto tua falta! Sei o que deveria fazer e até sei o que aconselharia se essa história fosse de um amigo. Mas comigo a conversa muda! É fácil mandar o coração esquecer quando não é o nosso que está envolvido.


 Talvez meu problema nem seja o amor, seja você! Você que me faz bem e mal na mesma medida. Você que eu já tentei tirar da cabeça tantas vezes e que ainda encontra um jeito de voltar e, ainda, rindo de mim! E eu continuo aqui, sabendo de tudo isso e me fazendo a mesma pergunta: o que é que eu faço se o meu problema é você?


J.K. – 08.09.26

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Santa Bárbara, proteja o nosso Rio Grande!


 


 Confesso que temporal me deixa inquieto! Ainda mais depois de tudo o que nós, gaúchos, já vimos e vivemos nos últimos tempos. Hoje, com o Rio Grande do Sul novamente enfrentando chuva forte, vento e alertas, fiquei olhando pela janela e pensei em Santa Bárbara, santinha que sou devoto! Justamente ela, a santa a quem tanta gente recorre quando o céu começa a trovejar.

 

 Santa Bárbara é conhecida como protetora contra raios, trovões e tempestades. E eu gosto dessas pequenas coisas da fé, aliás, adoro! Não preciso entender tudo nem encontrar explicação para tudo! Tudo o que eu sei é que preciso fazer minhas orações baixinho e pedir proteção. Pela minha casa, pela minha família, pelos meus amigos e por quem está na estrada ou mora em lugares onde a chuva traz medo.

 

 Então hoje meu pedido é simples: “Santa Bárbara, acalme os ventos, afaste os raios e proteja nosso povo! Que a chuva venha sem destruição e que os rios permaneçam onde devem permanecer. E que cada família possa atravessar mais este temporal em segurança! ”

 

 Aqui do meu apartamento neste cair de tarde, enquanto escuto a chuva lá fora, faço a minha parte: fecho as janelas, acompanho os alertas e rezo! Porque prudência e fé podem e andam muito bem andar juntas! Santa Bárbara, proteja o nosso Rio Grande! Sua benção minha Santinha! Amém!

 

Santa Bárbara, protetora contra os raios e as tempestades,
olhai por nós neste momento.
Protegei nossas casas, nossas famílias e todos aqueles que estão nas estradas.
Acalmai os ventos, afastai os perigos dos raios e livrai-nos das águas destruidoras.
Dai-nos serenidade diante do medo e sabedoria para agirmos com prudência.
Santa Bárbara, rogai por nós e protegei o nosso Rio Grande.
Amém.

 

*Sua proteção também Iansã/Oyá!


J.K. – 21.09.26

O tempo também sabe ser irônico!

 


 



 Às vezes imagino como seria encontrar, depois de tantos anos, alguém que um dia me fez sofrer. Confesso que teria uma certa curiosidade de olhar para o rosto dela e descobrir o estrago que o tempo fez. Afinal, comigo ele também não foi exatamente delicado! O danado não perdoa ninguém e, no fim, transforma antigos galãs e belas criaturas em versões mais sinceras de nós mesmos.

 

 Talvez ela procurasse no meu rosto aquele velho desgosto, esperando encontrar alguma ferida ainda aberta. Que pena! Ia encontrar apenas algumas rugas, uma barba mais grisalha e a tranquilidade de quem já não precisa cobrar nada. Eu poderia até rir, mas não por vingança! É que algumas histórias ficam tão pequenas depois de tantos anos que chega a ser engraçado lembrar que um dia acreditamos que elas seriam para sempre.

 

 E se ela perguntasse se ainda penso nela, talvez eu respondesse com a maior sinceridade: “Quero que você fique bem, seja feliz!”. Não que eu ainda tenha amor, nem ódio, apenas tenho o luxo de não sentir mais nada por ela. Porque, no final das contas, o melhor castigo que o tempo pode dar a um antigo amor é descobrir que ele deixou de ser importante!

 

 

J.K. – 08.09.26

 

domingo, 20 de setembro de 2026

Quando o mercado nos obriga a mudar!

 




  Quem vive o atacado sabe que não está fácil! A gente sente no movimento, nas conversas com os lojistas e no cuidado cada vez maior na hora de comprar. A crise aperta de um lado, o consumidor está mais cauteloso do outro e, para completar, até o clima parece ter mudado de vez! As estações já não são mais aquelas que a gente conhecia.


 E isso mexe muito com quem trabalha com moda! Antes, era mais fácil imaginar o que vender em cada época do ano! Hoje, o inverno pode não ser tão frio, o calor chega antes da hora e, de repente, vem uma mudança de temperatura que ninguém esperava. E aí está o lojista, com dinheiro investido e aquele medo de ver a mercadoria ficar parada.


 Confesso que muitas vezes também fico preocupado! Quem trabalha com comércio sabe quanta expectativa existe por trás de cada coleção, de cada compra e de cada aposta. A gente trabalha, planeja, corre atrás e acredita que vai dar certo! Só que o mercado nem sempre responde como gostaríamos.

 

 Ao mesmo tempo, tenho pensado que não podemos continuar esperando que as coisas voltem a ser como eram. O mundo mudou! O clima mudou! O consumidor mudou! E nós também precisamos encontrar um novo jeito de fazer as coisas. Com mais proximidade, parceria, agilidade e, principalmente, mais cuidado para ajudar nosso cliente a comprar aquilo que realmente tenha chance de vender.


 Na Serra Gaúcha, sentimos isso de uma maneira ainda mais especial! O frio sempre fez parte da nossa história, da nossa moda e também do nosso comércio. Mas precisamos olhar para frente e entender esse novo cenário! Talvez seja hora de deixar um pouco de lado aquela velha ideia de uma coleção pensada para uma única estação e apostar mais em peças versáteis, leves e que acompanhem a vida real das pessoas.


 No fim das contas, foi isso que o comércio sempre fez: se adaptou! Já atravessamos momentos difíceis antes e continuamos seguindo em frente. Talvez o momento agora exija um pouco mais de coragem, criatividade, parceria e união. O clima pode até estar imprevisível e o mercado continuar desafiador, mas eu ainda acredito muito na nossa capacidade de encontrar novos caminhos. Porque, para quem vive do comércio, desistir nunca foi uma boa estratégia. Fazer acontecer, sim!


J.K. – 21.09.26

Orgulho de ser gaúcho!




 


 Hoje é 20 de setembro! E confesso que esta data sempre mexe comigo. Nasci em Santa Maria, sou são-marquense de coração e foi em Caxias do Sul que construí boa parte da minha vida. Sou filho deste Rio Grande de tantas paisagens, sotaques, costumes e histórias. Gosto do nosso jeito de falar, do chimarrão passando de mão em mão, do churrasco, das nossas músicas e até dessa mania que temos de reclamar do frio quando ele chega e sentir saudade dele quando vai embora. Ser gaúcho, para mim, está justamente nessas pequenas coisas que a gente aprende a amar sem perceber.


 O 20 de setembro lembra o início da Revolução Farroupilha, em 1835, mas, para mim, hoje significa muito mais do que uma guerra acontecida há quase dois séculos. Significa pertencimento, lembrar daqueles que vieram antes de nós, das famílias que ajudaram a construir este Estado e da mistura de povos que fez do Rio Grande do Sul o que ele é. Não precisamos transformar nossa história em perfeição para termos orgulho dela. Ela teve coragem, sonhos, erros, contradições, dores e conquistas. Talvez por isso seja tão nossa. Afinal, nós também somos feitos de tudo isso.


 Tenho orgulho de ser gaúcho! Orgulho desta terra que às vezes nos castiga com frio, chuva, temporais e tantas dificuldades, mas que também sabe se levantar quando parece que tudo desabou. Orgulho da Serra, dos campos, das cidades pequenas, das nossas tradições e, principalmente, da nossa gente. Amanhã a pilcha volta para o armário, os desfiles terminam e a Semana Farroupilha se despede por mais um ano. Mas o Rio Grande continua dentro de nós. No meu caso, continua no jeito de falar, de viver, de receber os amigos, de preparar um mate e de olhar para esta terra e pensar, sem precisar dizer muita coisa: ainda bem que nasci aqui!

J.K. – 20.09.26

sábado, 19 de setembro de 2026

Eu acredito em Deus!

 


 Sim, eu tenho fé e acredito em Deus! Acredito que Ele existe e que zela por nós. Deus está presente todos os dias em nossas vidas. Não sei dizer qual é a Sua forma, mas posso senti-lo através das minhas orações e preces. Sei que é algo que está muito além da minha compreensão, mas tenho certeza de que Ele existe!


 Existe um elo que me liga a Ele e, ao mesmo tempo, ao mundo espiritual em que acredito. Talvez todos nós tenhamos esse elo, apenas uns sejam mais conscientes do que outros. Viver, para mim, é um exercício diário. Há dias mais fáceis, outros mais difíceis, mas todos eles fazem parte da nossa caminhada.


 A vida se transforma a cada instante durante a nossa existência. E eu acredito que somos espíritos vivendo uma experiência física na Terra. Afinal, sem o espírito, somos apenas um corpo sem vida, um corpo feito de carne.


 Quando morremos, acredito que apenas o corpo termina! O espírito continua vivo em um plano etéreo que, muitas vezes, podemos sentir, mesmo sem conseguir explicar. Às vezes, sentimos o cheiro ou a presença de alguém que já partiu! É como se aquela pessoa estivesse ao nosso lado, nos confortando e trazendo um pouco de amor para a nossa alma.


 Também acredito que algumas sensações não acontecem por acaso! Aquela impressão de déjà vu, de já termos vivido determinado momento ou de já termos estado em algum lugar onde nunca estivemos. A mesma coisa acontece com a simpatia ou a antipatia que sentimos por determinadas pessoas, mesmo sem conhecê-las direito. Gosto de pensar que, em outras vidas, talvez já tenhamos nos encontrado. Talvez seja essa a explicação para algumas afinidades que simplesmente não sabemos explicar.


 Sim, acredito que estamos aqui de passagem, seja ela curta ou longa! A vida é um ciclo, um eterno recomeço. O corpo acaba, mas o espírito permanece e, segundo aquilo em que acredito, reencarna em outro corpo, sucessivamente, até cumprir sua missão ou simplesmente decidir não voltar.


 Mas somos seres de luz, repletos de amor, e eu gosto de acreditar que, mesmo quando falhamos, escolhemos voltar para tentar novamente. Deus foi tão generoso conosco que nos deu o livre-arbítrio para trilharmos nossos próprios caminhos, sejam eles certos ou errados. A vida é feita de escolhas e, infelizmente, ainda não aprendemos a distinguir, muitas vezes, o certo do errado, o bem do mal.


 Por isso, acredito que devemos lembrar que a vida física é um presente de Deus! Ele nos deu a oportunidade de amar uns aos outros, de amar a natureza e de contemplar a imensidão do universo. Criou nosso espírito à Sua imagem e semelhança e nos deixou ensinamentos que, na minha fé, devemos seguir e também ensinar ao próximo.

 Talvez o dia em que realmente aprendermos a fazer isso seja o dia em que teremos um mundo melhor. Um mundo sem fome, sem guerras, sem injustiças e sem corrupção.


Eu não tenho todas as respostas. Talvez nunca tenha. Mas tenho fé! E, para mim, acreditar também é uma forma de continuar caminhando.


J.K. - 05.09.26

Fast amores!

 

 


Hoje em dia, está difícil manter um relacionamento, eu que diga! Vivemos na geração dos “fast amores”, das “fast fodas”, dos maores "delivery" e da banalização do sexo. Se você está se sentindo sozinho, basta entrar em um site de encontros, em um chat ou em um aplicativo de paquera. Lá, você encontra alguém, conhece, conversa, transa e, na maioria das vezes, nunca mais vê! O sexo também virou uma espécie de delivery: você pede, recebe, consome e acabou.


 Esta nova geração, ao contrário da minha, parece não se preocupar tanto com o ritual da conquista e da sedução. No meu tempo, sabíamos esperar a hora certa para transar com uma menina, para pedir alguém em namoro ou, quem sabe, até em casamento. Sabíamos que a vida era feita de altos e baixos, que era preciso batalhar, ter paciência e aprender a esperar. E, na minha opinião, também sabíamos melhor o que queríamos.


 Hoje, vejo muita gente crescer acreditando que tudo precisa ser fácil, simples e rápido. Começa uma faculdade, não gosta, troca ou tranca! Entra em uma empresa, não gosta, pede demissão! Começa um namoro, vem a primeira briga e termina! E assim vamos levando a vida, pulando de uma coisa para outra, sem muita disposição para enfrentar aquilo que dá trabalho.


 Se tem fome, fast food! Se quer uma roupa, fast fashion! Se alguém incomoda, dá block, mute, desfaz a amizade ou simplesmente desaparece ou bloqueia. Sempre existe um aplicativo, um botão ou uma artimanha para resolver tudo rapidamente. Afinal, tudo precisa ser do jeito que queremos, na hora que queremos e, de preferência, sem nos dar muito trabalho. E talvez seja justamente aí que esteja o problema.


 Estamos tão acostumados a trocar, substituir e descartar que começamos a fazer o mesmo com pessoas, sentimentos, sonhos e até com nós mesmos. Tentamos preencher o vazio da alma com coisas que chegam depressa, sem perceber que algumas das melhores coisas da vida precisam de tempo.


 Porque amor não é delivery! Relacionamento não é aplicativo! E ninguém deveria ser tratado como algo que podemos simplesmente devolver quando deixa de nos agradar. 


 Na vida, algumas coisas precisam de paciência, cuidado, insistência e, principalmente, vontade de fazer dar certo. Talvez tenhamos esquecido que é preciso plantar para depois colher. E que, às vezes, antes de desistir de alguma coisa, é preciso simplesmente aprender a cuidar dela.


J.K. - 05.09.26









Meméia, a bruxinha amiga!

 


Meméia era uma jovem bruxinha do bem que nasceu e vivia na cidade. Ela não praticava o mal. Seus encantos eram somente para o bem! Suas poções eram feitas apenas com coisas da natureza, ervas, pedras e terra. Não existia nada de sacrifícios com qualquer espécie de animais.


 Com seus chás e poções, ela curava o mal de muitas pessoas que a procuravam. Ela também benzia todos apenas pelo amor ao próximo. Nunca cobrou nada de ninguém!


 Mesmo sendo uma pessoa do bem, os vizinhos e moradores da cidade a hostilizavam. A sociedade não aceitava pessoas diferentes e, principalmente, aquilo que não conseguia compreender. Meméia era uma bruxinha, e isso já era motivo suficiente para muitos acreditarem que ela só poderia fazer o mal.


 Um dia, caminhando pelo parque, ela conheceu Hamnet, um jovem estudante, sonhador e desencantado com a vida. De imediato, ela observou a tristeza nos olhos do jovem, estendeu a mão e sorriu.


Foi amor à primeira vista!


 Diariamente os dois se encontravam no parque, sempre no mesmo banco, debaixo de uma velha árvore. Hamnet contava seus sonhos, seus medos e as coisas que o deixavam triste. Meméia ouvia tudo em silêncio, como quem sabia que, às vezes, o melhor encanto que alguém pode oferecer é simplesmente escutar.

 

Até que, um dia, ele tomou coragem e pediu Meméia em namoro.


 Ela sorriu, emocionada.


— Mas você sabe que eu sou uma bruxinha, não sabe?

— Sei.

— E não tem medo de mim?


Hamnet segurou sua mão:

— Eu teria mais medo de perder alguém como você do que de qualquer magia.


 A partir daquele dia, passaram a andar juntos pela cidade. E foi então que os problemas começaram.

As pessoas cochichavam quando os dois passavam.

— Um estudante namorando uma bruxa?

— Onde já se viu?

— Ela não é como nós!


Hamnet ficou triste! Meméia também! Pela primeira vez, ela pensou em ir embora da cidade para que o rapaz não sofresse por causa dela. 


 Mas Hamnet não deixou.

— Você não precisa deixar de ser quem é para que eu possa gostar de você.

— E você não precisa ser como eu para que eu goste de você, respondeu Meméia.


 Foi quando perceberam uma coisa muito importante: eles eram diferentes, e isso não precisava ser um problema.


Hamnet era estudante. Meméia era bruxinha.

Ele acreditava nos livros. Ela acreditava nas ervas, nas estrelas e nos encantamentos da natureza.

Ele gostava de passar horas estudando. Ela preferia caminhar pelo bosque recolhendo folhas, pedras e flores.

 E, mesmo assim, havia algo que os tornava iguais: os dois tinham um coração cheio de amor.


 Certa manhã, uma forte tempestade caiu sobre a cidade. O rio transbordou e muitas casas ficaram alagadas. As pessoas correram assustadas, procurando um lugar seguro.

 Meméia poderia simplesmente ter ido embora. Afinal, aquela mesma gente havia zombado dela tantas vezes. Mas ela não fez isso!


Pegou seu velho caldeirão, preparou uma poção com ervas, água da chuva e algumas pedras mágicas e foi ajudar quem precisava. Hamnet foi com ela.


 Durante toda aquela noite, os dois trabalharam juntos. Ele carregava as caixas, ajudava as famílias e organizava os moradores. Meméia cuidava dos doentes, preparava seus chás e usava sua magia para afastar a água das casas.

Quando a tempestade finalmente passou, a cidade inteira estava reunida na praça. Ninguém sabia muito bem o que dizer. Até que uma pequena menina se aproximou de Meméia e perguntou:

— Você é mesmo uma bruxa?

 Meméia sorriu.

— Sou.

 A menina pensou um pouco e respondeu:

— Então você é uma bruxa boa!

 Meméia se ajoelhou, abraçou a menina e sentiu os olhos se encherem de lágrimas.


 Naquele dia, os moradores compreenderam que haviam passado tanto tempo com medo das diferenças que esqueceram de enxergar a pessoa que existia por trás delas. A cidade nunca mais foi a mesma.

Meméia continuou sendo bruxa. Hamnet continuou sendo estudante. Nenhum dos dois precisou mudar para agradar alguém.

 E, algum tempo depois, construíram uma pequena casa perto do parque onde haviam se conhecido. Meméia plantou ervas no jardim e Hamnet encheu a sala de livros.

À noite, ela fazia seus chás enquanto ele estudava. E, antes de dormir, os dois sempre se sentavam debaixo da velha árvore.

— Você acha que somos muito diferentes? — perguntou Meméia certa vez!

 Hamnet sorriu.

 — Ainda bem!

— Por quê?

— Porque se fôssemos iguais, talvez nunca tivéssemos aprendido tanto um com o outro.

Meméia encostou a cabeça no ombro dele. E dizem que, naquela noite, uma pequena estrela caiu do céu e pousou sobre o telhado da casa.

Talvez fosse magia. Talvez fosse apenas uma estrela cadente. Mas, para Meméia e Hamnet, pouco importava.

Eles haviam descoberto o maior encanto de todos: "não precisamos ser iguais para amar alguém. Precisamos apenas respeitar aquilo que o outro é".

E assim, a bruxinha e o estudante viveram felizes para sempre!

Não porque deixaram de ser diferentes.

Mas justamente porque aprenderam a amar as diferenças.

J.K. – 05.09.26