segunda-feira, 10 de agosto de 2026

O Doguinho e ela!

 

 Diariamente te vejo saindo para passear com teu cachorro e, confesso: existe algo nessa cena simples que mexe profundamente comigo! Talvez seja o carinho com que tu segura a guia, a paciência no teu jeito ou essa delicadeza natural que parece existir em cada movimento teu.

 

 E olha que vou admitir uma coisa quase absurda: até tu usando Havaianas consegue ficar bonita! Sempre achei um chinelo completamente sem graça, mas em ti combina perfeitamente! Tu tem aquela aparência de quem acabou de acordar, passou a mão no cabelo e desceu apenas para cuidar do companheirinho de quatro patas. E é justamente aí que mora o teu encanto!

 

 Só que o que realmente me prende atenção é tua timidez! Aquela timidez quase desajeitada, que fala baixo, responde o “bom dia” com a voz rouca escapando devagar e evita levantar os olhos por muito tempo. Toda vez que a gente se cruza no corredor, fico com a impressão de que o mundo passa mais devagar só para eu prestar mais atenção em ti! E talvez tu jamais imagine isso, mas aquele teu jeito quieto consegue ser absurdamente atraente e é aí que mora o perigo! Help!

 

 Até hoje não esqueço a primeira vez que tu sorrio pra mim! Foi um momento rápido, simples e espontâneo, mas, mesmo assim, parecia que tudo ao redor tinha perdido importância naquele instante. E que sorriso bonito tu tem guria! Tão bonito que desarmam qualquer pessoa, inclusive eu! Desde então, toda vez que te encontro, uma parte minha fica esperando que aquele sorriso apareça outra vez.

 

 E vou te contar uma verdade engraçada: às vezes sinto inveja do teu doguinho! Sim, inveja real! Porque ele recebe teus carinhos, tua atenção, teus passeios e esse teu jeito doce que me fascina cada vez mais. Talvez seja exatamente isso que me encanta tanto em ti: a maneira leve com que tu cuida, demonstra afeto e atravessa os dias sem precisar fazer esforço para ser especial.


J.K – 17.05.26






domingo, 9 de agosto de 2026

Meu pai, meu amigo, meu herói e meu “bandido”!

 

 Meu pai, Dalton, ou simplesmente Martins, para os amigos e, Zeca Diabo, para quem conhecia suas histórias, foi muito mais do que meu pai! Era uma pessoa fantástica, simpática, divertida e sempre disposta a ajudar. A família era sua prioridade, mas ele nunca fechava a porta para quem precisava dele. Foi um bom marido, um bom pai, um bom avô e, antes de tudo, nosso melhor amigo. Meu herói e, por que não, também nosso “bandido”, daqueles que aprontavam, riam e deixavam histórias para contar.


 Já se passaram 24 anos desde que ele partiu, mas a saudade não aprendeu a contar o tempo. Tem dias em que sinto sua presença, seu cheiro, como se ele ainda estivesse por perto. E existem aqueles momentos diante do espelho em que encontro o reflexo dele em mim. É como se o tempo desse uma pequena pausa e eu pudesse enxergar meu pai no meu próprio rosto. Às vezes fico olhando e quase consigo ouvi-lo quando eu me pergunto: “O que você está olhando, seu Martins?” E talvez seja essa a forma mais bonita que a vida encontrou de me mostrar que ele continua aqui. Não apenas na minha memória, mas em mim. Sou, afinal, um pouco dele em tudo aquilo que sou.


 Hoje, no Dia dos Pais, não quero lembrar apenas do pai que ele foi, mas do homem que deixou marcas tão bonitas em quem teve a sorte de conviver com ele. E, mesmo depois de tantos anos, continuo sentindo orgulho de poder chamá-lo de meu pai e eu de ser o seu reflexo!❤️

 

J.K. – 09.08.26







Quando a bagunça da juventude cabia numa risada!

 

 Esses dias fiquei lembrando das histórias da minha, da nossa juventude e comecei a rir sozinho! A verdade é que toda geração acha que inventou a rebeldia, mas, sinceramente, os mais velhos também deram muito trabalho! A turma de hoje muda a roupa, muda a música, muda os aplicativos, mas certas vontades continuam exatamente iguais! A diferença estava muito mais no cenário do que nas pessoas.

 

 Na nossa época existia beijo roubado em festa, dança agarrada, bilhete dobrado dentro do caderno e aquela coragem que aparecia depois de duas cervejas quentes divididas entre seis amigos. A gente vivia intensamente mesmo sem ter dinheiro, sem celular e sem precisar registrar cada segundo da vida. Bastava a memória dos amigos, que geralmente aumentava cada história em uns trezentos por cento na semana seguinte.

 

 Também tinha aquela mistura divertida de inocência com malícia que fazia parte da juventude. O pessoal paquerava, fazia piada, exagerava nas conversas e transformava qualquer encontro numa história épica. E, convenhamos, homem jovem reunido sempre falou besteira como se estivesse num campeonato mundial de bobagem. Mudam os tempos, mudam as gírias, mas isso aí continua firme atravessando gerações.

 

 O mais engraçado é perceber que, apesar das loucuras, existia uma leveza diferente! A diversão vinha muito mais da convivência do que dos excessos. A turma se reunia para rir, ouvir música, conversar até tarde e criar memórias que hoje voltam carregadas de saudade. Talvez seja por isso que, quando lembro daqueles tempos, sinto mais carinho do que vergonha. Era bagunçado, meio irresponsável às vezes, mas tremendamente humano.

 

J.K – 17.05.26




 

sábado, 8 de agosto de 2026

Cansei de tentar caber onde nunca fui prioridade!

 

 Sempre fui péssimo em esconder o que sinto! Meu rosto entrega, minha voz muda e meu silêncio grita! Quando tentei parecer tranquilo diante de certas situações, acabei parecendo apenas cansado. Fingimento exige um talento que eu nunca tive! Carrego defeitos demais para sustentar personagens por muito tempo! E, sinceramente, hoje até agradeço por eu ser assim!


 Juro que tentei fazer dar certo! Também tentei puxar conversa, criar oportunidade, demonstrar interesse e deixar claro que existia vontade de ficar perto! Foram três tentativas seguidas de desencontro, espera e frustração. Em cada uma delas fui percebendo algo que doeu admitir: carinho implorado perde valor antes mesmo de chegar. Atenção mendigada machuca mais do que silêncio!


 Existe uma dignidade silenciosa em saber a hora de sair de cena. E acho que finalmente entendi isso! Tem gente que gosta de presença fácil, disponível, insistente e eu jamais consegui funcionar desse jeito. Quando percebo esforço vindo apenas de um lado, algo dentro de mim esfria. O encanto vai embora devagarinho, como uma fumaça escapando pela janela.


 Curioso como a distância trouxe leveza! A minha cabeça ficou mais tranquila, meu coração menos apertado e até os dias parecem andar mais leves agora. Guardo carinho pelo que imaginei que pudesse existir entre nós, mas a vida segue melhor quando cada um ocupa o lugar que escolheu ocupar.


 E pode acreditar numa coisa: estou em paz comigo mesmpo! Desejo sinceramente que você encontre felicidade, risadas sinceras e alguém que combine com seu tempo e sua vontade. Só percebi que meu caminho ficou mais bonito depois que parei de tentar caminhar ao lado de quem nunca desacelerou para me esperar.

 

J.K. – 17.05.26




Entre pele, conversa e aquilo que mexe comigo!

 

  Tem umas coisas que despertam meu interesse de um jeito quase inexplicável! Sempre fui apaixonado por mãos e pés bonitos. Acho elegante, charmoso e íntimo até! Mãos delicadas dizem muito sobre alguém! Pés bem cuidados têm um charme silencioso que me prende a atenção fácil. Dá vontade de pegar, admirar, encher de carinho. Parece exagero, eu sei! Mas cada um carrega suas pequenas manias afetivas e essa é uma das minhas!

 

 Outra coisa que mexe comigo é cheiro de pele! E aqui entra um detalhe importante: cheiro de pele mesmo! Perfume ajuda, claro, mas existe um aroma natural que simplesmente bagunça qualquer ser humano, parece que o cérebro entra em pane. A pessoa fala, eu respondo qualquer bobagem automática e por dentro já estou imaginando um monte de cenas que fariam até minha consciência pedir férias! O olfato tem poderes perigosíssimos.

 

 Só que existe algo que consegue ser ainda mais forte do que atração física: a inteligência! Uma mulher interessante, que conversa bem, que tem opinião, humor, histórias e raciocínio rápido, vira um verdadeiro evento da natureza. Sou completamente encantado por quem consegue transformar horas em minutos numa conversa leve, divertida e cheia de assunto. Quando a sintonia acontece, o relógio perde totalmente a importância.

 

 Claro que química importa! Sexo é maravilhoso, divertido, intenso e faz parte da vida! Existem pessoas que deixam lembranças incríveis nesse sentido e isso também tem seu valor. Mas, depois que a euforia passa, sobra o quê? É aí que muita gente bonita acaba ficando vazia demais! Corpo chama atenção, inteligência segura presença e um cérebro funcionando bem tem um poder afrodisíaco quase criminoso! Acho que foi por isso que sempre me apaixonei primeiro pela conexão e depois pelo resto.

 

 

J.K – 17.05.26




sexta-feira, 7 de agosto de 2026

A Lei João da Penha!

 

 Diante de tantas discussões importantes, venho aqui apresentar uma proposta revolucionária: a criação da Lei João da Penha! Uma lei especial para proteger os homens de certos “abusos emocionais” sofridos no dia a dia. Nada de agressão física, claro! Estou falando daquele olhar que congela a alma, do silêncio que dura mais que feriado prolongado e daquela frase perigosa: “faz o que você quiser”. Todo homem experiente sabe que essa é a maior armadilha já criada pela humanidade. O sujeito pode até escolher, mas depois vai precisar explicar muito bem a escolha!


 A Lei João da Penha teria medidas protetivas urgentes. A mulher seria obrigada a explicar o motivo do famoso “não tenho nada” quando claramente tem tudo! Seria proibido fazer perguntas como “você reparou que eu cortei o cabelo?” sem dar ao homem pelo menos três chances de acertar a resposta. E nos casos mais graves, quando ela diz “não precisa me ajudar”, mas depois reclama que ele nunca ajuda, o cidadão teria direito a um intervalo de 15 minutos, uma água gelada e acompanhamento psicológico.


 Mas brincadeiras à parte, violência não combina com amor, seja contra homem ou mulher. No fim das contas, a verdadeira lei que todos nós precisamos é uma bem simples: mais diálogo, mais respeito e menos guerra dentro de casa. Porque depois de certa idade, ninguém quer viver em um relacionamento onde precisa de advogado para conversar. A gente quer mesmo é alguém para dividir a vida, os sonhos e, principalmente, o controle remoto da televisão! 😂


 

J.K. – 07.08.26




O gosto amargo da volta!

 

 Tem gente que jura que a pior dor é a de perder alguém! Eu já acho que existe algo ainda mais cruel: descobrir que a pessoa só percebeu o valor daquilo que tinha depois que destruiu tudo com as próprias mãos. E foi exatamente isso que senti quando me contaram sobre aquela cena. Você, sentada num bar qualquer, copo na mão, olhos marejados e a voz tropeçando na própria culpa.

 

 Confesso que ouvi aquilo com um silêncio estranho dentro de mim, um silêncio quase satisfeito. Porque durante muito tempo fui eu quem carregou o peso da humilhação, tentando disfarçar o tombo diante dos outros enquanto a vida seguia como se nada tivesse acontecido. Saber que a lembrança do que fez ainda lhe aperta o peito mexeu comigo mais do que imaginei.

 

 Disseram que perguntaram meu nome e você travou! Bastou ouvirem sobre mim para o choro aparecer atravessado na garganta. E, por mais duro que isso pareça, existe uma parte ferida aqui dentro que encontrou certo conforto nessa imagem! Talvez porque durante meses eu tenha me perguntado se tudo aquilo realmente teve algum peso para você.

 

 Cresci aprendendo que dignidade vale mais do que orgulho! Meu pai repetia isso de um jeito simples, daqueles que ficam marcados pra sempre. A vergonha que senti naquela época ficou grudada em mim como fumaça em roupa de inverno. Passei dias tentando parecer inteiro enquanto por dentro eu desmontava em silêncio.

 

 Hoje já consigo olhar para trás sem aquela vontade de arrancar páginas da memória! Só que algumas feridas criam cicatriz funda. E quem brinca com sentimento acaba carregando o próprio cansaço pelo caminho. A vida costuma devolver cada escolha no tempo certo! Tem gente que encontra abrigo e tem gente que passa anos rodando por dentro de si mesma, procurando paz e encontrando apenas eco.

 

J.K – 16.05.26




sábado, 1 de agosto de 2026

O fim que ainda mora aqui!

 

 

 Nossa história acabou sem briga, sem porta batendo e sem cena de novela. Apenas terminou devagarinho, como uma fogueira de festa junina apagando no meio da madrugada, quando todo mundo já foi embora e sobra só aquele cheiro de fumaça no ar. 

 

 Outro dia me peguei lembrando de como tudo começou: a música tocando alto, gente rindo, bandeirinhas coloridas balançando no vento e eu acreditando que algumas coisas durariam para sempre. Engraçado como a vida adora desmentir a gente depois. O coração faz planos gigantescos e o tempo aparece com uma borracha na mão.

 

 Hoje, quando fico perto de certas lembranças, viro quase um estranho dentro de mim mesmo. Penso em mil coisas ao mesmo tempo e acabo quieto, segurando palavras atravessadas na garganta como quem segura água nas mãos.

 

 E mesmo depois de tudo, existe uma vaidade boba que continua viva. Aquela vontade de imaginar que, quando alguém perguntar sobre mim, você ainda fale com carinho. Que invente uma saudade pequena, que diga que houve amor ali. Porque no fundo, por mais machucadas que duas pessoas saiam de uma história, ninguém gosta da ideia de virar o vilão oficial da memória do outro.

 

 Talvez seja por isso que alguns términos tenham gosto de mesa de bar no fim da noite. Cada um conta a versão que consegue suportar! Um exagera os defeitos do outro, outro transforma mágoa em piada, e assim seguimos, tentando salvar um pouco do orgulho enquanto o coração continua fazendo bagunça escondido. E olha, se tem uma coisa que aprendi, é que certas histórias acabam, mas demoram bastante para ir embora da gente.

 

J.K – 16.05.26






sexta-feira, 31 de julho de 2026

Cansei de escrever sobre o amor!

 

 

  Ando cansado de escrever sobre o amor, justo eu que vivo tateando esse sentimento como quem aprende a nadar no susto. Sempre me vi leve demais para promessas longas, intenso demais para histórias mornas. Meus amores tiveram gosto de começo, aquele arrepio bom que chega sem avisar e bagunça tudo por dentro. Foram encontros de horas, dias, meses! Ainda assim, foram verdadeiros enquanto existiram! Eu sei disso porque senti! E sentir, para mim, sempre foi o mais perto que cheguei de amar!

 

 Já me despedi de gente que a vida levou para longe e também de quem ficou, mas precisou seguir outro caminho. Em alguns momentos culpei o destino, em outros aceitei com respeito aquilo que escapava das minhas mãos. Hoje olho para trás com mais calma e entendo que cada história teve seu tempo certo, seu jeito certo de acontecer! E, de alguma forma, todas deixaram um pedaço bonito dentro de mim.

 

 Mesmo com esse histórico meio desajeitado, sigo acreditando! Acredito no encontro que chega sem roteiro, no abraço que encaixa, no olhar que diz tudo sem uma palavra! Ao mesmo tempo, aprendi a gostar da minha própria companhia! Tem dias em que o silêncio da casa conversa comigo, o café quente vira companhia e a paz de estar só tem um valor que pouca gente entende. 

 

 Claro que, de vez em quando, bate aquela vontade de dividir a vida com alguém! De ter um corpo perto, um riso cúmplice na mesa, uma rotina com cheiro de afeto! Só que aprendi que felicidade mora em instantes, pequenos e sinceros. Nada precisa durar para ser verdadeiro! Talvez seja isso que torna tudo mais especial!

 

 Hoje eu fecho esse capítulo com carinho, sem drama e sem promessas grandiosas! Amanhã posso mudar de ideia, escrever de novo, me apaixonar de novo, viver tudo outra vez com o mesmo entusiasmo de sempre! Porque, no fundo, eu sei: o amor move tudo! E eu sigo aqui, inteiro, vivendo e amando do meu jeito.

 

J.K – 03.05.26




Entre temporais e boletos!

 

 Confesso que achei que houve um certo exagero por parte da mídia e dos órgãos responsáveis pelos alertas climáticos. Durante dias, o Rio Grande do Sul viveu sob a expectativa de uma semana de terror, com previsão de vendavais, granizo e chuvas intensas. Elas vieram, é verdade, mas atingiram apenas algumas regiões. Em outras, tudo aconteceu dentro do esperado.


 Não sou contra os alertas, muito pelo contrário! Depois da tragédia que vivemos em 2024, toda prevenção é pouca e necessária. Apenas acredito que eles poderiam ser um pouco mais específicos, indicando com maior precisão as regiões realmente ameaçadas.


 Eu e meu colega estávamos justamente no Alto Uruguai quando o tempo resolveu mostrar sua força. Pegamos de tudo pela estrada: chuva torrencial, granizo, rajadas de vento e até um tornado entre Santo Cristo, Santa Rosa e Giruá. É uma sensação difícil de explicar. Ao mesmo tempo em que assusta, também desperta fascínio! Como pode o vento ganhar a forma de um enorme funil e, em poucos minutos, transformar completamente uma paisagem?


 Agora, de volta ao conforto do meu apartamento, organizo as malas outra vez. A próxima semana promete novos quilômetros, novas visitas aos clientes e, pelo visto, mais uma dose de instabilidade no tempo. Mas quem vive na estrada aprende que não dá para esperar o céu abrir. Os boletos não suspendem o vencimento porque está chovendo. Aliás, às vezes eles conseguem ser mais implacáveis do que o granizo e os temporais.


 Então, não tem muito segredo! É respirar fundo, ligar o carro, colocar a fé no banco do carona e seguir viagem. Porque a vida, faça sol ou faça tempestade, continua chamando a gente para a estrada.

 

J.K. – 31.07.26




sábado, 25 de julho de 2026

Semana com defeito de fábrica!

 

 Tem dias que chegam chegando, batem na porta e já entram bagunçando tudo, deixando a vida da gente de pernas para o ar. Essa semana foi dessas que testam a paciência, a fé e até o estoque de café! Teve momento em que eu olhei para o céu e soltei um sincero “para o mundo que eu quero descer”! Foi quase um pedido de pausa geral, tipo apertar o botão do controle da vida e dar uma respirada.

 

 Foi uma sequência de coisas que deram erradas! Parecia que alguém lá em cima resolveu me colocar em modo desafio nível hard. Cada tentativa de resolver uma coisa vinha acompanhada de outra surpresa! Ainda assim, no meio do caos, sempre aparece aquele fiozinho de esperança dizendo que amanhã pode vir mais leve e eu me agarro nisso com gosto!

 

 Primeiramente veio o capítulo financeiro, aquele clássico brasileiro raiz. O salário tirou férias antes do mês terminar e eu fiquei aqui fazendo malabarismo digno de circo. E o mercado? Parece que cada ida virou um evento de luxo. Dá vontade de olhar para o carrinho e perguntar quem autorizou essa extravagância toda! A vida real exige criatividade, coragem e um bom senso de humor para seguir em frente. E eu confesso que o meu tá no limite, acabando ou já acabou!

 

 Seguidamente, a máquina de lavar roupas resolveu pedir aposentadoria e meu velho companheiro de som entrou em greve! Logo ele, que ainda toca cd, fita e lp com orgulho, praticamente um museu em funcionamento. Enquanto o mundo vive de playlist, eu sigo firme no modo retrô! Inclusive, já estou aguardando ligação para participar de “Jurassic Park: o retorno do toca-fitas”!

 

E para fechar com chave de ouro, o Kazinho acendeu uma luz misteriosa no painel que eu nem sabia que existia. Aquela luz que parece dizer “descobre aí o que eu quero”! Fingi costume, dei um tapinha no volante e seguimos juntos, cada um fingindo que entende o outro na promessa de amanhã ele vai visitar o mecânico Elói!

 

 No fim das contas, a semana veio pesada, mas rendeu história de terror e de riso nervoso. E se a vida resolveu testar minha resistência, eu respondi com ironia, teimosia e um leve talento para sobreviver ao caos. Semana que vem, por favor, pega leve e vem mais tranquila! Caso contrário, já estou pensando em abrir um curso: “como manter o bom humor quando tudo resolve dar errado”! Vagas limitadas, pagamento só quando o salário lembrar de ficar até o fim do mês!

 

J.K – 02.05.26




Rio: cidade maravilhosa!


 Não sei explicar direito o que essa cidade faz comigo! Basta ouvir seu nome que meu coração já começa a viajar antes mesmo das malas ficarem prontas. É como reencontrar alguém que faz parte da nossa história, mesmo quando a distância insiste em nos separar.


 O Rio de Janeiro não é apenas lindo! O Rio emociona! É impossível ficar indiferente diante do Cristo Redentor abraçando o céu, do mar beijando a areia, do Pão de Açúcar desenhando o horizonte ou daquele pôr do sol que parece ter sido pintado pelas mãos de Deus.


 Mas eu também conheço suas dores! Sei das notícias que entristecem, da violência que assusta, das desigualdades que machucam e de tantas pessoas que acordam todos os dias lutando por uma vida melhor. E talvez seja justamente por isso que meu carinho seja ainda maior. Porque amar de verdade não é enxergar apenas as qualidades, é permanecer ao lado mesmo quando existem feridas que precisam cicatrizar.


 Toda vez que volto ao Rio, tenho a sensação de que a cidade me recebe com um abraço silencioso. E toda vez que vou embora, deixo um pedaço de mim caminhando pelo calçadão, olhando o mar ou agradecendo, em silêncio, aos pés do Cristo.


J.K – 21.04.26





Ousadia à moda antiga!

 

 Vou te contar um pouco da minha juventude, daquela fase em que a gente descobria tudo na prática, sem manual e sem vergonha de tentar. Era  pura coragem, curiosidade à flor da pele e uma vontade enorme de ir sempre um pouco além.


 Porque a verdade é simples: o que a galera faz hoje, a gente já fazia! Talvez com menos pressa, mas com muito mais intenção. O beijo não era só beijo, era convite, teste e provocação. Era ali que começava o jogo de verdade!


 O interesse era direto, físico e presente, nada virtual. Bastava um olhar mais demorado, uma aproximação calculada, um toque que demorava um segundo a mais e a gente sabia exatamente o que estava fazendo, mesmo fingindo que não!


 E ninguém era tão inocente assim! Existia malícia, curiosidade e muita vontade de ir além, até o pódio. Cada um no seu ritmo, claro, mas todo mundo entendendo o clima no ar! Era um jogo de sedução, cheio de códigos, onde quem sabia ler, avançava.


 Era ousado, sim! Mas era no detalhe, no quase, no limite! A graça estava justamente nisso. Em provocar sem dizer tudo, em chegar perto sem entregar tudo. E talvez por isso fosse tão bom!  A gente tinha atitude, coragem e aquela malícia que não precisava ser escancarada pra ser entendida.

 

J.K – 21.04.26






sexta-feira, 24 de julho de 2026

Do teu jeitinho!

 

 Guria, tem coisas em ti que eu já parei de tentar explicar para mim mesmo! Às vezes parece que tu sabe exatamente o que deseja e quer. Em outras, muda de rumo de uma hora pra outra e deixa todo mundo tentando acompanhar teus passos, inclusive eu! E, pra te dizer a verdade, acho que tu sempre foi assim! Tu vives a vida com tanta intensidade que qualquer decisão tua vem carregada de emoção.

 

 Quando tu gostas de alguém, te entrega de verdade, se apega, cria laços e vontade de ficar por perto. Mas também carrega dentro de ti uma liberdade que fala ainda mais alto! Se alguma coisa perde o sentido, teu coração muda de direção sem pedir licença nenhuma. E quem olha de fora muitas vezes custa a entender esse teu jeito xucro de guria do mato!

 

 Já te vi falar coisas que nem eram exatamente o que estava sentindo e já te vi fazer tempestade por causa de uma mágoa pequena e, pouco depois, aparecer com aquele sorriso que acaba com qualquer discussão. E tem horas em que teu orgulho te leva embora, mas também tem horas em que a saudade te traz de volta! E assim tu segues entre a razão e o sentimento, entre o impulso e a vontade de acertar.

 

 E também existe esse teu lado teu meio desajeitado quando o assunto é amor! Quanto mais importante alguém se torna pra ti, mais tu tenta esconder o que sente! E nessa tentativa de proteger o próprio coração, acaba se atrapalhando com palavras, atitudes e silêncios que dizem muito mais do que tu imaginas!

 

  Mas, talvez, seja justamente isso que faz de ti alguém tão difícil de esquecer! Tu é inteira e autêntica! Quando quer, quer de verdade e quando escolhe ficar, ficar! E quando se zanga, o mundo inteiro percebe! E quando ama, mesmo tentando esconder, teus olhos acabam contando a história antes mesmo da tua própria voz.

 

 E eu acho bonito esse teu jeito, aliás, adoro! É bonito porque é verdadeiro, porque é humano! Bonito porque, no fim das contas, tu segues vivendo conforme aquilo que teu coração manda, sem ensaio, sem máscara e sem pedir desculpa por ser exatamente quem tu é!

 

J.K – 03.06.26




Fruta madura!

 

 Eu adoro estar contigo! Gosto do teu carinho, do teu jeito de me olhar, do sorriso que aparece antes de um beijo. Cada momento ao teu lado desperta em mim um desejo que nunca cansa de voltar!


 Quando estamos juntos, esqueço o resto do mundo! Cada toque, cada abraço e cada beijo fazem meu coração disparar. É nesses momentos que percebo o quanto eu gosto de nós e da nossa entrega!


 Tu és a minha fruta madura! A pessoa que desperta o melhor e o mais intenso de mim! E eu só quero continuar vivendo tudo isso contigo!


J.K. – 28.06.26





quinta-feira, 23 de julho de 2026

Minha fruta madura (censurada)!

 

 Eu adoro beijar teus pés, pôr teus pés na minha boca, fazer massagem e carinhos. Afinal, eles são lindos! Gosto quando tu mordes teus lábios, me olhas com cara de safada, jogas os cabelos para trás e me pedes para te possuir.


 Fico louco quando tu contorces teu corpo, te arrepias e gemes baixinho, quando me falas palavras obscenas e arranhas minhas costas. E, juntos, a gente gosta de inventar novos pecados sem nenhum pudor.


 Afinal, eu adoro pecar contigo, te beijar todinha, penetrar em todos os teus mistérios para depois me afogar com teu mel. Tu és a minha fruta madura, louca para ser chupadinha e devorada!


J.K. – 28.06.26






Quando toca nossa canção no rádio!

 

 Quando toca nossa canção no rádio, bate uma saudade de ti que parece não ter fim! Escuta este cara tão carente, que humildemente só te pede para te ver. Tu sabes que eu topo qualquer parada por ti! Então, esquece tudo e vem!


 Eu estou morrendo de saudade, com vontade dos teus beijos e de te amar. Escuta a voz dos nossos corações, não te faças de difícil! Não merecemos esta solidão, mas sim estarmos juntinhos, trocando juras de amor!


 Então, aumenta o som do rádio quando tocar a nossa canção, me liga, me chama e vamos reviver nossas emoções, escrever a nossa história. Somos como queijo e goiabada. A gente se completa!


J.K. – 03.07.26




A dança que nunca terminou!

 

 De repente, na minha playlist começou a tocar Luiz Miguel e eu lembrei de ti, de nós dois abraçados, dançando agarradinhos ao som de La Barca! Lembro que eu não conseguia desgrudar os olhos do teu decote! Enquanto isso, você me olhava com malícia e apertava meu corpo ainda mais junto ao teu, num delicioso dois pra lá, dois pra cá, em um frenético balanço e frenesi que parecia fazer o mundo desaparecer.


 Não esqueço do teu vestido vermelho, que desenhava tuas curvas e me deixava ainda mais louco e completamente vidrado em ti! Lembro com carinho de quando você aproximou a boca do meu ouvido e, com a voz rouca e cheia de malícia, cantou um trecho da música que dizia, em essência, que: "mesmo quando a vida nos leva para longe, uma parte de nós continua esperando pelo outro". Um arrepio tomou conta do meu corpo inteiro!


 Naquele instante, a letra, carregada de emoção, deixou de ser apenas um bolero e se transformou na mais bonita declaração de amor e, ao mesmo tempo, de despedida que já recebi! Senti que você me presenteou com um pedaço da tua alma! E, por mais que o tempo tenha passado, ainda guardo aquele momento com um carinho que nunca foi embora.


 J.K. – 01.07.26




Meu coração!

 

 Laranja, amarelo ou dourado! Afinal, de que cor é o meu coração? Sempre pensei que ele fosse laranja. Depois, dourado! Mas descobri, através de você, que ele é amarelo!


 Hoje ele é vermelho, mas pode ser da cor que bem quiser ou da cor que tu desejar! Meu coração bate feliz quando te vê ou quando encontra os amigos. Mas bate ainda mais forte quando encontra a família toda reunida!


 E, tem dias em que ele não bate, mas apanha! Em outros, sorri feliz! Há dias em que chora de saudade ou por causa de uma desavença. Só sei que ele ainda bate normal ou fora do ritmo, bate desafinado, com taquicardia, mas bate sempre que te encontra, quando você envia um whats ou simplesmente fala contigo!


J.K. – 04.07.26