sexta-feira, 31 de julho de 2026

Cansei de escrever sobre o amor!

 

 

  Ando cansado de escrever sobre o amor, justo eu que vivo tateando esse sentimento como quem aprende a nadar no susto. Sempre me vi leve demais para promessas longas, intenso demais para histórias mornas. Meus amores tiveram gosto de começo, aquele arrepio bom que chega sem avisar e bagunça tudo por dentro. Foram encontros de horas, dias, meses! Ainda assim, foram verdadeiros enquanto existiram! Eu sei disso porque senti! E sentir, para mim, sempre foi o mais perto que cheguei de amar!

 

 Já me despedi de gente que a vida levou para longe e também de quem ficou, mas precisou seguir outro caminho. Em alguns momentos culpei o destino, em outros aceitei com respeito aquilo que escapava das minhas mãos. Hoje olho para trás com mais calma e entendo que cada história teve seu tempo certo, seu jeito certo de acontecer! E, de alguma forma, todas deixaram um pedaço bonito dentro de mim.

 

 Mesmo com esse histórico meio desajeitado, sigo acreditando! Acredito no encontro que chega sem roteiro, no abraço que encaixa, no olhar que diz tudo sem uma palavra! Ao mesmo tempo, aprendi a gostar da minha própria companhia! Tem dias em que o silêncio da casa conversa comigo, o café quente vira companhia e a paz de estar só tem um valor que pouca gente entende. 

 

 Claro que, de vez em quando, bate aquela vontade de dividir a vida com alguém! De ter um corpo perto, um riso cúmplice na mesa, uma rotina com cheiro de afeto! Só que aprendi que felicidade mora em instantes, pequenos e sinceros. Nada precisa durar para ser verdadeiro! Talvez seja isso que torna tudo mais especial!

 

 Hoje eu fecho esse capítulo com carinho, sem drama e sem promessas grandiosas! Amanhã posso mudar de ideia, escrever de novo, me apaixonar de novo, viver tudo outra vez com o mesmo entusiasmo de sempre! Porque, no fundo, eu sei: o amor move tudo! E eu sigo aqui, inteiro, vivendo e amando do meu jeito.

 

J.K – 03.05.26




Entre temporais e boletos!

 

 Confesso que achei que houve um certo exagero por parte da mídia e dos órgãos responsáveis pelos alertas climáticos. Durante dias, o Rio Grande do Sul viveu sob a expectativa de uma semana de terror, com previsão de vendavais, granizo e chuvas intensas. Elas vieram, é verdade, mas atingiram apenas algumas regiões. Em outras, tudo aconteceu dentro do esperado.


 Não sou contra os alertas, muito pelo contrário! Depois da tragédia que vivemos em 2024, toda prevenção é pouca e necessária. Apenas acredito que eles poderiam ser um pouco mais específicos, indicando com maior precisão as regiões realmente ameaçadas.


 Eu e meu colega estávamos justamente no Alto Uruguai quando o tempo resolveu mostrar sua força. Pegamos de tudo pela estrada: chuva torrencial, granizo, rajadas de vento e até um tornado entre Santo Cristo, Santa Rosa e Giruá. É uma sensação difícil de explicar. Ao mesmo tempo em que assusta, também desperta fascínio! Como pode o vento ganhar a forma de um enorme funil e, em poucos minutos, transformar completamente uma paisagem?


 Agora, de volta ao conforto do meu apartamento, organizo as malas outra vez. A próxima semana promete novos quilômetros, novas visitas aos clientes e, pelo visto, mais uma dose de instabilidade no tempo. Mas quem vive na estrada aprende que não dá para esperar o céu abrir. Os boletos não suspendem o vencimento porque está chovendo. Aliás, às vezes eles conseguem ser mais implacáveis do que o granizo e os temporais.


 Então, não tem muito segredo! É respirar fundo, ligar o carro, colocar a fé no banco do carona e seguir viagem. Porque a vida, faça sol ou faça tempestade, continua chamando a gente para a estrada.

 

J.K. – 31.07.26




sábado, 25 de julho de 2026

Semana com defeito de fábrica!

 

 Tem dias que chegam chegando, batem na porta e já entram bagunçando tudo, deixando a vida da gente de pernas para o ar. Essa semana foi dessas que testam a paciência, a fé e até o estoque de café! Teve momento em que eu olhei para o céu e soltei um sincero “para o mundo que eu quero descer”! Foi quase um pedido de pausa geral, tipo apertar o botão do controle da vida e dar uma respirada.

 

 Foi uma sequência de coisas que deram erradas! Parecia que alguém lá em cima resolveu me colocar em modo desafio nível hard. Cada tentativa de resolver uma coisa vinha acompanhada de outra surpresa! Ainda assim, no meio do caos, sempre aparece aquele fiozinho de esperança dizendo que amanhã pode vir mais leve e eu me agarro nisso com gosto!

 

 Primeiramente veio o capítulo financeiro, aquele clássico brasileiro raiz. O salário tirou férias antes do mês terminar e eu fiquei aqui fazendo malabarismo digno de circo. E o mercado? Parece que cada ida virou um evento de luxo. Dá vontade de olhar para o carrinho e perguntar quem autorizou essa extravagância toda! A vida real exige criatividade, coragem e um bom senso de humor para seguir em frente. E eu confesso que o meu tá no limite, acabando ou já acabou!

 

 Seguidamente, a máquina de lavar roupas resolveu pedir aposentadoria e meu velho companheiro de som entrou em greve! Logo ele, que ainda toca cd, fita e lp com orgulho, praticamente um museu em funcionamento. Enquanto o mundo vive de playlist, eu sigo firme no modo retrô! Inclusive, já estou aguardando ligação para participar de “Jurassic Park: o retorno do toca-fitas”!

 

E para fechar com chave de ouro, o Kazinho acendeu uma luz misteriosa no painel que eu nem sabia que existia. Aquela luz que parece dizer “descobre aí o que eu quero”! Fingi costume, dei um tapinha no volante e seguimos juntos, cada um fingindo que entende o outro na promessa de amanhã ele vai visitar o mecânico Elói!

 

 No fim das contas, a semana veio pesada, mas rendeu história de terror e de riso nervoso. E se a vida resolveu testar minha resistência, eu respondi com ironia, teimosia e um leve talento para sobreviver ao caos. Semana que vem, por favor, pega leve e vem mais tranquila! Caso contrário, já estou pensando em abrir um curso: “como manter o bom humor quando tudo resolve dar errado”! Vagas limitadas, pagamento só quando o salário lembrar de ficar até o fim do mês!

 

J.K – 02.05.26




Rio: cidade maravilhosa!


 Não sei explicar direito o que essa cidade faz comigo! Basta ouvir seu nome que meu coração já começa a viajar antes mesmo das malas ficarem prontas. É como reencontrar alguém que faz parte da nossa história, mesmo quando a distância insiste em nos separar.


 O Rio de Janeiro não é apenas lindo! O Rio emociona! É impossível ficar indiferente diante do Cristo Redentor abraçando o céu, do mar beijando a areia, do Pão de Açúcar desenhando o horizonte ou daquele pôr do sol que parece ter sido pintado pelas mãos de Deus.


 Mas eu também conheço suas dores! Sei das notícias que entristecem, da violência que assusta, das desigualdades que machucam e de tantas pessoas que acordam todos os dias lutando por uma vida melhor. E talvez seja justamente por isso que meu carinho seja ainda maior. Porque amar de verdade não é enxergar apenas as qualidades, é permanecer ao lado mesmo quando existem feridas que precisam cicatrizar.


 Toda vez que volto ao Rio, tenho a sensação de que a cidade me recebe com um abraço silencioso. E toda vez que vou embora, deixo um pedaço de mim caminhando pelo calçadão, olhando o mar ou agradecendo, em silêncio, aos pés do Cristo.


J.K – 21.04.26





Ousadia à moda antiga!

 

 Vou te contar um pouco da minha juventude, daquela fase em que a gente descobria tudo na prática, sem manual e sem vergonha de tentar. Era  pura coragem, curiosidade à flor da pele e uma vontade enorme de ir sempre um pouco além.


 Porque a verdade é simples: o que a galera faz hoje, a gente já fazia! Talvez com menos pressa, mas com muito mais intenção. O beijo não era só beijo, era convite, teste e provocação. Era ali que começava o jogo de verdade!


 O interesse era direto, físico e presente, nada virtual. Bastava um olhar mais demorado, uma aproximação calculada, um toque que demorava um segundo a mais e a gente sabia exatamente o que estava fazendo, mesmo fingindo que não!


 E ninguém era tão inocente assim! Existia malícia, curiosidade e muita vontade de ir além, até o pódio. Cada um no seu ritmo, claro, mas todo mundo entendendo o clima no ar! Era um jogo de sedução, cheio de códigos, onde quem sabia ler, avançava.


 Era ousado, sim! Mas era no detalhe, no quase, no limite! A graça estava justamente nisso. Em provocar sem dizer tudo, em chegar perto sem entregar tudo. E talvez por isso fosse tão bom!  A gente tinha atitude, coragem e aquela malícia que não precisava ser escancarada pra ser entendida.

 

J.K – 21.04.26






sexta-feira, 24 de julho de 2026

Do teu jeitinho!

 

 Guria, tem coisas em ti que eu já parei de tentar explicar para mim mesmo! Às vezes parece que tu sabe exatamente o que deseja e quer. Em outras, muda de rumo de uma hora pra outra e deixa todo mundo tentando acompanhar teus passos, inclusive eu! E, pra te dizer a verdade, acho que tu sempre foi assim! Tu vives a vida com tanta intensidade que qualquer decisão tua vem carregada de emoção.

 

 Quando tu gostas de alguém, te entrega de verdade, se apega, cria laços e vontade de ficar por perto. Mas também carrega dentro de ti uma liberdade que fala ainda mais alto! Se alguma coisa perde o sentido, teu coração muda de direção sem pedir licença nenhuma. E quem olha de fora muitas vezes custa a entender esse teu jeito xucro de guria do mato!

 

 Já te vi falar coisas que nem eram exatamente o que estava sentindo e já te vi fazer tempestade por causa de uma mágoa pequena e, pouco depois, aparecer com aquele sorriso que acaba com qualquer discussão. E tem horas em que teu orgulho te leva embora, mas também tem horas em que a saudade te traz de volta! E assim tu segues entre a razão e o sentimento, entre o impulso e a vontade de acertar.

 

 E também existe esse teu lado teu meio desajeitado quando o assunto é amor! Quanto mais importante alguém se torna pra ti, mais tu tenta esconder o que sente! E nessa tentativa de proteger o próprio coração, acaba se atrapalhando com palavras, atitudes e silêncios que dizem muito mais do que tu imaginas!

 

  Mas, talvez, seja justamente isso que faz de ti alguém tão difícil de esquecer! Tu é inteira e autêntica! Quando quer, quer de verdade e quando escolhe ficar, ficar! E quando se zanga, o mundo inteiro percebe! E quando ama, mesmo tentando esconder, teus olhos acabam contando a história antes mesmo da tua própria voz.

 

 E eu acho bonito esse teu jeito, aliás, adoro! É bonito porque é verdadeiro, porque é humano! Bonito porque, no fim das contas, tu segues vivendo conforme aquilo que teu coração manda, sem ensaio, sem máscara e sem pedir desculpa por ser exatamente quem tu é!

 

J.K – 03.06.26




Fruta madura!

 

 Eu adoro estar contigo! Gosto do teu carinho, do teu jeito de me olhar, do sorriso que aparece antes de um beijo. Cada momento ao teu lado desperta em mim um desejo que nunca cansa de voltar!


 Quando estamos juntos, esqueço o resto do mundo! Cada toque, cada abraço e cada beijo fazem meu coração disparar. É nesses momentos que percebo o quanto eu gosto de nós e da nossa entrega!


 Tu és a minha fruta madura! A pessoa que desperta o melhor e o mais intenso de mim! E eu só quero continuar vivendo tudo isso contigo!


J.K. – 28.06.26





quinta-feira, 23 de julho de 2026

Minha fruta madura (censurada)!

 

 Eu adoro beijar teus pés, pôr teus pés na minha boca, fazer massagem e carinhos. Afinal, eles são lindos! Gosto quando tu mordes teus lábios, me olhas com cara de safada, jogas os cabelos para trás e me pedes para te possuir.


 Fico louco quando tu contorces teu corpo, te arrepias e gemes baixinho, quando me falas palavras obscenas e arranhas minhas costas. E, juntos, a gente gosta de inventar novos pecados sem nenhum pudor.


 Afinal, eu adoro pecar contigo, te beijar todinha, penetrar em todos os teus mistérios para depois me afogar com teu mel. Tu és a minha fruta madura, louca para ser chupadinha e devorada!


J.K. – 28.06.26






Quando toca nossa canção no rádio!

 

 Quando toca nossa canção no rádio, bate uma saudade de ti que parece não ter fim! Escuta este cara tão carente, que humildemente só te pede para te ver. Tu sabes que eu topo qualquer parada por ti! Então, esquece tudo e vem!


 Eu estou morrendo de saudade, com vontade dos teus beijos e de te amar. Escuta a voz dos nossos corações, não te faças de difícil! Não merecemos esta solidão, mas sim estarmos juntinhos, trocando juras de amor!


 Então, aumenta o som do rádio quando tocar a nossa canção, me liga, me chama e vamos reviver nossas emoções, escrever a nossa história. Somos como queijo e goiabada. A gente se completa!


J.K. – 03.07.26




A dança que nunca terminou!

 

 De repente, na minha playlist começou a tocar Luiz Miguel e eu lembrei de ti, de nós dois abraçados, dançando agarradinhos ao som de La Barca! Lembro que eu não conseguia desgrudar os olhos do teu decote! Enquanto isso, você me olhava com malícia e apertava meu corpo ainda mais junto ao teu, num delicioso dois pra lá, dois pra cá, em um frenético balanço e frenesi que parecia fazer o mundo desaparecer.


 Não esqueço do teu vestido vermelho, que desenhava tuas curvas e me deixava ainda mais louco e completamente vidrado em ti! Lembro com carinho de quando você aproximou a boca do meu ouvido e, com a voz rouca e cheia de malícia, cantou um trecho da música que dizia, em essência, que: "mesmo quando a vida nos leva para longe, uma parte de nós continua esperando pelo outro". Um arrepio tomou conta do meu corpo inteiro!


 Naquele instante, a letra, carregada de emoção, deixou de ser apenas um bolero e se transformou na mais bonita declaração de amor e, ao mesmo tempo, de despedida que já recebi! Senti que você me presenteou com um pedaço da tua alma! E, por mais que o tempo tenha passado, ainda guardo aquele momento com um carinho que nunca foi embora.


 J.K. – 01.07.26




Meu coração!

 

 Laranja, amarelo ou dourado! Afinal, de que cor é o meu coração? Sempre pensei que ele fosse laranja. Depois, dourado! Mas descobri, através de você, que ele é amarelo!


 Hoje ele é vermelho, mas pode ser da cor que bem quiser ou da cor que tu desejar! Meu coração bate feliz quando te vê ou quando encontra os amigos. Mas bate ainda mais forte quando encontra a família toda reunida!


 E, tem dias em que ele não bate, mas apanha! Em outros, sorri feliz! Há dias em que chora de saudade ou por causa de uma desavença. Só sei que ele ainda bate normal ou fora do ritmo, bate desafinado, com taquicardia, mas bate sempre que te encontra, quando você envia um whats ou simplesmente fala contigo!


J.K. – 04.07.26






quarta-feira, 22 de julho de 2026

A plantinha que conquistou o bairro!

 

 Minha ex me deu um vaso de flores meio estranho! Para ser sincero, aquilo parecia mais um matagal do que uma planta de apartamento. Mesmo assim, confesso que gostei! Além de bonita, deixava um perfume delicioso pela casa. No começo achei esquisito, mas depois, me acostumei. Hoje, não consigo mais imaginar o apartamento sem aquele verdinho ocupando um cantinho da sala.

 

 O engraçado era receber visitas! Sem exceção, todo mundo parava na frente do vaso e fazia a mesma pergunta: "Que planta é essa?". Como nunca fui agricultor, respondia com toda sinceridade que não fazia ideia! Só dizia que gostava dela e pronto.

 

 O mais curioso veio depois! Descobri que aquela plantinha tinha um "barato" todo especial! Bastava entrar no apartamento para o ambiente ficar mais leve, mais agradável e mais cheiroso. Resultado? Hoje tenho sérias dúvidas se os meus amigos vêm me visitar ou se vêm matar a saudade da famosa plantinha! E, sinceramente, nem vou perguntar, vai que a resposta me desagrada!


J.K. – 19.07.26



terça-feira, 21 de julho de 2026

Sim, sou um sujeito estranho!

 

 Sim, sou um jeito estranho, confesso! Não sou de procurar as pessoas, pois tenho sempre a impressão de que estou sempre atrapalhando. Esse é um dos mil e um defeitos que eu tenho! Aqui, entre nós, prefiro que me procurem! Então, por favor, não me levem a mal! Não é desinteresse, é só meu jeitinho meio “não vou incomodar ninguém” por existir!


 Também não sou de fazer algo só para agradar os outros! Antes de tudo, prefiro agradar a mim mesmo! Se estou contigo, ando e converso contigo, sinta-se lisonjeado! É sinal de que eu gosto de ti! E se frequento a tua casa, aí sim, és privilegiado!


 Confraternizações e festas também não são muito comigo! Como trabalho com multidões e tento, quase sempre, ser sociável e agradável, quando termina o expediente, tudo o que eu quero é paz e sossego! Ficar em casa, ver um bom filme ou ler um livro e, de preferência, ter a minha família por perto! Então, se você me convidou para sua festa e eu fui, pode anotar: foi um milagre!


 Sim, eu sou um sujeito estranho e costumo dizer que fujo dos padrões impostos por essa sociedade que adora um molde pronto! Não gosto de me encaixar, embora respeite! Prefiro remar contra a maré, ser o avesso do avesso! Dá mais trabalho? Dá! Mas pelo menos, ao contrário de muitos, sou único, não apenas mais um na multidão! E, até quando vai ser assim? Não sei! Mas, por enquanto, estou confortável sendo exatamente desse jeito!

 

J.K – 21.04.26




segunda-feira, 20 de julho de 2026

Bons e velhos tempos que não voltam mais!

 

 Deixa eu te contar: a gente também aprontava na minha época, viu? Só que com mais estratégia do que pressa! Nada de atalho, era tudo no olho no olho, no timing certo e com aquela coragem meio inconsequente. No fundo, o jogo sempre foi o mesmo! Só mudaram os cenários.

 

 Os bailinhos eram praticamente um laboratório de segundas intenções. A gente ia arrumado, perfumado e cheio de planos que nem sempre eram tão inocentes assim! Dançar grudado era teste de aproximação, de limite, de até onde dava pra ir sem ouvir um “te enxerga”!


Recordo que tu vinhas toda produzida, sabendo exatamente o efeito que causava. E eu ali, fingindo controle, mas já negociando mentalmente cada centímetro de proximidade! Um passo a mais, uma mão que demora um pouco mais, um olhar que entrega mais do que devia. Era um jogo de sedução! E ninguém era tão inocente quanto parecia.


 E então chegava o momento decisivo! O tal do “te levo em casa”! O carro do pai virava cenário principal! No caminho, conversa boa, risada solta e aquela "tensão" gostosa crescendo sem pedir licença. E na frente do portão, silêncio! Mas, aquele silêncio que dizia tudo!


 E o beijo não era qualquer beijo! Era demorado, curioso e explorador! Mão na mão, depois já nem tão na mão assim. Sempre com aquele freio de última hora, porque alguém podia acordar ou porque a coragem ainda tinha limite! Mas a intenção, essa estava ali, bem clara!


 A gente não tinha a pressa de hoje, mas também não era santo, não! Sabia provocar, segurar, avançar e recuar! Era menos explícito, mas muito mais cheio de malícia! E talvez seja por isso que era tão bom!


 Hoje eu lembro e dou risada. A gente se divertia e sabia que já estava aprendendo direitinho o jogo mais antigo do mundo!

 

J.K – 21.04.26




domingo, 19 de julho de 2026

A saudade continua morando aqui!

 

 Hoje fazem dois anos que tu partiste! O câncer venceu a batalha e acabou nos separando. Nesse tempo, ele também levou outros amigos queridos. Mas, por mais que os dias tenham passado, tu continuas morando nos meus pensamentos e, principalmente, no meu coração.


 Sinto saudades das comidinhas deliciosas que preparavas para nós dois, das tardes ao lado dos teus amigos, dos passeios por ruas e bairros desconhecidos da capital e, sobretudo, do teu jeito de cuidar de mim! Tu me estragavas com mimos, beijinhos e carinhos sem ter fim.


 Também sinto saudades da tua alegria, mesmo nos dias em que a dor insistia em aparecer! Tenho saudades até dos nossos pequenos estresses. Das noites de filme, quando tu sempre acabavas dormindo no meu peito e, depois, acordavas perguntando como terminava a história. E, é claro, dos nossos namoros intermináveis, que nos deixavam sem fôlego e completamente felizes.


 Hoje percebo que o amor não acaba quando a vida termina! Ele apenas aprende um novo jeito de existir. E a saudade! Ah, essa continua vivendo comigo todos os dias! Porque há pessoas que partem deste mundo, mas nunca vão embora do coração. E, enquanto eu lembrar de ti com esse sorriso, uma parte de nós continuará viva para sempre!


J.K. – 19.07.26




Manual nada oficial da solteirice digital!

  

 Tem uma coisa curiosa que aprendi rolando o feed como quem faz pesquisa de campo. Dá para perceber quando uma mulher está solteira com uma facilidade impressionante! Quando vive um relacionamento, as fotos costumam vir acompanhadas, clima de família, casal sorrindo, amigos por perto, vida compartilhada! Aí, de repente, muda o vento! Surge uma sequência de fotos solo, poses ensaiadas, iluminação caprichada e um festival de filtro que transforma até segunda-feira em capa de revista.

 

 E tem o clássico repertório das poses: beicinho estratégico, olhar de lado, aquela tentativa de sensualidade que às vezes vira comédia sem querer. Eu dou risada com respeito, porque faz parte do jogo! O mais engraçado é que foto de balada quase nunca aparece. Parece que a festa acontece em segredo, como se tivesse um código de silêncio que ninguém comentou comigo.

 

 As frases também entregam muito! É cada legenda cheia de atitude que até o algoritmo fica intimidado. Mulher decidida, que sabe o que quer, dona do próprio destino e com currículo emocional atualizado. Eu leio e penso que essa segurança toda devia vir com manual, porque na vida real a gente tropeça bem mais do que admite.

 

 Agora, o que realmente me intriga é essa necessidade de transformar a vida em vitrine! Tudo vira conteúdo: o café, o jantar, a companhia, o humor do dia! Às vezes parece que viver perdeu um pouco da graça e virou uma obrigação de postar. Eu mesmo já entrei nessa onda e hoje tento me segurar! Nem sempre consigo, confesso! Tem dias em que quase tiro foto até do copo d’água, depois lembro que a sede passa sem plateia.

 

 E os relacionamentos entraram nessa dança também! Antes tinha a conversa, o olhar e aquele jogo lento de conquista. Hoje o pedido chega rápido e direto, como se fosse item de lista de compras e aquele pedido sem vergonha de nudes. Se agradou, continua! Se cansou, um bloqueio resolve tudo! Prático, rápido e sem charme! Eu fico me sentindo um modelo antigo que ainda acredita em papo olho no olho e risada sem filtro.

 

 No fim das contas, talvez eu esteja mesmo ficando ultrapassado, mesmo jurando que sou moderno. Só que tem uma coisa que eu seguro com gosto: viver mais do que postar! Até porque já dá um trabalhão cuidar da minha própria bagunça! Imagina ainda administrar a vida dos outros pelo celular.

 

J.K – 03.05.26




 

Quando o amor vira desvio de rota!

 

 Confesso: "eu não terminei um relacionamento, eu finalizei um capítulo com direito a ponto final, parágrafo e até mudança de livro"! Chegou um momento em que eu não estava só cansado, eu estava tipo celular em 1% de bateria, modo economia ligado e procurando desesperadamente um carregador emocional que simplesmente não existia mais! E olha, insistir nisso seria tipo tentar carregar o celular na tomada errada. Não dá!


 Tu conseguiu um feito raro: esgotar até o estoque de paciência que eu nem sabia que eu ainda tinha! E não foi de uma vez só, não! Foi no gotejamento, naquelas pequenas coisas que vão desgastando, tipo chinelo ruim que arrebenta bem no meio da rua! Quando eu vi, não tinha mais nada para segurar, nem amor, nem amizade, nem vontade de tentar mais uma vez.


 E o mais curioso é que não sobrou raiva, eu juro! Nada de ranço e nada de desejo de vingança! Eu só quero distância mesmo, tipo duas pessoas educadas que se cumprimentam de longe e seguem cada uma pro seu lado. Inclusive, se puder evitar qualquer chance de trombarmos pelas ruas de Caxias do Sul, eu agradeço profundamente. E volto a frisar: "não é mágoa, é só logística emocional"!


 Teve um momento em que eu sentei e comecei a deletar tudo: conversas, fotos, lembranças digitais e, aos poucos, até as emocionais foram indo junto! Foi quase uma limpeza de primavera, só que no coração! E olha, deu um alívio que nem eu esperava! Descobri que desapegar também pode ser terapêutico, tipo abrir espaço no armário e perceber que agora cabe muita coisa nova1


 Hoje somos dois completos desconhecidos! E, sinceramente, acho que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Porque tem gente que não nasceu pra continuar na nossa história, nasceu só pra escrevermos alguns capítulos e sair de cena. A vida segue, e eu sigo mais leve, mais consciente e, principalmente, mais em paz comigo mesmo.


J.K – 11.04.26




Quando a conversa vira monólogo e a gente nem percebe!

 

 

 Essa semana vivi uma daquelas cenas que, se não fosse trágica, daria um baita quadro de comédia! Lá estava eu, empolgado, contando um assunto que, na minha cabeça, era digno de documentário! Quando percebo que meu colega estava em um relacionamento sério com o celular! Olhar fixo, dedo rolando, zero reação! Fiz até um teste básico: “E aí, o que tu acha disso que falei?”. Ele, num talento digno de ator, desconversou! Traduzindo: não ouviu absolutamente nada! E o pior, não foi a primeira vez! Eu sigo sendo deixado no vácuo com uma frequência que já dava pra virar rotina! E mesmo assim, eu ainda me surpreendo!

 

 Hoje teve reprise! Comecei a contar uma história para uma colega e, no meio do caminho, meu assunto sofreu um golpe fatal! Sem aviso prévio, sem direito a defesa! Ela simplesmente sequestrou o tema e começou a falar do dela, com uma naturalidade impressionante! O meu relato ficou estendido no chão, sem ninguém nem fechar os olhos! Foi embora ali mesmo, sem plateia, sem aplauso, sem nada!

 

 E olha, não é só comigo! Tenho percebido isso em geral! Com colegas, com clientes, com todo mundo! Parece que ouvir virou artigo de luxo! A conversa virou uma disputa silenciosa de quem consegue falar mais de si mesmo sem ser interrompido! Cada um defendendo o seu mundinho como se fosse manchete de jornal! Interesse pelo outro está em falta no estoque!

 

 Claro, em um momento de sinceridade quase dolorosa, pensei: vai ver o problema sou eu! Vai ver minhas histórias são um tédio completo! Mas pensando melhor, não fecha a conta! Porque eu escuto! Eu deixo espaço! Eu entro no assunto do outro! Eu tento, pelo menos!

 

 No fim das contas, fica a reflexão com uma pitada de riso nervoso: será que estamos conversando ou só esperando a nossa vez de falar? Porque, do jeito que vai, qualquer dia vou precisar mandar um áudio pra mim mesmo, só pra ter certeza de que alguém me escutou!

 

J.K – 02.05.26




sábado, 18 de julho de 2026

Quem foi que inventou o inverno?

 

 Confesso que não aguento mais o frio! Este ano, as temperaturas judiaram dos gaúchos, principalmente, de quem mora na Serra! Tem feito dias de renguear cusco! Nem o tradicional chimarrão e uma boa sopa de agnolini conseguem aquecer a alma.


 E não que eu esteja contando os dias, capaz! Mas faltam exatamente 66 dias para a primavera e 156 para o verão. Hoje, o frio deu uma trégua aqui em Caxias do Sul e a temperatura está tri agradável! Só que eu sei que essa alegria tem prazo de validade! A previsão é de muita chuva, temporal, granizo e, logo depois, a terceira massa de ar frio. Ser gaúcho não é para os fracos tchê!


 E, não sei se fui eu que envelheci ou se este inverno resolveu bater todos os recordes, mas tem feito frio demais! Acordar às cinco da manhã, tomar banho e sair para trabalhar às seis virou um verdadeiro teste de resistência! No frio, só tenho vontade de ficar em casa, enrolado numa mantinha e cercado de comidas quentinhas. Não tenho vontade de sair, nem de namorar! Pode isso? Agora me contem uma coisa: quem é que realmente gosta do inverno?


J.K. – 18.07.26




Cansado, porém observador!

 

 Hoje é dia de textão! Sim, aquele desabafo que começa com um “não vou falar nada” e termina comigo falando tudo! Ando meio sem paciência, confesso! Não com a vida, mas com gente chata mesmo! Aquela turma que acorda de mau humor, respira reclamação e ainda acha que o mundo gira ao redor do próprio umbigo! Spoiler: não gira!

 

Sabe aquele colega ou amigo que nunca erra? Que sempre tem uma justificativa, uma história triste, um “mas você não entende”? Pois é! Eu entendo sim! Entendo que, às vezes, falta só um pouquinho de autocrítica! Porque ninguém é perfeito, mas tem gente que faz um esforço admirável para nunca admitir isso! E ainda distribui cara feia como se fosse brinde!

 

 E o humor? Ah, o humor! Oscila mais que Wi-Fi ruim! Não é bipolar, é tripolar com tendência a “não fale comigo antes do café, depois também não”! Você dá bom dia e recebe um olhar que parece cobrança de imposto atrasado! E, sinceramente, ninguém tem culpa do caos interno de ninguém! Se levou um puxão de orelha, talvez valha dar uma revisada nas atitudes! Dói menos do que fingir que o mundo inteiro está errado!

 

 Agora vem a parte que eu sei que pode doer um pouquinho! Tem gente vivendo num looping de frustração, alimentado a base de celular, fofoca e conteúdo vazio! É vídeo que não acrescenta nada, conversa que não leva a lugar nenhum e uma energia que cansa só de assistir! Minha gente, pelo amor de Deus! Vão viver um pouco, vão ler um livro, ver um filme bom, dar risada de verdade, tomar um ar!

 

E quero dizer que sou perfeito, nem eu, nem você mas é preciso ser minimamente leve! Parar de descontar nos outros aquilo que você não resolveu dentro de si mesmo! Porque ninguém merece virar saco de pancada emocional de colega ou amigo mal resolvido! Trabalho não é terapia coletiva gratuita, não!

 

 No fim das contas, eu sigo tentando fazer a minha parte! Rir mais, reclamar menos e, principalmente, me afastar do que pesa! Porque já basta a vida, né! E se for pra carregar alguma coisa, que seja uma boa história, um bom humor e, de preferência, um pouquinho de paz!

 

 

 J.K – 02.04.26





Aqueles bons e velhos tempos!

 

 Olha, vou te contar uma coisa aos meus leitores mais jovens: na juventude a gente também aprontava, viu? Só que do nosso jeito! Sem esse monte de exagero moderno, mas com uma criatividade que, sinceramente, dava conta do recado! Tudo que a gurizada faz hoje, a gente já fazia lá atrás, só que com menos tecnologia e mais coragem na cara!


 Eu lembro dos bailinhos como se fosse ontem! A gente ia arrumado, cabelo no lugar, perfume caprichado e uma missão bem clara: dançar grudado e, se o universo ajudasse, roubar um beijo no final da noite! Era tudo mais inocente ou pelo menos a gente fingia muito bem!


 Você aparecia toda produzida, vestido rodado, cheia de charme, e eu ali, tentando pagar de confiante, mas por dentro fazendo mil cálculos pra chegar perto sem levar um fora histórico! E quando a música era lenta, meu amigo, era ali que o coração acelerava mais que qualquer batida da banda!


 No fim da noite, vinha o grande momento e o carro do pai já estava praticamente escalado pra missão final: te levar até em casa! E ali, na frente do portão, com aquele silêncio suspeito e o medo clássico do pai acordar, acontecia o verdadeiro teste de coragem! Um beijo, um abraço, mão na mão e uma despedida que valia mais do que qualquer festa inteira!


 A verdade é que era tudo mais simples, mas ao mesmo tempo mais cheio de expectativa. A gente não tinha pressa de viver tudo de uma vez! Cada pequeno avanço já parecia uma vitória! E talvez seja por isso que essas lembranças ainda têm esse gosto bom de saudade.


 Hoje eu olho pra trás e dou risada! A gente achava que estava arrasando, cheio de estratégia, quando na verdade só estava tentando entender esse tal de gostar de alguém! E, no fundo, era exatamente isso que fazia tudo ser tão divertido!

 

J.K – 21.04.26




sexta-feira, 17 de julho de 2026

Do meu jeito, sem pedir licença!

 

 Vou confessar uma mania que carrego comigo desde minha infância: raramente sou eu quem procura as pessoas. E não pensem que é por falta de interesse ou descanso com alguém!  É que quase sempre eu fico com a sensação de que posso estar atrapalhando, então espero meus amigos me procurarem! Sei que não é o melhor jeito de viver, mas é o meu jeito de ser! Quem me conhece de verdade já aprendeu a perceber esse silêncio.


 Também nunca fui de fazer média para agradar alguém, quase sempre falo o que penso e quando perco a razão, as coisas pioram. Despejo toda a lama no ventilador! E, aqui entre nós, eu gosto das pessoas pelo que elas são, não pelo que esperam de mim! Por isso, quando escolho estar ao teu lado de alguém, ou passar uma tarde na casa dela, acredite: não é por educação! É porque eu quis! Porque eu gosto da tua companhia! Este é o meu jeito de demonstrar afeto discretamente! E se eu não for a tua casa, a tua festa, infelizmente, eu não simpatizo contigo! Desculpe!


 Ah! E tem outra coisa: depois de passar o dia falando com tanta gente, tudo o que eu quero é voltar para minha casa, assistir um bom filme, ler um livro, tomar um chimarrão e ter minha família por perto! Estas coisas simples fazem mais sentido para mim do que qualquer festa! Talvez eu seja estranho, ou talvez só tenha aprendido que a paz vale mais do que a obrigação de estar em todos os lugares. No fim das contas, continuo sendo assim: um sujeito que prefere ser verdadeiro a ser popular, embora eu já seja! E, sinceramente, já faz tempo que parei de pedir desculpas e licença por ser estranho!


J.K. – 21.04.26