Domingo, quarto dia da 35ª Festa Nacional da Uva, e eu fui assistir ao segundo desfile cênico na Caxias do Sul. Confesso: fui curioso… voltei emocionado! O desfile é ágil, vibrante, daqueles que passam num sopro. E, de repente, surge uma italiana bonita de encher os olhos, dessas que fazem a gente querer largar tudo e dançar tarantela no meio da rua. No final, muitos turistas fizeram exatamente isso! E eu quase fui junto!
A
história é bem contada, as coreografias são ensaiadas com capricho, as
vestimentas parecem ter saído de fotografias antigas que ganharam movimento.
Mas o que mais me tocou foi outra coisa: em alguns momentos, eu me senti parte
daquele cortejo. Não era só um espectador! Era alguém que também estava sendo
contado ali. Afinal, foi essa cidade que me acolheu há 40 anos, que me deu
chão, sotaque e pertencimento.
Eu,
que carrego sobrenome alemão e português, ouso brincar que sou um “gringo
avesso”, um italiano de coração emprestado. Falo alto, gesticulo, misturo
tradição com afeto e tenho esse jeito meio colono que já virou minha
assinatura. Ser filho adotivo de Caxias é isso: a gente escolhe amar e quando
escolhe, ama com intensidade.
Foi
bonito ver a Sinimbu lotada, gente sorrindo, abanando para as colônias que
desfilavam com orgulho. Impressiona também a organização: as ruas fecham, o
espetáculo acontece, e logo tudo volta ao lugar como mágica. Em minutos, o
Centro respira de novo. É um esforço coletivo que emociona tanto quanto o
próprio desfile.
Por isso, deixo aqui um convite sincero: se você ainda não
assistiu, assista! Permita-se uma hora de encantamento. O desfile passa rápido e
quando você percebe, já acabou… mas fica! Fica no peito, como ficam as boas
histórias contadas ao redor de um filó. 🍇✨
J.K – 22.02.26
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