Muitos amigos perguntaram se eu tirei férias, se viajei, e por que não postei fotos. A resposta é simples: há momentos que não pedem vitrine. Eles pertencem ao silêncio da memória, ao arquivo invisível do coração — mesmo que tenham passado pela câmera do celular. Férias, para mim, são assim: vividas antes de serem mostradas, se é que precisam ser.
Raramente vocês vão me ver expondo onde estou ou o
que faço. Quando aparece algo, quase sempre é em contexto de família ou
trabalho. A vida particular, essa, eu guardo. Não por mistério, mas por
cuidado. Nem tudo precisa de legenda; algumas coisas pedem apenas presença.
Acredito que felicidade incomoda. E não falo da
alegria barulhenta, mas da felicidade verdadeira, essa que não precisa provar
nada. Quanto menos pessoas sabem da nossa vida, melhor. Não é paranoia — é
experiência! Mesmo sem intenção, o olhar pesa, a inveja encosta, e o que era
leve pode perder o brilho.
Por isso sou mais na minha. Discreto, reservado
fora do que é necessário. Talvez muitos não saibam, mas apesar de parecer
sociável e espontâneo, eu gosto mesmo é do recolhimento: um bom livro, uma
música que abrace, um filme que fique depois, poucos amigos, família por perto.
Multidões nunca foram meu lugar. Para mim, quanto menos, é mais — e é
exatamente aí que tudo faz sentido.
J.K. – 28.12.25

Muito bom !!
ResponderExcluirAcredito que tu pensas como eu! Somos poucos! Abraços
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