Essa história me fez acreditar novamente no Brasil cordial. Porque só aqui dois policiais conseguem abordar, com extrema delicadeza, uma mulher esperando o Brad Pitt num aeroporto vazio e agir como se aquilo fosse apenas mais uma terça-feira comum. Nada de “senhora, isso é impossível”. Foi mais no estilo: “boa noite… só uma perguntinha rápida… o noivo chega que horas mesmo?”.
Imagino a cena com perfeição. Aeroporto fechado,
nenhum voo, nenhum passageiro, nenhum Brad Pitt à vista. E os policiais,
educadíssimos, quase pedindo desculpa por interromper o momento romântico. Algo
como: “então, dona… é que a gente deu uma olhadinha aqui na escala e o Brad
Pitt não costuma pousar em Erechim nesse horário, sabe?”. Tudo dito com a calma
de quem oferece cafezinho.
E a noiva? Segura. Tranquila. Absolutamente convicta.
Dois meses de relacionamento, videochamadas, planos de casamento e mudança
definitiva pra São Valentim. Porque quando o amor é verdadeiro, Hollywood se
muda pro interior sem aviso prévio. E se teve videochamada, pronto, caso
encerrado. Prova mais forte que certidão de nascimento.
O auge da elegância foi o alerta final. Não houve
risada, não houve deboche. Houve orientação. “Olha, existe risco de golpe, de
sequestro, talvez seja bom registrar ocorrência…” Tudo isso provavelmente
pensado assim: vamos com calma, vai que
estragamos o Natal da futura senhora Pitt. Educação é tudo.
No fim, a lição é clara: o mundo pode estar cheio de
golpes, inteligência artificial e ilusões digitais, mas a educação brasileira
segue firme. E se um dia eu estiver num aeroporto vazio esperando alguém
improvável, espero ser tratado do mesmo jeito. Com respeito, compreensão… e
ninguém perguntando por que o Brad Pitt escolheu Erechim. 😎💍

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