terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Quase fui padrinho do Brad Pitt

   Essa história me fez acreditar novamente no Brasil cordial. Porque só aqui dois policiais conseguem abordar, com extrema delicadeza, uma mulher esperando o Brad Pitt num aeroporto vazio e agir como se aquilo fosse apenas mais uma terça-feira comum. Nada de “senhora, isso é impossível”. Foi mais no estilo: “boa noite… só uma perguntinha rápida… o noivo chega que horas mesmo?”.


Imagino a cena com perfeição. Aeroporto fechado, nenhum voo, nenhum passageiro, nenhum Brad Pitt à vista. E os policiais, educadíssimos, quase pedindo desculpa por interromper o momento romântico. Algo como: “então, dona… é que a gente deu uma olhadinha aqui na escala e o Brad Pitt não costuma pousar em Erechim nesse horário, sabe?”. Tudo dito com a calma de quem oferece cafezinho.


E a noiva? Segura. Tranquila. Absolutamente convicta. Dois meses de relacionamento, videochamadas, planos de casamento e mudança definitiva pra São Valentim. Porque quando o amor é verdadeiro, Hollywood se muda pro interior sem aviso prévio. E se teve videochamada, pronto, caso encerrado. Prova mais forte que certidão de nascimento.


O auge da elegância foi o alerta final. Não houve risada, não houve deboche. Houve orientação. “Olha, existe risco de golpe, de sequestro, talvez seja bom registrar ocorrência…” Tudo isso provavelmente pensado assim: vamos com calma, vai que estragamos o Natal da futura senhora Pitt. Educação é tudo.


No fim, a lição é clara: o mundo pode estar cheio de golpes, inteligência artificial e ilusões digitais, mas a educação brasileira segue firme. E se um dia eu estiver num aeroporto vazio esperando alguém improvável, espero ser tratado do mesmo jeito. Com respeito, compreensão… e ninguém perguntando por que o Brad Pitt escolheu Erechim. 😎💍

 

J.K. 06.01.26








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