quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Cheiros que contam histórias

    Adoro o cheiro dos livros. Novos ou velhos, tanto faz. Há algo de quase íntimo naquele perfume de papel e tinta, algo que desperta sentidos, memórias e vontades. É afrodisíaco, confesso. Gosto de sentar em livrarias, tomar um café sem pressa, garimpar sebos como quem caça pequenos tesouros esquecidos pelo tempo.


Também gosto de ouvir CDs — sim, eu sei, soa estranho hoje em dia. Mas eu ainda compro, e alguns custam pequenas fortunas. Não é só pela música. É pelo ritual! Ler o encarte, buscar informações, descobrir quem tocou o quê, onde e por quê. Isso me encanta de verdade.


Os discos de vinil ocupam outro lugar no meu coração. O barulhinho da agulha tocando o long-play é música antes da música. Um prazer quase físico. A sonoridade, então, nem se fala: é quente, viva, imperfeita — exatamente como eu gosto.


Folhear jornais também me fascina. Não sou só do on-line, não. Gosto do papel entre os dedos, de ler cada linha, observar títulos, fotolegendas, detalhes que passam despercebidos na pressa digital. E sim, adoro o cheiro dos jornais! Ele também conta histórias.


E, para não tornar essa lista interminável, escrevo. Escrevo muito. Sobre mim, sobre os outros, sobre o cotidiano e suas pequenas grandezas. Desabafo, invento, relato, imaginando se quem lê gostou, odiou ou simplesmente seguiu adiante.


Sou esse sujeito meio estranho, fora de moda talvez. E quer saber? Adoro ser assim!

 

J.K – 01.01.26




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