Adoro o cheiro dos livros. Novos ou velhos, tanto faz. Há algo de quase íntimo naquele perfume de papel e tinta, algo que desperta sentidos, memórias e vontades. É afrodisíaco, confesso. Gosto de sentar em livrarias, tomar um café sem pressa, garimpar sebos como quem caça pequenos tesouros esquecidos pelo tempo.
Também gosto de ouvir CDs — sim, eu sei, soa
estranho hoje em dia. Mas eu ainda compro, e alguns custam pequenas fortunas.
Não é só pela música. É pelo ritual! Ler o encarte, buscar informações,
descobrir quem tocou o quê, onde e por quê. Isso me encanta de verdade.
Os discos de vinil ocupam outro lugar no meu
coração. O barulhinho da agulha tocando o long-play é música antes da música.
Um prazer quase físico. A sonoridade, então, nem se fala: é quente, viva,
imperfeita — exatamente como eu gosto.
Folhear jornais também me fascina. Não sou só do
on-line, não. Gosto do papel entre os dedos, de ler cada linha, observar
títulos, fotolegendas, detalhes que passam despercebidos na pressa digital. E
sim, adoro o cheiro dos jornais! Ele também conta histórias.
E, para não tornar essa lista interminável,
escrevo. Escrevo muito. Sobre mim, sobre os outros, sobre o cotidiano e suas
pequenas grandezas. Desabafo, invento, relato, imaginando se quem lê gostou,
odiou ou simplesmente seguiu adiante.
Sou esse sujeito meio estranho, fora de moda
talvez. E quer saber? Adoro ser assim!
J.K – 01.01.26

Nenhum comentário:
Postar um comentário