Chegar aos 50 é um susto silencioso. Não dói, não faz barulho, mas muda tudo por dentro. De repente, o espelho não mente mais, o corpo dá seus avisos educados (às vezes nem tanto) e a vida começa a perguntar, com mais insistência: “e agora, vai viver ou apenas continuar existindo?”. Foi aí que entendi que envelhecer não é perder tempo, é ganhar consciência.
Os 60 que se
aproximam já não cabem mais na palavra “idoso”. Idoso soa como pausa, espera,
fim de linha. Nós não somos isso. Somos 60+, somos movimento, curiosidade,
reinvenção. Somos NOLT — New Older Living Trend — uma geração que não aceita
ser empurrada para a prateleira do “já foi”. A gente ainda quer aprender, errar
de novo, mudar de ideia e, se possível, mudar de rota.
A maturidade
deixou de ser sinônimo de resignação. Hoje ela anda de mãos dadas com
propósito. A gente escolhe melhor as batalhas, filtra melhor as pessoas,
valoriza o silêncio e desconfia das pressas. Não é que falte tempo — é que
agora ele é precioso demais para ser desperdiçado com o que não faz sentido.
Ser 60+ é
carregar histórias no corpo e curiosidade nos olhos. É entender que evolução
não tem idade, que desejo não tem prazo de validade e que crescer, no fundo,
nunca foi sobre números. É sobre não endurecer. Sobre continuar flexível,
emocionalmente vivo e disposto a aprender até com aquilo que a gente jurava já
saber.
Se os 20
foram impulsos e os 40 foram cobranças, os novos 60 prometem ser escolhas.
Escolher viver com mais verdade, menos medo e um baita respeito pela própria trajetória.
Porque envelhecer, no fim das contas, não é um problema. O problema seria parar
de evoluir. E isso, meu amigo, definitivamente não é coisa da nossa geração.
J.K –
19.01.26

Excelente ! Parabéns !! Amancio
ResponderExcluirQue bom que leste e gostou meu amigo querido! Abraços!
Excluir