Demorei para entender que estar sozinho não é sinônimo de estar vazio. Por muito tempo, confundi silêncio com abandono e ausência com fracasso. Hoje, confesso: aprendi a gostar da minha própria companhia. Não por falta de opção, mas por escolha. E isso muda tudo!
Existe uma diferença enorme entre a solidão que dói
e a solitude que cura. A primeira machuca, aperta o peito e faz a gente se
sentir deslocado do mundo. A segunda é um abraço interno, um espaço seguro onde
não preciso agradar, explicar ou performar. É ali que me escuto de verdade, sem
interferências, sem máscaras!
Quando fico sozinho, descanso da vida social, das
expectativas alheias e até das minhas próprias cobranças. O barulho do mundo
cansa, mesmo quando vem disfarçado de convites, mensagens e compromissos. A
solitude me recarrega, baixa o volume da ansiedade e devolve clareza aos
pensamentos que andavam embaralhados!
É nesse silêncio escolhido que a criatividade
aparece, que as ideias ganham forma e que os sentimentos se organizam. Sozinho,
produzo mais, sonho melhor e crio com mais honestidade. Descubro soluções, faço
planos e, principalmente, me reconecto com aquilo que realmente importa!
Aprender a ser feliz sozinho fortalece a autoestima
de um jeito quase invisível, mas poderoso. A gente percebe que não precisa de
plateia para existir, nem de validação constante para se sentir inteiro. Estar
bem comigo mesmo me ensinou que compartilhar a vida é maravilhoso — mas não
deve ser uma necessidade desesperada. Antes de tudo, é um complemento!
Hoje sei: quem se basta não se fecha. Pelo
contrário, se abre com mais verdade. Porque quando a gente aprende a gostar de
si, a solidão deixa de ser ausência… e vira presença!
J.K – 30.12.25

Exatamente, é excelente voltar pra casa, sem cobranças, fazer o que bem entender. Mas meu lado é outro, é o lado de quem mora sozinha, não trabalha e as relações, de qualquer tipo são pela internet, é um pouco mais complicado, você organiza a casa, tem coisas que eu, como mulher não consigo fazer, mas tudo certo, hoje vivemos o empoderamento feminino (SQN), acho que existem coisas que homens resolvem melhor e coisas que as mulheres resolvem melhor. Mas enfim, porém, todavia, contanto, existem momentos em que a solidão e o fato de não sair de casa, por não estar trabalhando me incomodam e muito, tem dias que não tenho motivo para sair da cama, trocar de roupa e sentar a mesa sozinha, tomar um café olhando pela janela, lavar a louça, preparar o almoço para uma pessoa, sentar a mesa e almoçar sem ter com quem trocar uma ideia, o discorre o dia, você ouve música, arruma algumas coisas, deixa outras para outro dia, prepara o jantar, senta a mesa e janta sozinha e isso se repete dia após dia, semana após semana. Solidão é bom e já vivi isso quando trabalhamos, e voltamos para casa, tomamos um banho, depois um vinho, ouvindo uma boa música enquanto preparamos o jantar, depois um pouco de tv e já acabou o dia,, e isso é mais eventual, pois temos a opção de um happy hoje, ou uma conversa qualquer com um tira gosto. E quando quer a solidão, não aceita nada e vai curtir sua casa. Não é meu caso, aqui não é solitude, mas solitudene( acho que está certo). Muitas vezes a solidão dói, aperta o peito, você já cansou de música, de tv , de organizar a casa e principalmente de não ter com quem conversar, você só abre a boca para cantar junto com Elis, Bethânia, Oswaldo, Rita, Simone, Alcione e várias outras de preferência da nossa MPB, pois não compreendo o inglês, um pouco o italiano e espanhol. Essa é solitude pra você? Ou solidão? Beijos no coração de sua admiradora virtual Sill Zasso
ResponderExcluirBoa tarde, minha querida Sill 🌷
ExcluirTeu comentário é de uma honestidade que toca fundo — e obrigado por confiar isso a mim. Existe, sim, uma diferença importante entre solitude e solidão, e o que você descreve não é a escolha silenciosa e confortável de estar consigo mesma, mas a ausência que pesa quando a vida vai se repetindo sem troca, sem presença, sem voz do outro à mesa. Solitude é quando o silêncio acolhe; solidão é quando ele aperta.
Morar sozinha pode ser libertador, mas também pode escancarar limites que pouca gente gosta de admitir. Há tarefas, decisões e até cansaços que não têm nada a ver com empoderamento ou fraqueza — têm a ver com humanidade. Dividir a vida não é depender; é respirar junto. E quando isso falta, o cotidiano perde cor, perde som, perde motivo.
O café olhando pela janela, a música, a casa organizada… tudo isso pode ser bonito quando há escolha. Quando não há, vira repetição, vira espera. E essa dor que você descreve — de cansar da música, da TV, de cantar sozinha — não é drama, é necessidade legítima de vínculo, de conversa, de presença real.
Então, não: isso não é solitude. É solidão. E reconhecê-la, como você fez, já é um gesto de coragem enorme. Que esse espaço aqui siga sendo, ao menos, um lugar de encontro, escuta e troca.
Um beijo cheio de carinho no teu coração. 💛