Perder a Vanilla não foi apenas dizer adeus a uma cachorrinha. Foi como perder um pedacinho da rotina, do silêncio da casa e até de quem a gente era quando ela estava por perto. Ela não ocupava espaço físico — ela preenchia. E agora, a ausência dela faz barulho.
Quem olha de fora pode até chamar de “pet”, mas só
quem viveu sabe: a Vanilla era família. Era presença diária, companhia fiel,
olhar atento e carinho sem agenda. Ela não perguntava como foi o dia, mas sabia
exatamente quando ele tinha sido pesado demais.
A passagem dela por aqui não foi longa o suficiente
— nunca é. Mas foi intensa, cheia de alegria simples, dessas que não precisam
de grandes motivos. Um rabo abanando, um jeito único de pedir atenção, um amor
oferecido sem condições. Vanilla amava do jeito mais puro que existe.
Dói porque foi real. Dói porque foi importante. Dói
porque ela deixou marcas que não somem com o tempo. Ficam nas lembranças, nas
fotos, nos cantinhos da casa e, principalmente, no coração — esse lugar onde
ela agora mora pra sempre.
Ao mesmo tempo, existe gratidão. Gratidão por cada
momento vivido, por cada riso arrancado nos dias comuns, por cada ensinamento
silencioso sobre lealdade, presença e amor genuíno. A Vanilla partiu, mas
deixou um legado de afeto que ninguém tira.
Hoje a saudade aperta, os olhos marejam e o coração
sente. E tudo bem. Sentir é a prova de que valeu a pena. Que o amor foi grande.
Que a Vanilla foi, e sempre será, inesquecível.
Porque alguns seres passam pela nossa vida só para
nos ensinar uma coisa: o amor verdadeiro não vai embora. Ele apenas muda de
lugar. 🐾✨
J.K –
17.01.26

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