O tempo apertou e o momento chegou. Venho até aqui não para prolongar nada, mas para encarar o inevitável: partir. Há palavras que só existem quando o coração já está com um pé na estrada, tentando ser forte enquanto se despede.
Onde quer que meus passos me levem, tua presença
seguirá comigo. Não importa o rumo, nem a distância: a memória insiste,
acompanha, se faz morada silenciosa em cada canto por onde eu passar.
Agora, só me cabe aceitar o adeus e seguir adiante,
mesmo que doa. O caminho chama, e eu preciso atendê-lo, ainda que parte de mim
resista e queira ficar.
Deixo aqui o que tenho de mais frágil: meu coração.
Se as lágrimas escaparem, não estranhe. Elas são apenas a prova de que a
despedida é real. Mas agora… adeus!
J.K – 28.12.25

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