sábado, 3 de janeiro de 2026

Férias sem manual de instruções

 De volta a Caxias do Sul, eu só consigo resumir assim: minhas férias foram um espetáculo digno de reprise! Foram 20 dias intensos, animados, confusos (óbvio) e absolutamente maravilhosos. Teve viagem, presente, gente bonita, família reunida, paquera solta no ar e aquele caos organizado que me acompanha fielmente. Valeu cada minuto. Repetiria tudo. Sem ler os termos de uso.


Entre Brasília e Rio de Janeiro, colecionei histórias e amigos novos. Brasília estava linda, elegante, quase me convencendo a virar político por uns dias. Já o Rio… ah, o Rio continua sendo o Rio: lindo, abusado e irresistível. Melhor ainda foi rever velhos amigos, inclusive aquele que certas pessoas preferiam que eu nunca mais encontrasse. Eu encontrei. Gostei. Recomendo.


Na volta, o destino resolveu brincar comigo. Sentei no fundinho do avião, ao lado de uma completa desconhecida. Dez minutos depois, já parecíamos amigos de infância. Tudo ia bem, até o céu de Caxias resolver desabar. Turbulência daquelas que fazem a gente negociar direto com Deus, prometer virar uma pessoa melhor e pedir desculpa por pecados que nem lembrava.


Foi aí que, no meio do sacolejo, ela apertou minha mão. Um gesto simples, puro medo compartilhado… e pronto: nasceu um mini amor de verão, versão turbulência aérea. Três dias depois, eu já apresentava a Serra Gaúcha como guia turístico oficial, orgulhoso e encantado.


Ela se encantou também. Trocou compromissos, amigos e planos para esticar as férias comigo. Prometeu voltar no inverno (eu anotei!). No fim das contas, voltei para casa com malas cheias, histórias melhores ainda e a certeza de que férias boas são aquelas que fogem totalmente do planejamento. E que venham as próximas — de preferência, sem turbulência… mas com boas surpresas!

 

JK – 04.01.26








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