De volta a Caxias do Sul, eu só consigo resumir assim: minhas férias foram um espetáculo digno de reprise! Foram 20 dias intensos, animados, confusos (óbvio) e absolutamente maravilhosos. Teve viagem, presente, gente bonita, família reunida, paquera solta no ar e aquele caos organizado que me acompanha fielmente. Valeu cada minuto. Repetiria tudo. Sem ler os termos de uso.
Entre Brasília e Rio de Janeiro, colecionei
histórias e amigos novos. Brasília estava linda, elegante, quase me convencendo
a virar político por uns dias. Já o Rio… ah, o Rio continua sendo o Rio: lindo,
abusado e irresistível. Melhor ainda foi rever velhos amigos, inclusive aquele
que certas pessoas preferiam que eu nunca mais encontrasse. Eu encontrei.
Gostei. Recomendo.
Na volta, o destino resolveu brincar comigo. Sentei
no fundinho do avião, ao lado de uma completa desconhecida. Dez minutos depois,
já parecíamos amigos de infância. Tudo ia bem, até o céu de Caxias resolver
desabar. Turbulência daquelas que fazem a gente negociar direto com Deus,
prometer virar uma pessoa melhor e pedir desculpa por pecados que nem lembrava.
Foi aí que, no meio do sacolejo, ela apertou minha
mão. Um gesto simples, puro medo compartilhado… e pronto: nasceu um mini amor
de verão, versão turbulência aérea. Três dias depois, eu já apresentava a Serra
Gaúcha como guia turístico oficial, orgulhoso e encantado.
Ela se encantou também. Trocou compromissos, amigos
e planos para esticar as férias comigo. Prometeu voltar no inverno (eu
anotei!). No fim das contas, voltei para casa com malas cheias, histórias
melhores ainda e a certeza de que férias boas são aquelas que fogem totalmente
do planejamento. E que venham as próximas — de preferência, sem turbulência…
mas com boas surpresas!
JK – 04.01.26

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