Me perguntaram o que eu fiz nas férias. Respondi que nada. Mas, pensando bem, fiz tudo! Fiz o que dava, o que não dava, o que devia e o que claramente não estava no plano original. Foi tanta coisa que perdi a caixa preta, a branca, a colorida e qualquer senso de organização emocional. Só sei que era bom. E eu gostava muito!
Em algum ponto, percebi que o amor não cabia em
singular. Precisou de plural, de fila, de revezamento e, às vezes, até de
rodízio afetivo! Abraços se multiplicaram, risadas se confundiram, corações
dividiram espaço sem reclamar. Houve encontros que começaram a dois, ganharam
plateia e terminaram como boas histórias que ninguém consegue contar direito —
mas todo mundo entende!
Me perdi de mim mesmo com gosto! Desativei o freio
moral, deixei a bússola de folga e permiti que o afeto assumisse o volante. A
vida virou pista livre, sem radar, sem multa e com excesso liberado. Foi
confuso? Foi. Foi intenso? Demais. Foi maravilhoso? Nem se fala!
Não me lembro de tudo — e isso só confirma o
sucesso da experiência! Se a memória falha, é porque o coração trabalhou em
turno extra. Houve carinho de sobra, desejo compartilhado, emoção espalhada e
uma sensação deliciosa de estar vivendo sem pedir licença.
Não me arrependo de nada! Amaria de novo, repetiria
tudo e ainda faria bis. Se perder foi a melhor parte, não se encontrar virou
objetivo. Porque férias boas não são as que a gente explica… são as que fazem a
imaginação dos outros trabalhar sozinha!
J.K – 02.01.26

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