sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Quando o atraso vira soberba

Vou ser direto: essa história me deu vergonha alheia. Não pelo comentário feito no ar, mas pela reação exagerada de quem se sentiu intocável. Um programa que atrasa com frequência não está “fazendo charme”, está desrespeitando o telespectador, os patrocinadores e toda a engrenagem que vem depois na grade. Apontar isso não é falta de profissionalismo — é constatação.


O curioso é como, num passe de mágica, quem atrasa vira vítima e quem avisa vira problema. Falar em “quebra de protocolo” soa bonito, mas no fundo parece só medo de contrariar quem ocupa um pedestal antigo demais para aceitar crítica. Hierarquia não deveria servir para calar, e sim para dar exemplo. E exemplo, aqui, passou longe.

Enquanto isso, o Jornal do Almoço segue fazendo o que sempre fez: jornalismo próximo, regional, com identidade e compromisso. Cristina Ranzolin e Marco Matos não estavam reclamando por vaidade, mas defendendo o tempo do público gaúcho. Tempo esse que vale tanto quanto qualquer pão de queijo enviado em tom de deboche disfarçado de simpatia.

Se punição tiver que existir, que comece por quem acha normal atrasar e ainda ironizar quem se incomoda. Respeito não se mede por fama nacional nem por anos de carreira, mas por atitude diária. Aqui no Sul, atraso repetido não é charme — é descaso. E descaso, sim, deveria dar advertência.

J.K - 30.01.26



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