Eu não sei explicar o que acontece comigo quando você chega — talvez seja a mistura da tua ousadia com essa minha vontade de perder o controle. Você me confunde, me agrada, me provoca… e eu deixo. Deixo porque sou ainda mais louco que você, e porque essa loucura é a única coisa que parece me acordar de verdade.
Você vem, brinca com fogo, acende algo que eu finjo
não sentir, mas que me devora por dentro. A gente sabe que pode se queimar —
você com sua vida inteira estruturada, eu com meu coração sempre meio
desalinhado. Mas ainda assim, quando estamos juntos, existe um calor que só nós
dois entendemos, como se o mundo lá fora desaparecesse.
E eu não vou mentir: não vou parar de amar por medo
de sofrer. Já vivi demais para fugir do que realmente me toca. Você chega, me
oferece um pouco do que sente, e eu recebo. Recebo porque é real, porque é
intenso, porque é nosso — ainda que escondido, ainda que complicado.
Então vem. Vem me seduzir, me deixar perdido, me
fazer querer mais. Se você quer me dar esse pedaço de você, eu quero receber
sem reservas. No fim, talvez a gente se queime… mas enquanto durar, que seja
chama viva, queimada a dois, acendendo tudo o que eu pensei que já estava
apagado.
J.K – 10.12.25

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