sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

2026 em movimento

   Entro em 2026 com a sensação de quem ajeita a mochila antes de uma longa travessia. Não é um ano para distrações nem para passos tímidos. Ogum, conhecido pelos católicos como São Jorge, caminha à frente abrindo estradas. Ao seu lado, Iansã — a mesma Santa Bárbara dos altares — sopra ventos fortes que não permitem acomodação. É um ano que pede coragem, foco e escolhas assumidas até o fim.


Ogum chega com espada firme e olhar atento. Guerreiro, justiceiro, inflexível quando precisa ser, ele exige disciplina e verdade. Nada de atalhos tortos ou promessas pela metade. No trabalho e na vida, só avança quem age com responsabilidade e honra o próprio esforço. Confesso: é o tipo de cobrança que dói, mas amadurece!


Iansã entra sem pedir licença, como todo vento que se respeita. Senhora dos raios, do fogo e das paixões, ela — ou Santa Bárbara, para quem reza com terço na mão — sacode emoções, relações e certezas. Onde havia estagnação, ela provoca movimento; onde havia medo, ela exige coragem para sentir e decidir.


Atenção às escolhas e cuidado com os excessos. As relações afetivas são testadas, o corpo fala mais alto e a própria natureza reage. Nada passa despercebido em um ano regido por forças que não toleram desleixo nem autoengano.


2026 não promete conforto, promete transformação. Com São Jorge abrindo caminhos e Santa Bárbara rasgando o céu com seus trovões, resta caminhar com firmeza, fé e coração desperto. Porque quando o vento sopra forte e a espada aponta o rumo, não há espaço para viver pela metade!

 

J.K – 02.01.26




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