Entro em 2026 com a sensação de quem ajeita a mochila antes de uma longa travessia. Não é um ano para distrações nem para passos tímidos. Ogum, conhecido pelos católicos como São Jorge, caminha à frente abrindo estradas. Ao seu lado, Iansã — a mesma Santa Bárbara dos altares — sopra ventos fortes que não permitem acomodação. É um ano que pede coragem, foco e escolhas assumidas até o fim.
Ogum chega com espada firme e olhar atento.
Guerreiro, justiceiro, inflexível quando precisa ser, ele exige disciplina e
verdade. Nada de atalhos tortos ou promessas pela metade. No trabalho e na
vida, só avança quem age com responsabilidade e honra o próprio esforço.
Confesso: é o tipo de cobrança que dói, mas amadurece!
Iansã entra sem pedir licença, como todo vento que
se respeita. Senhora dos raios, do fogo e das paixões, ela — ou Santa Bárbara,
para quem reza com terço na mão — sacode emoções, relações e certezas. Onde
havia estagnação, ela provoca movimento; onde havia medo, ela exige coragem para
sentir e decidir.
Atenção às escolhas e
cuidado com os excessos. As relações afetivas são testadas, o corpo fala mais
alto e a própria natureza reage. Nada passa despercebido em um ano regido por
forças que não toleram desleixo nem autoengano.
2026 não promete conforto, promete transformação.
Com São Jorge abrindo caminhos e Santa Bárbara rasgando o céu com seus trovões,
resta caminhar com firmeza, fé e coração desperto. Porque quando o vento sopra
forte e a espada aponta o rumo, não há espaço para viver pela metade!
J.K – 02.01.26

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