sábado, 10 de janeiro de 2026

Entre risadas, tropeços e verdades

    Sim, eu sou do bem! De verdade! Não desejo mal a quase ninguém — e quando digo quase, é porque sou humano. Não me meto na vida dos outros, embora muita gente adore se meter na minha. Para essas pessoas, reservo apenas um sorriso de canto de boca e sigo adiante. Aprendi que nem tudo merece resposta.

 

Não carrego inimigos nem cultivo mágoas, pelo menos não conscientemente. Ainda assim, sei que não agrado a todos. Meu jeito espontâneo, brincalhão e direto incomoda. E está tudo bem! Não tenho a menor pretensão de agradar ninguém. Os amigos eu mantenho por perto, com cuidado e afeto. Os conhecidos, respeito — mas não faço questão de convivência.

 

Gosto de rir alto, contar histórias e escrever. Quase sempre estou de bom humor, mas não me provoque: sei ser marrento quando preciso. Também sei pedir desculpas quando erro, porque erro. Espero o mesmo de quem caminha comigo. Anoto compromissos porque minha memória falha, esqueço nomes, telefones e passo vergonha sem cerimônia. Já aceitei isso como parte do pacote.

 

Sou atrapalhado, confuso e exageradamente estabanado. Tento ser simples, mas me perco tentando explicar. Caio sozinho, derrubo coisas e pessoas sem querer. Abraços e apertos de mão comigo exigem atenção — é por sua conta e risco.

 

Levo a vida sem desespero. Tudo tem seu tempo, sua hora, seu ritmo. O mundo pode estar acabando lá fora, mas se eu tentar resolver tudo hoje, enlouqueço. Deixo para me preocupar amanhã. Não sou imediatista, gosto de planejar, pensar, amadurecer as coisas.

 

Tenho fome o tempo todo. Quando não tenho, algo está errado — geralmente comigo. Se quiser me conquistar, me chame para almoçar ou jantar. Cinema, teatro, viagens e caminhadas também me encantam. Mas, se a grana estiver curta, um café simples já diz muito. Só peço uma coisa: saiba conversar, seja inteligente e, acima de tudo, me surpreenda.

 


J.K 17.12.25





 

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