Sim, eu sou do bem! De verdade! Não desejo mal a quase ninguém — e quando digo quase, é porque sou humano. Não me meto na vida dos outros, embora muita gente adore se meter na minha. Para essas pessoas, reservo apenas um sorriso de canto de boca e sigo adiante. Aprendi que nem tudo merece resposta.
Não carrego inimigos nem cultivo mágoas, pelo menos
não conscientemente. Ainda assim, sei que não agrado a todos. Meu jeito
espontâneo, brincalhão e direto incomoda. E está tudo bem! Não tenho a menor
pretensão de agradar ninguém. Os amigos eu mantenho por perto, com cuidado e
afeto. Os conhecidos, respeito — mas não faço questão de convivência.
Gosto de rir alto, contar histórias e escrever.
Quase sempre estou de bom humor, mas não me provoque: sei ser marrento quando
preciso. Também sei pedir desculpas quando erro, porque erro. Espero o mesmo de
quem caminha comigo. Anoto compromissos porque minha memória falha, esqueço
nomes, telefones e passo vergonha sem cerimônia. Já aceitei isso como parte do
pacote.
Sou atrapalhado, confuso e exageradamente
estabanado. Tento ser simples, mas me perco tentando explicar. Caio sozinho,
derrubo coisas e pessoas sem querer. Abraços e apertos de mão comigo exigem
atenção — é por sua conta e risco.
Levo a vida sem desespero. Tudo tem seu tempo, sua
hora, seu ritmo. O mundo pode estar acabando lá fora, mas se eu tentar resolver
tudo hoje, enlouqueço. Deixo para me preocupar amanhã. Não sou imediatista,
gosto de planejar, pensar, amadurecer as coisas.
Tenho fome o tempo todo. Quando não tenho, algo
está errado — geralmente comigo. Se quiser me conquistar, me chame para almoçar
ou jantar. Cinema, teatro, viagens e caminhadas também me encantam. Mas, se a
grana estiver curta, um café simples já diz muito. Só peço uma coisa: saiba
conversar, seja inteligente e, acima de tudo, me surpreenda.
J.K 17.12.25

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