Como nada na vida vem com selo de perfeição, os últimos dias das férias também resolveram testar minha paciência. Voltar para casa significou descobrir um vizinho barulhento, um choro constante, gritos fora de hora e aquela sensação de que o silêncio entrou em férias permanentes. E, sejamos honestos, a criança não tem culpa nenhuma nisso. Educar, impor limites e ensinar convivência é tarefa dos pais — simples assim.
Teve também aquela visita que a gente recebe com
educação, mas sem total conforto. É uma pessoa querida, sim, mas pouco
sociável, pouco aberta ao diálogo, com certa arrogância disfarçada de timidez.
Faltam gestos simples: simpatia, humildade, troca. Ainda assim, aprendi que nem
tudo precisa de julgamento. Às vezes, aceitar já é um exercício grande o
suficiente.
Apesar desses tropeços, posso dizer sem medo que
vivi as melhores férias dos últimos tempos. Houve contratempos, desencontros,
pequenos aborrecimentos e até alguns silêncios incômodos. Mas é justamente isso
que dá textura à vida. Se tudo fosse perfeito, seria insuportavelmente chato.
Agora é hora de arregaçar as mangas e voltar à
rotina. Amanhã o ano recomeça oficialmente, trazendo junto aquela esperança
teimosa de que 2026 será generoso. Que seja um bom ano para minha família, para
os amigos e para o crescimento da empresa onde trabalho!
Desejo saúde — acima de qualquer outra coisa. Que o
tempo nos dê uma trégua nas loucuras climáticas e que as pessoas pensem com
mais consciência antes de escolher quem vai decidir os rumos do nosso país. No
fim das contas, tudo começa aí!
Férias encerradas. Café passado. Agenda aberta.
Partiu, trabalhar!
J.K – 03.01.26

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