Nunca fui exatamente o que planejei ser. Sonhei em ser escritor de alma, daqueles que mudam o mundo com uma frase, mas o destino me fez cronista por acaso ou talvez por pura vocação travessa. Entre exageros, risadas e algumas pitadas de ácido, vou registrando a vida, como quem pega a intensidade e transforma em palavras, sempre sem medo de parecer desmedido.
Sou intenso, sim! Amigos sabem que lealdade é meu
sobrenome, e família é meu oxigênio. Minha mãe, Helena Horácia, é minha base,
meu porto seguro em um mundo que insiste em acelerar sem avisar. Entre ser
paizão e tiozão, gaúcho e colorado, juventudista de coração, vou me
equilibrando entre risadas, abraços e algum drama – porque um pouco de exagero
faz parte da vida.
A balança e a pressão alta são minhas inimigas
declaradas, mas luto contra elas com a mesma coragem que enfrento a vida: às
vezes tropeçando, sempre persistente. Já quis mudar o mundo, confesso, mas o
mundo insiste em permanecer teimoso. Ainda assim, cada derrota carrega sua
lição, e cada vitória é celebrada como se fosse a primeira.
Hoje, aos sessenta, percebo que ser “jovem senhor”
é mais do que idade: é manter a chama viva, rir das próprias manias, amar
demais, falar demais e nunca deixar de escrever, mesmo que seja só para mim. Porque,
no fundo, escrever é a forma que encontrei de permanecer inteiro, mesmo quando
o mundo insiste em ser um pouco menor do que sonhei.
J.K – 29.12.25

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