Naqueles momentos de raiva, não pensei antes de falar. Fui duro com as palavras, disse coisas que nem eu acreditava, coisas que nem queria dizer. Fui embora, ou melhor, tentei. Levantei da cama, vesti a roupa e, mesmo sem saber o que estava fazendo, caminhei até a porta, já decidido a sair de vez. Mas antes que eu pudesse ir, voltei. Algo dentro de mim me fez parar e, de alguma forma, eu sabia que não conseguiria te deixar assim.
Eu estava fora de mim, em outro lugar. O que me
tomava parecia maior que eu, como se não houvesse volta. Gritei que ia embora,
falei sem pensar, só para te machucar. Você me fez perder o controle, sem
querer, ou talvez até de propósito. Mas quando eu estava quase me afastando de
tudo, você me pegou, com aquele olhar calmo e aquele gesto que só você sabe
ter.
Com sua força, você me trouxe de volta. Me puxou,
me abraçou, e ali, no calor do seu corpo, a raiva desapareceu. Me encontrei na
sua presença, esquecendo tudo o que tinha dito, tudo o que havia planejado. E
foi ali, no seu abraço, que eu me dei conta de uma coisa que não queria
admitir: que te amo de uma forma que não consigo controlar. Você me faz perder
o juízo, mas ao mesmo tempo, é em você que encontro a paz.
Eu posso tentar me esconder atrás de palavras
duras, ou até me convencer que sou outro, mas a verdade é que não importa quem
eu seja, nem o que eu tente ser. No final das contas, só sei que sou seu, e não
há nada que eu queira mais do que viver ao seu lado, sendo quem sou, sem medo de
te mostrar.
14.12.25 – J.K

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