Há algo em nós dois — nesse espaço virtual e proibido — que tem mexido comigo de um jeito difícil de traduzir. Não busco respostas, não quero lógica… apenas me deixo sentir. Talvez dure só alguns dias, eu sei. Talvez amanhã já seja outra história. Mas, por enquanto, esse querer leve e clandestino tem me feito bem, e isso já vale tudo.
Também sei que nada disso vai longe. É paixão que
nasce na tela, cresce no intervalo de uma notificação e morre no silêncio de
uma conversa arquivada. É assim hoje em dia: amores que mal começam já têm o
fim programado, apagados antes mesmo de virarem lembrança.
Ainda assim, tem algo que me prende aqui. Gosto de
teclar contigo, de saber do teu trabalho, do teu filho, da tua família. Gosto
de acompanhar tuas pequenas alegrias e teus silêncios pesados. E gosto — talvez
até demais — de olhar tuas fotos e imaginar que aquele sorriso é para mim,
mesmo sabendo que não é.
E, no fundo, guardo um ciúme bobo, confesso. Porque
ele vive contigo tudo aquilo que, na minha cabeça, eu repasso mil vezes. Ele
toca o que eu só imagino. Ele existe onde eu só sonho. E talvez seja isso que
mais doa… e que mais me faça querer continuar mesmo sabendo que esse sentimento
tem data para acabar.
J.K - 11.12.25

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