terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Entre o toque e o silêncio

   algo em nós dois — nesse espaço virtual e proibido — que tem mexido comigo de um jeito difícil de traduzir. Não busco respostas, não quero lógica… apenas me deixo sentir. Talvez dure só alguns dias, eu sei. Talvez amanhã já seja outra história. Mas, por enquanto, esse querer leve e clandestino tem me feito bem, e isso já vale tudo.

 

Também sei que nada disso vai longe. É paixão que nasce na tela, cresce no intervalo de uma notificação e morre no silêncio de uma conversa arquivada. É assim hoje em dia: amores que mal começam já têm o fim programado, apagados antes mesmo de virarem lembrança.

 

Ainda assim, tem algo que me prende aqui. Gosto de teclar contigo, de saber do teu trabalho, do teu filho, da tua família. Gosto de acompanhar tuas pequenas alegrias e teus silêncios pesados. E gosto — talvez até demais — de olhar tuas fotos e imaginar que aquele sorriso é para mim, mesmo sabendo que não é.

 

E, no fundo, guardo um ciúme bobo, confesso. Porque ele vive contigo tudo aquilo que, na minha cabeça, eu repasso mil vezes. Ele toca o que eu só imagino. Ele existe onde eu só sonho. E talvez seja isso que mais doa… e que mais me faça querer continuar mesmo sabendo que esse sentimento tem data para acabar.

 

J.K - 11.12.25




 

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