Eu disse coisas no calor do momento, palavras que nem passaram pelo coração antes de sair da boca. Quando percebi, já era tarde. Às vezes falo para ferir, não para ser sincero, e isso me envergonha. Voltar atrás não apaga o que foi dito, mas é o mínimo quando se ama de verdade.
Sou um homem que erra, que exagera, que ultrapassa
limites achando que está se defendendo. Quase sempre você tem razão, mesmo
quando eu demoro a admitir. Peço que entenda: não é falta de amor, é excesso de
medo. Medo de perder, de ficar só, de não saber viver sem você.
Por isso peço que fique. Não leve suas coisas
agora, não transforme essa briga em despedida. Vamos respirar, sentar no sofá,
deixar a poeira baixar. Prometo ouvir, aceitar condições, ceder onde for
preciso — por mim, por você, por nós dois.
Quando vi suas lágrimas, algo quebrou dentro de
mim. Ali entendi que amor não é vencer discussões, é escolher ficar mesmo
depois da dor. Posso aceitar quase tudo, reconhecer minhas falhas, engolir o
orgulho. Só não consigo aceitar esse adeus.
J.K – 19.12.25

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