sábado, 12 de outubro de 2019

Não me chame de fofo


Estranha esta mania que as pessoas tem de chamar os outros de “fofo” ou “gato” sem ter qualquer intimidade. Eu, particularmente, detesto! Nunca me viram antes e lá estão com esta estranha mania.
E, antes de mais nada, vamos deixar bem claro: não sou “fofo”, sou gordinho mesmo! Prefiro que me chame de gordo do que de “fofo”. Estou a milhares de quilômetros de ser “fofo”, pois sei que estou bem acima do peso. “Fofos” são os bichinhos de pelúcia, os recém-nascidos e alguns bonecos. Eu já estou mais para “Urso” mesmo, “Ursão” ou o maligno “Chucky”, o brinquedo assassino.
E, explicando, não há nada de errado com o adjetivo “fofo”. Eu não gosto é do jeito que ele é usado, assim como não gosto da mania das pessoas escreverem “hum” quando não sabem o que dizer. E, lembrando, algumas palavras são “fofas”, você sorri quando as lê. Mas, quando me chamam ou escrevem “fofo” ou “gato”, ignoro a pessoa.
Existem muitas coisas que podemos denominar de “fofa”, como, por exemplo, a cachorrinha da minha. Penélope é “fofa”, aliás, mais educada que muitas crianças que conheço por aí! E, pessoas “fofas”, na minha opinião, são sem graça, sem tempero, insossas. Eu não! Sou marrento, mandão, embora um amor de pessoa. E, não queira me ver brabo, caio e pasto. Sou sagitariano, metade homem, metade cavalo. E, não tente me adestrar, não vais conseguir. Tenho espírito livre e preso minha liberdade!
Chamar alguém de “fofo” ou de “gato” é como dizer que você tá “bonitinho”, ou seja, você é feio, mas tá arrumadinho. E como te chamarem com palavras no diminutivo como: “amiguinho”, “queridinho” ou “coleguinha”“. Cá entre nós, soa extremamente falso! E, por favor, não me chame, jamais, de “fofo” ou “gato”.

Não me chame de fofo – JK – 06.10.19

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