Se você decide ir, é porque meu desejo também abre essa porta. Se resolve voltar, é porque meu coração ainda chama o seu. Há um cuidado silencioso nisso tudo: sei que meu afeto te alcança mesmo quando você finge não notar. Sou mais presença em você do que imagina, mesmo quando tenta se afastar!
Quero que você caminhe pelo mundo sem medo, que
cruze rostos, histórias e cidades. Que conheça outras vozes, outros risos,
outros cheiros. E sim, que prove outros beijos, não por descuido, mas para que,
no espelho das comparações, minha memória continue voltando, hoje e sempre!
Se por acaso um novo amor te pegar de surpresa e
parecer completo, enquanto eu viro quase nada, aceitarei o silêncio que vem
depois. Nesse instante, saberei recuar com dignidade, como quem entende o tempo
das coisas e respeita o próprio limite!
Então darei meia-volta e partirei sem ruído,
seguindo meu caminho como o sol no fim do dia: sem escândalo, sem promessa,
apenas cumprindo o ciclo. Porque amar também é saber sair quando já não se é
escolha!
- J.K – 28.12.25

Nossa, isso dói. Quando existe amor verdadeiro, é de ambas as partes, se for somente de uma, não é verdadeiro para ambos, pois ninguém ama sozinho. E se foi despertado o amor algo fizeram, pois não olhamos para alguém e começamos a amar do nada! Abraços Sill Zasso
ResponderExcluirSill, obrigada pela leitura sensível e pelo carinho do comentário. Concordo contigo: o amor pleno, aquele que sustenta, nasce do encontro e do movimento de duas pessoas. Mas há também esses afetos que surgem no meio do caminho, muitas vezes sem intenção, sem convite e sem garantias. Nem todo amor é justo, recíproco ou possível — e talvez seja isso que mais doa. Ainda assim, ele acontece, nos atravessa e nos transforma. Abraços 💛
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