Eles juram amor eterno com a mesma força com que,
minutos depois, parecem querer devorar o fígado um do outro. É intenso,
contraditório, exagerado. Mas talvez seja exatamente isso que os define: a
impossibilidade de viverem algo morno. Quando se amam, é com o corpo inteiro.
Quando se ferem, também. Ainda assim, no silêncio entre uma tormenta e outra,
existe um sentimento que não desiste, que insiste, que permanece.
No fundo, eles carregam uma verdade que nem sempre
têm coragem de admitir: um não sabe existir sem o outro. Podem até tentar,
podem fingir que seguem em frente, que vivem suas vidas separadas, que o
destino já os desencontrou. Mas basta o vazio apertar o peito para perceberem
que falta um pedaço — e esse pedaço tem nome, rosto, cheiro, história.
E é nesse vai e vem, entre amor e raiva, promessa e
ruptura, que eles se encontram de verdade. Talvez não sejam perfeitos, talvez
nunca encontrem a paz que tantos procuram. Mas há algo neles que é maior do que
os tropeços: a certeza silenciosa — e, ao mesmo tempo, gritante — de que um
sente falta do outro, sempre. E que, de um jeito ou de outro, vão continuar se
procurando, mesmo quando juram que não querem mais.
J.K 10.12.25

Boa noite! Quanto tempo,que não venho aqui,já estava com saudades dos seus textos lindos!...
ResponderExcluirPs...Esse texto está: Eu diria,uma mistura de estamos brigados,mas com uma louca vontade de vamos voltar!? Lindo demais!!
Esse texto realmente é um reflexo dos altos e baixos da vida, mas com uma esperança de reconciliação. Nem eu mesmo sei responder.
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