Se alguém comentar que eu ando mais quieto, que pareço diferente, pode acreditar. Não é tristeza escancarada, é escolha! Aprendi a ficar mais comigo, a reduzir o barulho ao redor e a seguir no meu ritmo. Mudei porque precisei mudar, não para fugir, mas para continuar.
Tenho cruzado a vida em alta velocidade, meio sem
freio, meio sem mapa. Às vezes é estrada, às vezes é a elevada da Bazei, esse
lugar de passagem onde pensamentos se atropelam. Vou seguindo entre o que
sonhei e o que consegui viver, tentando não perder o fio do que ainda faz
sentido.
Se disserem que hoje faço o que quero, é verdade!
Assumi o volante, mesmo com as mãos tremendo. Sem você, confesso, perdi um
pouco da graça — virei apenas mais um carro no fluxo, atravessando a cidade
enquanto a saudade insiste em sentar no banco ao lado.
E sim, às vezes exagero para suportar a ausência,
porque olhar em volta e não te encontrar pesa. Está tudo em ordem, ao menos é o
que repito. Sei que não dá mais para estarmos perto, mas ainda carrego esse
desejo teimoso: te ver mais uma vez, antes que o esquecimento finalmente
aprenda meu nome.
J.K – 28.12.25

Gostei! Sill Zasso
ResponderExcluirObrigado por estar aqui Sill! É sempre bom saber que as pessoas se importam e se conectam com as palavras.
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