Outro dia,
conversando com um amigo e sua esposa, ouvi uma história que me fez rir,
suspirar e perder um pouco mais a fé na humanidade. A mãe dele, viúva, com mais
de 70 anos, decidiu que já tinha sido sensata demais nessa vida. Resolveu se
rebelar. Resolveu namorar. E resolveu fazer isso sem capacete emocional.
Até aí, tudo
ótimo. Amor não tem idade, não tem freio e claramente não tem assessoria
jurídica. O detalhe inconveniente é que o namorado, além de bem mais jovem, não
trabalha. E como todo romântico atualizado, além de pedir ajuda financeira,
passou direto para o modo profissional: pediu PIX. Porque o amor evoluiu — antes
eram flores, hoje é PIX. De preferência com chave aleatória e urgência.
A doce italiana,
dessas que alimentam três gerações e ainda mandam marmita pro vizinho, já fugiu
pra namorar de madrugada, ao amanhecer, na praça, no cemitério (sim, no
cemitério!) e em qualquer lugar que tivesse um banco disponível e nenhuma
testemunha. A paixão não escolhe cenário. O aproveitador, sim.
Ela quer carinho.
Ele quer “apoio”. Ela sonha com romance. Ele sonha com saldo positivo. E assim
nasce uma nova modalidade afetiva: o amor por transferência,
onde o sentimento é intenso, mas o compromisso só aparece depois que o dinheiro
cai na conta.
No fim, ela segue
apaixonada, rebelde e acreditando no amor. Já ele segue firme, empreendedor,
atuando no setor mais promissor do país: a mineração de ingenuidade
alheia, com recebimento imediato e sem nota fiscal. 💸🖤
J.K – 08.01.26

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