Tudo na vida tem um tempo, inclusive a própria vida! Hoje estamos aqui, respirando o mesmo sentimento, mas amanhã pode ser apenas lembrança. E talvez seja essa consciência que me faz escrever com o coração aberto e a voz serena. Não é falta de carinho! Não é ausência de sentimento! É, justamente, porque sinto que preciso ser honesto contigo e comigo.
Eu gosto de ti! Gosto da tua presença, das conversas, daquilo que
foi leve quando começou. Mas nosso relacionamento não deslancha! Chegamos a um
ponto em que não avançamos, apenas insistimos. E junto com essa estagnação
vieram cobranças, expectativas de mudanças que nunca aconteceram. E, sendo
sincero, acredito que jamais acontecerão! Não porque alguém seja insuficiente,
mas porque talvez não sejamos compatíveis na medida que um amor precisa para
florescer.
Eu trabalho, basicamente, com mulheres. Isso faz parte da minha
vida, da minha profissão, da minha história. Ciúmes podem existir, mas não podem se transformar em desconfiança constante ou em cobranças que
sufocam. Da mesma forma, eu jamais poderia te cobrar algo além do que me
ofereceste, principalmente sabendo desde o início da tua condição. Eu escolhi
estar contigo assim! E justamente por ter escolhido consciente, não tenho o
direito de transformar isso em ressentimento.
Hoje, mesmo magoado, eu escolho abrir mão! Não como quem desiste
por raiva, mas como quem entende que amar também é saber a hora de soltar. O
que posso te oferecer agora é amizade, sincera, respeitosa, mas sem espaços
para cobranças, vigilâncias ou perguntas que nos machuquem. Uma amizade madura,
onde cada um segue sua vida com liberdade e dignidade.
Me perdoa se dói1 Também dói em mim! Mas talvez o gesto mais
bonito que possamos fazer seja este pacto silencioso: sermos felizes, ainda que
em caminhos diferentes. Guardando o que foi bom, aprendendo com o que não deu
certo e respeitando o tempo que tivemos. Às vezes, amar é agradecer, e deixar
ir.
J.K – 12.02.26

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