Mesmo sendo sábado, eu fiz o que faço de melhor na vida: madrugar sem necessidade nenhuma! Cinco da manhã e eu já estava de pé, elétrico, como se o mundo fosse acabar ao meio-dia e eu precisasse deixar o apartamento impecável para a posteridade. Café passado, música ligada e eu ali, vivendo meu momento “faxina terapêutica”! Dez horas e já estava tudo resolvido! Às vezes eu acho que limpo mais a casa do que a própria consciência!
Banho tomado, segundo café na veia e lá fui eu,
caminhando rumo à Praça Dante Marcucci, com um objetivo nobre: me vacinar
contra gripe e covid! Chegando lá, aquela fila respeitável, digna de quem ainda
acredita no futuro! E olha, vou te dizer, fila de vacinação tem um charme
diferente: é o tipo de espera que dá orgulho! Quarenta minutinhos depois, braço
imunizado e consciência leve!
Agora, o auge do meu sábado foi ter que provar três
vezes que tenho 60 anos. Três! Eu quase pedi aplauso! No meio de tanta gente da
minha idade, eu me senti praticamente um influencer do envelhecimento bem
resolvido! Saí de lá com vacina no braço e autoestima renovada.
Na volta, fiz uma parada estratégica na Catedral
Diocesana de Santa Teresa. Entrei, sentei, respirei e tive aquela conversa
básica com Deus, tipo: “tô fazendo minha parte, ajuda aí com o resto”! Saí mais
leve, mais calmo e com aquela sensação boa de que a vida, apesar de tudo, segue
bonita!
Aproveitei o embalo e caminhei por aquele trecho mágico
da Catedral que liga a Sinimbú à 18 do Forte, com direito a uma mini pracinha.
Quem conhece sabe: é um respiro no meio da cidade! Silêncio, sombra, um convite
pra desacelerar! Fiquei ali alguns minutos, só existindo, o que hoje em dia já
é um baita luxo!
Segui pela 18 e resolvi fazer um pit stop no Pátio do
Eberle! Água gelada, banco confortável e eu ali, contemplando a vida como se
fosse um aposentado em férias permanentes! Às vezes, a gente não precisa de
muito! Só parar já resolve metade das coisas.
Na sequência, almoço no Flor de Cerejeira, meu
queridinho aqui perto de casa. Comida boa, ambiente acolhedor e aquela sensação
de “eu mereço”! Porque, convenhamos, depois de acordar às cinco e ainda tomar
vacina, eu merecia até sobremesa, mas me fiz de controlado, afinal, a dieta continua!
Voltei pra casa com a missão mais importante do
dia: passar o terceiro café preto na hora. Porque tem coisas que são sagradas!
Agora, até domingo, é filme, leitura, descanso e perna para o alto. A semana
promete e eu, vacinado e levemente dramático, sigo pronto pra enfrentá-la!
No fim das contas, entre um café e outro, um
passeio pelo centro e uma picadinha no braço, fica o lembrete: se tem uma coisa
simples que a gente pode fazer por nós e pelos outros, é se vacinar! Não dói
quase nada, protege um monte e ainda rende um baita passeio pelo coração da
cidade. E olha, sábado produtivo assim devia virar lei!
J.K – 28.03.26
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