sábado, 28 de março de 2026

Sábado, vacina no braço e paz no centro

       Mesmo sendo sábado, eu fiz o que faço de melhor na vida: madrugar sem necessidade nenhuma! Cinco da manhã e eu já estava de pé, elétrico, como se o mundo fosse acabar ao meio-dia e eu precisasse deixar o apartamento impecável para a posteridade. Café passado, música ligada e eu ali, vivendo meu momento “faxina terapêutica”! Dez horas e já estava tudo resolvido! Às vezes eu acho que limpo mais a casa do que a própria consciência!


 Banho tomado, segundo café na veia e lá fui eu, caminhando rumo à Praça Dante Marcucci, com um objetivo nobre: me vacinar contra gripe e covid! Chegando lá, aquela fila respeitável, digna de quem ainda acredita no futuro! E olha, vou te dizer, fila de vacinação tem um charme diferente: é o tipo de espera que dá orgulho! Quarenta minutinhos depois, braço imunizado e consciência leve!


 Agora, o auge do meu sábado foi ter que provar três vezes que tenho 60 anos. Três! Eu quase pedi aplauso! No meio de tanta gente da minha idade, eu me senti praticamente um influencer do envelhecimento bem resolvido! Saí de lá com vacina no braço e autoestima renovada.


 Na volta, fiz uma parada estratégica na Catedral Diocesana de Santa Teresa. Entrei, sentei, respirei e tive aquela conversa básica com Deus, tipo: “tô fazendo minha parte, ajuda aí com o resto”! Saí mais leve, mais calmo e com aquela sensação boa de que a vida, apesar de tudo, segue bonita!


 Aproveitei o embalo e caminhei por aquele trecho mágico da Catedral que liga a Sinimbú à 18 do Forte, com direito a uma mini pracinha. Quem conhece sabe: é um respiro no meio da cidade! Silêncio, sombra, um convite pra desacelerar! Fiquei ali alguns minutos, só existindo, o que hoje em dia já é um baita luxo!


 Segui pela 18 e resolvi fazer um pit stop no Pátio do Eberle! Água gelada, banco confortável e eu ali, contemplando a vida como se fosse um aposentado em férias permanentes! Às vezes, a gente não precisa de muito! Só parar já resolve metade das coisas.


 Na sequência, almoço no Flor de Cerejeira, meu queridinho aqui perto de casa. Comida boa, ambiente acolhedor e aquela sensação de “eu mereço”! Porque, convenhamos, depois de acordar às cinco e ainda tomar vacina, eu merecia até sobremesa, mas me fiz de controlado, afinal, a dieta continua!


 Voltei pra casa com a missão mais importante do dia: passar o terceiro café preto na hora. Porque tem coisas que são sagradas! Agora, até domingo, é filme, leitura, descanso e perna para o alto. A semana promete e eu, vacinado e levemente dramático, sigo pronto pra enfrentá-la!


 No fim das contas, entre um café e outro, um passeio pelo centro e uma picadinha no braço, fica o lembrete: se tem uma coisa simples que a gente pode fazer por nós e pelos outros, é se vacinar! Não dói quase nada, protege um monte e ainda rende um baita passeio pelo coração da cidade. E olha, sábado produtivo assim devia virar lei!

 

J.K – 28.03.26




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