sábado, 28 de março de 2026

Entre fatias de pizza, mitologia e silêncios

       Tudo começou de um jeito simples, quase despretensioso! Uma conversa nas redes sociais sobre pizza, dessas artesanais, bem recheadas, feitas com capricho e coragem de quem empreende. Ela falava das massas que cresciam no tempo certo, dos molhos preparados com paciência, das encomendas saindo quentinhas para entrega. Entre uma foto e outra, eu já estava imaginando o cheiro invadindo a cozinha, o queijo derretendo, a borda crocante. Confesso: fiquei curioso! Não era só fome! Era vontade de experimentar algo que parecia feito com afeto.

 

 A conversa foi ganhando tempero! Saímos do cardápio e fomos para a vida! Ela comentou que, no dia seguinte, sairia para pedalar e também para entregar algumas encomendas com um amigo de quem gostava muito. Falava com leveza, como quem equilibra trabalho e prazer na mesma cesta da bicicleta. Eu achei bonito! Essa capacidade de misturar responsabilidades com liberdade. E ali, no meio da troca, percebi que já não era só sobre comida! Era sobre conexão!

 

 No dia seguinte, migramos para o WhatsApp! A conversa deslizou para um assunto que sempre me ganha: pets. Ela falava deles com brilho nas palavras! Eu também! Concordamos que não são “apenas animais”. são parte da família! Exigem cuidado, presença e carinho. São como crianças que dependem da nossa proteção e da nossa paciência diária. E eu gosto de gente que entende isso! Que sabe que amar também é responsabilidade.

 

 Mas o que realmente me pegou de surpresa foram os nomes dos bichinhos. Nomes que ecoam histórias antigas, cheias de deuses, luz e lua. Filhos de Zeus com Leto. Justamente eu, que sempre me encantei com a mitologia grega, me vi sorrindo diante daquela coincidência quase simbólica. Não era só afinidade, era um pequeno sinal de sintonia inesperada.

 

 A conversa estava boa, fluía leve, curiosa, cheia de possibilidades. E então, como às vezes acontece, ela simplesmente silenciou! Sem despedida dramática, sem ponto final declarado. Ficou um espaço em branco! E eu fiquei com aquele gosto estranho, não de pizza dessa vez, mas de “quero mais”! De curiosidade que não foi saciada, de história que talvez esteja só começando ou talvez tenha sido apenas um capítulo breve. Ainda assim, fui dormir com um pensamento discreto e teimoso: que no dia seguinte o celular voltasse a vibrar, que a conversa retomasse de onde parou, e que entre receitas, pedais, pets e mitologia, a gente escrevesse mais algumas linhas dessa conexão inesperada que, do nada, começou a fazer sentido.

 

J.K – 15.02.26




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