Eu já chorei por amor de todos os jeitos possíveis e imagináveis! Teve lágrima sofisticada, acompanhada de gelo e copo na mão, e teve choro clássico, afundando o travesseiro às três da manhã como se ele tivesse culpa de alguma coisa. Já prometi mudança olhando pro teto, pro espelho e até pro além, como se alguma entidade estivesse anotando minhas intenções num caderninho celestial.
Também já fiz promessa mirabolante, dessas que a gente sabe que
não vai cumprir, mas fala com tanta convicção que quase acredita. Já dramatizei
em praça pública, já posei de forte quando por dentro eu estava desmontado, e
já atravessei meus próprios infernos pessoais em pleno verão, suando orgulho e
teimosia.
Só que teve uma hora em que eu cansei! Se ela ligar dizendo que
mudou, que agora vai ser diferente, que ainda existe esperança, eu
provavelmente estarei ocupado! Ocupado tentando não cair na mesma conversa
bonita que sempre termina no mesmo filme repetido! Eu conheço esse roteiro e já
comprei ingresso até demais pra essa sessão!
Já afoguei mágoa em copo como se bebida tivesse diploma em
terapia! Já tentei desatar nó no grito, no silêncio e até no exagero! Se
quiserem dizer que é vingança, que é drama ou que eu escolhi o dia errado pra
decidir isso, tudo bem! Podem falar, mas dessa vez eu não fico!
Hoje eu não quero plateia, nem guerra, nem disputa! Se ela gritar,
que grite! Se falar mal de mim por aí, que fale! Eu finalmente entendi que paz
é artigo de luxo e e eu decidi parcelar em suaves prestações comigo mesmo. E,
olha, demorou! Mas aprendi! Será? 😅
J.K – 16.02.26

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