Pode até parecer uma história comum, dessas que começam num dia qualquer, numa rua qualquer, com um sujeito tranquilo demais pra perceber que está prestes a se complicar. Eu sempre fui transparente, nunca tive muito o que esconder! Meu currículo amoroso era simples: poucos capítulos, nenhum escândalo internacional.
Aí você apareceu! E não foi nada cinematográfico demais, não teve
câmera lenta nem trilha sonora! Foi só você ali, parada, vivendo a sua vida e
eu, do nada, achando que aquilo era um sinal do universo. Hoje penso que eu
devia ter desconfiado, pois quando é bom demais, geralmente vem com manual de
instrução que a gente ignora solenemente.
O problema é que homem também perde a noção do perigo! A gente
acha que está calculando cada passo, mas no fundo já pulou de cabeça antes de
medir a profundidade. Eu me convenci de que estava fazendo um movimento
estratégico, quase um plano infalível. Na prática? Atirei no escuro achando que
ia acertar o centro do alvo. Spoiler: acertei foi meu próprio orgulho!
Confesso que, em algum momento, imaginei você mais acessível,
menos blindada, talvez até impressionada com meu charme de cidadão comum! Só
que eu fui inteiro demais! Entreguei argumento, expectativa e até pose de homem
seguro, tudo no mesmo pacote. Basicamente coloquei meu coração na bandeja como
quem oferece amostra grátis em supermercado.
Resultado? Fui desmontado com elegância! Não teve grito, nem cena
dramática! Foi um “não” limpo, direto, quase técnico! Um golpe seco na
autoestima, daqueles que a gente leva sorrindo por fora e cambaleando por
dentro.
Mas quer saber? Sobrevivi! Com um pouco menos de arrogância e um
pouco mais de senso de realidade. E, apesar do nocaute, ainda acho bonito
quando alguém tem esse poder de derrubar a gente só existindo! Só da próxima
vez, prometo pelo menos usar capacete emocional. 😅
J.K – 16.02.26

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