segunda-feira, 30 de março de 2026

Manual do cidadão que achou que estava no controle

       Pode até parecer uma história comum, dessas que começam num dia qualquer, numa rua qualquer, com um sujeito tranquilo demais pra perceber que está prestes a se complicar. Eu sempre fui transparente, nunca tive muito o que esconder! Meu currículo amoroso era simples: poucos capítulos, nenhum escândalo internacional.

 

 Aí você apareceu! E não foi nada cinematográfico demais, não teve câmera lenta nem trilha sonora! Foi só você ali, parada, vivendo a sua vida e eu, do nada, achando que aquilo era um sinal do universo. Hoje penso que eu devia ter desconfiado, pois quando é bom demais, geralmente vem com manual de instrução que a gente ignora solenemente.

 

 O problema é que homem também perde a noção do perigo! A gente acha que está calculando cada passo, mas no fundo já pulou de cabeça antes de medir a profundidade. Eu me convenci de que estava fazendo um movimento estratégico, quase um plano infalível. Na prática? Atirei no escuro achando que ia acertar o centro do alvo. Spoiler: acertei foi meu próprio orgulho!

 

 Confesso que, em algum momento, imaginei você mais acessível, menos blindada, talvez até impressionada com meu charme de cidadão comum! Só que eu fui inteiro demais! Entreguei argumento, expectativa e até pose de homem seguro, tudo no mesmo pacote. Basicamente coloquei meu coração na bandeja como quem oferece amostra grátis em supermercado.

 

 Resultado? Fui desmontado com elegância! Não teve grito, nem cena dramática! Foi um “não” limpo, direto, quase técnico! Um golpe seco na autoestima, daqueles que a gente leva sorrindo por fora e cambaleando por dentro.

 

 Mas quer saber? Sobrevivi! Com um pouco menos de arrogância e um pouco mais de senso de realidade. E, apesar do nocaute, ainda acho bonito quando alguém tem esse poder de derrubar a gente só existindo! Só da próxima vez, prometo pelo menos usar capacete emocional. 😅

 

J.K – 16.02.26




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