Fim de semana chega, o corpo ainda reclamando de duas semanas na estrada, mas basta a campainha tocar para o cansaço pedir licença. Receber visita sempre foi bom, mas quando é sobrinho, aí muda tudo! A casa ganha outro ritmo, outro som, outra alegria. Só tem um detalhe difícil de engolir: aquele guri cresceu! Cresceu tanto que já é homem feito, casado, com vida própria. E, mesmo assim, pra mim, continua sendo “o guri”!
Eles andam pelo
mundo, morando em Porto Alegre, circulando por Caxias do Sul, reencontrando
amigos, família, histórias. E no meio de tantas opções, escolhem ficar aqui! Isso diz muita coisa! Confesso que me enche de orgulho saber que minha casa
segue sendo abrigo, porto seguro, lugar de pouso! Deve ser que o tiozão aqui
acertou alguma coisa na arte de bem receber.
Aqui não tem
cobrança, não tem relógio, não tem interrogatório. A regra é simples: sintam-se
em casa! Comem quando der fome, saem quando der vontade, voltam quando o
coração pedir. Não precisam dar satisfação. A presença já é suficiente! Mesmo
adultos, casados, cheios de compromissos, pra mim continuam sendo duas crianças
crescidas, dessas que a gente protege só de olhar.
Sou suspeito, eu
sei, mas ele é dessas pessoas raras: doce no trato, educado no gesto,
prestativo sem alarde, amoroso sem exagero. Um nerd no melhor sentido da
palavra: inteligente, dedicado, trabalhador, com aquele brilho curioso nos
olhos. Um geninho, desses que dão orgulho silencioso, daqueles que a gente
observa e pensa: “o mundo está em boas mãos”.
E aqui, entre nós,
em tom bem confessional: eu adoro quando eles vêm, mesmo sabendo que passam
mais tempo com os amigos do que comigo. Está tudo certo! A vida é assim mesmo! Cada um segue seu caminho, constrói sua história, mas saber que ainda voltam,
ainda escolhem, ainda pertencem! Ah, isso não tem preço! Porque no fim das
contas, viver é isso! E quando é em família, fica ainda melhor!
J.K – 07.02.26

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