Mãe, Helena Horácia, eu ensaio discursos na cabeça, organizo frases bonitas, penso em metáforas grandiosas, mas quando chega a hora de falar de ti, tudo parece pequeno demais. As palavras não conseguem alcançar o tamanho do que eu sinto! É como tentar colocar o mundo inteiro dentro de um copo.
Eu poderia comparar com o céu aberto, com o mar sem fim, com as
estrelas que insistem em brilhar mesmo na noite mais escura. Mas ainda assim
seria pouco! Porque o que eu sinto por ti não é paisagem, é raiz, é sangue, é
pulsar! É fundamento! É o chão que me sustenta quando eu penso que vou cair!
Às vezes me pego aflito, querendo encontrar uma forma perfeita de
explicar esse amor. Queria algo à altura do teu colo, da tua força silenciosa,
da tua maneira de cuidar sem fazer alarde. Tu nunca precisou de grandiosidade
para ser imensa! E talvez seja isso que me ensine tanto: o amor verdadeiro não
grita, ele permanece!
Se em algum momento eu falhar nas demonstrações, se o mundo me
distrair ou me endurecer, nunca duvide: o que eu sinto por ti é o maior amor
que existe dentro de mim. Ele nasceu comigo! E vai comigo até o fim!
Eu sei que o amor de mãe é infinito! Mas saiba que o amor de filho também é!
J.K – 14.02.26

Nenhum comentário:
Postar um comentário