sexta-feira, 20 de março de 2026

Amor que não cabe em palavras

         Mãe, Helena Horácia, eu ensaio discursos na cabeça, organizo frases bonitas, penso em metáforas grandiosas, mas quando chega a hora de falar de ti, tudo parece pequeno demais. As palavras não conseguem alcançar o tamanho do que eu sinto! É como tentar colocar o mundo inteiro dentro de um copo.

 

 Eu poderia comparar com o céu aberto, com o mar sem fim, com as estrelas que insistem em brilhar mesmo na noite mais escura. Mas ainda assim seria pouco! Porque o que eu sinto por ti não é paisagem, é raiz, é sangue, é pulsar! É fundamento! É o chão que me sustenta quando eu penso que vou cair!

 

 Às vezes me pego aflito, querendo encontrar uma forma perfeita de explicar esse amor. Queria algo à altura do teu colo, da tua força silenciosa, da tua maneira de cuidar sem fazer alarde. Tu nunca precisou de grandiosidade para ser imensa! E talvez seja isso que me ensine tanto: o amor verdadeiro não grita, ele permanece!

 

 Se em algum momento eu falhar nas demonstrações, se o mundo me distrair ou me endurecer, nunca duvide: o que eu sinto por ti é o maior amor que existe dentro de mim. Ele nasceu comigo! E vai comigo até o fim!

 

 Eu sei que o amor de mãe é infinito! Mas saiba que o amor de filho também é! 

 

J.K – 14.02.26




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