Tem momentos em que o corpo pede mais do que descanso. Ele pede limpeza! Não só da pele, mas do que gruda por dentro: cansaços invisíveis, energias atravessadas, olhares que pesam sem pedir licença. Nessas horas, eu recorro ao simples e ao antigo. Um banho preparado com ervas, cheiro verde que acalma, água que escorre levando embora o que não é meu. É ali que começo a me reorganizar.
Enquanto a água faz
o trabalho dela, a fé entra em cena. Reza sussurrada, pensamento firme, pedido
sincero. Não sigo uma linha só, sigo o que protege. Chamo os santos, os guias,
os espíritos de luz. Peço a quem sabe cuidar. Porque proteção boa não escolhe
religião, escolhe intenção. Toda ajuda é bem-vinda quando o pedido vem limpo.
Aprendi cedo a
respeitar quem benze com as mãos e com a palavra. As benzedeiras têm um saber
que não se explica, só se sente! Um toque, uma oração antiga, um gesto repetido
há gerações. Parece pouco, mas muda o ar, muda o peito, muda o rumo. É como se
alguém dissesse: vai tranquilo, tá fechado, tá cuidado!
Também cuido da
casa, porque casa sente! Erva no canto certo, água renovada, luz acesa, porta
protegida. Não é medo, é zelo! É entender que tudo vibra, inclusive o lugar
onde a gente mora. E se o mundo anda pesado, que pelo menos ali dentro exista
respiro.
No fim, minha fé é
esse mosaico bonito: um pouco de santo, um pouco de espiritismo, muito respeito
ao invisível. Eu acredito na limpeza que se faz com água, folha, reza e
intenção. Porque quando a gente se cuida por inteiro, o caminho se abre, e o
que é ruim, não encontra onde ficar.
J.K – 31.01.26

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