terça-feira, 24 de março de 2026

Do fundo do meu coração

  Toda vez que você reaparecia, algo em mim sorria antes mesmo de eu permitir. Era automático! Bastava te ver chegando para eu esquecer as promessas que fiz a mim mesmo nas madrugadas de lucidez. Eu jurava que tinha aprendido! Jurava que daquela vez seria diferente! Mas bastava você encostar no meu mundo para eu provar de novo aquele sentimento que é doce na boca e amargo na alma.

 

 Eu assisti ao meu orgulho escorrer pelos seus dedos! Vi minha dignidade perder força enquanto eu insistia em chamar de amor aquilo que me machucava. Cada despedida sua deixava marcas que eu fingia não ver. E quando você voltava, eu inventava justificativas, criava esperanças, fazia de conta que o passado não tinha acontecido.

 

 A verdade é que eu sempre quis acreditar que, dessa vez, você ficaria! Que o retorno significava permanência! Que o abraço e os beijos não eram só passagem! Mas, no silêncio que vinha depois, eu entendia: eu era porto provisório, nunca destino.

 

 Hoje estou aqui, olhando para as cicatrizes que ficaram! Elas não desapareceram, mas me ensinaram alguma coisa. Amar não pode ser sinônimo de implorar! Sentir não pode significar se diminuir! E, mesmo que uma parte de mim ainda respondesse “sim” se você perguntasse se eu sou seu, existe outra parte, a mais cansada e mais consciente, que finalmente aprendeu a dizer “não”!

 

Do fundo do meu coração, eu sei: para me reconstruir, você não pode voltar! Não porque eu não ame, mas porque, dessa vez, eu preciso me escolher, esquecer de você!

 

J.K – 15.02.26




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