Depois de uma semana daquelas, resolvi ser adulto responsável e pedir uma folguinha. A ideia era linda: descansar, organizar a cabeça, talvez até lembrar como é não viver correndo. Consegui a folga, mas no papel somente! Porque, na prática, trabalhei mais do que em dia normal, só que de casa e de chinelo, o que dá uma falsa sensação de descanso.
Meu celular, coitado, entrou em modo plantão sem
nem ser consultado! Não parou um minuto! Eu até tentei ignorar, juro! Olhava
pra ele, ele olhava pra mim! Perdi: eu atendi, respondi e resolvi! E assim foi
indo! No fim, percebi que minha folga virou só uma troca de cenário com Wi-Fi.
E o meu chefinho, que não falha nunca, resolveu me
prestigiar cedo! Antes das 7h já estava me chamando, firme e forte! E sabe o
pior? Eu até gosto quando ele chama! Quando não chama, aí sim dá um frio na
espinha! Porque silêncio demais no trabalho não costuma ser bom sinal! Prefiro
o caos produtivo do que o abandono suspeito!
No meio dessa correria, eu ainda dou risada de mim
mesmo! Porque fui eu que inventei essa história de folga! Quem manda, né? Mas a
verdade é que, mesmo resmungando aqui e ali, eu gosto do que faço! Gosto de me
sentir útil, de saber que faço diferença! E sim, melhor estar sendo chamado do
que estar atualizando currículo em desespero.
Claro que nem tudo são flores! Tem dias em que a
vontade é mandar meio mundo dar uma voltinha bem longe! Mas a gente respira,
conta até dez e deixa essas viagens só na imaginação! Porque no fundo, apesar
dos perrengues, eu tenho sorte! Trabalho com gente boa, numa empresa que me dá
orgulho! Tá, nem todo mundo é gente boa, confesso! Mas aí a gente pratica o
básico: bom dia, boa tarde e uma distância segura!
No fim das contas, minha folga não descansou meu
corpo, mas organizou uma coisa importante: minha cabeça! Me lembrou que, mesmo
no meio da bagunça, eu gosto dessa vida! E talvez seja isso que importa! Porque
trabalhar muito cansa, mas trabalhar sem gostar cansa muito mais!
J.K – 27.03.26

Nenhum comentário:
Postar um comentário