sábado, 21 de março de 2026

Liberdade também é amor

 Eu aprendi, às vezes tarde demais, que amor não combina com prisão. Quando a gente tenta segurar demais, sufoca! Quando aperta com medo de perder, acaba afastando. Se for para alguém ficar, que fique porque quer. Porque escolheu! Porque sente! Não porque foi amarrado pelas nossas inseguranças.

 

 Também entendi que certas palavras são pesadas demais. Algumas despedidas soam definitivas, como se fechassem portas que talvez só precisassem de tempo. Nem todo afastamento é fim! Às vezes é pausa! Às vezes é o intervalo necessário para que cada um respire e descubra se o sentimento ainda encontra caminho de volta.

 

 Eu já vi histórias se perderem por impaciência. Já vi dois tentando viver como se fossem um só, esquecendo que cada coração tem ritmo próprio. Amar não é fusão, é encontro! Quando duas pessoas deixam de existir individualmente, o que sobra não é intensidade, é desgaste!

 

 E quer saber? Eu não tenho medo da minha própria companhia! Carrego comigo as marcas de quem passou, os aprendizados, as cicatrizes e as lembranças boas. Cada amor deixou um rastro em mim, e em cada um eu deixei um pouco do que sou. Isso não é fracasso, é caminho.

 

 Hoje eu escolho viver com verdade! Se alguém ficar, que seja para compartilhar, não para possuir. Porque desperdiçar a própria essência tentando caber no outro é comum demais. E eu já não quero o comum! Quero o inteiro! Mesmo que isso signifique, às vezes, caminhar só.

  

J.K – 14.02.26




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