Eu confesso: ando meio cansado de gente! Não de
todo mundo, claro, mas de um tipo bem específico! Aquela turma que acorda já
reclamando do despertador, do clima, do café e, se bobear, até da própria
sombra! Parece que fizeram um curso intensivo de insatisfação e passaram com
louvor.
No trabalho então, virou esporte! Tem colega que
não entrega solução, mas entrega crítica em prazo recorde! E com uma convicção
bonita, diga-se de passagem! Às vezes eu fico pensando se existe algum grupo
secreto onde ensinam a transformar qualquer assunto em problema! Se existe, tem
bastante gente matriculada!
E não para por aí! Tem também os especialistas em
opinião desnecessária! Aqueles que não gostaram de algo e sentem uma necessidade
quase missionária de avisar o mundo inteiro! Como se fosse um serviço público:
“atenção, eu não gostei disso”! Obrigado pela informação, cidadão! Seguimos sem
ela mesmo!
O curioso é que, no meio disso tudo, a pessoa ainda
se acha o centro da razão universal. Tudo gira em torno do humor dela, da
expectativa dela, do desconforto dela! E se você ousa estar bem, pronto: parece
até provocação! Felicidade alheia, pra esse tipo de gente, soa quase como
ofensa pessoal.
E eu, que não sou bobo nem nada, comecei a praticar
um exercício simples: me afastar com elegância! Não é falta de educação, é
sobrevivência emocional mesmo! Porque mau humor pega, viu! É tipo gripe, só que
sem febre e com mais reclamação!
No fim das contas, eu sigo acreditando que dá pra
ser leve! Dá pra ser educado, generoso, minimamente agradável de conviver! Não
precisa ser o Dalai Lama das relações humanas, mas também não precisa ser o
fiscal do apocalipse.
Então, se for pra reclamar de tudo, pelo menos
avisa antes, pra eu pegar uma cadeira confortável e assistir de longe! Porque,
sinceramente, eu tô preferindo gente que soma, nem que seja com um bom dia bem
dado. Já ajuda mais do que muita opinião por aí.
J.K – 27.03.26

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