sexta-feira, 27 de março de 2026

Manual de sobrevivência pra gente azeda

 Eu confesso: ando meio cansado de gente! Não de todo mundo, claro, mas de um tipo bem específico! Aquela turma que acorda já reclamando do despertador, do clima, do café e, se bobear, até da própria sombra! Parece que fizeram um curso intensivo de insatisfação e passaram com louvor.


 No trabalho então, virou esporte! Tem colega que não entrega solução, mas entrega crítica em prazo recorde! E com uma convicção bonita, diga-se de passagem! Às vezes eu fico pensando se existe algum grupo secreto onde ensinam a transformar qualquer assunto em problema! Se existe, tem bastante gente matriculada!


 E não para por aí! Tem também os especialistas em opinião desnecessária! Aqueles que não gostaram de algo e sentem uma necessidade quase missionária de avisar o mundo inteiro! Como se fosse um serviço público: “atenção, eu não gostei disso”! Obrigado pela informação, cidadão! Seguimos sem ela mesmo!


 O curioso é que, no meio disso tudo, a pessoa ainda se acha o centro da razão universal. Tudo gira em torno do humor dela, da expectativa dela, do desconforto dela! E se você ousa estar bem, pronto: parece até provocação! Felicidade alheia, pra esse tipo de gente, soa quase como ofensa pessoal.


 E eu, que não sou bobo nem nada, comecei a praticar um exercício simples: me afastar com elegância! Não é falta de educação, é sobrevivência emocional mesmo! Porque mau humor pega, viu! É tipo gripe, só que sem febre e com mais reclamação!


 No fim das contas, eu sigo acreditando que dá pra ser leve! Dá pra ser educado, generoso, minimamente agradável de conviver! Não precisa ser o Dalai Lama das relações humanas, mas também não precisa ser o fiscal do apocalipse.


 Então, se for pra reclamar de tudo, pelo menos avisa antes, pra eu pegar uma cadeira confortável e assistir de longe! Porque, sinceramente, eu tô preferindo gente que soma, nem que seja com um bom dia bem dado. Já ajuda mais do que muita opinião por aí.


J.K – 27.03.26









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