Então é dezembro! E, claro, o melhor fica por último — inclusive eu! Sempre brinco que dezembro chega carregado de simbolismos, memórias, cheiros, rituais… e do meu aniversário. Coincidência? Talvez. Destino? Com certeza absoluta, se você perguntar para um sagitariano.
O nome do mês vem do latim decem, o décimo
mês do antigo calendário romano. Só que o tempo passou, o calendário mudou, e
dezembro foi escorregando até virar o último suspiro do ano — aquele momento em
que todo mundo faz balanços, promessas e suspira por recomeços. E ali, bem no
meio dessa energia de virada, estou eu soprando velas.
Tem outra curiosidade que sempre me fascina:
enquanto no hemisfério norte dezembro traz o solstício de inverno, com o dia
mais curto e a noite mais longa do ano, aqui no sul vivemos o extremo oposto —
o nascimento do verão. Talvez por isso eu seja tão contraditório: hora
introspectivo, hora expansivo. Dezembro é esse choque de luz e sombra que mora
em mim também.
E como se tudo isso não bastasse, no século IV
escolheram o dia 25 para celebrar o nascimento de Jesus. A data virou tradição,
virou afeto coletivo, virou Natal. Já o dia 31 encerra tudo com aquele sopro de
esperança, como quem diz: “Vai ficar tudo bem, respira e tenta de novo.”
Agora, a parte divertida: a imagem moderna do Papai
Noel — velhinho simpático, barba branca, roupa vermelha — não é tão antiga
quanto parece. Veio das campanhas da Coca-Cola nas décadas de 1920 e 1930.
Talvez isso explique por que eu gosto tanto de Natal, Coca-Cola… e, claro,
presentes. Algumas coisas simplesmente fazem sentido.
Por fim, curiosidades à parte, eu sou Sagitário na
versão completa, 19 de dezembro. Isso significa que, sim, posso ser fogo,
aventura e liberdade — mas também sou o amigo mais leal que você vai encontrar.
Só não diga que eu não avisei.
E no fim das contas, dezembro sempre me
abraça do jeito certo: com memórias, promessas, exageros sagitarianos e aquele
lembrete silencioso de que eu ainda tenho muito a viver. E é por isso que, ano
após ano, eu celebro — a vida, o Natal e, principalmente, a sorte de ser eu.
JK – 29.11.25

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