Este ano, tomei coragem e fiz um pedido especial para o Papai Noel — mesmo sabendo que alguns vão dizer que enlouqueci de vez, que sou um sonhador incorrigível, alguém que não se encaixa nos tais “padrões” dessa sociedade apressada. E talvez eu não me encaixe mesmo. Talvez eu seja, sim, um pouco fora da curva. Mas, no fundo, é justamente por isso que resolvi abrir meu coração e confessar o que venho desejando há tanto tempo.
Pedi algo simples… e, ainda assim, tão raro: que as
pessoas carreguem um pouco mais de amor dentro do peito. Que soltem esse peso
do egoísmo, que olhem além do próprio umbigo, que enxerguem a dor — e a beleza
— que existe no outro. Sonhei com um mundo onde um sorriso não é moeda de
troca, onde a mão estendida não pede nada em retorno. Onde a gentileza não é
exceção, mas hábito.
Também pedi algo ainda mais difícil: que cessem as
guerras. Pode parecer utopia, eu sei… mas é duro aceitar que, mesmo vivendo na
era da inteligência artificial, ainda somos incapazes de controlar nossos
impulsos mais destrutivos. Como é possível que, com tanto avanço, falte
justamente aquilo que não se compra — humanidade, autocontrole, empatia? Às
vezes, me pergunto se desaprendemos a sentir.
E por fim, pedi o que mais me aperta o coração: que
nenhuma mesa fique vazia neste Natal — nem em nenhum dia de 2026. Que cada
família tenha o mínimo para celebrar a vida, o renascimento, a esperança. Que o
próximo ano traga mais estabilidade, mais dignidade, mais horizonte aberto para
todos nós. Estou confiando em você, Papai Noel… mas, acima de tudo, estou
confiando nos governantes que chegarão em 2026. Que sejam melhores do que os
que tivemos. Que sejam, ao menos, humanos.
JK – 12.12.25

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